O sofrimento em uma perspectiva Bíblica



Wallace Sousa

 Estou absolutamente convencido de que os nossos sofrimentos do presente não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada.Romanos 8:18 (KJA)

Existem duas coisas bem difíceis sobre o sofrimento. A primeira e mais lembrada é que não é fácil passar pelo sofrimento. E essa é uma verdade ululante, auto evidente, tanto que as pessoas que “gostam” de sofrer, assim como as que “gostam” de fazer as outras sofrerem, são tidas como portadoras de distúrbios ou doenças, tais como masoquismo ou sadismo.

A segunda coisa difícil sobre o sofrimento é a forma equivocada que a maioria de nós tem de encará-lo. Sim, nós nem sempre enxergamos o sofrimento da perspectiva correta, principalmente se estamos passado por ele, por algum tipo de sofrimento.

Mas, Wallace, você me perguntaria, entre uma lágrima e outra, ou entre um gemido e outro ou, ainda, entre ai‘s e ui‘s, quer dizer que eu estou errado em ver o sofrimento como algo incômodo, ruim e desagradável? Quer dizer que a dor que eu sinto, esse sofrimento terrível que eu estou passando, quer dizer que é invenção da minha cabeça? Calma, vou explicar, não precisa ficar com raiva de mim. Quer dizer, pelo menos ainda não.

Sim, o senso comum claramente nos diz, e nós temos nossos sentidos para ratificar isso, que o sofrimento não é agradável e nem bem-vindo, que nossa vida fica de pernas pro ar quando estamos em meio ao sofrimento. Todo mundo sabe que sofrimento é sinônimo de dor, de sentimentos de perda, de lágrimas e tantas outras coisas que preferimos esquecer.

Mas, só existe essa forma de encarar o sofrimento? Será?

Sim, existe uma outra forma sim. E sabe qual é? Nós devemos enxergar o sofrimento, também, pelo prisma do aprendizado,  das grandes lições que tiramos desse tipo de situação.

O sofrimento é um grande professor. E o próprio fato de você entender, aceitar e começar a prestar atenção no sofrimento faz com que ele diminua bastante, muito mesmo!

Dito isso, vamos ver o que Paulo (alguém que aliás, também aprendeu muito com e por causa de seu sofrimento) tem a nos dizer sobre o assunto. Até mesmo de Jesus é dito o seguinte: ele veria o resultado de seu sofrimento e ficaria satisfeito (Is 53.11) e que ele aprendeu a obedecer através das coisas que sofreu (Hb 5.8)! Estranho, né?

Então, vamos aprender um pouco mais? Quem sabe se isso te ajuda a suportar esse seu sofrimento? Não vai lhe custar nada, garanto. Vamos lá?

1. Convencido

A primeira coisa boa que podemos aprender de algo ruim que nos acontece é que aquilo pode servir para o nosso bem. Coisa que, sejamos sinceros, não é nem um pouco fácil.

Basicamente porque nós já estamos convencidos de que tudo que nos faz sentir mal ou passar por maus bocados tem que ser, necessariamente, mal também. Ou seja, é necessário haver uma mudança de mentalidade, no caso sair de uma mentalidade que ignora e despreza a Palavra de Deus e passarmos a crer e aceitar a vontade de Deus.

Em outras palavras, nós precisamos nos render à Palavra, que é o mesmo que levarmos todo entendimento cativo – o nosso inclusive – ao senhorio de Cristo. E, para deixar claro: enquanto você vive à margem da vontade de Deus, seu sofrimento é maior e não terá fim.

A Síndrome de Procusto

A inquietude da alma dos gregos lhes dizia haver bem mais entre céu e terra...



Wilma Rejane

Antes do surgimento da escrita, da moeda, havia na Grécia a predominância da tradição oral. A mitologia era a forma cotidiana para se explicar os conflitos humanos, bem e mal permeavam o misterioso e familiar mundo do mito que pela  relação com a realidade dos ouvintes, era religiosamente respeitado.  Dessa forma, a Grécia influenciou e inovou a tradição pagã ao inserir imagens de heróis e bandidos semelhantes a homens, mas com poderes divinos.

Depois dos mitos, veio o aparecimento da Filosofia que buscava de forma racional encontrar através do cosmo, da natureza, a origem de todas as coisas. O mito falhou em sua forma de explicar o mundo, a Filosofia ascendeu como esperança de se desvendar o mistério sobrenatural exposto nas maravilhas do universo. Mito e Filosofia, de forma direta e indireta, buscavam a Deus. A inquietude da alma dos gregos lhes dizia haver bem mais entre céu e terra, para além das cortinas celestes.

Foi no mundo grego que surgiu a palavra milagre, ele se referia a Filosofia, a capacidade de desenvolver o pensamento lógico em busca da verdade. Isso tudo é tão incrível, porque revela que o homem, desde sempre, busca por Deus. Do mito a Filosofia. Mais incrível ainda é saber que Deus utilizou justo a língua grega para espalhar a mensagem do Evangelho entre as nações. Não, não quero que isso soe supersticiosamente, mas preciso, planejado, lance de Mestre!

Todo o ambiente grego e sua influencia universal ajudaram não apenas na escrita do Evangelho, mas em sua propagação pelo mundo. E depois do surgimento do cristianismo, vamos constatar uma queda definitiva dos mitos e da filosofia naturalista. A Verdade enfim havia chegado, o Reino de Deus era a resposta a essa interrogação que pairava tanto para gregos quanto para os não gregos. Judeus e gentios. Mas essa Verdade ainda é loucura para muitos e por isso, a busca não tem fim.

“Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus. Pois está escrito: "Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência  dos inteligentes".  Onde está o sábio? Onde está o erudito? Onde está o questionador desta era? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?  Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que creem por meio da loucura da pregação.” I Coríntios 1: 18-21. Aleluia!

Agora sim, Procusto entra em cena


Sete observações sobre ministério com crianças



Por João Cruzué

Quero denunciar os sete passos que acontecem rotineiramente por falta de visão em uma Igreja, no tocante ao ministério infantil, cuja conseqüência é a formação de um exército sempre crescente de desviados pelo desperdício, abandono e discriminação desses recursos que proveriam seu futuro.

1 - Não dê importância às crianças, continue achando que elas vão crescer e de um modo ou de outro, vão fazer tudo exatamente como os crentes da geração atual estão fazendo.

2 - Mantenha constantemente as crianças segregadas e discriminadas do culto principal, com a desculpa de que elas são barulhentas e só atrapalham o silêncio no culto dos adultos.

3 - Não se preocupe em fazer apelos para que elas aceitem Jesus, continue pensando que filhos dos crentes já são convertidos desde o berço.

Ensinando as crianças o caminho da vida




Silvana Cardoso
Mulher Cristã em Ação

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele” (Provérbios 22.6).

Todos os seres humanos passam por desenvolvimentos constantes, ocasionando assim, uma maturação, decorrente das experiências vividas e do aprendizado. Essa maturidade surgirá com o tempo, com a prática adquirida, uniformizando nosso desempenho intelectual, físico e motor.Várias são as etapas do desenvolvimento humano, a primeira é o desenvolvimento sensório-motor, do qual recebemos e percebemos os estímulos do meio ambiente, que são sentidos pelo nosso sistema sensorial: visão, audição, tato, paladar e olfato. Esta etapa ocorre no período da infância, e é de suma importância na construção da maturidade do ser humano.Todos os estímulos que recebemos são assimilados através de interpretação e identificação, e transformados em memória, na qual ocorre a retenção de ideias adquiridas anteriormente – são nossas lembranças.

Um bom exemplo disso é tentar se recordar destes textos:

“A começar em mim, quebra corações, pra que sejamos todos um, como tu és em nós...”
“Ao orarmos Senhor, vem encher-nos com teu amor...”
“Ó toma a cruz e segue-me, ouvi Jesus dizer, pra te salvar na cruz morri, entrega-te hoje a mim! Por onde me conduzir...”
“Situações nesta vida me fazem sentir, que não sou forte, a ponto de até resistir...”
Lembrou-se de algum desses hinos? De onde? Do coro? Dos cânticos congregacionais? Faz tempo que não os ouvimos, não é mesmo?

Alguns desses hinos foram escritos quando eu nem era nascida, mas quando criança os ouvi diversas vezes na igreja, e estão todos guardados na minha memória. Alguns eu nunca cantei na congregação, os ouvia no coro da igreja, mas se cantados novamente, consigo acompanhá-los, e tenho certeza que vocês também, pois as letras irão fluir da memória.

Os caminhos do engano na epístola de Judas




Wilma Rejane


Você sabe qual a origem da palavra “engano”? Significa “plane” : peregrinação ( Stong 4106) , é raiz de “planeta”. Eu nunca tinha parado para refletir sobre essa palavrinha de três silabas até ler na epístola de Judas: “Ai deles, porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré” Jd verso 11. Caim agiu enganosamente porque ao invés de cuidar do irmão, o matou. Balaão foi tentado a aceitar dinheiro e recompensas de Balaque para amaldiçoar Israel e Coré foi “engolido” pelo chão, após liderar uma rebelião contra Moisés (Nm 16:1-24).  Judas compara a ação dos três aos falsos mestres.

O engano faz com que cometamos coisas terríveis! Engano torna o homem peregrino, andando em círculos, “planeteando”. Andar em círculos não é algo agradável, nem próspero porque faz com que passemos pelos mesmos lugares muitas vezes  sem nunca chegar a um destino. Ou melhor: o destino do peregrino, é o abismo ( a exemplo de Coré). Por que? De tanto caminhar em círculos acaba por  formar uma depressão bem abaixo de seus pés, vindo a ser “engolido” por ela. Foi isso que aconteceu com a maioria dos Israelitas quando da caminhada de 40 anos pelo deserto. Uma caravana de 600 mil homens (sem contar mulheres e crianças) saiu do Egito rumo a terra prometida e somente dois conseguiram chegar lá: Josué e Calebe.

Josué e Calebe não se deixaram enganar pelas propostas do mundo nem  pelas dúvidas lançadas por Satanás. Os demais murmuravam de tudo e todos: “ ah os alhos do Egito eram tão deliciosos ! A comida de lá era muito melhor que esse maná horrível vindo do céu! Não Moisés, não queremos esse seu Deus que faz mar se abrir e monte fumegar, queremos um bezerrinho de ouro que não fala, nem vê, nem ouve, sabe? É melhor porque ele não nos corrige, para ele tá tudo bem! Oh vida,  Deus disse que nossa terra  era a melhor de todas, mas só estamos vendo gigantes! Eles vão acabar conosco, afinal somos muito fraquinhos. Não queremos esses cachos de uvas enormes, nem as graúdas azeitonas, queremos alho, alho do Egito, será que nos entende?!"

Aprendendo sobre conquistas com Josué e Calebe



Wallace Sousa



Os homens de Judá vieram a Josué em Gilgal, e Calebe, filho do quenezeu Jefoné, lhe disse: “Você sabe o que o Senhor disse a Moisés, homem de Deus, em Cades-Barnéia, sobre mim e sobre você. (grifo acrescido: promessa divina) Josué 14.6

Quando me converti, noviço do curso de Administração e morando em uma república estudantil para alunos carentes vindos do interior (sim, eu também já fui pobre de marré… risos), minha fé recém desabrochada passou por alguns testes de fogo: Em muitas ocasiões fui ridicularizado na frente de outros colegas, ouvi acusações que me deixaram chateado e perguntas que não sabia a resposta. Aliás, eu nem sabia que existiam aquelas perguntas, que dirá a resposta!

Mas, ao invés de me fazerem recuar, tais situações me forçaram a buscar mais de Deus e investir em conhecer melhor o Evangelho. Além disso, passei a explorar outros temas correlatos, lendo avidamente obras de apologética, arqueologia bíblica, teologia, história e geografia da antiguidade e afins. Com isso, cresci não apenas na fé, mas em graça e conhecimento também. Por isso, longe desses ataques terem minado minha fé, eles foram o estopim para que ela saísse fortalecida do embate.

Mas, sendo sincero, isso não é regra geral para todos. Alguns, quando ficam sob fogo cerrado, esmorecem. Na verdade, todos nós, em algum momento de nossa caminhada cristã, queremos desistir de tudo… E, sendo ainda mais sincero, isso acaba se repetindo em outros momentos da vida. Ter a fé violentamente atacada, ridicularizada e intimidada acaba por minar nossa resistência, em algum momento. E, é justamente nesse momento de fraqueza e angústia que paramos para nos perguntar: “será que Deus vai mesmo cumprir as promessas que Ele fez pra mim? O que eu vou ganhar crendo e esperando o cumprimento dessas promessas?”

Caro leitor, se você já se fez essas perguntas, este artigo é para você. Mas, antes de dizer o que você vai ganhar crendo nas promessas de Deus, deixe-me dizer o que você deve fazer para se enquadrar no seleto rol de pessoas que receberam uma promessa da parte de Deus. Mas, meu desejo é que você esteja em um grupo ainda mais restrito: aqueles privilegiados que viveram para desfrutarem das promessas. É neste grupo que eu me encontro, e é nele que eu quero convidá-lo a ingressar. Está preparado? Então, vem comigo!


O que eu devo fazer para receber uma promessa de Deus?

Essa simples pergunta é a chave para uma mudança de vida e de atitudes: o que eu preciso fazer para ser abençoado por Deus? Se você perguntar a uma audiência, seja ela formada por poucas ou muitas pessoas, em todas elas a esmagadora maioria vai dizer que quer ser abençoada por Deus. Agora, experimente perguntar se eles sabem o que fazer para ser abençoado por Deus. O número se reduzirá drasticamente. Alguns, por não saberem mesmo. Outros, por saberem e não quererem se enquadrar nas condições da bênção. Mas, a despeito de muitos quererem, somente aqueles que atenderem os requisitos divinos serão, de fato, abençoados.

Porque Deus não é propriedade de uma só denominação



Wilma Rejane

O trabalho e a fé do menino Mateus provocam em mim alegria indescritível! Deus age através de pessoas tão simples como essa criança, desprovida de ganância financeira ou de qualquer outro tipo. Qualquer pessoa com discernimento espiritual saberá identificar a ação Divina por meio dessa criança que é Adventista. E aqui, amados irmãos, fica a lição de que não devemos menosprezar denominações outras por não concordarmos com suas doutrinas. Deus não as despreza. O mundo está carente de Deus e onde o Evangelho for exaltado, ali o Senhor trabalhará transformando vidas. Deus tem me despertado para esse aspecto interdenominacional. Não estou falando de ecumenismo, nem de liberalismo, falo de Evangelho, da voz do Salvador dizendo: "Quem não é comigo é contra mim e quem comigo não ajunta, espalha" Lucas 11:23. Que a Luz do Evangelho brilhe em toda a terra, aquecendo corações obscurecidos pelas trevas do pecado e da ignorância. Amo a Cristo e para aos que Ele enviar digo: amém, amém, e amém!





O cálice amargo da angústia

Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram. Romanos 12:15



Wilma Rejane

Naquele dia os portões da cidade de Jerusalém não se fecharam, era Páscoa e normalmente a cidade recebia muitos visitantes. Jesus e os onze apóstolos passaram pelos largos portões, atravessaram o vale de Cedrom e se acomodaram em um jardim de oliveiras chamado Getsêmani. Ele costumava se reunir ali com os discípulos, também sozinho, em oração. Era noite, fria e tenebrosa.  Jesus pressentia seu flagelo e uma necessidade inadiável de orar. Oito dos apóstolos ficaram pelo caminho, nas proximidades do jardim.Tiago, João e Pedro acompanharam o Mestre sentando-se a apenas alguns metros de distância.

Disse-lhes então: “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo. Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres. Então, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo. Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora? perguntou ele a Pedro. Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Mateus 26:38-41

Naquela noite, enquanto Jesus orava expelindo sangue por todos os poros, seus apóstolos dormiam. Eles não suportaram o cansaço físico, tão pouco consideraram a urgência do momento. Seus espíritos se acomodaram ao que a mente lhes oferecia. Queriam repouso. Apesar da dramática situação de Jesus, em nenhum momento nos é dito que Pedro, Tiago e João se assustaram com a cena incomum, se compadeceram, inquiriram Jesus sobre o fato de estar ensanguentado.

Os apóstolos dormiram. Enquanto isso; Jesus transpirou sangue, orou por três vezes e foi auxiliado por anjos (Lucas 22:39 – 46). Eles não viram, foram abatidos pelo desânimo. Não imaginavam Jesus capturado e morto. Não compreendiam o emblema vivido por Jesus naquele jardim: sua intensa aflição e tristeza.

Esse episódio que antecede a crucificação, nos ensina sobre muitas coisas e é abundante a literatura que trata do valor da oração a partir da aflição de Jesus no Getsêmani.  Aqui, contudo, destaco a reação dos apóstolos Pedro, Tiago e João, como companheiros de Jesus naquele momento tão decisivo em que a angústia da morte O cercava.

Agora o Senhor me abandonou...



“... eu não me esquecerei de você!” (Isaías 49.15).

Folhas de outono. Os últimos raios de sol brilham sobre os campos ceifados. Pensativo, seguro uma folha colorida de plátano em minha mão. Caminho pelas folhas secas do chão. Sinto falta das plantações ondulantes de cereais – o amarelo vivo das flores dos campos de colza, o zumbido das abelhas à luz do Sol. Em breve os trajes cinza-pretos do inverno cobrirão o alegre colorido. Isso desperta um pouco de melancolia, de tristeza. Logo se repetirá: preparar os cobertores! Ligar o aquecedor! Acostumar-se aos dias sombrios!

Nessas épocas o inimigo dispõe de alta conjuntura. Quando lá fora está enevoado e turvo, a alma rapidamente entra em baixa. O Diabo agora tem promoções especiais de óculos escuros. Com frequência você verifica a pulsação da sua alma e olha para as ondas revoltas das circunstâncias. E rapidamente a pessoa sente estar em pesadas lutas espirituais, a exemplo de Elias: “Eu sou o único que restou...” (1Reis 18.22).

Talvez o lugar ao seu lado tenha ficado vazio? Os filhos já saíram do ninho aconchegante e alçaram voo próprio? Ficou tudo quieto ao seu redor? Então as suas orações agora possuem valor incalculável. Em pensamentos você acompanha os seus amados e espera que eles andem no caminho correto com o Senhor Jesus. Tenha a firme esperança de que suas orações não são em vão e que, ao final, o Senhor Jesus será vencedor.

Ou o outono tomou conta do seu interior? Então lembre sua alma que você não está só, nem abandonado! Que o Senhor Jesus está ao seu lado e segura a sua mão. Que o onipotente Deus dirige cada passo de sua vida e lhe envolve amorosamente. Que ele o segue e mantém os olhos atentos sobre você. Que os eternos braços dele estão estendidos para evitar que você possa cair. Esses pensamentos não são um ótimo consolo para você?

Quando o fim não é o fim






Wilma Rejane

Qual o seu maior sonho? "viver para sempre na companhia das pessoas que amo". Esta seria uma resposta possível para aqueles que encontram sentido e felicidade nos relacionamentos familiares e sociais de modo geral. Nessa ânsia de eternizar relacionamentos, alguns passam a buscar desesperadamente maneiras de reencontrar quem já partiu do mundo dos vivos. O reencontro seria uma forma sublime de consolo. Constatar que o outro está bem, que não esqueceu de você, que não demonstrou mágoa ou falta de perdão e sobretudo que ainda é possível vê-lo; quando quiser. E que estará em sua  vida, como um anjo bom a te guardar e até guiar. 

Acontece, que o milagre da vida, já em seu começo prediz a morte.O choro do parto, por exemplo, é uma forma de celebrar o desapego,  de reclamar a passagem do confortável para o imprevisível. A cada dia o planeta se renova ( e se desgasta) entre certidões de nascimentos e óbitos. Mas Deus não nos fez para o caos, Ele planejou tudo de modo perfeito, no livro do profeta Isaías, está escrito: " Deus formou a terra, não para ser um caos, mas para ser habitada" Isaías 45:18.  O homem não está desamparado, nem só. As respostas para a complexidade da vida (e da morte) nos foram dadas, como um tesouro que precisa ser buscado. 

O que pretendo com esse artigo sobre vida e morte é fazer compreender que cada pessoa é um ser único com atributos peculiares, criado como um milagre para cumprir uma missão e também um propósito de Deus. Tanto a vida quanto a morte fazem parte desse propósito. Agora, a forma como lidamos com essas vertentes define nosso ser, ações e reações na vida. Muitas vezes, a inerente busca por respostas nos faz deparar com caminhos estranhos, alheios ao plano de salvação.

O propósito

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