As aflições do justo



 Wallace Sousa


Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas. Salmos 34:19


Como é possível em tão poucas palavras tanta coisa importante ser dita?

Em primeiro lugar, prometo que vou tentar escrever pouco e não ficar com enrolação, ser direto mesmo. Em segundo lugar, vou tentar honrar o título do post. 

É impossível que alguém que tenha lido o título não venha ler o artigo com expectativas baixas. Eu não viria, preciso ser honesto. E você certamente está aqui para ler algo que, de fato, mude sua vida de hoje em diante.

Sinceramente, eu não sei se vou conseguir. A única coisa que posso prometer é tentar. Então, se você quiser me dar essa chance, vamos fazer isso juntos.

Muitas.

Muitas é muitas. Muitas não é poucas. Muitas também não é mais ou menos. Muitas também não é um número razoável. Sabe, às vezes nós nos vemos cercados de muitas coisas que tiram a nossa paz e nosso sossego que a vida perde o sabor.

Mas, apesar de serem muitas as coisas que vem para nos abalar, nós podemos recorrer e contar com um Deus que vem para nos ajudar quando estamos em apuros. Por mais que sejam muitas as coisas que estão perturbando você, existe um Deus no céu que se importa e se preocupa com você.

São.

Eu já passei por muitas lutas no passado e muitas delas deixaram marcas profundas em mim. Eu só estou aqui porque me obriguei a crescer em meio às lutas e provações. Algumas delas vieram para me arrasar mesmo, e a única saída era tentar extrair algo de bom, aprender uma lição ou enxergar a oportunidade escondida dentro daquela dificuldade.

Mas, sabe o que é ilusório? É pensar que quando vencemos uma luta, podemos relaxar e baixar a guarda. Não, senhor, Soldado em serviço, alistado no exército do Senhor, não pode baixar a guarda. E por que não pode? Porque as lutas “são” e não apenas “foram”.

Todo dia é uma luta diferente, uma nova batalha e um confronto estranho que temos que vencer. Se ficarmos iludidos pensando que as lutas foram apenas até ontem, as de hoje nos derrubarão e nos vencerão. As lutas são grandes e traiçoeiras, e nós não podemos ser despreparados nem estarmos desprevenidos.

Desvendando a coluna vertebral das profecias bíblicas: os 120 jubileus

 

Autor: Ronald Ibarra
Tradução: Wilma Rejane 

“E disse o Senhor: O meu espírito não contenderá com o homem para sempre, porque certamente é carne; mas seus dias serão CENTO E VINTE ANOS. " GÊNESIS 6: 3

Muitas vezes aparecem nas redes sociais e outras mídias, personagens sensacionalistas declarando saber a data iminente de um possível fim do mundo, na verdade em minha curta vida posso dizer que sou um sobrevivente de muitas previsões sobre quedas de meteoritos, tsunamis, colapsos financeiros , apocalipse maias,  tétrade das luas vermelhas e até mesmo uma futura invasão de OVNIs, no entanto, aqui ainda estamos tentando entender como e quando ou por que estamos aqui. Mas a verdade é que tudo já estava perfeitamente escrito nos textos bíblicos desde o início, e sobre esse assunto, Deus Pai e Criador nos deixou muito bem explicado por meio de festas, alegorias e parábolas criptografadas, qual era o plano e por quanto tempo duraria a roda da vida.

"Mas vós, irmãos, não estais nas trevas, para que o dia vos surpreenda como a um ladrão" (Tessalonicenses 5: 4)

As grandes referências e personagens da Bíblia sabiam perfeitamente que existe um plano baseado em 120 jubileus, ou seja, 6 mil anos e que as 7 festas de YHWH indicadas ao povo eleito desde sua saída do Egito (nossos antepassados), representavam um mapa rodoviário cujo diagrama revela um mistério que poucos foram capazes de entender.

Um jubileu equivale a 50 anos, e cada ano de jubileu é um "Ano do Senhor".

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar o evangelho aos pobres; Ele me enviou para curar os quebrantados de coração; para proclamar liberdade aos cativos e visão aos cegos; para libertar o quebrado; para proclamar o ANO PRAZEROSO do Senhor. " (Lucas 4:19)

Em outras palavras, nosso Salvador veio a essa terra em um ano de jubileu ou ano do Senhor, para cumprir 4 dos 7 festivais de YHWH. Ele era  o Cordeiro Pascal, o Pão Ázimo, também na ressurreição Ele encenou para ser as Primícias e trouxe consigo o Espírito Santo, derramando-o sobre toda a carne no dia de Pentecostes, isso representa o cumprimento das 4 festas da primavera , ficando pendente para outra hora, o início das 3 festas de verão restantes.

Atualmente vivemos perdidos no tempo, o Império Romano conseguiu nos desorientar completamente ao estabelecer uma medida de tempo baseada nos deuses caídos, porém, neste estudo, farei uma série de conjecturas, levando em consideração as genealogias, os registros mais recentes e história antiga de acordo com as escrituras, tomando como base estrutural os 120 jubileus e os 7 festivais de Israel que nada mais são do que um plano mestre elementar.

“Eu anuncio o fim desde o começo; desde os tempos antigos, o que está por vir. " (Isaías 46:10)

Antes de entrar no assunto, vou fazer uma breve revisão do que Deus revelou. Como bem sabemos que existem 7 Festas dadas pelo ABBA a Moisés, que são: Páscoa, Pães Asmos, Primícias, Pentecostes, Trombetas, Expiação e Tabernáculos , onde 4 são realizadas na primavera e 3 no verão. Destes sete festivais, vamos mostrar que 4 deles, os de primavera, já foram cumpridas dentro do plano de YHWH e que ainda faltam 3, as de verão, que deverão ser cumpridas matematicamente no ano de 2033, que eu vou passar a explicar neste estudo, porque foi definitivamente por esta razão que o Messias fez referência na parábola da figueira, que "o verão está próximo, às portas"E digo tudo isso não por causa de minhas suposições ou por causa de sonhos, mas por causa dos cálculos estabelecidos pelo próprio Criador no quadro das profecias, garanto-lhe que quando você mergulhar nas profundezas deste estudo, você descobrirá que o que está por vir é na verdade um código pronto para ser revelado.

É por esta razão que o Messias Jesus de Nazaré disse aos sábios hipócritas daquela época, que não lhes adiantava predizer o tempo e serem chamados de mestres, eles erraram drasticamente em conhecer o plano profético divino, os fariseus tinham seu  próprio plano para o Messias e eles não podiam acertar, nem mesmo reconhecer Jesus como Messias, eles eram ignorantes das escrituras e seu plano de 120 jubileu.

Lucas 12: 54-56 «Disse também às multidões: Quando vedes uma nuvem a subir no oeste, dizeis imediatamente:« Há um aguaceiro, e assim acontece. E quando o vento sul sopra, você diz: “Vai fazer calor e é assim que é. Hipócritas! Você sabe como discernir a face do céu e da terra; E como você não consegue discernir este tempo presente? »

No entanto, João Batista conhecia esses cálculos teomáticos e sabia perfeitamente do aparecimento iminente daquele que não era digno nem de amarrar as sandálias. Bem, só precisamos entender que a cada 40 anos há uma mudança de tempo, na verdade 40 é um número muito recorrente na teologia, que significa "tempo de prova" ou "mudança de tempo".

De Adão a Abraão = 40 jubileus = 2.000 anos

De Abraão a Jesus = 40 jubileus = 2.000 anos

De Jesus à guerra do Armagedom, deveria haver 40 jubileus= 2.000 anos

Esta questão dos 120 jubileus e das 7 Festas também foi explicada aos discípulos, por isso Jesus lhes fala sobre a parábola da figueira, confirmando que ELE veio para cumprir a Torá, que em primeira instância aplica um sentido simbólico nos 4 festivais da primavera, até 2 mil anos depois (mudança de 40 jubileus), quando começariam os 3 festivais de verão restantes.

Apenas três motivos para reviver sua esperança

 

Wilma Rejane

Como está sua vida hoje? Se a resposta for desanimadora, se situações fugiram ao seu controle a ponto de lhe causarem depressão, angústia e um pensamento fixo de que não vale a pena continuar vivendo, não se desespere. Aqui estão três razões que podem lhe ajudar a enxergar a situação de forma otimista e transformadora. 


1- As circunstâncias mudam.

Há tempo para todo propósito debaixo do céu. Tempo de chorar e de rir, de plantar e de colher o que se plantou (Eclesiastes 3). O que você está vivendo hoje, por qualquer que seja o motivo, poderá ser convertido. Em algum lugar do futuro, você olhará para trás e respirará aliviado por não ter se desesperado e agido de modo a prejudicar sua vida e a de outras pessoas. Por isso: mantenha a calma . Ficar aflito só prejudicará, há um provérbio que diz: Para os aflitos todos os dias são maus, mas a alegria do coração é banquete contínuo (Pv 15:15). Aflição e preocupação são terrenos inférteis, onde gratidão não brota. Nesses estados a pessoa só lamenta e murmura, não consegue enxergar a beleza, as bênçãos que têm e que ainda poderá vir a ter.

Calma, essa dor vai passar, esse momento vai ficar para trás e você ainda poderá sorrir de felicidade com a restauração da vida. Há mais um versículo que quero deixar para você, ele foi pronunciado por alguém que parecia ter chegado ao fim da vida, seu nome era Jó e ele havia perdido filhos, bens e saúde. Sozinho e rodeado de julgamentos acusadores, por mais difícil que possa parecer ele conservou a esperança. Não deixe morrer sua esperança porque, como disse Jó: “Há esperança para a árvore, pois mesmo cortada, ainda se renovará e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará” ( Jó 14:7-9). E Jó pode um dia olhar para o seu passado e dizer: venci, fiz bem em não me desesperar, Deus restaurou minha vida! O cheiro das águas é a ação do Espírito Santo em nossas vidas, Ele tudo renova!

2- Pessoas mudam

Esperar que os outros mudem para enfim sermos felizes é uma tarefa árdua. Precisamos ser felizes hoje, no presente e se isso depender: do modo como os outros nos tratam, das circunstâncias, então estaremos em apuros. Nossa forma de lidar com as circunstâncias mudará definitivamente nosso estado de espírito ou vice versa.



Os que plantam com lágrimas, com canto colherão.

Em meio ao cinza, havia uma canção.



Wilma Rejane


Salmo 126:1-Quando o Senhor trouxe do cativeiro os que voltavam de Sião, estávamos como os que sonham. 

O Salmo 126 foi escrito por um exilado judeu que experimentou  70 anos de deportação de Jerusalém para Babilônia. Qual o nome desse prisioneiro? Não se sabe. O que se sabe é que sua gratidão e louvor por ter retornado a Sião são e salvo, está registrada como  um cântico de celebração ou um Cântico dos degraus.

E que degraus eram esses? Eram os degraus das subidas entre Jerusalém e a Babilônia (Esdras 7:9) e os degraus do templo de Jerusalém,onde,ano a ano peregrinos se reuniam para relembrar a libertação do cativeiro. Cada degrau um novo cântico,um novo Salmo. No total, são quinze os Salmos denominados "dos degraus ou das romagens" do 120 ao 134.

O Salmo 126 é tão belo quanto os demais e versa especialmente sobre restauração. O autor faz uso de três metáforas para expressar a alegria do retorno para casa: Um sonho agradável, as águas frescas das torrentes do Neguev e as festividades da colheita. Lendo esse Salmo, logo no primeiro verso, encontro inúmeras lições que servem de referencial para os tempos de crises, de cativeiros enfrentados por nós em determinados momentos da vida. 

O cativeiro Babilônico teve inicio em 598 a. C e nos livros dos profetas Ezequiel, Jeremias, Daniel, Ageu e Zacarias é possível constatar relatos da época, bem como dos propósitos de Deus para a nação de Israel que estava sob julgamento. No livro de Esdras há um rico relato do período de retorno da Babilônia, do mover de Deus sobre a nação de cativos que com arrependimento e choro retornaram para os seus lares.

Mas o que aconteceu com os cativos  durante os 70 anos de crise? Como encontraram forças e ânimo para permanecerem esperançosos e confiantes de que tudo iria passar e Deus estava com eles? Não deve ter sido fácil porque a Babilônia procurou de todas as formas oprimir e roubar toda esperança do retorno. E é da Babilônia que nos chegam revelações do que acontece no mundo espiritual em tempos de crise. Claro, nem toda crise é resultado do juízo de Deus sobre nós. Existe base Bíblica para afirmar que até mesmo homens justos e tementes a Deus podem passar por cativeiros terríveis,foi o que aconteceu com Jó.

Se é difícil encontrar os porquês das crises, se não há unanimidade quanto a isso, porém,há unanimidade em outro aspecto das crises: elas confrontam nossa fé e força e todos, sem exceção, precisam lidar com elas, de modo a não se deixar abater, naufragar. Por esse motivo, é que olhar para o cativeiro nos ensina. Eclesiastes 7:5 diz: "O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos na casa da alegria." Então, vamos aprender com a casa do luto?


A identidade do Cavaleiro de Apocalipse 6 e sua relação com o Cavaleiro de Apocalipse 19.


 

Wilma Rejane

Em estudo anterior, que você pode acessar Aqui, foi analisado o Cavaleiro do cavalo branco em Apocalipse 19. Uma vez identificado o cavaleiro de Apocalipse 19 e desvelado o simbolismo das imagens que o compõe, torna-se instigante e revelador perceber a relação existente entre os dois cavaleiros que aparecem montados em cavalos brancos, em cenários diferentes, porém absolutamente interligados. É como se ambos os cavaleiros estivessem em um campo de batalha e o vitorioso cavaleiro de Apocalipse 19, com sua inscrição na coxa, fizesse uma referência direta ao cavaleiro de Apocalipse 6.

O fato dos dois cavaleiros estarem interligados, pode ser observado ainda pelo fato de: ambos estarem à cavalo, terem um grupo de seguidores que fazem parte da batalha. A arma do cavaleiro em Apocalipse 19 é uma espada que saí de sua boca, Ele não usa instrumentos nas mãos, nem coroa na cabeça, mas muitos diademas (Apocalipse 19:2). a espada que saí da boca indica palavras poderosas, poder e autoridade, julgamento. Os diademas são como referência aos arcos coloridos que envolvem o trono de Deus (Apocalipse 4:11). O cavaleiro de Apocalipse 6 usa coroa na cabeça e arco nas mãos, mas o arco não tem flecha.

O cavaleiro em Apocalipse 19 tem seguidores vestidos de linho branco e puro, igualmente montados em cavalos brancos. O cavaleiro em Apocalipse 6 é seguido por um exército de cavalos coloridos, destrutivos e malignos, cavalos com nomes de "fome, guerra e morte". Ambos cavaleiros aparecem iniciando tempos determinados, figurando como atores principais na narrativa; o cavaleiro de Apocalipse 6 abre um período de muita angústia e tribulações sobre a terra. O cavaleiro de Apocalipse 19 inaugura um período de paz, união e regozijo. O final da história Apocalíptica é conduzida pelo cavaleiro de Apocalipse 19 que converte toda a angústia em alegria.

O simbolismo do cavaleiro de Apocalipse 6

E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer. Apocalipse 6:2

Destaco inicialmente que o cavaleiro de apocalipse 6 não é uma figura que aparece de repente, de forma isolada, sem conexão com o contexto Bíblico. O cavaleiro em questão está presente por todo o livro de Apocalipse, desde o inicio quando João escreve às sete igrejas (apocalipse 1 a 3). É mais precisamente na carta dirigida a Igreja de Pérgamo que João faz uma referência direta a tal cavaleiro:

Sei onde você vive — onde está o trono de Satanás. Apocalipse 2:13

O que estava acontecendo em Pérgamo para que João relacionasse aquele lugar ao trono de Satanás? Pérgamo era o centro de adoração aos "deuses do Olímpo".O chamado Altar de Pérgamo, construído por Eumenes II entre 160 e 180 a.C., prestava-se aos sacrifícios a Zeus, o rei do Olimpo. Curiosamente, o deus mais popular em Pérgamo e em todas as regiões circunvizinhas era o filho de Zeus, o deus Apolo. 

Peço que analisem a seguinte imagem do deus Apolo, comparando-a com a descrição do cavaleiro de Apocalipse 6.

A fuga para os montes em Mateus 24

 


Wilma Rejane

 "Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes", Mateus 24:16

É comum vermos uma interpretação literal de Mateus 24:16, onde a "fuga para os montes" se configura em sair dos centros urbanos e se instalar em zonas campestres, esse movimento é chamado de êxodo rural e segundo estatísticas atuais, já é uma realidade (como mostra esta reportagem Aqui ) para famílias que optaram por um estilo de vida diferente do encontrado nas zonas urbanas. Contudo, compreendo que há diferença entre mudar para "os montes" significando zona campestre, cercada de árvores frutíferas, riachos, animais e conforto e o "monte" a que se refere Jesus: um lugar de refúgio, acima das cidades, e que seria habitado de forma improvisada em um tempo de tribulação.

Por todo o capítulo 24 de Mateus, Jesus descreve os sinais do fim, é um cenário totalmente apocalíptico e desolador, onde o mundo e as pessoas estarão sendo testadas em seus limites. Em meio ao estado caótico, Jesus aponta uma rota de fuga; "corram, fujam para os montes e não olhem para trás, não voltem para pegar nenhum pertence" .

As pessoas se perguntam sempre sobre o momento certo de "fugir para os montes", sobre isso Jesus também orientou: Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (Templo); quem lê, entenda; Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes. Mateus 24:15,16 .

Primeiramente convêm destacar o sentido de Templo. No Antigo Testamento Templo era considerado como uma construção, um lugar onde as pessoas se reuniam para buscar a Deus em culto com a existência de sacrifícios de animais, sacerdotes e todos os rituais instituídos pela Lei MosaicaNa história de Israel existiram dois templos onde eram oficializados os sacrifícios, ofertas e rituais de modo geral: 

  • O primeiro templo foi construído por Salomão e destruído em 586 A.C.
  • O segundo templo foi construído em 535 A.C. por autorização de Artaxerxes  e destruído em 70 D.C. pelos romanos.

O Terceiro Templo, segundo interpretação literal, existirá durante a Grande Tribulação. Daniel refere-se a um templo em período de tribulação, ele diz que "o príncipe que há de vir" (o Anticristo) entrará nele e parará os sacrifícios no meio da Tribulação, iniciando, portanto, o período de Grande Tribulação, Daniel 9:27. 

O apóstolo Paulo menciona que o "homem da iniquidade" profanará o templo entrando nele e se declarando Deus, II Tessalonicenses 2: 3-4. O Terceiro Templo também é mencionado no livro de Apocalipse quando João é instruído a medi-lo, Apocalipse 11: 1-2.

Para os judeus fiéis às Leis propagadas por Moisés, o Templo foi e continuará sendo um lugar construído por mãos humanas, com a realização dos rituais instituídos no Antigo Testamento. Consequentemente, o Terceiro Templo será a restauração dos antigos, destruídos nos períodos 586 a.C e 70 d.C. E para que se cumpra toda escritura e se instale um governo de paz e libertação para Israel, os judeus estão nesse momento realizando as obras para o que acreditam ser o Templo da promessa, o Terceiro templo que na verdade será o Templo do Anticristo. 

O fato de no Antigo Testamento o conceito de templo se restringir a lugar de culto, não anula ou impossibilita a existência do templo ser a habitação do Espírito de Deus, no interior do homem, como veremos a seguir.

Fé para os dias de aflição

 


Wallace Sousa

"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." João 16:33

Aquela segunda, dia 6 do mês 6 de 2016, havia começado como outra qualquer, às 6 horas da manhã. Mas, quando você acha que tudo continua igual, a vida vem e surpreende você. E, às vezes, a vida lhe prega peças e também lhe pega de jeito. E assim foi comigo, o destino me pregou uma peça na encruzilhada da vida. 

Eu não sei o que você está passando, pelo que já passou o pelo que ainda irá passar, mas escrevo isso justamente para que minha experiência possa, de algum modo, ajudar você que enfrenta lutas, dissabores e angústias, sejam elas inesperadas, programadas ou totalmente imprevisíveis.

Fazia alguns dias que meu pai me visitava e nos dava o prazer de sua agradável presença em sua companhia, visto que moramos quase 2.000km distantes um do outro, sempre aprecio suas visitas, ainda que breves, quando ele passa aqui por Brasília. Não são as coisas que ele traz na bagagem, as guloseimas e delícias da culinária nordestina que me cativam desde o nascimento, mas sua presença e seu carinho que nos abençoa é o que torna sua vinda tão agradável e desejada.

Todavia, como de costume, ele vem e vai, passa e parte. Como filho, sei que assim é a vida, e é assim que a vida é. Não mais questiono, apenas aceito e sigo vivendo, vou andando, e continuo vivendo, aproveitando cada instante, principalmente aqueles bons momentos que gostamos de guardar na memória.

Mas, como já disse, aquela segunda que havia começado como todas as outras, não findaria da mesma forma. Eu precisava atravessar por uma encruzilhada e passar por uma difícil experiência.

Sabe, às vezes nós pensamos que estamos preparados para tudo, mas quando as coisas acontecem e pegam a gente de surpresa, nós nos damos conta de que nada é como pensávamos e tudo é diferente do que nós prevíamos. A vida nos prega peças e, muitas vezes, descobrimos que não estamos preparados quando a circunstância chega de supetão.


O Cavaleiro no Cavalo Branco de Apocalipse 19

 

Autor: James R. Edwards
Tradução: Wilma Rejane N. Moura

Apocalipse 19: 11–16 apresenta a visão de um cavaleiro em um cavalo branco no céu. O cavaleiro é fiel e verdadeiro,  ele julga e guerreia com justiça. Seus olhos são chamas de fogo, e ele é coroado com muitas coroas.  vestido com uma veste ensanguentada. Ele cavalga para executar o julgamento de Deus Todo-Poderoso, liderando um exército no céu também montado em cavalos brancos e vestido de linho branco. Uma espada afiada sai de sua boca, o que é interpretado à luz do Salmo 2:9, “Tu as quebrarás com vara de ferro e as despedaçarás como a um vaso de barro. ” O cavaleiro tem um nome conhecido apenas por ele mesmo (19:12),  mas ele é chamado de "a palavra de Deus" (19:13) e "sobre a sua roupa e em sua coxa está escrito o nome, ‘Rei dos reis e Senhor dos senhores’ ”(19:16).

O Cavaleiro de Apocalipse 19 é Jesus Cristo, o título "Senhor dos senhores e Rei dos reis", Cordeiro de Deus vitorioso também aparece em Apocalipse 17:14. A imagem que não aparece em nenhum outro lugar do Novo Testamento - é a referência à coxa  com a inscrição "Rei dos reis e Senhor dos senhores"(19:16).

A imagem da coxa é "um quebra-cabeça exegético"  para os intérpretes do Apocalipse, muitos dos quais passam por ela sem comentários. A falta de evidência com referência para a coxa levou a várias especulações sobre seu significado. Escritores patrísticos frequentemente interpretam "coxa" alegoricamente como uma referência à posteridade de Jesus, análoga a "todas as almas que vieram com Jacó ao Egito, que saíram de suas coxas" (Gênesis 46:26) .

Os estudiosos modernos geralmente concordam que o significado é literal ao invés de alegórico, mas não há  consenso sobre o significado da imagem. Alguns sugerem que o nome está escrito na vestimenta que cobre a coxa. Outros consideram "coxa" como uma metonímia para "espada", isto é, o lugar onde a espada é guardada (Homero, Il. 1.190; Od. 11.231; Virgílio, En. 10.788; Êxodo 32:27; Juízes 3:16, 21; Salmos 45: 3; Cânticos 3: 8) .

De ​​forma semelhante, David Aune sugere que a coxa pode referir-se a quadril ou quadril do cavalo, em vez de seu cavaleiro. Essas explicações em grande parte descartam coxa como um elemento descritivo significativo em Apocalipse 19:16. Os intérpretes que discutem a coxa como um elemento descritivo significativo diferem largamente. Ernst Lohmeyer acha que a coxa é inspirada pelo costume egípcio de escrever o nome real em cada membro.

H. B. Swete especula que a inscrição da coxa pode imitar uma "estátua equestre em Éfeso com uma inscrição semelhante." G. K. Beale sugere que o nome está escondido pela vestimenta do cavaleiro, invisível até que a vestimenta seja levantada enquanto o cavaleiro se move .

Edmondo Lupieri reconhece que um nome em um coxa "evoca estátuas helenísticas" e provisoriamente postula que a inscrição pode ser uma gemmadia - letras misteriosas que às vezes aparecem em retratos paleo cristãos.Outros comentaristas declaram que antigas inscrições na coxa contêm o nome da pessoa representada.

Em um artigo recente sobre Apocalipse 19:16, Sheree Lear propõe que a inscrição da coxa lembra Gênesis 49: 10.12. Até o momento, nenhum consenso emergiu sobre o significado de coxa em 19: 16,13.

Proponho uma nova solução para este quebra-cabeça. Começo considerando sete inscrições na coxa que não foram discutidas anteriormente em relação a Apocalipse 19:16. Esta evidência, estatuária e literária, revela que as inscrições na coxa, embora raras, são dedicadas para Apollo. Após o exame da evidência epigráfica, considerarei Apollo relacionado às imagens e alusões no Apocalipse. É como se Jesus Cristo, Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, ao expôr sua coxa com inscrição estivesse a comemorar sua vitória sobre às divindades pagãs que emergiam no culto a Apollo na época das visões de João. E não apenas às divindades daquela época, mas de todas as épocas.

Apolo era o filho mais famoso de Zeus, o mais grego dos deuses e um dos únicos olímpicos a manter o mesmo nome em grego e latim. Do ponto de vista moral, ele foi o mais exemplar membro do panteão grego.  Seus epítetos como "Helper", "Sun God", "Oracle Giver",e "Revelador Beneficente" e, acima de tudo, sua conquista vitoriosa sobre Python correspondem de várias maneiras aos atributos de Jesus Cristo no Apocalipse. Com base na evidência epigráfica de antigas inscrições na coxa e nas imagens de Apolo no Apocalipse, concluo que a inscrição na coxa de 19:16, embora enigmática para os leitores e intérpretes subsequentes do Apocalipse, teria sinalizado para os leitores de João que as virtudes consagradas no culto de Apolo são consumadas em Jesus Cristo como o cavaleiro vitorioso no cavalo branco.

Evidência de inscrições na coxa da Antiguidade- 

Estátua de mileto: no museu  de Mileto, um torso em tamanho real (peito até os joelhos) de estilo e proporção realistas, identificado como Apolo, tem uma inscrição na sua coxa esquerda.

Descrição da estátua: Um tronco em tamanho natural (tórax até os joelhos), em mármore, com motivos realistas, identificado provisoriamente pelo museu como Apolo, inscrito na coxa esquerda em grego apenas parcialmente legível, escrito da direita para a esquerda. Quinto século a.C. Museu Miletus, Turquia. Fotografia por James R. Edwards, Janeiro de 2014.

Um estudo importante e revelador sobre os dois cavaleiros em Apocalipse 6 e 19

 Wilma Rejane

Olá queridos leitores, tudo bem?

Estou trabalhando na tradução de um longo artigo sobre o cavaleiro que aparece em Apocalipse 19. Uma vez desvendado o mistério do cavaleiro em Apocalipse 19, o entendimento sobre o cavaleiro de Apocalipse 6 ficará muito mais nítido.  Semanas atrás publiquei sobre o cavaleiro de Apocalipse 6, mas quero dizer-lhes que aquele artigo deixou muito a desejar e somente recentemente tenho feito descobertas incríveis, reveladoras que vão juntando as peças do quebra-cabeças que é o livro de Apocalipse. Deus é perfeito e de um modo muito especial  descreveu para João sobre os acontecimentos do fim dos tempos, é uma linguagem que necessita de esforço natural e sobrenatural para ser compreendida.

Se Deus permitir publicarei o artigo no Domingo, peço que não percam. Que a paz, o amor e a misericórdia do bom Jesus esteja com todos , feliz sábado!

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