Do Caos ao Paraíso


A alegria evita mil males e prolonga a vida.
William Shakespeare




Wilma Rejane


A vida é bela é um filme italiano que retrata o País durante a Segunda Guerra Mundial. O judeu Guido, é mandado para um campo de concentração, juntamente com seu filho, o pequeno Giosuè. Guido é um homem simples, inteligente e espirituoso, um pai amoroso, e graças a isso consegue fazer com que seu filho acredite que ambos estão participando de um jogo, sem que o menino perceba o horror no qual estão inseridos. Em meio à terrível realidade do holocausto, Guido extraiu beleza para proporcionar felicidade ao filho.

Alguém poderia acusar Guido de irreal e enganoso, porém relembro com ele que a vida é mesmo bela e que é possível do caos fazer viver ou reviver a felicidade: “No princípio criou Deus o céu e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus haja luz; e houve luz”. Gn 1:1-4.

Há sempre beleza para os que amam, do caos advém o Paraíso, não foi assim que surgiu o Éden? Quem poderia imaginar que no sofrimento da Cruz, do Cristo humilhado, ferido e injustiçado estaria a Redenção da humanidade? Quais foram os olhos que viram na fragilidade do Jesus ferido e ensanguentado a minha e a sua salvação? Não desanime diante dos cenários em "holocausto". Confie no Senhor e como Guido, veja beleza através dos olhos da fé.  Chame a existência o que está no coração de Deus, porque Ele quer que sejamos felizes.


 "Porque eu bem sei os pensamentos que tenho sobre vós, pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então me invocareis, e ireis a mim; e eu vos ouvirei. E buscar- me-eis e me encontrareis, quando me buscardes de todo o vosso coração " Jr 29:11-13


"A Vida é bela quando se torna significativa, até mesmo em um campo de concentração" Gustavo Alvarenga

Não é possível ver a vida sem Deus. Ele está no domínio da história. O Papa Bento XVI, em visita a Auschwitz, fez a seguinte declaração:“Num lugar como este, as palavras falham. No fim, só pode haver um terrível silêncio, um silêncio que é um grito dirigido a Deus: Por que, Senhor, permaneceste em silêncio? Com pudeste tolerar isto? Onde estava Deus nesses dias? Porque esteve Ele silencioso? Como pôde permitir esta matança sem fim, este triunfo do demônio?”

A maldade espanta, limita, emudece e grita, mas não está esquecida, nem oculta aos olhos do Senhor. A ausência de Deus no coração dos ímpios é capaz de criar monstros, afinal o inferno é real e também seus demônios. Batalhas podem ser vencidas por esse exército das trevas, mas o fim da guerra já está escrito e não poderá ser mudado: “E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chamava-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça.” AP 11:1 Então surgirá nas nuvens o Filho de Deus, com poder e glória.

Na tragédia em Auschwitz , em meio ao horror, Deus continuava a escrever a vitória dos justos. Enquanto houver lágrimas, haverá também beleza.  Aquela reservada para os que crêem que resulta em socorro, conforto e sustento em todos os tempos. Como Guido, do filme a vida é bela, que por amor, considerava o sorriso do filho, o bem mais precioso, fito meus olhos na glória. Esta me faz ver além do holocausto. Esta me faz dormir e acordar sabendo que hoje, agora, o Senhor perto está. Que no último capitulo do Livro da  Vida está escrito: “Certamente cedo venho. Amém. Ora vem Senhor Jesus” Ap. 22:20.  E enfim, o bem triunfará.

Um comentário:

Presbítero Maurício disse...

Querida irmã, este é o meu lema! Nada a reclamar, tudo a agradecer! A vida realmente é bela com Jesus! Vida eterna, vida abundante, vida que valha a pena ser vivida. Saudações!

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