Pequenas orações; grandes transformações.




Wilma Rejane

Fazer um estudo sobre oração é algo complexo por dois principais motivos: 1- Pela magnitude do tema; 2- Pela variedade de sentidos. Falar em oração pode significar dogmatizar, criar doutrinas e fórmulas que não condizem com a verdade Bíblica uma vez que é impossível limitar o que não se limita, pois somente Deus conhece os reais motivos do coração de quem ora, respondendo as mais diversas formas de oração. Portanto, para não incorrer em erro,  me detive a escrever sobre um aspecto especifico da oração: orações curtas.  Orações que impressionam pela forma como foram feitas. com poucas palavras, sem palavra alguma, mas abriram as portas do céu para realizar feitos inéditos, maravilhosos!  

Comecemos por uma conhecida oração no Antigo Testamento: a oração de Jabes. Ela está entre genealogias, nomes e sobrenomes, em meio aos  registros, é feita uma pausa para comentar sobre alguém que chamou à atenção de Deus pela forma que orou: "E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; e sua mãe deu-lhe o nome de Jabez, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz. Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo, e meus termos ampliares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja afligido! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido." I Crônicas 4:9-10

O nome Jabes significa sofrimento. Este homem não aceitou ser maldito, derrotado. A herança explicita em seu nome foi renegada em virtude da fé em um Deus amoroso que se importa com as necessidades humanas. Jabes descobriu que podia ser abençoado e não desperdiçou oportunidades. Se moveu em direção a Deus, com todo seu coração e foi atendido. Penso que as pessoas ao chamá-lo pelo nome, fazerem referência à sua pessoa comentavam: Jabes? Esse nome não combina com você. Jabes é prova do amor de Deus, alguém cuja essência abençoada ultrapassa à materialidade da letra (Jabes).

Encontrando paz em um mundo turbulento



Wilma Rejane

"Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve." Mateus 11:28-30

Jugo é uma peça de madeira colocada no pescoço dos animais para o trabalho no campo. Animais de espécies diferentes não estão aptos a usar o mesmo jugo, pois o ritmo das passadas,força e direção é contrastante, tornando impossível o sucesso da ação. Ao usar a figura do jugo, Jesus transmite que  temos um auxiliador para a labuta diária. Não precisamos carregar sozinhos as cargas, Jesus é nossa companhia que torna a carga leve,  Ele faz com que suportemos e atravessemos as dificuldade da melhor forma possível!

A lição parece simples, mas não é, uma vez que somos propensos ao egoísmo, a pensar que temos que estar no comando, enfrentando sozinhos os vastos campos da vida ora espinhosos, ora lamacentos e mui trabalhosos. Porém, se o sentido de nossas ações for a fé em Cristo, Ele nos honrará. Sabe aquela perseguição no trabalho, a falta de perdão, a limitação física, a dor, o abandono? Não precisamos perder a alegria por isso, nem se amargurar; Jesus leva esse jugo, torna-o leve.  Não é fácil, sabemos que não é. Mas é possível, sabemos que é.

Após dezoito anos de convertida ainda me esforço muito para pôr em prática esta maravilhosa lição. Sei que ela funciona, pois, somente quando me entrego por inteiro aos cuidados de Jesus é que encontro descanso. Mesmo que as coisas ainda não estejam em seu devido lugar e o mundo pareça desmoronar. Não fora pela certeza de caminhar com Jesus, certamente  já teria desfalecido. Coisas da fé, esse dom é que dá à falibilidade humana o revestimento da infalibilidade de Cristo.

Os sofrimentos do presente e a glória revelada



Wallace Sousa

 Estou absolutamente convencido de que os nossos sofrimentos do presente não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada.Romanos 8:18 (KJA)

Existem duas coisas bem difíceis sobre o sofrimento. A primeira e mais lembrada é que não é fácil passar pelo sofrimento. E essa é uma verdade ululante, auto evidente, tanto que as pessoas que “gostam” de sofrer, assim como as que “gostam” de fazer as outras sofrerem, são tidas como portadoras de distúrbios ou doenças, tais como masoquismo ou sadismo.

A segunda coisa difícil sobre o sofrimento é a forma equivocada que a maioria de nós tem de encará-lo. Sim, nós nem sempre enxergamos o sofrimento da perspectiva correta, principalmente se estamos passado por ele, por algum tipo de sofrimento.

Mas, Wallace, você me perguntaria, entre uma lágrima e outra, ou entre um gemido e outro ou, ainda, entre ai‘s e ui‘s, quer dizer que eu estou errado em ver o sofrimento como algo incômodo, ruim e desagradável? Quer dizer que a dor que eu sinto, esse sofrimento terrível que eu estou passando, quer dizer que é invenção da minha cabeça? Calma, vou explicar, não precisa ficar com raiva de mim. Quer dizer, pelo menos ainda não.

Sim, o senso comum claramente nos diz, e nós temos nossos sentidos para ratificar isso, que o sofrimento não é agradável e nem bem-vindo, que nossa vida fica de pernas pro ar quando estamos em meio ao sofrimento. Todo mundo sabe que sofrimento é sinônimo de dor, de sentimentos de perda, de lágrimas e tantas outras coisas que preferimos esquecer.

Mas, só existe essa forma de encarar o sofrimento? Será?

Sim, existe uma outra forma sim. E sabe qual é? Nós devemos enxergar o sofrimento, também, pelo prisma do aprendizado,  das grandes lições que tiramos desse tipo de situação.

O sofrimento é um grande professor. E o próprio fato de você entender, aceitar e começar a prestar atenção no sofrimento faz com que ele diminua bastante, muito mesmo!

Dito isso, vamos ver o que Paulo (alguém que aliás, também aprendeu muito com e por causa de seu sofrimento) tem a nos dizer sobre o assunto. Até mesmo de Jesus é dito o seguinte: ele veria o resultado de seu sofrimento e ficaria satisfeito (Is 53.11) e que ele aprendeu a obedecer através das coisas que sofreu (Hb 5.8)! Estranho, né?

Então, vamos aprender um pouco mais? Quem sabe se isso te ajuda a suportar esse seu sofrimento? Não vai lhe custar nada, garanto. Vamos lá?

1. Convencido

A primeira coisa boa que podemos aprender de algo ruim que nos acontece é que aquilo pode servir para o nosso bem. Coisa que, sejamos sinceros, não é nem um pouco fácil.

Basicamente porque nós já estamos convencidos de que tudo que nos faz sentir mal ou passar por maus bocados tem que ser, necessariamente, mal também. Ou seja, é necessário haver uma mudança de mentalidade, no caso sair de uma mentalidade que ignora e despreza a Palavra de Deus e passarmos a crer e aceitar a vontade de Deus.

Em outras palavras, nós precisamos nos render à Palavra, que é o mesmo que levarmos todo entendimento cativo – o nosso inclusive – ao senhorio de Cristo. E, para deixar claro: enquanto você vive à margem da vontade de Deus, seu sofrimento é maior e não terá fim.

Acontecimentos na Turquia apontam para cumprimento de profecias Apocalípticas



Wilma Rejane

Um evento ocorrido na Turquia e noticiado massivamente em 15 de Julho último merece a atenção de quem analisa os sinais do Apocalipse. Reproduzo a seguir a manchete do portal da Revista Oeste:

"Após Hagia Sophia, Turquia quer controlar mesquita em Jerusalém. A mesquita de Al-Aqsa é um dos principais locais da fé islâmica; presidente da Turquia mantém péssima relação com Israel."

Qual a dimensão e significado desse evento? O impacto mais significativo diz respeito  à retomada da Mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém (como afirmam algumas manchetes). Enquanto todos  mantêm o olhar na construção do Terceiro Templo em Jerusalém, empreendimento dos judeus ortodoxos que anseiam pelo renascimento do sacrifício de animais e ordenanças Levíticas, esse pode não ser o indício seguro da proximidade da segunda vinda de Jesus. 

A construção do Terceiro Templo está em andamento através de planejamentos arquitetônicos e preparação de sacerdotes, só que há um impedimento para a construção: a mesquita de Al-aqsa. Enquanto houver mesquita no cume do monte considerado sagrado, o Terceiro Templo não poderá ser erguido.Para os judeus ortodoxos as escrituras relacionam a vinda do Messias (que na verdade será o Anticristo) ao restabelecimento do culto judaico original que se concretizaria com o renascimento do Terceiro Templo, no local que hoje é a Hagia Sophia e onde funcionou o Templo de Jerusalém, destruído pelos romanos no ano 70.

Se os Islâmicos conseguirem retomar a mesquita em Jerusalém, será a instituição de um grave conflito político e religioso, além de um cumprimento profético para a chegada do Anticristo a quem os judeus ortodoxos chamam de Messias e os Islâmicos chamam de Madjim (Gênio). A retomada da mesquita de Jerusalém pelos turcos, indicaria um domínio islâmicos de fé xiita, um retorno aos tempos áureos do Islamismo e um avanço para a chegada do Madjim, o Messias esperado pelos Islâmicos que na verdade será o Anticristo.

A retomada da mesquita de Jerusalém só será feita sob guerra ou sob um tratado de paz, pois as relações diplomáticas entre Israel e Turquia não existem. Estamos, portanto, diante de uma "bifurcação"  de cenário apocalíptico: ou os judeus ortodoxos conquistam o monte do Templo em Jerusalém para saudar o seu Messias (Anticristo) ou os turcos retomam o monte do Templo para saudar o seu Madjim ( Anticristo). De onde emergirá esse poder que governará o mundo? 

O dia que Jesus não parou a tempestade



Wilma Rejane

Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia a multidão. Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho, mas o barco já estava a considerável distância da terra, fustigado pelas ondas, porque o vento soprava contra ele.

Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar. Quando o viram andando sobre o mar, ficaram aterrorizados e disseram: É um fantasma! E gritaram de medo. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Coragem! Sou eu. Não tenham medo! Senhor, disse Pedro, se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas. Venha, respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre a água e foi na direção de Jesus.

Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: Homem de pequena fé, porque você duvidou? Quando entraram no barco, o vento cessou.” Mateus 14:22-32.


Navegando

Os discípulos entraram no barco  em direção a outra margem, as águas estavam tranquilas e em determinado momento foram surpreendidos pela tempestade. Eles não sabiam e até se assustaram ao ver Jesus andando sobre as águas. 

Dentre os doze, Pedro foi o único a andar sobre as águas, ainda que por um curto período, pois, começou a afundar. Os demais permaneceram no barco. Apesar da ousadia de Pedro, Jesus diz que sua fé é pequena por se deixar dominar pelo medo.

Um dos detalhes que me chama atenção nessa história, e que nunca ouvi ser destacado é:

Jesus não parou a tempestade para Pedro andar sobre as águas. Ele só ordenou calmaria depois que Pedro subiu para o barco.

Judas falou sobre a raiz do engano


Wilma Rejane

Você sabe qual a origem da palavra “engano”? Significa “plane” : peregrinação ( Stong 4106) , é raiz de “planeta”. Eu nunca tinha parado para refletir sobre essa palavrinha de três silabas até ler na epístola de Judas: “Ai deles, porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré” Jd verso 11. Caim agiu enganosamente porque ao invés de cuidar do irmão, o matou. Balaão foi tentado a aceitar dinheiro e recompensas de Balaque para amaldiçoar Israel e Coré foi “engolido” pelo chão após liderar uma rebelião contra Moisés (Nm 16:1-24).  Judas compara a ação dos três aos falsos mestres.

O engano faz com que cometamos coisas terríveis! Engano torna o homem peregrino, andando em círculos, “planeteando”. Andar em círculos não é algo agradável porque faz com que passemos pelos mesmos lugares muitas vezes  sem nunca chegar a um destino. Ou melhor: o destino do peregrino é o abismo ( a exemplo de Coré). Por que? De tanto caminhar em círculos acaba por  formar uma depressão bem abaixo dos pés vindo a ser “engolido” por ela. Foi isso que aconteceu com a maioria dos Israelitas quando da caminhada de 40 anos pelo deserto. Uma caravana de 600 mil homens (sem contar mulheres e crianças) saiu do Egito rumo a terra prometida e somente dois conseguiram chegar lá: Josué e Calebe.

Josué e Calebe não se deixaram enganar pelas propostas do mundo nem  pelas dúvidas lançadas por Satanás. Os demais murmuravam de tudo e todos: “ ah os alhos do Egito eram tão deliciosos ! A comida de lá era muito melhor que esse maná horrível vindo do céu! Não Moisés, não queremos esse seu Deus que faz mar se abrir e monte fumegar, queremos um bezerrinho de ouro que não fala, nem vê, nem ouve, sabe? É melhor porque ele não nos corrige, para ele tá tudo bem! Oh vida,  Deus disse que nossa terra  era a melhor de todas, mas só estamos vendo gigantes! Eles vão acabar conosco, afinal somos muito fraquinhos. Não queremos esses cachos de uvas enormes, nem as graúdas azeitonas, queremos alho, alho do Egito, será que nos entende?!"

Quantas trombetas do Apocalipse já tocaram?



Wilma Rejane

Primeiramente, permita-me fazer algumas considerações sobre as interpretações teológicas acerca das Sete Trombetas citadas no livro de Apocalipse, capítulos 8 e 9. A compreensão do tema se torna complexa considerando que existem diversos métodos interpretativos, a saber: Historicismo (presente), Preterismo (passado), Futurismo (futuro) e Idealismo (atemporal). Portanto, para qualquer exposição escatológica, faz-se necessário identificar-se com alguns dos métodos a fim de situar o discurso e os ouvintes.

A variedade de interpretações dentro do protestantismo e da igreja evangélica (tradicional e pentecostal) dificulta o consenso e a compreensão sobre o tempo de cumprimento das Trombetas. Cria-se, portanto, nas igrejas, estudiosos independentes que optam por acreditar no que decorre de interpretações e revelações pessoais.

Já entre os Adventistas existe uma linha de pensamento historicista adotada,  com vasta literatura sobre As Trombetas e o Apocalipse de modo geral.  Para os adventistas, seis trombetas já tocaram faltando apenas a última que despertará os mortos para o arrebatamento. O quadro a seguir é um resumo da visão historicista adventista.


O soar das sete trombetas do Apocalipse



David Treybig
Tradução:
Wilma Rejane

O Apocalipse fala de sete trombetas que soarão antes do retorno de Cristo à Terra. Quais são as sete trombetas do Apocalipse? Por que Deus as enviará?

Os sete selos, sete trombetas e sete últimas pragas formam um esboço dos eventos proféticos que ocorrerão antes e no momento do retorno de Cristo à terra.  O sétimo selo representa o Dia do Senhor - o tema principal do livro do Apocalipse. Este sétimo selo inclui o julgamento de Deus sobre a humanidade desobediente na forma de sete pragas anunciadas por trombetas (Apocalipse 8-9) e sete últimas pragas (Apocalipse 15-16).

Sete trombetas na interpretação do Apocalipse

Quando o sétimo selo foi aberto, João viu sete anjos com sete trombetas. Quando cada anjo tocou sua trombeta, João viu pragas terríveis se desenrolar e ele usou uma poderosa linguagem simbólica para tentar descrever o que estava testemunhando.

Primeira trombeta: granizo e fogo misturado com sangue farão com que toda a grama da terra e um terço das árvores sejam queimadas ( Apocalipse 8: 7 ).

Segunda trombeta : Um grande objeto montanhoso em chamas será jogado nos oceanos da terra, fazendo com que um terço deles se torne sangue, um terço da vida marinha morra e um terço dos navios seja destruído ( versículos 8-9 ).

Terceira trombeta: João viu uma estrela ardente cair do céu em fontes de água doce, fazendo com que a água se tornasse amarga e matasse muitos ( versículos 10-11 ).

Quarta Trombeta: A luz do sol, da lua e das estrelas sobre a terra será diminuída em um terço ( versículo 12 ).

Quinta Trombeta (também chamada de primeira aflição): O que João só poderia descrever como um tipo incomum de gafanhoto que  emergirá na terra infligindo picadas intensamente dolorosas aos seres humanos por cinco meses (Apocalipse 9 : 1-12).

Sexta Trombeta (também chamada de segunda aflição): Quatro anjos serão libertados para matar um terço da população restante da Terra através de um exército de 200 milhões (versículos 13-19).

Sétima Trombeta (também chamada de terceira angústia): Quando esta trombeta soar, vozes no céu dirão: "Os reinos deste mundo se tornaram os reinos de nosso Senhor e de Seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre!" (Revelação 11:15). Esta sétima trombeta também inclui as sete últimas pragas.

Impacto das sete trombetas

Esperança em tempos de crise



Wallace Sousa

Isaque formou lavoura naquela terra e no mesmo ano colheu a cem por um, porque o Senhor o abençoou. O homem enriqueceu, e a sua riqueza continuou a aumentar, até que ficou riquíssimo. Possuía tantos rebanhos e servos que os filisteus o invejavam. Estes taparam todos os poços que os servos de Abraão, pai de Isaque, tinham cavado na sua época, enchendo-os de terra. Isaque reabriu os poços cavados no tempo de seu pai Abraão, os quais os filisteus fecharam depois que Abraão morreu, e deu-lhes os mesmos nomes que seu pai lhes tinha dado.

    Gênesis 26:12 a 18

Introdução

Falar de crise é tocar em um ponto nevrálgico para muitos. É colocar o dedo na ferida das emoções e mexer nas cicatrizes do passado. Crise sempre foi uma palavra temida no Brasil e praticamente qualquer brasileiro com mais de 25 anos já sentiu na pele seus nefastos efeitos. Talvez você seja um desses, e esteja neste momento sofrendo as dores de parto, digo da crise.

Até bem pouco tempo, era moda dizer que quando os Estados Unidos espirravam, o Brasil pegava pneumonia. Isso mudou: os EEUU pegaram quase uma tuberculose em 2008 e o Brasil teve apenas uma leve coriza. É… as coisas mudam: o que vale hoje, pode não refletir o passado e nem muito menos servir de garantia de sucesso no futuro. Que o [mau] exemplo dos EEUU nos sirvam de lição de humildade.

Também já fui vítima de crises. Na crise da Tequila (México), em 1994, houve um drástico corte nos concursos, época em que eu estava apto para passar no Concurso da Receita Federal, pois havia raspado a trave no ano anterior. Meus sonhos foram por água abaixo e a conquista de um cargo público na elite do funcionalismo demorou quase 15 anos para se tornar realidade.

Em 1998  perdi uma excelente oportunidade de trabalho por conta da crise da Vodka (Rússia) e, recém-formado, iniciei um turbulento período de desemprego que me levou a uma espiral de fracassos e decepções que culminaram em um processo depressivo. Nessa época eu descobri o que era o deserto de Deus, e até as minhas necessidades mais básicas eram atendidas quase no último instante e, não raras vezes, dependendo da boa vontade de outras pessoas. Quando eu estava passando por aquela situação, muitas vezes entrei em desespero e olhei para o céu me sentindo abandonado por Deus à própria sorte…

Mas, tudo isso passou, e eu venci. Às vezes, as pessoas nem fazem idéia de como eu posso extrair posts motivadores de tantas experiências amargas que tive, como foi o caso de minha coleção de fracassos amorosos (eu era um Don Juan às avessas #vergonha). Sabe, eu aprendi que é dos limões mais azedos que podemos extrair o melhor suco. E é isso que quase sempre faço: fico espremendo minhas derrotas e fracassos, adoçando com humor e mexendo o caldo até virar um banquete aos famintos, desiludidos e decepcionados com a vida.

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