sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Traição no Casamento

Hilarry Clinton e Bill Clinton




Wilma Rejane


O casal abrigado pelos guarda-chuvas enfrentou uma verdadeira tempestade quando o caso de traição conjugal de Bill Clinton veio à tona. Casado com Hilarry Clinton, o então presidente dos Estados Unidos protagonizou um escândalo com uma de suas estagiárias chamada Mônica Lewinsky, o ano era 1998 e o mundo inteiro acompanhou a história. A esposa de Clinton agiu de forma tão sábia e cristã em relação ao caso, que conquistou eleitorado para sua promissora carreira politica que perdura até hoje. Ela perdoou o marido e disse ter feito isso firmada na fé em Cristo.

Esse é um exemplo envolvendo pessoas famosas e que por orgulho ou motivações torpes poderia ter ocasionado em divórcio,  contudo  casos semelhantes ocorrem diariamente com pessoas próximas ou distantes de nós: infidelidade conjugal é um fantasma que assombra, que concorre com a dor da morte de tão desastrosa que chega a ser. Algumas perguntas que se fazem em situações como essa, são: vale a pena perdoar? Ainda existe amor? Onde errei? Onde erramos? É possível recomeçar?

Quando interrogado por fariseus sobre a permissão de divórcio por Moisés, Jesus respondeu:  Pela dureza dos vossos corações ele vos deixou escrito esse mandamento. Mc 10:5. Significa que divórcio pode ser resultado da falta de perdão, de corações endurecidos, inflexíveis, tomados de tanta mágoa e dor que não conseguem vencer o drama da traição. Caídos por caídos, feridos sem mãos estendidas para reunir as forças e prosseguir de mãos dadas. 

Nenhum de nós é tão forte que jamais falhe e para um casal que escolheu se unir com perspectivas de relacionamento estável e feliz, é importante olhar para o outro como se fosse para si mesmo. O perdão é virtude dos fortes, dos que amam. A cura do esposo passa pelo perdão da esposa e vice-versa. É claro que existem casos e casos. Pessoas traem por tantos motivos que é difícil enumerar, mas a essência de toda traição carrega a mentira e onde houver mentira há pecado e infelicidade.



Cristãos não estão isentos de viver esse drama no casamento, para estes há uma diferença que deve fazer toda diferença na tomada de decisões: a fé. Sim, nem tudo deve ser tão espiritualizado a ponto de omitir ou negligenciar o óbvio, mas a fé em Deus e a consulta a Sua Palavra devem ser referencial: "O que Deus ajuntou, não o separe o homem" Mc 10:9. Construir, reconstruir e melhorar as famílias é propósito Divino. 

Não sou especialista na área de casais ou coisa parecida, mas idealizei esse artigo porque durante meus vinte e seis anos de casada, também já passei por tempestades, perdoei e fui perdoada e posso afirmar quão essencial é para o casal dialogar nos momentos de crise e se manter unidos mesmo que "o barco seja açoitado por fortes ondas". Ainda existe amor? Então faça-se da água vinho novo. Apaixonar-se por outra pessoa fora do casamento pode parecer bom e agradável, doce como aquele mel que Sansão encontrou na boca do leão, mas uma hora ele se tornará em fel.

Amor verdadeiro é aquele que olhando nos olhos do outro,  encharcados de lágrimas diz: " Te amo e não vou desistir de você por essa falha". É importante que se diga: o perdão chega junto com o arrependimento. Arrepender-se implica deixar para trás. Não praticar mais, cortar relações, laços com a terceira pessoa que provocou a crise na relação. É preciso reconquistar a confiança do cônjuge, devolver a estabilidade no relacionamento. Pense que a paixão é algo passageiro e que se volta para o imediatismo, o egoísmo de nossos sentidos. O amor é duradouro e tão belo que nem o tempo, nem as rugas, nem fracassos, nem vitórias conseguem extinguir.


Vejo as crises como momentos de crescimento e por isso, se a tempestade chega, é hora de se abrigar em Deus e aprender com o tempo que derrama forte chuva em um dia e no outro nos brinda com o raiar do sol e céu sem nuvens. Se você está enfrentando crise no casamento, não se desespere, invista tempo em conversar com seu (ua) companheiro(a). Se arrependa do mal que causou, ou se foi o outro que se arrependeu: perdoe e perdoe.

Lembra do tempo de namoro, de recém-casados? Que tal revigorar a relação resgatando o que ficou perdido em algum lugar na vida de casados? Conversar juntinhos até tocar o coração um do outro, beijar demoradamente na boca, se embelezar para atrair olhares e desejos do cônjuge, passar mais tempo juntos, e tantas outras coisas que sabemos fazer parte de um bom romance.


Deus o abençoe.

Um comentário:

Aline disse...

Que lindo esse artigo! Que Deus continue te usando. Estou passando por uma luta grande comigo mesma em virtude de uma traição por parte do meu conjuge, mas creio que o amor tudo sore, tudo cre, tudo espera, tudo suporta!

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