
“Segundo é o teu nome, ó Deus, assim é o teu louvor, até aos fins da terra; a tua mão direita está cheia de justiça.” (Salmos 48:10)
A região onde nasci, no Nordeste do Brasil, ainda é considerada uma das mais pobres do país. Dentro daquela região, a localidade onde vivi boa parte da infância também era marcada pela pobreza.
Ou seja, eu estava inserido em um contexto de grandes carências humanas e materiais. Foi também por essa razão que meu pai decidiu tentar a sorte em outra região, onde moramos por quase oito anos.
Muita coisa mudou ao longo desse período, que hoje já representa uma parcela considerável da minha história. Eu também mudei bastante, física, emocional, material, espiritual e geograficamente falando.
Atualmente, moro na capital do país, Brasília, considerada uma das cidades com o mais elevado padrão de vida nacional, e tenho um bom emprego, graças a Deus. Mas sabe o que considero curioso?
Aqui, parece que a palavra empenhada e o próprio nome nem sempre recebem o devido valor.
Algumas pessoas, especialmente aquelas que ocupam posições de destaque, não demonstram preocupação em ter sua reputação associada a negócios obscuros e condutas questionáveis.
Existem, inclusive, pessoas em posições de grande relevância nacional cuja honra parece decorrer exclusivamente do cargo que ocupam, e não de sua trajetória, de seu caráter ou de um histórico digno de reconhecimento.
Que contraste com aquela região pobre onde nasci! Lá, era comum as pessoas firmarem acordos com base na palavra empenhada.
O nome de alguém representava seu maior patrimônio. A reputação era construída ao longo da vida e preservada com zelo.
Havia também um costume interessante: os filhos eram frequentemente identificados pelo nome dos pais.







