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Carta de Hulda Às Mulheres Dessa Geração


Nohemy Vanelli 

Mulher,

Talvez você não me conheça bem. Afinal, meu nome aparece poucas vezes, e minha história é contada em poucas linhas. Mas não se engane: às vezes, Deus usa as páginas mais discretas para guardar os maiores segredos da influência silenciosa.

Meu nome é Hulda. Eu era profetisa em Jerusalém nos tempos do rei Josias. Quando o Livro da Lei foi reencontrado no templo, o rei poderia ter enviado mensageiros a homens de renome espiritual. Mas ele escolheu me ouvir.

Por quê? Porque a verdade já falava através da minha vida. Eu não fiz barulho, nem busquei palco. Não precisei me impor, tampouco levantar a voz. Meu testemunho era forte o bastante para ser chamado ao palácio. Quando abri minha boca, não falei por mim — falei o que o Senhor me confiou. Com temor, com clareza, com coragem.

Carta de Maria Às Mulheres Desta Geração


Nohemy Vanelli 

Fui escolhida para carregar em meu ventre uma promessa eterna. Não porque eu tivesse títulos ou  riquezas, mas porque meu coração dizia “sim” quando Deus chamava. Quando o anjo me visitou, minha alma estremeceu... Como pode o céu visitar uma casa tão simples? Mas entendi ali que a grandeza de Deus não procura palácios — Ele procura corações férteis.

Foi assim que me tornei jardim. No íntimo do meu ser, a semente da promessa floresceu. Aquela mesma palavra que um dia foi soprada no Éden, agora tomava forma dentro de mim.

Não foi fácil. Houve medo, dúvidas, olhares desconfiados. Mas Deus não me deixou sozinha. Ele preparou José — um homem justo e sensível à voz do céu. 

Mesmo sem entender tudo, ele me acolheu, me protegeu, foi abrigo no caminho. E em cada passo, o Pai cuidava de nós com detalhes que só o amor eterno sabe providenciar.

Carta de Sara Às Mulheres Desta Geração

 

 Nohemy Vanelli

Amada irmã, eu sei o que é viver mudanças inesperadas. Deixar para trás a terra onde cresci, a casa dos meus pais, tudo o que me era familiar. Seguir ao lado do meu marido, Abraão, sem saber exatamente para onde Deus nos levaria. Eu só tinha uma certeza, Ele nos chamou e a sua promessa era maior do que o medo da incerteza. Talvez você também tenha enfrentado mudanças que não planejou.

Talvez tenha sido arrancada do conforto do que era seguro para você. Eu entendo essa dor, porque a vivi. Muitas vezes esperei, duvidei, tentei resolver as coisas do meu jeito, mas aprendi que Deus não esquece o que promete.

Na sua fidelidade, Ele sempre cumpre, ainda que pareça impossível aos nossos olhos. Quando Ele me disse que eu teria um filho, eu ri. Como uma mulher idosa poderia gerar uma vida? Talvez você já tenha olhado para algo em sua vida e pensado, é tarde demais, já passou o tempo.

Carta Da Mulher da Dracma Perdida Às Mulheres Desta Geração

 

 

Nohemy Vanelli

Você está vivendo em um tempo de muitas distrações e eu sei como é fácil se distrair e deixar algo precioso se perder. Eu mesma percebi, um dia, que uma das minhas dracmas não estava mais em meu diadema — presente que recebi no dia do meu casamento. Talvez, para muitos, fosse apenas uma moeda... mas para mim significava dignidade, identidade e herança.
 
E foi dentro de casa que percebi a perda. Não estava nas ruas, não estava no mercado, não estava em mãos estranhas... estava ali, perdida no meu próprio lar. Vejo que muitas mulheres estão procurando fora o que, na verdade, perderam dentro. Quantas vezes você buscou reconhecimento, alegria ou amor em lugares distantes, quando tudo o que precisava reencontrar estava no ambiente da sua intimidade, na sua comunhão com Deus, na dignidade e santidade do seu lar?

Nos seus dias já não existe mais a cultura de usar diademas ou colares que representavam a responsabilidade da mulher casada — algumas nem usam mais a aliança. Mas deixa eu te dizer: não é sobre uma moeda, não é sobre um colar, nem sobre um anel. É sobre entender quem Deus chamou você para ser no seu lar: uma administradora, ou melhor, uma guardiã do lar. E para isso, é necessário restaurar a presença do Senhor.

Carta de Rode Às Mulheres Desta Geração

 

Nohemy Vanelli 

Amada irmã,

Você já teve tanta certeza de algo que, ao compartilhar com os outros,ninguém acreditou em você? Eu já passei por isso.Naquela noite, estávamos reunidos, orando sem cessar pela libertação de Pedro. Clamávamos por um milagre, mas confesso que não esperava que ele chegasse de maneira tão rápida. Então, de repente, alguém bateu à porta.

Quando reconheci a voz, meu coração disparou - era Pedro! A resposta da nossa oração estava bem ali!Mas, em vez de abrir a porta, corri para contar aos outros. E sabe o que aconteceu? Eles não acreditaram! Disseram que eu estava fora de mim, que era impossível ser Pedro (Atos 12:14-15).

Enquanto eu insistia, Pedro continuava batendo. A resposta da nossa oração estava esperando do lado de fora, mas a incredulidade impedia que vissem o milagre. Quantas vezes fazemos o mesmo? Oramos, clamamos, mas, quando Deus age, hesitamos em acreditar. Ou, como eu, nos deixamos levar pela emoção e nos esquecemos do mais óbvio: abrir a porta!

Carta de Lídia às mulheres desta geração


Nohemy Vanelli

Amada irmã,

Desde cedo aprendi o valor do trabalho. Como vendedora de púrpura, me dedicava a negociar, planejar e administrar, sempre com esforço e integridade. Mas, acima de tudo, meu coração ansiava por Deus. Buscava o Senhor em oração, e foi assim que minha vida mudou.

Em um dia comum de trabalho, encontrei homens que falavam sobre Jesus. Enquanto ouvia, algo poderoso aconteceu: Deus abriu meu coração para entender a verdade do Evangelho (Atos 16:14). Minha fé se tornou real, e minha casa inteira foi transformada.

Talvez você seja como eu—uma mulher que trabalha, lidera, cuida do lar e da família, administra negócios ou lida com muitas responsabilidades. Às vezes, pode parecer que a correria do dia a dia nos distancia de Deus. Mas quero te lembrar: nosso serviço, quando feito para Ele, se torna adoração. Podemos honrá-Lo em tudo o que fazemos, seja em grandes projetos ou nos detalhes mais simples da rotina.

Carta de Ester Às Mulheres Desta Geração

 

Nohemy Vanelli

Qual de nós quer assumir batalhas ou entrar em lutas que colocam em risco a própria vida? Eu também não queria. Mas houve um momento em que precisei entender que minha posição não era um privilégio, mas uma missão.

Muitos falam da minha história como se fosse sobre beleza, mas não se trata de embelezamento, e sim de preparação e intencionalidade. Deus me colocou no palácio por um propósito maior, e quando chegou a hora, precisei agir. 

Meu povo estava condenado, e a única maneira de interceder por eles era arriscando minha própria vida. Mas eu não fiz isso sem buscar ao Senhor. Antes de entrar na presença do rei, me preparei com jejum e oração, e chamei outros para jejuarem comigo (Ester 4:16). Porque há batalhas que só são vencidas assim.

Carta de Priscila às mulheres dessa geração


 Nohemy Vanelli 

Amada irmã,

Meu nome não é tão lembrado como o de Sara, Rute ou Ester. Não vivi nos tempos dos patriarcas ou dos grandes reis de Israel, mas servi ao Senhor em um tempo desafiador. Minha vida está registrada no Novo Testamento, e, ao lado do meu marido Áquila, trabalhei para que o Evangelho chegasse a mais pessoas (Atos 18:2-3, 18:26).


Eu sei o que é servir a Deus em meio às lutas da vida. Eu trabalhava como fabricante de tendas, e entre o ofício e as responsabilidades do lar, também dedicava minha vida à obra do Senhor. Eu e meu marido hospedamos Paulo, ensinamos Apolo, discipulamos novos crentes e servimos à igreja de nossa casa (Romanos 16:3-5).

Carta de Agar para mulheres desta geração


 

Nohemy Vanelli 

 

Mulher,

Meu nome é Agar. Talvez você já tenha ouvido falar de mim, mas não pelos melhores motivos. Fui serva, estrangeira, rejeitada, humilhada e, por duas vezes, me vi perdida no deserto, sem esperança e sem forças para continuar (Gênesis 16:6; Gênesis 21:14).

Talvez você também já tenha se sentido assim. Sozinha. Esquecida. Sem rumo. Mas deixe-me contar a vocês a verdade que mudou a minha história: Deus me viu. Quando fugi pela primeira vez, grávida e aflita, Deus me encontrou junto a uma fonte no deserto. Ele me chamou pelo nome e me fez uma promessa de que minha descendência se multiplicaria (Gênesis 16:10-11).

Naquele dia, conheci um Deus que não apenas governa o universo, mas que vê cada lágrima e conhece cada dor. Por isso, chamei-O de El-Roi, o Deus que me vê (Gênesis 16:13). Anos depois, fui enviada ao deserto novamente. Desta vez, sem água, sem recursos, com meu filho chorando de sede e sem nenhuma solução à vista. Meu coração se partiu ao ver meu filho sofrer.

Carta da mulher samaritana às mulheres desta geração

 
 Nohemy Vanelli

Durante muito tempo, eu evitei a companhia. Evitei os olhares. Evitei as conversas. Carregava meu cântaro como quem carrega vergonha — e escolhia o meio-dia, o sol mais quente, para ir ao poço sozinha. Me acostumei a sobreviver assim: escondida, rejeitada, evitando o olhar das pessoas, com um coração que já não acreditava mais em amor, em pertencimento, em recomeços.

Carregava o peso de cinco alianças quebradas e agora estava em um sexto relacionamento que não me assumia. Mas naquele dia... Ele apareceu. Sentado à beira do poço, Ele me esperava. Sabia quem eu era. Conhecia minha sede. Falou comigo, não como quem acusa, mas como quem acessa o coração. Ele não só expôs minhas feridas — Ele curou cada uma delas com verdade e graça.

A água que Ele me ofereceu saciou algo que nenhum homem jamais conseguiu. Foi tão profundo... que eu deixei o cântaro para trás. Sim, deixei o peso, a vergonha, a solidão. Voltei correndo à cidade que antes eu evitava. Me tornei voz. Me tornei ponte. Me tornei fonte.