Jesus não se apressou



  
Wilma Rejane

"Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. Ouvindo, pois, que Lázaro estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava."João 11:5,6.


Jesus estava para além do Jordão, próximo ao local onde João batizava (João 10:40), quando chegam mensageiros com a notícia de que Lázaro adoecera gravemente. Apesar de amar Lázaro e toda sua família, Ele permanece por mais dois dias onde estava para em seguida partir em direção a Betânia, uma pequena aldeia situada cerca de 3 km a leste de Jerusalém. Qual seria o motivo da demora, por que Jesus não se apressa em socorrer aquela família tão próxima que costumava abrigá-Lo? 

Para os discípulos, Jesus justifica:

" Lázaro dorme, mas vou despertá-lo do sono e folgo, por amor de vós de que eu lá não estivesse, para que acrediteis". (João 11:15)

O foco da mensagem aqui não será especificamente a ressurreição de Lázaro após quatro dias na sepultura. Este fato que fez Jesus chorar e demonstrar Seu poder sobre a vida e a morte. Este fato que abalou de uma vez por todas a estrutura dos religiosos da época que intensificaram a perseguição culminando na crucificação. O destaque aqui será  esmiuçar a atitude "demorada" de Jesus por acudir e atender as orações por cura daquela família. Jesus não curou Lázaro: ele adoeceu, morreu e por fim ressuscitou. Ninguém aguardava tal desfecho, nem mesmo a mais pura fé das irmãs Marta e Maria que em conversa particular com Jesus comentaram: "Se Tu estivesses aqui meu irmão não teria morrido" (Marta em João 11:21 e Maria em João 11:32).

No tempo de Deus:

É só uma questão de tempo


Pouco a pouco, ainda que contra a nossa vontade, acostumamo-nos a conviver com os vendavais que ameaçam nossa vida. Na medida do possível, adaptamo-nos à fúria dos ventos contrários e também à força das águas turbulentas. Tudo não passa de uma necessidade de sobrevivência. Afinal, viver é o que realmente importa.

Nosso passado registra uma história de lutas, algumas profundamente dolorosas, diante das quais achávamos que não sobreviveríamos, tamanha era a desproporção entre a nossa força e as forças que se levantavam contra nós.

Eram como rios violentos, ventos destruidores e noites escuras, a fúria das pessoas que nos enganaram, dos poderes que nos oprimiram, das circunstâncias adversas. E apesar de tudo, aqui estamos nós. Passaram os ventos, o mar se acalmou, as águas foram acariciadas pela brisa da paz, e nós sobrevivemos. Afinal de contas, depois da tempestade vem sempre uma brisa que nos faz sonhar e continuar vivendo.

Koinonia



Wilma Rejane

“ Quando Abraão tinha noventa e nove anos, o Senhor Deus apareceu para ele e disse: Eu sou o Deus todo poderoso. Viva uma vida de comunhão comigo e seja obediente a mim em tudo” Gênesis 17:1.

Comunhão. Qual seria o significado dessa palavra? 

No idioma grego comunhão é Koinonia (uma referência muito presente no Evangelho) e se traduz em: compartilhamento, uniformidade, associação, parceria, sociedade, companheirismo, intimidade, união (Strong 2842)

Abraão viveu em comunhão com Deus ou seja: “  Ele se aproximou, fez uma parceria, se tornou íntimo, companheiro, unido, próximo de Deus”, por isso, vamos ler lá na epístola de Tiago: “...E Abraão foi chamado amigo de Deus” (Tg 2:23)

Podemos olhar para Abraão e pensar que Deus o escolheu para ser seu amigo e por esta razão não houve nenhuma dificuldade para tal. Não é verdade. A condição humana de Abraão era de fraqueza, fragilidade. Um homem comum com lacunas sentimentais, um anseio latente por ser pai e limitado quanto a capacidade de realizar esse anseio. E não apenas isso, Abraão falha em alguns momentos de sua caminhada com Deus. O diferencial existente no homem Abraão era: ele tinha fé. Vivia por meio da fé, a comunhão com Deus era sua força, pois por meio dela era transformado.

Assim, aprendo que comunhão não é capacidade, habilidade, mérito. É um relacionamento que se torna possível quando o homem reconhece a impossibilidade de viver sem Deus. Essa questão de comunhão pode não parecer tão simples quando está aliada a outras questões como: mérito e predestinação:

Os cegos e o elefante, uma parábola hindu adaptada para o cristianismo

Ilustração de Barbara McClintock, para o livro “Leave your sleep”.
Wilma Rejane

Os cegos e o elefante faz parte do folclore hindu,  é um clássico que mostra como cada indivíduo  vê as coisas somente do seu ponto de vista pensando estar certo, no entanto, pode concluir estar errado quando vê as coisas sob outro ponto de vista.

O poeta norte-americano John Godfrey Saxe (1816-1887)  ficou conhecido por recontar a fábula em poesia,  canal Mórmon por sua vez  adaptou o conto para falar da Verdade salvadora que é Cristo Jesus. Vi o vídeo e considerei um modo criativo de propagar as Boas Novas do Evangelho, afinal, Jesus também usava parábolas para se fazer entender.

Convido-o para assistir esse curta metragem Bíblico alegrando-se por saber que existe um Caminho de Luz e esperança para todas as nações ( Salmo72:11).

Uma abençoada semana para você, na paz de Cristo!🙏




Olha lá o time de Cristo na copa do mundo!





Wallace Sousa

“Não sabeis que aqueles que correm no estádio, todos, na verdade correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.” I Coríntios 9.24.
Se a Igreja disputasse a Copa do Mundo de futebol, ela ganharia porque…

… mesmo o diabo sendo o pai da mentira e ladrão desde o princípio, o Juiz está do seu lado;

… se o diabo quiser jogar sujo e partir para a violência, ela pode simplesmente expulsá-lo;

… temos na nossa torcida o melhor camisa 12, Jesus, que prometeu estar conosco em todos os jogos;

… quando a Igreja entra em campo, está fazendo aquilo para o qual foi chamada;

… tem um uniforme especial para qualquer partida, o capacete da salvação, a couraça da justiça, o calçado do evangelho da paz;

… seu uniforme tem as cores mais bonitas, o vermelho do sangue de Jesus, o amarelo do ouro da coroa da justiça, o azul da pátria celeste, o verde da esperança da volta de Jesus, o branco da santidade e justiça;

… seus atletas dão o sangue quando entram em campo;

… maior é O que está com ela do que o que está contra ela;

… como existem dois anjos para cada demônio, mais são os que estão ao seu lado, ou seja, tem a maior torcida;

… os jogadores mais fortes do time adversário estão com o passe preso até ela sair de campo (só sairão do abismo após o arrebatamento);

… o seu técnico, Jesus, já venceu o diabo, o mundo, a carne e até a morte;


A renovação da existência e o sentimento de Asafe



Wilma Rejane


“O que é já foi, e o que há de ser também já foi, Deus fará renovar o que se passou” Eclesiastes 3:15

Há uma sucessão natural na vida, circunstâncias que são frutos de ações e reações intermináveis na rotina do tempo. Todas essas coisas obedecem a uma ordem estabelecida por Deus.  O futuro poderá ser uma reprodução do passado e esse passado já foi presente um dia e a mesma coisa se diz do futuro.  Deus criou esse tempo, para Ele eterno, para nós limitado a contagem de horas, dias,anos. Há leis que regulam a existência.

O céu tem o direito de oferecer dias planos de luz e depois fazê-los desaparecer nas trevas da noite. O ano tem o direito de cobrir por um período a terra de flores e frutos, e depois torná-la irreconhecível enviando chuvas, secas e geadas. O mar tem o direito de um dia ser amável, apresentando uma superfície calma, e noutro agitar as ondas sublevadas pela tempestade” ( BOÉCIO pg.6).

Quem poderia mover toda essa roda do tempo no universo sem abalar ou eliminar a existência? Deus. Há uma perfeita harmonia no tempo em que se vive e até em que se morre. Não há acasos ou circunstâncias desconhecidas para Deus. Para nós humanos é que sempre há expectativas e tempos com boas e más surpresas. Insuficientes e frágeis quanto ao poder para alterar essa ordem natural, o que nos cabe é viver. E viver de modo a tornar nossa rotina um lugar de renovos.

Apesar e o pesar das aflições...




Wilma Rejane 


Confia ao Senhor as tuas obras e teus pensamentos serão estabelecidos” Pv 16:3

Nesse exato momento existe uma batalha em nossos pensamentos, são imagens de acontecimentos vividos ou mesmo de um futuro ainda desconhecido. Confiar em Deus é um dom que proporciona paz nesse mundo turbulento, pois  transforma a mente de modo a superar o que poderia ser causa de desesperar. Profeta Isaías diz que Deus conservará em paz, aqueles cujas mentes estão confiantes em Deus (Isaías 26:3).

Não podemos ignorar os problemas, mas precisamos de fé para acreditar que Deus nos guarda em paz  e nos conduz de modo seguro em cada decisão e não apenas para receber de Deus, mas e principalmente para ofertar nossa vida, em cada dia. E se escolhemos agir de acordo com Deus, teremos paz e encontraremos descanso.

Confiar no grego tem origem em “galal” (Strong 01556) com o sentido de rolar, entregar, afastar, remover. A imagem é a de um camelo sobrecarregado: quando a carga está para ser removida, o camelo ajoelha-se, inclina-se para o lado até que a carga deslize.

Confesso que antes de me tornar cristã sofria bem mais. Murmurava pelas coisas que não tinha e corria ao telefone para conversar com alguém sobre o que me afligia, a carga não diminuía, mas aumentava e achava natural o peso das coisas, sobrevivia “matando um leão por dia” e nunca acabava com a cria. Até que: conheci o Salvador Jesus!

O Deus que nos salva




Wilma Rejane

Haverá  um abrigo e sombra para o calor do dia, refúgio e esconderijo contra a tempestade e a chuva.  Isaías 4:6

Profeta Isaías descreve o reinado do Messias como um abrigo, um lugar de refugio para dias de calor, frio, chuvas e tempestades. É uma metáfora sobre viver amparado pela graça Divina que sempre é suficiente para suprir as insuficiências humanas. Um dia de cada vez e pela manhã, um novo 'pote' de amor onde Deus coloca Suas mãos para servir-nos.

Era assim com os israelitas caminhando no deserto: “Partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, a entrada do deserto. E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna  para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Não desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite." Êxodo 13:20-22.

Podemos ler tudo isso como um conto que não está a nosso alcance, como fatos históricos apenas, como sinais reservados a uma porção de escolhidos dos quais não fazemos parte, ou se fazemos, não merecemos tamanho cuidado. É assim que funcionam nossos sentimentos em relação a vida. Nós sentimos medo, solidão, tristezas, experimentamos dúvidas, fracassos, enfim.

Mas além do que sentimos, existe aquilo que Deus transmite para nós com objetivo de salvação  que sustenta para fora dos limites da mente e do coração. É o que vem do Espírito de Deus, trazendo do que Lhe pertence e pela graça está disponível aos que creem. E se fé é enxergar o invisível, não podemos desfalecer diante do visível.

Removendo as raízes de amargura


O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria.” (Pv. 18.1)


Eric Davis

É inevitável. As pessoas vão nos machucar. Até mesmo aquelas próximas a você. Na verdade, talvez especialmente aquelas próximas a você.

Com cada ferida, há o potencial para despertar o monstro da amargura. Ele tem um sono leve. E ele é mais inteligente do que pensamos. Até uma pequena briga no relacionamento é suficiente para despertá-lo para a ação. Não devemos subestimá-lo.

Amargura: ferida causada tanto por ofensa real ou apenas aparente, que passa sem ser checada, e é permitida a continuar devido à falha de aplicação dos princípios bíblicos e meditação sobre a ofensa, resultando em ódio e ressentimento.

Amargura é a cura rápida da carne. Lidar biblicamente com o conflito e com as feridas se torna muito trabalhoso. Então, como um traficante espiritual, amargura oferece uma rápida sensação de “estar alto”. Mas, apesar de ela oferecer isso por um momento, ela te destrói com o tempo.

Com certeza, feridas reais ocorrem muito mais do que frequentemente por meio de atrocidades como abuso e atos criminosos. Nesses casos, a luta contra a amargura pode ser torturante. Até mesmo e especialmente nesses casos, Deus estende sua confortante e transformadora graça para a maior ferida da vida. (Gn 50:20)

Mas frequentemente, amargura se desliza e é semeada em milhares de momentos menores e em lutas na nossa vida habitual. Por essa razão, devemos estar em guarda. Cristão, temos que resistir a isso. E nos arrepender. A amargura é uma assassina.

Aqui estão algumas poucas maneiras que me ajudaram em minhas próprias batalhas contra a amargura:

1-Não subestime o poder da amargura

Me assusta quão facilmente a amargura invade o meu coração. E igualmente assustador é a quantidade de pessoas que em suas lutas da vida diária dizem: “Ah, eu não estou amargurado, eu só estou tendo um pouco de dificuldade”. Nenhum de nós está acima disso.