Anime-se!

 
João Cruzué

"E quero irmãos que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do Evangelho, porque a vós foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, mas padecer por Ele, mas Deus é o que opera em nós tanto o querer como o efetuar, segundo sua boa vontade". Filipenses 1:12 e 29 e 2:13

Escrevi esta mensagem para você que está passando pelo deserto ou no vale da angústia. Tudo o que você fez até agora, não deu nada certo. Embora tenha molhado muitas vezes seu rosto com as lágrimas do abandono. Deus não responde suas orações. Eu vim aqui para dizer que o Senhor não lhe abandonou. Este vale escuro vai passar e o Sol da vitória novamente vai levantar-se sobre sua vida para brilhar ainda mais que no passado.

Seus pensamentos estão confusos e seu coração triste porque está lhe faltando quase tudo. E, quando você observa as pessoas à sua volta, principalmente seus parentes e as pessoas não crentes você repara que elas não passam por nenhuma falta. Então decepcionado(a) você procura um lugar solitário e ali derrama suas lágrimas e pergunta ao Senhor - por quê?

Se o Senhor está provando você, é porque Ele o ama. Os dias que você está passando no vale não são um tempo perdido: é um tempo de capacitação e investimento. Até Jesus passou por coisas assim. Há algo precioso que o Senhor vai confiar a você para fazer e é no vale que vai aprender a olhar e ver como Senhor vê. Mas não saia de porta em porta procurando por profetas para tentar saber a visão antes do tempo. O Espírito Santo vai falar ao seu coração no tempo apropriado.

Na primeira oportunidade que tiver, Olhe-se na frente do espelho. Olhe bem nos seus olhos, e diga para Jesus algo do fundo de seu coração.

O fim dos maus e o destino dos bons

 

 Wilma Rejane 

Você está percebendo um aumento de maldade no mundo? O quanto algumas notícias parecem surreal, retiradas de um roteiro de filme de terror, mas dizem respeito a uma terrível realidade?  O lamento do profeta Habacuque parece ter sido escrito para nossos dias, ele diz:

"Por que me fazes ver tanta maldade? Por que toleras a injustiça? Estou cercado de destruição e violência; há brigas e lutas por toda parte. Por isso, ninguém obedece à lei, e a justiça nunca vence. Os maus levam vantagem sobre os bons, e a justiça é torcida" Habacuque 1:3-4.

Habacuque nos lembra que maldade e injustiça sempre existiram. a diferença é que hoje é praticada diante de circuitos de câmeras, espalhadas por redes de internet, cogitada à luz do dia ou da noite, em assembleias ou  quartos fechados. O mundo está mais populoso e mais próximo. A maioria, contudo, nunca esteve tão distante de Deus e do outro. A maldade se tornou regra e a bondade exceção.

Outras revelações sobre A Parábola do Filho Pródigo

 

Wilma Rejane


Reunido com publicanos, fariseus, escribas, trabalhadores comuns da Judeia e mendicantes, Jesus lhes conta uma série de parábolas. Essa parecia ser uma forma simples de se fazer compreender: despertava a curiosidade e atenção dos ouvintes que aguardavam o desfecho, ao tempo em que eram profundamente tocados pela autoridade das Palavras de Jesus. A Parábola do Filho Pródigo faz parte dessa série e está descrita no Evangelho de Lucas 15: 11 a 32. Presumo que você já conheça a parábola, mas se não conhecer, pode ler Aqui 

Os dois filhos são uma referência aos que ouviam a parábola: os religiosos configuravam o filho mais velho, estavam em casa, ou seja, obedeciam aos rituais, julgavam-se filhos fieis de Abraão.

O filho mais novo é uma clara referência aos que se reconheciam na condição de pecadores, distantes do Reino de Deus e necessitados de salvação. É uma referência aos filhos salvos pela graça, pelo sangue da Nova Aliança derramado na cruz do calvário.

O filho mais novo reivindica  herança antecipada e o pai não faz qualquer objeção, acata sua decisão e divide os bens. Pela lei o primogênito teria direito a uma parte maior dos bens ( dois terços), enquanto o mais novo (um terço).

O que acontece depois da partilha de bens e do abandono ao lar pelo mais novo é uma série de infortúnios. Ele passa a sobreviver de esmolas, enfrenta fome, frio e sofre bastante até decidir  voltar para casa.

O que teria acontecido se ele  continuasse com  sua vida miserável?  Se não tivesse retornado para  casa e experimentado o amor incomparável de seu pai?  E se o orgulho tivesse tomado conta de seu coração?

Carta de Hulda Às Mulheres Dessa Geração


Nohemy Vanelli 

Mulher,

Talvez você não me conheça bem. Afinal, meu nome aparece poucas vezes, e minha história é contada em poucas linhas. Mas não se engane: às vezes, Deus usa as páginas mais discretas para guardar os maiores segredos da influência silenciosa.

Meu nome é Hulda. Eu era profetisa em Jerusalém nos tempos do rei Josias. Quando o Livro da Lei foi reencontrado no templo, o rei poderia ter enviado mensageiros a homens de renome espiritual. Mas ele escolheu me ouvir.

Por quê? Porque a verdade já falava através da minha vida. Eu não fiz barulho, nem busquei palco. Não precisei me impor, tampouco levantar a voz. Meu testemunho era forte o bastante para ser chamado ao palácio. Quando abri minha boca, não falei por mim — falei o que o Senhor me confiou. Com temor, com clareza, com coragem.

Uma lição de vida nos versos de Isaías 40

  

Wilma Rejane 

Seca-se a erva, caem as flores, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade, o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre. Isaías 40: 7-8 e I Pedro 1:24,25.

A Vida é breve, como as frágeis flores que cobrem algumas planícies da Palestina. Desabrocham, exalam perfume, beleza, mas quando o vento sopra sobre elas, em questão de segundos se despedaçam e se vão para nunca mais voltar. Em contraste com essa finitude, está a Palavra de Deus, que permanece para sempre. Ela é como o ar, o vento que mantêm viva todas as espécies de seres planetários, é o hálito que sopra nas ervas.
 
Isaías ao falar das ervas, do vento e do hálito do Senhor, se referia à sua época, de um julgamento que estava por se cumprir em Israel. A Babilônia avançava em sua direção com um exército enfurecido. Contudo, ao tempo em que se anuncia a queda, proclama também a Redenção: 

" Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o seu braço dominará por ele; eis que o seu galardão está com ele, e a sua recompensa diante dele. Como pastor ele apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele as guiará mansamente. Isaías 40:10-11.

O vento que arranca as ervas, é o mesmo que renova a face da terra. 

Um devocional sobre a fragilidade humana

 

Wilma Rejane 

“Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e cujo coração se afasta do Senhor.” Jeremias 17:15

Este versículo sempre nos lembra algo simples e antigo: o ser humano é limitado. Não importa quanta força, inteligência, fama ou riqueza alguém tenha, continua sendo pó, sujeito às mesmas fragilidades que todos enfrentam. Quando o coração se apoia mais na habilidade humana do que na graça de Deus, o fim é sempre o mesmo: queda.

A história prova isso sem esforço.

Reinos que pareciam inabaláveis desapareceram como poeira levada pelo vento. Nabucodonosor, que dominou nações e ergueu um império de dar medo, provou o quanto a glória humana é breve. Bastou um sopro divino e ele perdeu a própria sanidade até reconhecer que o Altíssimo domina sobre tudo.

Em tempos mais recentes, vimos líderes como Saddam Hussein e Nicolas Maduro que se achavam intocáveis , caírem em humilhação. Tantos outros, em diferentes épocas, experimentaram o auge do poder e depois foram reduzidos ao nada. O padrão não muda, a fragilidade humana não sustenta, a glória humana não permanece.

Último Capítulo do Livro de Jó

 

Jó e seus amigos

Por João Cruzué

O último capitulo do livro de Jó nos apresenta o final de uma das mais intrigantes histórias da Bíblia. Ele perdeu tudo: bens, filhos, saúde, amigos e até a tranquilidade de sua alma. Em meio à dor, buscou respostas e não as encontrou. Debates e acusações se arrastaram por dias, mas a angústia permanecia. No último capítulo, porém, vemos algo extraordinário: Jó não recebe uma explicação de Deus, mas algo muito maior: a presença de Deus. Sua maior bênção não foi receber o dobro de tudo quanto possuiu no passado, nem a devolução da família com dez filhos de volta. Jó alcançou uma compreensão bem mais profunda da grandeza do Senhor.

Depois de reclamar da vida e dos amigos Jó finalmente fala com Deus e Deus não responde um "a", ao contrário: lhe faz uma série de questionamentos. Jó reconhece a verdade: que o Senhor é soberano e Seus planos não podem ser frustrados. Ele percebe que havia falado do que não compreendia. Antes, conhecia a Deus apenas de ouvir falar, mas agora O conhecia de perto. Esse foi o momento da mudança de visão. A dor não foi capaz de destruir sua fé, ela se tornou muito mais madura. Jó entende que a vida não se trata de dominar todas as respostas, mas de confiar em Quem tudo governa. E é justamente quando aceitamos que não sabemos tudo é que passamos a enxergar Deus de mais perto.

Esta descoberta leva Jó à humildade. Ele deixa de buscar justificativas e para de se defender. Diante da grandeza de Deus, a melhor resposta é se render. Essa atitude nos ensina muito, porque todos nós, em algum momento, passamos por situações que não compreendemos. E, então perguntamos: “Por que eu, Senhor? Por que agora?” Mas muitas vezes, em vez de respostas, o que recebemos é a presença de Deus que nos sustenta. E essa presença vale mais do que qualquer explicação. Jó saiu do campo teórico para descobrir isso na prática: quando o coração se cala diante de Deus, nasce uma paz que a dor não consegue apagar.

Neste mesmo capítulo, Deus se volta contra os amigos de Jó. Eles falaram muito sobre Deus, porém os discursos e as réplica deles estavam assentados em um saber formalista e distorcido do verdadeiro Deus. Por isso, o Senhor os repreende e manda procurarem por Jó para  que interceda por eles. Esse detalhe é muito importante: o homem que havia sido acusado por eles é quem deve orar por eles. É uma cena de reconciliação, de perdão e de restauração. Jó, que tinha todo motivo para guardar mágoa, escolhe orar e abençoar. Isso nos mostra que a cura do coração muitas vezes passa pelo perdão, mesmo quando parece impossível. A visão de seus amigos estava errada. Pareciam como Saulo de Tarso a caminho de Damasco. Depois da repreensão e da humilhação, certamente seriam bons consoladores.

A revolta no Irã profetizada no Salmo 83

Wilma Rejane 

O Salmo 83 é um clamor para que Deus intervenha quando povos se levantam contra Israel. O salmista enumera nações que cercavam o povo de Deus e desejavam apagá-lo da memória. Não é um texto brando; é um pedido por juízo, lembrando como o Senhor derrubou inimigos no passado. A partir do verso 11, o salmista cita figuras históricas derrotadas nos dias dos juízes: Orebe, Zeebe, Zeba e Zalmuna. Esses nomes não são metáforas: eram líderes reais, derrotados de forma decisiva. O salmista os usa como referência para dizer: “Que Deus faça hoje como fez naquele tempo.”

Faze aos seus nobres como a Orebe, e como a Zeebe e a todos os seus príncipes, como a Zebá e como a Zalmuna,Que disseram: Tomemos para nós as casas de Deus em possessão. Deus meu, faze-os como um tufão, como a palha diante do vento. Salmo 83: 11 à 13

Orebe e Zeebe eram príncipes midianitas. Aparecem em Juízes 7. Eles lideravam ataques devastadores contra Israel, saqueando colheitas e oprimindo o povo. Naqueles dias, Deus levantou Gideão para libertar Israel. A derrota deles foi clara: Orebe foi morto na Rocha de Orebe. Zeebe foi morto no Lagar de Zeebe. Ambos morreram em lugares que acabaram levando seus nomes, um testemunho público de queda e vergonha.

Carta de Maria Às Mulheres Desta Geração


Nohemy Vanelli 

Fui escolhida para carregar em meu ventre uma promessa eterna. Não porque eu tivesse títulos ou  riquezas, mas porque meu coração dizia “sim” quando Deus chamava. Quando o anjo me visitou, minha alma estremeceu... Como pode o céu visitar uma casa tão simples? Mas entendi ali que a grandeza de Deus não procura palácios — Ele procura corações férteis.

Foi assim que me tornei jardim. No íntimo do meu ser, a semente da promessa floresceu. Aquela mesma palavra que um dia foi soprada no Éden, agora tomava forma dentro de mim.

Não foi fácil. Houve medo, dúvidas, olhares desconfiados. Mas Deus não me deixou sozinha. Ele preparou José — um homem justo e sensível à voz do céu. 

Mesmo sem entender tudo, ele me acolheu, me protegeu, foi abrigo no caminho. E em cada passo, o Pai cuidava de nós com detalhes que só o amor eterno sabe providenciar.