O vento na oração; um relato pessoal .


Wilma Rejane  

" De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados" Atos 2 : 2.

Este é um artigo diferente dos demais, pretende ser um testemunho, relato pessoal sobre a forma como o vento se apresenta em minha vida de oração. Não diz respeito à doutrina, à misticismo ou coisa parecida cuja origem Deus abomina.

É um padrão, algo que se repete desde o dia em que recebi o dom de línguas, enquanto orava em minha casa, com a janela do quarto aberta, olhando para o céu, à tardinha no litoral. De repente, veio um vento forte que balançou as folhas das árvores. Minha vizinha que havia se tornado cristã antes de minha conversão, comentou no dia seguinte:

" Irmã Wilma, eu estava no quintal, ouvi sua oração em línguas e vi o forte vento que chegou balançando as árvores. Creio que a partir de hoje a senhora pode orar pela cura dos enfermos".

Como recém convertida eu não entendia como funcionava a oração pelos enfermos, contudo, minha vizinha passou a levar pessoas lá em casa para que eu orasse por elas, de fato, muitas foram curadas.

Meu esposo estava incomodado e preocupado de que aquilo se tornasse romaria ou idolatria e pediu para eu conversar com a vizinha. Conversei e ela entendeu, passou então a ligar para o programa de rádio que eu fazia com uma lista de pessoas para oração.

Depois mudei para Teresina e passei a ter uma vida de estudo bíblico e oração bem reservada. Frequentando a igreja, mas sem pretensão de ser vista, foi aí que o blog teve início.

Voltando ao assunto do vento em minha vida de oração, ele está presente até hoje. Quando ele se apresenta é Deus me respondendo ou dizendo que está me vendo e ouvindo. É também verdade que o vento nem sempre está presente enquanto oro, nestes dias, sei que Deus me escuta da mesma forma, sou grata por Sua bondade.

Que amor é este?

 

  


Wilma Rejane 

Pedro, tu me amas? Pedro, tu me amas? Pedro, tu me amas?


Qual seria a intenção de Jesus ao perguntar recorrentemente sobre o sentimento de Pedro? O apóstolo, que negou Jesus a caminho da crucificação? O filho de Jonas, meio desconcertado responde dizendo amar Jesus com amor fhileo (strong 5368): um sentimento carinhoso, afetuoso, limitado.

Pedro desconhecia o amor Ágape? Perfeito, incondicional e  longânimoO Ágape é um tipo de amor característico do Reino de Deus,  se estende sobre nós dia após dia como proteção e cuidado, como graça constante que nunca falha a perguntar-nos: Tu me amas? Tu me amas? Tu me amas? É a mesma voz, insistente que toma conta de nossa consciência em um exame profundo sobre nosso relacionamento com Deus. 

É o amor Ágape que nos remete ao calvário, quando Jesus humilhado e injustiçado não desistiu de seguir em direção á crucificação porque insistentemente,  em Seu coração fluía os rostos dos “Pedros” que precisavam mergulhar no Ágape em um encontro com a eternidade amorosa de Jesus.
 
É as margens de um lago em Jerusalém que Jesus mantêm com Pedro um diálogo transformador, quando Ele reaparece pela terceira vez, após ressuscitar, e encontra Pedro com alguns companheiros em uma tentativa frustrada de pesca: “Naquela noite nada apanharam” João 21: 3.

É estranho perceber que os homens que andaram com Jesus e viram barcos irem a pique por tantos peixes, lá estavam, de redes vazias. Disse-lhe, pois Jesus: Filhos tendes alguma coisa para comer? Responderam-lhe: Não , João 21 : 5.
 
As lições que haviam aprendido sobre "lançar as redes ao mar profundo, confiando nas palavras de Jesus" pareciam ter sido esquecidas, eram uma vaga lembrança, assim como a imagem que naquele momento estavam tendo de Jesus, pois sequer O reconheceram de imediato. Onde estava a fé dos discípulos? Eles pareciam enfraquecidos e desiludidos sobre as promessas de Jesus. A morte havia mexido profundamente com suas convicções.

E em uma demonstração de poder, misericórdia e insistente amor, Jesus diz: Lançai a rede, João 21 : 6, e mais uma vez à multidão de peixes inunda as redes de pescaria.  Por este milagre, todos reconhecem que o  "estranho" era Jesus. 

O Amor Restaura

Não foram tantos os dias que os discípulos ficaram distantes de Jesus após sua morte na crucificação. Porém,  já havia um abismo entre o que viram, viveram,  aprenderam e o estado espiritual em que estavam. Os discípulos, precisavam do ágape dentro deles! 
 
Jesus estava ali, naquele informal encontro para dizer-lhes que havia um tipo de amor que valia a pena ser vivido, buscado, encontrado. Ele era esse amor! Ele estava ali perdoando a Pedro e aos demais que fugiram e se esconderam por medo de serem presos e mortos por ocasião da crucificação.

Carta de Rute Às Mulheres Dessa Geração

 

 Nohemy Vanelli 

Meu nome é Rute, eu sou Moabita, uma estrangeira que encontrou abrigo sob as asas do Deus de Israel. A minha história não começou entre o povo escolhido, mas a graça do Senhor me alcançou e Ele escreveu um novo capítulo para a minha vida.

Talvez você já tenha se sentido como eu, deslocada, sem um futuro claro, precisando tomar decisões difíceis. Depois que meu marido morreu, eu poderia ter voltado para minha terra e para os deuses do meu povo, mas escolhi algo maior, escolhi confiar no Deus verdadeiro. Olhei para minha sogra Noemi e disse com firmeza: “O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus”.

Deixei tudo para trás para seguir um caminho incerto, mas Deus nunca me desamparou. Ele me guiou aos campos de Boaz, onde fui vista, acolhida e protegida. Ele me honrou e me permitiu fazer parte da própria linhagem do Messias, de Jesus. O que aprendi e quero compartilhar com você é que Deus nos adota como filhas por meio da fé. 

Anime-se!

 
João Cruzué

"E quero irmãos que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do Evangelho, porque a vós foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, mas padecer por Ele, mas Deus é o que opera em nós tanto o querer como o efetuar, segundo sua boa vontade". Filipenses 1:12 e 29 e 2:13

Escrevi esta mensagem para você que está passando pelo deserto ou no vale da angústia. Tudo o que você fez até agora, não deu nada certo. Embora tenha molhado muitas vezes seu rosto com as lágrimas do abandono. Deus não responde suas orações. Eu vim aqui para dizer que o Senhor não lhe abandonou. Este vale escuro vai passar e o Sol da vitória novamente vai levantar-se sobre sua vida para brilhar ainda mais que no passado.

Seus pensamentos estão confusos e seu coração triste porque está lhe faltando quase tudo. E, quando você observa as pessoas à sua volta, principalmente seus parentes e as pessoas não crentes você repara que elas não passam por nenhuma falta. Então decepcionado(a) você procura um lugar solitário e ali derrama suas lágrimas e pergunta ao Senhor - por quê?

Se o Senhor está provando você, é porque Ele o ama. Os dias que você está passando no vale não são um tempo perdido: é um tempo de capacitação e investimento. Até Jesus passou por coisas assim. Há algo precioso que o Senhor vai confiar a você para fazer e é no vale que vai aprender a olhar e ver como Senhor vê. Mas não saia de porta em porta procurando por profetas para tentar saber a visão antes do tempo. O Espírito Santo vai falar ao seu coração no tempo apropriado.

Na primeira oportunidade que tiver, Olhe-se na frente do espelho. Olhe bem nos seus olhos, e diga para Jesus algo do fundo de seu coração.

O fim dos maus e o destino dos bons

 

 Wilma Rejane 

Você está percebendo um aumento de maldade no mundo? O quanto algumas notícias parecem surreal, retiradas de um roteiro de filme de terror, mas dizem respeito a uma terrível realidade?  O lamento do profeta Habacuque parece ter sido escrito para nossos dias, ele diz:

"Por que me fazes ver tanta maldade? Por que toleras a injustiça? Estou cercado de destruição e violência; há brigas e lutas por toda parte. Por isso, ninguém obedece à lei, e a justiça nunca vence. Os maus levam vantagem sobre os bons, e a justiça é torcida" Habacuque 1:3-4.

Habacuque nos lembra que maldade e injustiça sempre existiram. a diferença é que hoje é praticada diante de circuitos de câmeras, espalhadas por redes de internet, cogitada à luz do dia ou da noite, em assembleias ou  quartos fechados. O mundo está mais populoso e mais próximo. A maioria, contudo, nunca esteve tão distante de Deus e do outro. A maldade se tornou regra e a bondade exceção.

Outras revelações sobre A Parábola do Filho Pródigo

 

Wilma Rejane


Reunido com publicanos, fariseus, escribas, trabalhadores comuns da Judeia e mendicantes, Jesus lhes conta uma série de parábolas. Essa parecia ser uma forma simples de se fazer compreender: despertava a curiosidade e atenção dos ouvintes que aguardavam o desfecho, ao tempo em que eram profundamente tocados pela autoridade das Palavras de Jesus. A Parábola do Filho Pródigo faz parte dessa série e está descrita no Evangelho de Lucas 15: 11 a 32. Presumo que você já conheça a parábola, mas se não conhecer, pode ler Aqui 

Os dois filhos são uma referência aos que ouviam a parábola: os religiosos configuravam o filho mais velho, estavam em casa, ou seja, obedeciam aos rituais, julgavam-se filhos fieis de Abraão.

O filho mais novo é uma clara referência aos que se reconheciam na condição de pecadores, distantes do Reino de Deus e necessitados de salvação. É uma referência aos filhos salvos pela graça, pelo sangue da Nova Aliança derramado na cruz do calvário.

O filho mais novo reivindica  herança antecipada e o pai não faz qualquer objeção, acata sua decisão e divide os bens. Pela lei o primogênito teria direito a uma parte maior dos bens ( dois terços), enquanto o mais novo (um terço).

O que acontece depois da partilha de bens e do abandono ao lar pelo mais novo é uma série de infortúnios. Ele passa a sobreviver de esmolas, enfrenta fome, frio e sofre bastante até decidir  voltar para casa.

O que teria acontecido se ele  continuasse com  sua vida miserável?  Se não tivesse retornado para  casa e experimentado o amor incomparável de seu pai?  E se o orgulho tivesse tomado conta de seu coração?

Carta de Hulda Às Mulheres Dessa Geração


Nohemy Vanelli 

Mulher,

Talvez você não me conheça bem. Afinal, meu nome aparece poucas vezes, e minha história é contada em poucas linhas. Mas não se engane: às vezes, Deus usa as páginas mais discretas para guardar os maiores segredos da influência silenciosa.

Meu nome é Hulda. Eu era profetisa em Jerusalém nos tempos do rei Josias. Quando o Livro da Lei foi reencontrado no templo, o rei poderia ter enviado mensageiros a homens de renome espiritual. Mas ele escolheu me ouvir.

Por quê? Porque a verdade já falava através da minha vida. Eu não fiz barulho, nem busquei palco. Não precisei me impor, tampouco levantar a voz. Meu testemunho era forte o bastante para ser chamado ao palácio. Quando abri minha boca, não falei por mim — falei o que o Senhor me confiou. Com temor, com clareza, com coragem.

Uma lição de vida nos versos de Isaías 40

  

Wilma Rejane 

Seca-se a erva, caem as flores, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade, o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre. Isaías 40: 7-8 e I Pedro 1:24,25.

A Vida é breve, como as frágeis flores que cobrem algumas planícies da Palestina. Desabrocham, exalam perfume, beleza, mas quando o vento sopra sobre elas, em questão de segundos se despedaçam e se vão para nunca mais voltar. Em contraste com essa finitude, está a Palavra de Deus, que permanece para sempre. Ela é como o ar, o vento que mantêm viva todas as espécies de seres planetários, é o hálito que sopra nas ervas.
 
Isaías ao falar das ervas, do vento e do hálito do Senhor, se referia à sua época, de um julgamento que estava por se cumprir em Israel. A Babilônia avançava em sua direção com um exército enfurecido. Contudo, ao tempo em que se anuncia a queda, proclama também a Redenção: 

" Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o seu braço dominará por ele; eis que o seu galardão está com ele, e a sua recompensa diante dele. Como pastor ele apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele as guiará mansamente. Isaías 40:10-11.

O vento que arranca as ervas, é o mesmo que renova a face da terra. 

Um devocional sobre a fragilidade humana

 

Wilma Rejane 

“Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e cujo coração se afasta do Senhor.” Jeremias 17:15

Este versículo sempre nos lembra algo simples e antigo: o ser humano é limitado. Não importa quanta força, inteligência, fama ou riqueza alguém tenha, continua sendo pó, sujeito às mesmas fragilidades que todos enfrentam. Quando o coração se apoia mais na habilidade humana do que na graça de Deus, o fim é sempre o mesmo: queda.

A história prova isso sem esforço.

Reinos que pareciam inabaláveis desapareceram como poeira levada pelo vento. Nabucodonosor, que dominou nações e ergueu um império de dar medo, provou o quanto a glória humana é breve. Bastou um sopro divino e ele perdeu a própria sanidade até reconhecer que o Altíssimo domina sobre tudo.

Em tempos mais recentes, vimos líderes como Saddam Hussein e Nicolas Maduro que se achavam intocáveis , caírem em humilhação. Tantos outros, em diferentes épocas, experimentaram o auge do poder e depois foram reduzidos ao nada. O padrão não muda, a fragilidade humana não sustenta, a glória humana não permanece.