Enquanto houver tempo, mensagem Biblica sobre suicídio.

Te dei do que Me é próprio para que um dia, você voltasse para mim...


Wilma Rejane


Queria ter te conhecido, ouvido sua voz pela manhã, te abraçado saudando o novo dia. Por mais que tenha chamado seu nome, você não me ouviu. Estavas sempre tão ocupado, ansioso, sozinho com seus pensamentos, sonhos, e eu  queria fazer parte de seu mundo, mas você não me ouvia te chamar. Por muitas vezes soprei uma leve brisa em seu rosto, derramei orvalho sobre as plantas de seu jardim, colori raios de sol que adentravam por sua janela iluminado seu quarto. Tantas vezes coloquei grandes tesouros em detalhes da natureza para caber em suas pequenas mãos: cristais, pérolas, diamantes, a areia, sim, ela que  deslizava entre seus dedos quando seus passos percorriam caminhos... tantas vezes, molhei seus pés, lavei seu rosto, saciei sua sede, mas você não percebia que era Eu.

Ah se tivesses me ouvido, teria sido diferente. Te chamei de todas as formas:  suavemente, sussurrei, gritei até, mas você não me ouviu. Senti sua tristeza, vi suas lágrimas, contei-as, recolhi uma por uma em meus odres para transformá-las em riso, para regar os desejos mais profundos de sua alma, você não me ouvia. De dia lá estava eu te levantando da cama, de noite te colocava para dormir,  você não me via. Acordavas as vezes, o sono se perdia entre ânsias, medos. Sempre estive com você, mesmo você fazendo questão em não estar comigo. Eu estava lá quando seu choro se ouviu na maternidade, quando aprendeu os primeiros passos, as primeiras palavras. Meus olhos viram  sua substância ainda informe, aconcheguei-te no ventre materno, e quando sequer entendias a linguagem das palavras, Eu já dizia que te amava.


Você não me ouvia, mesmo sabendo que Eu existia, e eu  precisava te conhecer, de coração, pois firmei esse compromisso de receber corações como forma de intimidade, de amizade, de filiação. Te chamei para ser de minha pátria, minha família, com nome e sobrenome, mas você desprezou meu zelo, meu amor, a herança que te reservei. Dia após dia te chamei, mas desviavas a vista de mim, os ouvidos. As vezes você sabia que era Eu quem falava e isso te acalmava, em algumas situações, e era o bastante. Por vergonha, orgulho, rebeldia, você prosseguia sem mim e Eu te esperava como um Pai à porta de casa, com olhos cheios d'água. Eu queria sua companhia, sem você a casa fica mais vazia. Não, você não chegou a saber, mas muitas vezes eu quis te dizer que à mesa estava posta, um banquete, aguardando sua volta.


Considerei as escolhas de seus pais por terem um filho. Considerei sua luta por vir ao mundo, a reunião de sêmen .  Considerei minhas Palavras sobre a vida, sobre  o mundo. Te dei do que me é próprio para que um dia, você voltasse para mim. Mas você não me ouviu. Te vi tantas vezes a me procurar, nos lugares errados, o que te deixava frustrado. Quis te abraçar nos dias frios, quando solitário sofrias e ninguém te entendia.  Quando a morte te espreitava, eu te guardava. Quando a vida te machucava, eu te curava, quando de riso te fartavas, eu lá estava e você não me via. Chorei por ti, te amei tanto, como ninguém jamais te amou, mas  desconhecestes esse amor. Seus olhos estavam velados para mim porque seu coração mantinha ferrolhos evitando minha chegada e eu que me fiz claro como os luminares no céu considerei suas escolhas.

Sabes, hoje estou a te falar por carta, porque mais uma vez, tentei te falar pessoalmente, mas não me ouviste. Enviei mensageiros com Palavras, um até enfrentou  feras, sofreu injurias, barreiras, oposição, chegou à morte para que tu me ouviste. Mas esse mensageiro meu, um filho, único de mim, escolhi como primícia para te entregar a mensagem de que não deverias temer nem a vida, nem a morte; comigo, terias a vida eterna. Não entendeste a mensagem, não quiseste, te pareceu irreal. E eu te vi me recusar quando disseste não ao mensageiro filho meu. Não me culpes , mesmo triste, compreendi sua recusa e agora parece tarde para a ceia, para o banquete.  Choro por ti,  mais uma vez queria te abraçar, te aquecer em meu colo de amor, mas as trevas te encobrem, te recebem, há um irreversível abismo entre nós.


 * A Verdade  é inegociável, aquele que se suicida não herda a vida Eterna com Deus. Observo depoimentos de parentes e amigos de suicidas dizendo que o céu o recebeu, que "foi dessa para uma melhor", é triste e doloroso, mas não há possibilidade. Por isso, enquanto houver tempo, busquemos ao Senhor, enquanto podemos encontrá-Lo: "Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar." Isaías 55:6-7




Deus abençoe a cada um de nós, por Sua graça e misericórdia.

3 comentários:

rosana lova disse...

oi amiga...sem palavras com seu texto... sabe mas hoje me lembre do 11 de setembro la nos Estados Unidos... como foi triste né... que o Senhor tenha misericórdia de nós... mas mudando de assunto,estou amando o seu livro...vou mostrar no meu bloguinho novo eu posso ?? querida amiga... estou com bloguinho novo se desejar me seguir vou ficar muito feliz...obrigado pelo carinho de sempre passe la pra dar uma olhadinha...vou deixar o link pra vc me seguir ok bjinhos ....
http://tricodaro.blogspot.com.br/

Wilma Rejane disse...



Oi Rô, graça e paz de Jesus!

Passei em seu novo blog e já segui. Que essa interatividade nossa renda sempre boas e agradáveis surpresas, não é mesmo?

Sou suspeita para falar da beleza e suavidade de A Primavera de Sara, mas falo mesmo assim: o livro está belo, suave e agradável. Claro que podes divulgar!

Que nossos dias sejam de gratidão a Deus por tudo, porque Seu amor por nós se revela em todo universo.

Obrigada, Deus a abençoe, mana.

Luciana. disse...

Querida Wilma, lindo teu texto. Infelizmente as pessoas tem ideias tão erradas e acabam passando isso a tantas pessoas. É uma pena que alguém chegue ao ponto de tirar sua própria vida, de desistir de lutar, de desistir de si mesmo... que Deus tenha misericórdia de nós.
Teu livro é maravilhoso, li com tanta sede, foi tão bom. Que Deus te capacite cada vez mais!
Bjos, Lú.

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