O vinho e o basilisco em Provérbios 23




Wilma Rejane

" Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao final te morderá como a cobra e picará como o basilisco." (Provérbios 23: 31,32) 

Os versos em questão falam sobre os efeitos nocivos da bebida alcoólica, correto? À primeira vista pode parecer que sim, mas em uma análise mais completa do capítulo 23 de provérbios, veremos que essa atrativa taça de vinho e a consequente ressaca diz respeito também a  prostituição.

Provérbios 23:

26 Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.
27 Pois cova profunda é a prostituta, poço estreito, a alheia.
28 Ela, como salteador, se põe a espreitar e multiplica entre os homens os infiéis.
29 Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos?
30 Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
31 Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
32 Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco.
33 Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades.
34 Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro
35 e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber.

Os passos que te dei



Wilma Rejane

Meu esposo Franklin tem preferência por usar tênis no dia a dia. Apenas em ocasiões especiais calça sapatos sociais. E esses dias eu observava seus tênis quando um pensamento me veio: “seus caminhos também são meus, pois sendo uma só carne, por onde andares me carregas contigo e o mesmo acontece comigo”.

Estamos unidos em matrimônio há 32 anos. Frank é o nome que devo ter pronunciado mais vezes nesses anos e em cada passo que dou ele está presente ou fisicamente ou em pensamento. Caminhamos juntos mesmo quando estamos distantes.

Sapato é matéria: envelhece, acaba, algum dia vai parar no lixo. Mas os lugares por onde andamos são decisivos em nossos destinos. Eva, por exemplo, ao caminhar muitas vezes em direção à arvore do conhecimento do bem e do mal, levou junto seu esposo Adão. Se ele sabia ou não dos passos da esposa não está claro na Bíblia, mas claro está que as consequências vieram para ambos.

E é justo ai onde pretendo chegar: de que lugares são as poeiras que se acumulam em nossos calçados? Quantas pessoas estamos carregando em nossas caminhadas? Cada um dará conta de si mesmo a Deus, também daremos conta dos passos que demos, do destino de nossos pés - contradizendo o ditado de que tudo está em nossas mãos –  uma vez que em nossos caminhos estão o entrelaçar dos passos de outros.

Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. João 13:10.


A mulher será salva dando à luz filhos? – I Timóteo 2:15




Algumas passagens se prestam a diferentes interpretações. Nesses casos, temos que analisar o contexto imediato, bem como o contexto geral bíblico, e oferecer aquilo que consideramos a melhor opção, sem ser dogmático. Parto do princípio de que o que perturba nesse texto é o fato de sugerir que a salvação não é pela fé, e que revela uma visão restritiva das mulheres (por exemplo, seu lugar é em casa, criando as crianças).

1. Comentando a Terminologia: Note esses três termos. O primeiro é o verbo “salvar” (no grego, sozo), usado nas Epístolas Pastorais (1 e 2 Timóteo e Tito), para se referir à salvação espiritual concedida por Deus por meio de Jesus (1 Timóteo 1:15; 2:4; 2 Timóteo 1:9). Essa salvação sempre é recebida pela fé. O segundo termo é a preposição “através” (no grego, dia). Tem-se a impressão de que ela introduz um significado para a salvação como, por exemplo, em 1 Coríntios 15:2. O terceiro termo é o substantivo “gravidez” (no grego, teknogonia), cuja forma verbal significa “dar à luz filhos”, estando implícita a dor que acompanha o fato (1 Timóteo 5:14).

2. Variedade de Interpretações: Essas palavras são interpretadas de maneiras diferentes. O verbo “salvar” é usado por alguns com o significado de “manter seguro/preservar”, no sentido de que a vida da mulher será preservada durante o nascimento da criança. Isso dificilmente é defendido, uma vez que muitas mulheres cristãs morreram ao dar à luz. Outros introduzem ideias não encontradas no texto. O substantivo “gravidez” tem sido usado para designar o nascimento do Messias. As mulheres serão salvas por meio do nascimento do Filho prometido a Eva. Isso, porém, embora possível, vai muito além do texto. Muitos retêm a leitura tradicional (“a mulher será salva dando à luz filhos”), mas interpretam o advérbio “através” de maneiras diferentes. Uma delas é que a mulher é salva, “apesar de dar à luz com dores” (é a circunstância que acompanha a salvação, não o motivo), ou que elas serão salvas pela virtude de cumprir seu papel de mãe.

Maria escolheu aquilo que mais importa

Cristo com Marta e Maria, por Henryk Siemiradzki, 1886 (Domínio Público)
Wilma Rejane

E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa;E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. Lucas 10:38-42

Betânia era uma aldeia cerca de três quilômetros de distância de Jerusalém. Jesus e seus discípulos iam constantemente para lá, gostavam de repousar especificamente na casa dos irmãos Lázaro, Marta e Maria. Em uma das ocasiões, surge um diálogo muito marcante entre Jesus e as irmãs, no cenário estava Marta, a irmã mais velha que movia-se  de um lado para outro da casa,  preparando a refeição. Enquanto isso, Maria aconchegava-se aos pés de Jesus ouvindo-o atentamente. O banquete que interessava a Maria era o espiritual. Marta, por sua vez,  mostrava-se irritada com a posição de Maria. E nesse ambiente de oposição de comportamentos, Jesus elogia a Maria e repreende cordialmente a Marta. Vamos analisar esse diálogo entre Jesus e as irmãs, ver de que modo podemos aplicar os ensinamentos daquele dia à nossa vida cristã hoje, pois, vivemos em um universo repleto de ofertas que objetivam nos distrair e afastar da comunhão diária com Jesus.

Marta, certamente, era uma mulher notável, disposta, hospitaleira, responsável. Contudo, pelo modo como se dirige a Jesus, demonstra sentir-se frustrada. Imaginemos que após aquela refeição em sua casa, Marta estaria muito mais afadigada com louças para lavar e coisas para pôr em ordem. Enquanto isso, Maria estaria mais feliz e espiritualmente mais forte. E quantos de nós não somos tão parecidos com Marta? Fazendo mil coisas ao mesmo tempo, todos os dias? O resultado é frustração e cansaço. Maria se abastecia ao pés de Jesus encontrando "combustível" para o dia, para a vida. Marta tinha disposição física e vontade em servir bem, porém, não compreendia (ainda) sobre prioridades. E é sobre isso que Jesus adverte: Ele não condena o servir de Marta, mas sua atitude de insatisfação e fadiga. Jesus estava falando sobre organizar a rotina de modo a não se sobrecarregar com coisas que não eram essenciais. Será que Maria era uma mulher acomodada, preguiçosa? Claro que não! Certamente, era alguém que de modo prudente e simples conduzia sua rotina, trabalhando e reservando um tempo para se deixar moldar por Jesus.


Quando parece que Deus está longe




João Cruzué

"E quero irmãos que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do Evangelho, porque a vós foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, mas padecer por Ele, mas Deus é o que opera em nós tanto o querer como o efetuar, segundo sua boa vontade". Filipenses 1:12 e 29 e 2:13

Escrevi esta mensagem para você que está passando pelo deserto ou no vale da angústia. Tudo o que você fez até agora, não deu nada certo. Embora tenha molhado muitas vezes seu rosto com as lágrimas do abandono. Deus não responde suas orações. Eu vim aqui para dizer que o SENHOR não lhe abandonou. Este vale escuro vai passar e o Sol da vitória novamente vai levantar-se sobre sua vida para brilhar ainda mais que no passado.

Seus pensamentos estão confusos e seu coração triste porque está lhe faltando quase tudo. E, quando você observa as pessoas à sua volta, principalmente seus parentes e as pessoas não crentes você repara que elas não passam por nenhuma falta. Então decepcionado(a) você procura um lugar solitário e ali derrama suas lágrimas e pergunta ao Senhor - por quê?

Se o Senhor está provando você porque Ele o ama. Os dias que você está passando no vale não são um tempo perdido: é um tempo de capacitação e investimento. Até Jesus passou por coisas assim. Há algo precioso que o Senhor vai confiar a você para fazer e é no vale que vai aprender a olhar e ver como Senhor vê. Mas não saia de porta em porta procurando por profetas para tentar saber a visão antes do tempo. O Espírito Santo vai falar ao seu coração no tempo apropriado.

Na primeira oportunidade que tiver, Olhe-se na frente do espelho. Olhe bem nos seus olhos, e diga para Jesus algo do fundo de seu coração.

Simão, o Cirineu. A cruz e a veste branca.

Simão era africano e aguardava uma gota de sangue em sua veste



Wilma Rejane


" E constrangeram um certo Simão Cirineu, pai de Alexandre e Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz" Marcos 15:21.

Simão Cirineu, o homem sobre o qual foi colocada a cruz de Jesus, quando de sua caminhada pela via dolorosa, era membro da colônia judaica ao norte da Ásia. Um lugar que havia sido estabelecido três séculos antes do nascimento de Cristo por Ptolomeu Lagi, que para lá transportara grande número de judeus da Palestina. Cirene, não era o sobrenome de Simão, mas uma denominação que indicava o lugar de seu nascimento, uma colônia na Líbia, localizada dentro dos limites atuais de Tunis. Um judeu africano era Simão e eles eram influentes e numerosos pelo fato de manterem uma sinagoga em Jerusalém (Atos 6:9).

Era Páscoa e Simão estava na cidade de Jerusalém para participar das cerimônias anuais no templo: a festa dos Tabernáculos, Páscoa e Pentecostes. Nessa ocasião, os homens judeus se vestiam de linho branco para participarem do sacrificio do cordeiro pascal. Se houvesse qualquer mancha que fosse na veste de qualquer homem, eles eram impedidos de entrar no templo e participar da cerimônia. 

Dentro do templo, havia um altar com cerca de 2,80 metros de altura todo feito em pedra inteira, sem corte ou trabalhada, e após o sacerdote sacrificar ali o cordeiro, ele o pegava pelas pernas traseiras e com movimentos no sentido horário, girava sete vezes em torno do altar deixando o sangue cair e escorrer pelo altar. Quando o sangue já havia saído, o sacerdote pegava uma planta chamada hissopo (tipo esponja), passava sobre o sangue e depois sacudia sobre os homens que estavam presentes para que recebessem ao menos uma gota do sangue do cordeiro na veste de linho branco, e quando isso acontecia, a veste passava a ser um troféu para a vida do judeu que viajava quilômetros para receber uma gotinha que fosse.

Simão era um desses judeus que havia saído do campo, fora dos limites da cidade, para ir ao templo receber as gotas do sangue do cordeiro pascal. Imagino que não andava vestido de linho branco pela cidade para não sujar a veste e ser proibido de entrar no templo, mas deveria guardá-la em alguma bolsa para vestir minutos antes da cerimônia começar. E Simão ia a passos seguros em seu caminho quando é interceptado por soldados romanos que "o constrangem" a levar a cruz de Jesus: "Ei, você ai, ajude-o a carregar a cruz porque ele está muito cansado e precisamos enxugar um pouco o sangue que escorre de sua face e de todo seu corpo". Simão olha bem para Jesus e apesar da face desfigurada pelas agressões, percebe ternura no olhar, mansidão e Simão não cogita dizer não, mas prontamente se inclina, e encostando o corpo em Jesus ensanguentado carrega com Ele a cruz.

Simão Cirineu, cujo objetivo era participar da cerimônia no templo de Jerusalém, para receber uma gotinha de sangue do cordeiro pascal, agora estava ali, juntinho ao Cordeiro de Deus que tirava o pecado do mundo através do sacrifício em favor da humanidade. Seu sangue  precioso de Filho de Deus, derramado no centro da terra (Jerusalém), para curar a humanidade, também escorria sobre a pele negra de Simão, o Cirineu. A Bíblia não diz quantos minutos durou a caminhada de Simão junto a Jesus, mas imagino que Jesus deva ter dito a Simão: "Não temas porque hoje você não recebeu apenas uma gota de sangue do cordeiro, mas recebeu a vida do Cordeiro em si mesmo. Eu Sou o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, crê Simão e serás salvo".

O chamado de Abraão por uma nova ótica




Israel Institute
Of Biblical Studies
Blog Parceiro do Tenda na Rocha
Autoria: Julia Blum

«Ora disse o Senhor a Abrão:

Sai da tua terra,

Da tua parentela

E da casa de teu pai,
E vai para a terra que te mostrarei.
De ti farei uma grande nação;
E te abençoarei
E te engrandecerei o nome;
Se tu uma bênção.
Abençoarei os que te abençoarem,
E amaldiçoarei os que te amaldiçoarem;
Em ti serão benditas todas as famílias da terra”». [1]


Vocês já tentaram localizar um objeto no GPS ou em qualquer outro dispositivo de navegação? Vocês veem um ponto vermelho piscando na telinha. Normalmente, vocês estão interessados na «street view» (vista da rua), mas também podem fazer zoom (aumentar ou diminuir) da vista da rua da vista da cidade, da vista do estado, da vista nacional e, finalmente, da vista do mundo. Vocês ainda verão o mesmo ponto vermelho intermitente, mas agora está situado no mapa de uma cidade, um país ou no mapa do mundo inteiro. Algo semelhante está acontecendo aqui. Ao lermos os três primeiros versículos deste capítulo, podemos observar Deus se afastando da casa onde mora uma determinada família. À medida que ele se afasta, vemos os descendentes desta única família se tornarem uma grande nação, e então vemos toda a vista do mundo, onde esta família alcançou todas as famílias da terra.
O versículo 1 começa com um homem e uma família: é como se pudéssemos ver esse homem em particular, Abraão, parado em uma rua particular de Harã, ao lado de uma casa particular —a casa de seu paiAbraão viveu aqui por muitos anos, mas agora é ordenado a partir: «Ora o Senhor disse a Abrão: “Saia da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei».
No contexto dessa terra diferente, completamente desconhecida, o próximo versículo se aproxima do nível nacional. De repente, vemos a família de Abraão transformada em «uma grande nação» com um «grande nome». A bênção de Deus é prometida a essa nação, e a própria nação é prometida como uma bênção. Este é o segundo passo no plano de salvação de Deus: «de ti farei uma grande nação; e te abençoarei, e te engrandecerei o nome».
E então, finalmente, o zoom de Deus se move para uma vista de mundo e vemos o mesmo ponto vermelho, agora piscando num mapa do mundo inteiro. O mesmo homem que vimos na «street view» (vista da rua), nas ruas estreitas de Harã, e depois na «vista nacional» como o pai de uma grande nação, agora vemos na «vista do mundo», quando Abraão se torna o pai de muitas nações.
«Abençoarei os que te abençoarem,

e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem;

em ti serão benditas todas as famílias da terra».

Lições práticas em Isaías 51:1




Wilma Rejane


Ouvi-me vós que seguis a justiça, que buscais ao Senhor; olhai para a rocha de onde fostes cortados e para a caverna do poço de onde fostes cavados. Isaías 51:1

Esse verso me atraiu de modo especial: por ser enigmático, conter imagens familiares, contudo, incompreensíveis à primeira vista. Por tais características, a passagem exige um estudo mais aprofundado sem o qual seria inviável sua aplicação.

O verso foi escrito na época em que Israel encontrava-se no cativeiro Babilônico e o profeta, como porta voz de Deus convoca: " ouçam, olhem!". Ouçam o que Deus diz, Ele quer dirigir vossos olhares e ouvidos. O apelo é dirigido a uma nação oprimida, devastada, com sede de justiça e de livramento de Deus.

Isaías 51:1 é uma passagem Messiânica, futurista, mas também uma diacronia, ou seja: válida através do tempo, não estática. Israel estando em cativeiro, não deveria se deixar abalar pela situação de opressão. Havia perspectiva de libertação, uma libertação física e também espiritual e o caminho para tal libertação teria inicio com uma mudança de mentalidade.

Israel deveria manter na memória sua origem e progresso; de um povo que surgiu a partir de uma promessa feita a Abraão. Abraão era uma pedra bruta no sentido de ser homem falho e cheio de limitações, separado de sua família e origem aprendendo a viver pela fé em sua caminhada rumo à terra prometida de Canaã.  Israel, portanto, aqui é a designação provável de rocha no sentido de que Deus criou, cortou, moldou, multiplicou e edificou. Nenhum dos cativos deveria esquecer de que era também rocha separada, uma parte micro que dava sentido ao macro.

Em foco futurista e Messiânico, Israel deveria contemplar o amanhã com todas as prerrogativas de que Deus cumpriria as promessas feitas através de seus profetas. Chegaria o tempo da restauração completa, pois o Messias viria como resposta a todo e qualquer cativeiro, Ele era a Libertação. Que linda e poderosa mensagem! 

Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. Confiai no Senhor perpetuamente; porque o Senhor Deus é uma rocha eterna. Isaías 26:3,4

O namoro de Isaque e Rebeca



João Cruzué

Quando o assunto é a escolha de alguém para amar e ser amado uma vida inteira, a prudência é mais importante que a paixão. A Bíblia Sagrada tem boas experiências para o jovem cristão de assuntos que envolvem escolhas boas e más. Com Isaque e Rebeca, escolhemos uma boa experiência digna de reflexão e aprendizagem. É uma história bíblica real vamos conhecer e analisar. No final dela, há algumas palavras de aconselhamento que escrevi pensando em você.

Há um versículo em Provérbios 19; 14 onde está escrito: A casa e a fazenda são herança dos pais, mas do Senhor vem a mulher (ou o homem) prudente.

Isaque estava com 40 anos. Sara, sua mãe, já tinha morrido. Abraão - o pai - tomou a decisão de arranjar uma esposa para o filho. Chamou seu servo de maior confiança - Eliezer - e deu-lhe uma grande responsabilidade: buscar uma noiva para Isaque.

Abraão orou assim na partida de Eliezer: "Ó Senhor Deus dos céus que me tomou da casa de meu pai e da terra da minha parentela, que me falou e que me jurou dizendo: A tua semente darei esta terra e ele enviará o seu anjo adiante da tua face, para que tome mulher."

E Eliezer levantou-se e partiu para a Mesopotâmia, para a cidade de Naor, com uma caravana de 10 camelos. Depois de muitos dias, chegou lá e fez ajoelhar seus camelos fora da cidade, junto ao poço. Inseguro quanto ao resultado da viagem começou uma oração: "Ó Senhor Deus de meu senhor Abraão, dá-me hoje um bom encontro e faze beneficência ao meu senhor Abraão. Eis que estou de pé junto a este poço onde as filhas dos varões da cidade vêm tirar água. Seja, pois, que a donzela que eu pedir: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; se ela disser bebe e também darei de beber aos teus camelos, esta seja a que designaste ao teu servo Isaque. E que eu conheça nisto que fizeste beneficência ao meu senhor."


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