
Tony Cooke

Tony Cooke

![]() |
Melissa Troutman
As Escrituras nos apresentam o retrato de um homem que conheceu a dor profunda e a privação: Jó. O livro que leva seu nome começa descrevendo não a sua riqueza, mas o seu caráter:
"Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e este homem era íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal." — Jó 1:1
Embora fosse extraordinariamente rico, a narrativa prioriza quem Jó era por dentro. Ele era completo em sua moralidade, reto e temente a Deus. Logo em seguida, conhecemos sua família numerosa — sete filhos e três filhas, símbolo de plenitude e bênção naquela cultura — e, por fim, seus imensos bens materiais, que o tornavam o maior homem do Oriente (Jó 1:2-3). Jó tinha tanto caráter quanto prosperidade. Ele tinha tudo.
Até que, com a permissão divina, Satanás o testa. Em um único dia, Jó perde seus filhos, seus servos e todos os seus bens, reduzidos a cinzas. Pouco depois, perde também a saúde.
O que chama a atenção é como Deus o descreve após essas perdas devastadoras:
"Então o Senhor disse a Satanás: 'Observaste o meu servo Jó? Não há ninguém na terra como ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Ele se mantém firme na sua integridade...'" — Jó 2:3
Deus usa exatamente as mesmas palavras do início da história (Jó 1:8). Isso nos mostra que o caráter de Jó permaneceu inabalável. Fosse desfrutando da abundância ou assentado sobre as cinzas da escassez, ele continuava sendo o servo fiel de Deus.
Se alguém tinha motivos para sofrer uma crise de identidade, era Jó. Ele deixou de ser empresário, pai, líder e homem saudável. Seus amigos mal o reconheceram tamanha era a sua desfiguração. Jó chorou, lamentou e fez perguntas profundas nascidas de uma dor agonizante. Contudo, mesmo na escuridão, ele adorou e se apegou ao seu Redentor. O que permitiu a Jó erguer mãos vazias em adoração foi o fato de sua identidade estar firmada unicamente em Deus.
Wallace Sousa
E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados. Jeremias 31:34
Esse versículo, preciso confessar, me custou um certo tempo refletindo o que se poderia extrair dele para um devocional pessoal. Alguns versículos não são trabalhosos e a lição está bem evidente, à flor d’água, digamos assim.
Não é o caso desse, pelo menos para mim: tive que cavar um pouco para descobrir algo relevante. Mas, se para você foi fácil, meus parabéns porque seu nível de leitura e entendimento bíblico está bem aguçado. Dito isso, vamos para as preciosas lições de hoje.
Conhecer, biblicamente falando, possui vários significados, como já disse em outro devocional e, geralmente está relacionado a uma situação de intimidade e mútuo conhecimento. E eu posso vislumbrar algo aqui que não está tão evidente, na superfície, mas patente após uma análise mais detida.
O Pregador diz ainda que é impossível para nós sabermos o que acontecerá no futuro. Considerando o que ele disse no início do versículo 14, podemos supor que os justos são os que prosperam, enquanto os maus sempre sofrem adversidades. No entanto, às vezes ocorre exatamente o oposto: os justos sofrem adversidades, enquanto os ímpios prosperam. Assim, é impossível para nós prevermos o que acontecerá nos próximos dias. Como o pregador diz, “para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele.” (Ec 7:14). Não temos como saber se os próximos dias nos trarão mais prosperidade ou mais adversidade.
Nohemy Vanelli
Amada irmã, muitas vezes Deus nos chama para posições de liderança e nos coloca à frente de batalhas que não esperávamos lutar. Eu fui juíza e profetiza em Israel, aconselhei meu povo e até liderei uma guerra, mas nunca deixei de ser feminina.
Nunca precisei abrir mão da minha essência para ser forte. A minha força vinha do Senhor e a minha confiança estava firmada Nele. Sim, Barak hesitou, mas não foi por isso que Deus me escolheu.
Ele me chamou porque eu estava disponível, porque Ele encontrou em mim um coração que confiava Nele. Às vezes, nós somos levadas para ocupar espaços que outros temem assumir. Não porque somos melhores, mas porque Deus sabe que Ele pode nos usar.
Talvez você tenha sido chamada para liderar, para tomar decisões, para encorajar e até lutar batalhas que não deveriam ser suas. Talvez, em alguns momentos, tenha sentido o peso da responsabilidade, o desafio de ser forte sem perder a sua feminilidade. Mas lembre-se, ser forte não significa deixar de ser mulher.
Wilma Rejane
O que é fé? Pessoas de várias religiões respondem de maneira diferente a essa indagação. Para o budista, a fé estaria no esforço para alcançar o Nirvana, na obediência à doutrina das boas ações e da harmonia nos caminhos da vida. Para o hindu, a fé é banhar-se no Rio Ganges acreditando que aquela água o tornará puro.
O que leva as pessoas a terem fé? Uma resposta satisfatória pode ser encontrada no desejo contínuo do ser humano por satisfação pessoal; a felicidade estaria condicionada a essa busca pelo sobrenatural. De outro modo, diria que a fé humana é a expressão do Deus Criador em nós: Deus criou a fé para que pudéssemos nos comunicar com Ele e, assim, compreendermos (ainda que de modo incompleto) Seu plano para a humanidade e para cada indivíduo de modo distinto.
Fé é acreditar que o invisível existente no mundo natural já é uma realidade no plano sobrenatural e que, a qualquer momento, esse sobrenatural se tornará concreto e real aos olhos humanos (Hebreus 11:1). Assim, para crer com esperança, contra toda esperança, é preciso ter fé.
E se a fé não é algo puramente humano, porque o homem em si não tem o poder da onisciência, da onipresença e da onipotência, julga-se necessário recorrer a um poder maior, dotado de capacidade sobre-humana. Esse poder se chama Cristo, para os cristãos; chama-se Shiva, para os hindus; chama-se Buda, para os budistas. Enfim, pode-se chamar do que a fé de cada um desejar. E aqui entra uma questão-chave: de onde emana minha fé? De um coração puro ou corrompido?

Wilma Rejane
Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos, ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumem e na sua fúria os montes estremeçam. Salmos 46, versos 1 à 3.
A terra foi transtornada na Venezuela com dois terremotos seguidos, no dia 24 de Junho. Prédios e estruturas diversas viraram poeira. Milhares de pessoas morreram, estão desaparecidas . O cenário é assolador e carente de ajuda humanitária.
A Bíblia nos ensina que a terra sofreria abalos, que os homens sofreriam. Contudo, haveria Refúgio em meio às tribulações. Parece paradoxo, contudo, é um paradigma. Há um padrão de amor e misericórdia que consola e fortalece em meio aos piores sofrimentos.
O padrão se revela nas perdas de luto pessoais, devastação de bens materiais, natureza descontrolada. Por que? Porquê a vida é graça, é favor, é milagre! Os bens são dádivas, a natureza é parte da criação e obedece ao padrão de amor.
Quando as coisas fogem do lugar, desmoronam, desaparecem. Quando somos surpreendidos e abalados, percebemos que o favor estava lá. O favor, abrigo, mantimento, era rotina. E quando tudo falta? Deus continua sendo favor.
O paradigma das perdas, pode trazer à existência o valor das coisas que agora faltam, o valor do Deus da vida. O Salmo 46 diz que Deus é nosso Refúgio quando tudo se abala.