O propósito da provação; uma perspectiva a partir da vida de Jó

 


Wallace Sousa


 “Mas ele sabe o meu caminho; prova-me e sairei como o ouro” (Jó 23.10).

Estou certo, que neste mundo sempre passaremos por momentos em que as pressões da vida presente nos levarão ao quase desespero, objetivando trazer-nos desconfiança quanto às promessas de Deus para nossas vidas. Quando passamos por intempéries e adversidades, nos parece que a simples ou plena convicção que temos de pertencer a Deus se torna um tanto irrelevante. Sabe-se, porém, que quando Deus nos leva a passar por provas, objetiva nos instruir e treinar.

Os acontecimentos narrados no livro de Jó se passam nos dias dos patriarcas, sendo, Jó, realmente uma pessoa. O profeta Ezequiel faz menção dele em seu livro. Veja o texto:

“Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor Jeová” (14.14).

O texto trata sobre o sofrimento do justo. Sempre vamos indagar: “Porque tanta gente boa sofre?” Porque tanta catástrofe, injustiça social, corrupção, desastres? É claro que o objetivo desta reflexão não é tratar especificamente do tema do livro, mas traçar pormenores sobre as provações que passou Jó, e que também passamos no dia a dia bem como seus propósitos.
Provações, elas sempre têm um propósito.

Jó era um patriarca da terra de Uz. Seu nome parece significar “voltando sempre para Deus”. O texto sagrado cita quem era Jó:


Reconstruir a vida

Não devemos desistir de buscar a Deus por causa da rudeza do mundo, da maldade das pessoas


Wilma Rejane

Neemias foi contemporâneo de Esdras. Ambos viveram em uma fase difícil da história de Israel, quando o povo havia sido levado cativo para Babilônia e os que ficaram na cidade de Jerusalém, conviviam com um cenário desastroso. A cidade estava destruída. Casas e muros derrubados,  construções em pedras despedaçadas pelo contato com o fogo e fúria dos inimigos.

“Os sobreviventes, lá na província que escaparam do cativeiro estão em grande dificuldade e vergonha, o muro de Jerusalém é dividido, e as suas portas foram destruídas pelo fogo.” Ne 1:3

Copeiro do rei Artaxexes, considerado funcionário de confiança da corte, Neemias servia na capital de Susã, a 150 milhas do Rio Tigre, que atualmente é o Irã. Ele adquiriu permissão e favores do rei para voltar a Jerusalém e reconstruir a cidade e suas fortificações. O ano é aproximadamente 432 a. C. O que aprendemos com Neemias? Essa é mais uma narrativa Bíblica fortalecedora, restauradora!  Neemias era um homem de fé e temor a Deus, morando em um luxuoso palácio, nada lhe faltava, mas seu coração desfalecia pelos compatriotas  judeus. Ele deixa o palácio e segue em missão para Jerusalém. Um homem que revela a grandeza da intercessão, da oração humilde, sincera e cheia de amor ao próximo. Além disso, a capacidade de discernimento de Neemias é algo que devemos buscar a fim de não cedermos às ciladas do inimigo.

“À noite me levantei, e uns poucos homens, comigo; não declarei a ninguém o que o meu Deus me pusera no coração para eu fazer em Jerusalém .

Então, lhes disse: Estais vendo a miséria em que estamos, Jerusalém assolada, e as suas portas, queimadas; vinde, pois, reedifiquemos os muros de Jerusalém e deixemos de ser vergonha.” Neemias 2:12 e 17.

Reedificar a cidade de Jerusalém representava também  recobrar os ânimos dos moradores, a alegria de espírito, a comunhão espiritual com Deus. Jerusalém estava nua, desprotegida. Sem fronteiras, os inimigos adentravam livremente na cidade, saqueando o que restava, inclusive as vidas. Disse Jesus: “Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua nudez.” Ap 16:15.  Essa situação é tão idêntica ao homem caído, entregue ao pecado. Sua alma fica refém do diabo que tem acesso livre às portas de seu coração.  Neemias vem nos dizer que as fortalezas de pedra, destruídas e queimadas a fogo pelos inimigos, podem ser erguidas novamente, aleluia!


Palestinos nas profecias Bíblicas e eventos finais

 

De Ernest L. Martin
Traduzido e adaptado por:
Wilma Rejane 



A primeira referência Bíblica aos palestinos, primeiramente chamados de filisteus, está registrada em Gênesis, capitulo 10 (repetida em  I Crônica cap 1). É afirmado que eles tiveram origem a partir do ancestral dos egípcios (Mizraim Gn 10:13,14) e também foram consequência natural do povo chamado Casluhim. Amos 9:7 e Jeremias 47:4 dizem que eles vieram da área de Caftor, tudo indica que essa região foi o primeiro lugar onde se estabeleceram após o dilúvio de Noé.

Onde estava Caftor?

Está claro para os estudiosos modernos que Caftor é uma região costeira, uma área de ilha. Há escritos egipcios e assírios descrevendo o lugar como uma região central do Mediterrâneo. "Fora da Bíblia, Caftor ocorre nos textos cuneiformes do segundo milênio a.C. sendo traduzido como Kaptara, terra além do Alto Mar. Em textos egípcios, Caftor é chamada de Keftiu, palavra usada para designar a Ilha de Creta." Zondervan's Pictorial Encyclopedia of the Bible, vol. Enciclopédia Ilustrada Zondervan da Bíblia, vol. I., p. I., p. 749 749


Caftor é Ilha de Creta


A ilha de Creta, foi portanto, o local onde os filisteu se estabeleceram após o dilúvio, eles, contudo se espalharam para mais longe: costas do sul da Ásia Menor , Ilha de Chipre, no Norte Africano das regiões costeiras e outras ilhas do mar Egeu que foram influenciadas por suas convicções culturais, religiosas e politicas. Há provas documentais provenientes do Egito de que no final dos séculos a. C os filisteus eram parte integrante de uma combinação de terras invadidas junto ao mar Egípcio . os registros se referem aos filisteus como: povos do mar. Inscrições do faraó Mernephat mostram os egípcios derrotando esse povo do mar. 

O número dos combatentes, com suas caravanas, indicam que eles estavam vindo para colonizar a área. Alguns deles vindos da Líbia e norte da África. Escavações arqueológicas na costa sudoeste da Palestina comprovam que a cerâmica e outros vestígios são muito semelhantes a vestígios encontrados em Creta. A maioria dos estudiosos não têm dúvida de que os Filisteus eram originalmente ligados a Ilha de Creta. Seja como for, do ponto de vista Bíblico eles vieram de Creta e regiões vizinhas. No tempo de Abraão eles já aparecem estabelecidos em uma ponta leste da terra de Canaã - ou sudeste da Terra Santa. Mais tarde, em épocas gregas em uma confederação de cinco cidades (Pentapólis).

É importante em sentido histórico e profético perceber que os filisteus ocuparam Canaã muito antes de os Israelitas entrarem na área, no tempo de Josué, período da conquista por Israel. Os israelitas não conseguiram expulsá-los  e Deus disse que o povo filisteu estaria autorizado a permanecer lá como herança (juízes 2:3, 21:23 e 3:1-5) Os filisteus ficaram com um pé na terra de Canaã durante os períodos de Davi, Salomão e todos os reis de Judá e mesmo durante todo o período do cativeiro Babilônico como mostra os livros de Esdras e Neemias.

Toda a área principal em torno das cidades de Asdod, Ashkelon, Ekron, Gath e Gaza desde a costa até o sopé era (e é) território legítimo dos filisteus. É significativo que em todos os períodos históricos da Bíblia, os israelitas nunca ocuparam essas áreas em torno das cinco cidades dos filisteus e isso inclui até mesmo o esplendoroso tempo de Salomão. Não há evidências de que o povo judeu (da tribo de Judá) nunca tenha ocupado essas regiões das cinco cidades, mesmo a área tendo sido dada a Judá e em parte a Dan (por sorteio), no tempo de Josué. Por não terem os israelitas conseguido expulsar os filisteus dessas áreas, Deus informou que nos últimos tempos, as regiões seriam habitadas pelos filisteus. Esse ensino constitui a base jurídica para ocupação dos filisteus e seu direito a um Estado.

Sob o ponto de vista Bíblico, a Palestina não deveria ser incluída nos limites de Israel, mas por não ter Israel conquistado a terra e Dan ainda  ter deixado a região, Israel permitiu que os filisteus ali ficassem de forma permanente, Deus então legaliza a área para existência politica dos filisteus (Juízes 2:21:23) Filístia não fazia parte de Israel: "Também eu não expulsarei mais diante dele nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu; para pôr elas, pôr Israel à prova, se guardará ou não o caminho do Senhor, como seus pais guardaram. Assim o Senhor deixou ficar aquelas nações e não as expulsou logo, nem as entregou na mão de Josué." Jz 2: 21,23.

Isso significa que o estado palestino deve possuir algum tipo de soberania nas áreas a sudoeste da terra de Canaã (desde o litoral ) do Sorek Wadi e para o sul em direção a fronteira do Egito. Essa área deverá ser atribuída a Palestina num futuro próximo. Curiosamente, Jerusalém nunca pertenceu aos filisteus. Segundo as profecias Bíblicas, todas as nações um dia vão querer participação em Jerusalém. O período de Salomão - onde sua esposa era representante das famílias do mundo - servirá de exemplo do que acontecerá pouco antes da segunda vinda de Cristo e no milênio quando Cristo governará sobre toda a terra. Os palestinos poderão ter algum representante em Jerusalém, mas segundo a Bíblia Jerusalém jamais poderá ser capital somente da Palestina.

Filisteus no Êxodo do Egito.

Devocional dia das mães

 

Wilma Rejane

Isaías 51:2: Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque, sendo ele só, o chamei, e o abençoei e o multipliquei.



O chamado de Abraão foi estendido para sua esposa que de forma sábia e paciente soube cumprir sua missão. E poderíamos dizer que ela errou ao oferecer Agar para Abraão para gerar-lhes um filho, mas mesmo nesse momento de erro do casal, percebe-se que a união e cumplicidade não os abandonou; foram capazes de assumir erros sem condenar o outro. 

Abraão foi o esposo que sonhou junto com Sara. E casal que tem sonhos em comum são fortalecidos em amor.

Maridos, que grande presente de Deus é ter um companheiro como Abraão que soube compreender tão bem o valor dos sonhos de sua esposa.

Esposas, que privilégio grandioso é deixar Deus trabalhar em nosso coração de modo a nos tornar agradáveis e amadas, confidentes, batalhando em oração para que prevaleça a vontade de Deus na vida do casal.


Morre o blogueiro evangélico Júlio Severo

 

Wilma Rejane

A blogosfera evangélica perde um escritor, polêmico, firme em seu combate à agenda LGBTS, morre Júlio Severo. Júlio mantinha um blog "Júlio Severo", sua última postagem data de 29 de Abril, poucos dias antes de sua morte, de infarto, na Guatemala. Júlio deixou o Brasil depois que passou a ser perseguido pelo Ministério Público Federal sob denúncias de “homofobia” por sua cobertura na Parada Gay de 2006, deixa esposa Sarah e 6 filhos.

Senti e noticio a morte de Júlio Severo a quem nunca conheci pessoalmente, a não ser através de seus escritos, pois, semanalmente costumava ler seu blog, lia seus apelos por doações e apesar das críticas por essa sua atitude, o compreendia porque escrever era seu "ganha pão". E para se escrever qualquer artigo é necessário desprender tempo em leitura, pesquisa e conjecturas. Ele se dedicou a isso por anos e sempre o acompanhei, apesar de discordar de alguns posicionamentos.

A verdade é que a blogosfera evangélica está morrendo aos poucos. Muitos irmãos em Cristo desistiram de seus blogs, outros, a exemplo do Júlio Severo, partiram para encontrar o autor da vida. Como diz o irmão João Cruzué: "quem continua nessa jornada é por teimosia" e amor ao Evangelho. Mas a plataforma blogger também está perecendo; não atualiza suas funções e vai perdendo terreno para as redes sociais.

O que Davi ensina sobre vencer gigantes

 


Wallace Sousa

(Eles viram) Então saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo. 1 Samuel 17:4

(Eles ouviram) Disse mais o filisteu: Hoje desafio as companhias de Israel, dizendo: Dai-me um homem, para que ambos pelejemos. Ouvindo então Saul e todo o Israel estas palavras do filisteu, espantaram-se, e temeram muito. 1 Samuel 17:10,11

(Davi viu e ouviu) E, estando ele ainda falando com eles, eis que vinha subindo do exército dos filisteus o homem guerreiro, cujo nome era Golias, o filisteu de Gate; e falou conforme àquelas palavras, e Davi as ouviu. 1 Samuel 17:23

(Davi falou) E, ouvidas as palavras que Davi havia falado, as anunciaram a Saul, que mandou chamá-lo. 1 Samuel 17:31

(Davi pensou) Assim feria o teu servo o leão, como o urso; assim será este incircunciso filisteu como um deles; porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo. 1 Samuel 17:36

(Davi fez) Por isso correu Davi, e pôs-se em pé sobre o filisteu, e tomou a sua espada, e tirou-a da bainha, e o matou, e lhe cortou com ela a cabeça; vendo então os filisteus, que o seu herói era morto, fugiram. 1 Samuel 17:51

Introdução

Davi é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores referenciais bíblicos da vida cristã e, claro, da vida de um judeu. Não à toa, afinal Davi foi um grande guerreiro e vencedor de inúmeras batalhas. Todavia, a batalha que o consagrou e o tirou do anonimato e o lançou ao estrelato foi aquela que ele enfrentou o gigante Golias.

Golias era um guerreiro temido e, claro, de proporções assustadoras. Segundo a medida de sua estatura em côvados, ele teria cerca de 2,90m de altura[1], além de força descomunal e destreza na luta, conforme se observa no texto bíblico de 1 Samuel 17. Essa “criança” foi quem Davi derrotou, quando era ainda pouco mais que uma criança.

E é com esse mesmo Davi que podemos obter inspiração e motivação para enfrentarmos nossos gigantes e vencê-los, sejam eles quais forem em nossas vidas: espirituais, financeiros, materiais, profissionais, intelectuais e até mesmo pessoais.

Neste post eu quero lhe mostrar que você também, a exemplo de Davi, também pode vencer seus gigantes, por mais improvável que possa ser a vitória!

Assim, vamos ver o que Davi fez de diferente – ou igual – para ser um vencedor e como nós também podemos seguir ser exemplo.

Amós e a mensagem dos sicômoros

Judeu nas comemorações da Páscoa 2013 em Hebrom: " Louvado seja Deus em Israel"
Fotografia: israelnationalnews
 

Wilma Rejane

Israel vivia um período de grande prosperidade material. Os ricos cada vez mais ricos e os pobres sendo oprimidos. O sistema judicial corrompido, luxuria e idolatria generalizados, contudo,  a nação acreditava que Deus os abençoava por conta da expansão no comércio, das alianças politicas e vitórias militares. Estavam enganados. A abundância dos celeiros não representava a alegria de Deus. O sorriso da nação necessitava ser voltado para os céus, para as coisas espirituais e para Iavé, Aquele que os amava tanto e de tal forma que havia providenciado um profeta para entregar-lhes mensagem de arrependimento. 

Era reinado de Uzias, um período que corresponde a 792-740 a. C (Judá) e Jeroboão II 793-753 a.C. (Israel). Judá e Israel precisavam ouvir,  encontrar o caminho de volta ao relacionamento sincero e profundo com Deus, afinal, aquelas nações haviam sido escolhidas para dizer ao mundo: "Ao Senhor Seu Deus adorarás e somente a Ele servirá". Como poderia o espelho do mundo está tão manchado de sangue, obscurecido pelas trevas constantes que se apresentavam perante eles, conduzindo-os no secreto dos corações, nos lugares altos e baixos do relevo palestino? Eles precisavam ser feridos para despertar da ilusão do pecado!

E Deus envia Amós, um boiadeiro e cultivador de sicômoros, para ser o farol, o portador de Sua mensagem. E os reis se aterrorizam com o agricultor que recusava título de profeta, mas cujas palavras cortavam qual navalha afiada:

"Foge daqui Amós, não profetizarás mais em Bétel, porque aqui é o santuário do rei" Amós 7:13.

E Amós responde: " Não sou profeta, nem filho de profeta, mas boiadeiro e cultivador de sicômoros" Amós 7:14.

E essa fala de Amós sempre mexeu comigo, porque ao reconhecer sua pequenez ele se torna grande. Que mensageiro era esse? Retirado de detrás do rebanho, das copas das figueiras bravas, mãos calejadas e vestes puídas? Amós, a quem Deus envia: "Vai Amós, para o palácio dos reis, diz para eles que precisam obedecer a mim, tal qual os bois de tua boiada. Sim, essa gente farta e forte, precisa de um condutor, precisa aprumar as passadas, antes que eu os entregue ao matadouro. Vai,  diz para esses nobres que eles não passam de figueira brava que só crescem e amadurecem ao serem feridos." Quanta profundidade nessa mensagem de Deus através de Amós!

Remendo de pano novo em veste velha

 


Wilma Rejane

Ninguém deita remendo de pano novo, em veste velha,
porque semelhante remendo rompe a veste e faz-se maior a rotura
” Mt 9:16

Remendos são soluções provisórias para prolongar a vida útil de uma veste e a palavra grega usada por Jesus sobre remendo foi “Agnaphos”, indicando um tipo de tecido inacabado, de algodão e fibras ainda desalinhadas, ou seja: um tecido que  precisaria de retoques especiais para  ser utilizado e nunca em veste velha, caso contrário, com a subsequente lavagem e uso, o rasgo se tornaria ainda maior. A fraqueza do tecido velho, não suportaria a junção e resistência do novo. Que significado teria essa parábola de Jesus?

Quando Jesus falou sobre veste e remendo Ele estava diante de alguns discípulos de João Batista que o interrogavam sobre jejum. A necessidade de tal pratica também era observada com afinco pelo clero fariseu. A contextualização da conversa, portanto,  girava em torno de fariseus e discípulos de João batista: “ Podem porventura andar triste os filhos das bodas , enquanto o esposo está com eles? Dias, porém virão, em que lhes será tirado o esposo, então jejuarão. Ninguém deita remendo  de pano novo em veste velha, porque semelhante remendo rompe a veste e torna ainda maior a rotura” Mt 9: 15:16. O tecido novo  era o próprio Jesus, a Nova Aliança da graça. A roupa velha era a lei, todo o sistema religioso que dominava os fariseus, escribas e religiosos da época que não compreendiam os requisitos para o Novo Reino: arrependimento, perdão, novo nascimento.


Jesus estava com eles e Ele era maior que toda e qualquer regra. A santidade consistia em se aproximar Dele e recebê-Lo no coração sendo novo homem, com nova vida. Era impossível seguir Jesus e continuar servindo ao antigo sistema de obras e tradições. A Nova Aliança, era aquele tecido inacabado, porque Jesus ainda seria morto e ressuscitaria para cumprir definitivamente o plano salvífico. Os filhos das bodas eram os discípulos. Jesus o esposo; O noivo que seria tirado após a ressurreição sendo elevado ao céu (Atos 1:9) para aguardar o cumprimento dos tempos.

Jesus aponta para um futuro em que os corações dos homens seriam comparados a vestes novas, brancas, completas, sem remendos. Uma transformação possível através da fé e não de tradições. Do amor, e não da religião. Da graça que se cumpre com a ação do Espírito Santo em nós. Eis o reino de vestes que não precisam de remendos.

Por que devemos orar pelas autoridades?

 

Wallace Sousa


Por que devemos orar pelas autoridades?
Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila sossegada, em toda a piedade honestidade. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. (ênfases acrescidas)
Hoje fiz mais uma visita ao Congresso Nacional, a casa das leis do Brasil. Uma coisa que chama a atenção é o espelho d'água em volta do sítio legislativo. Chama a atenção a sujeira. Mas, apesar de tão sujo, ainda pude ver vários peixes chafurdando nadando em suas águas turvas.

Uma irmã a quem eu acompanhava e ciceroneava comentou que aquela água representava o resultado ou produto de um banho das suas excrescências excelências. Todavia, pensando bem, eu disse que aquela água, apesar de tão suja, ainda era melhor do que o subproduto de um banho legislatório, e quer saber por quê? Simples: aquelas águas barrentas e lodosas ainda tinham VIDA, e o mesmo não pode ser dito de muitos de nossos representantes políticos. Estão mortos em seus delitos e pecados, e a fedentina de sua indefecável presença é sentida em todo o território nacional.

Quando eu estava na sala da presidência da Câmara, passando tristemente a mão na cadeira em que o ilustre presidente assenta seu  honorável e impoluto derrière, fiquei questionando qual seria a saída para tirar o Brasil deste lamaçal, desse tremedal horrível em que nos metemos. Muito abatido, fui obrigado a reconhecer que não havia saída para o Brasil, visto que a corrupção desenfreada está em todos os níveis, os que comandam os esquemas têm todas as ferramentas em suas mãos e a seus pés. Nós não temos saída, humanamente falando, essa é a triste realidade que nos choca e abate.

Mas, então me lembrei do texto bíblico da exortação de Paulo a Timóteo, e cheguei à conclusão que o Brasil está na situação que está por culpa da igreja. A igreja tem culpa porque não está fazendo a vontade revelada de Deus: orar pelas autoridades. Ao fazer uma afirmação desse porte, estou ciente de que serei questionado e criticado à vontade, mas vou apresentar as razões que balizarão minha conclusão.

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