Wilma Rejane
"Todos esses viveram pela fé e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra." Hebreus 11:13
Por toda a Bíblia encontramos referências a estrangeiros e peregrinos. A história do povo hebreu tem início com um estrangeiro chamado Abraão, que sai da cidade de Ur dos caldeus em direção a Canaã, atendendo ao chamado de Deus.
Abraão peregrinou por muitos lugares, assentando tendas, fazendo planos, construindo relacionamentos e conquistando amizades, sem, contudo, possuir uma terra que pudesse chamar definitivamente de sua.
Habitou em tendas, como alguém que aguardava o cumprimento de uma promessa maior do que os limites de sua própria existência.
Os descendentes de Abraão, de igual modo, viveram como estrangeiros no Egito, até serem libertados por Moisés, outro peregrino que conheceu a experiência de habitar em terra alheia.
Abraão não caminhava porque conhecia todos os detalhes do percurso, mas porque confiava naquele que o havia chamado. Sua vida nos ensina que a fé nem sempre nos revela o caminho inteiro; muitas vezes, apenas ilumina o próximo passo.
O destino estava firmado na promessa de Deus, embora a caminhada fosse marcada por mudanças, esperas e incertezas.
“Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.” (Hebreus 11:8).
Que experiência extraordinária! Sair sem saber exatamente para onde se vai, mas sabendo quem nos conduz.
No Antigo Testamento, encontramos diferentes palavras hebraicas para designar o estrangeiro. Uma delas é gēr (גֵּר), que se refere, especialmente, à pessoa que reside em uma terra à qual não pertence originalmente, vivendo entre um povo diferente do seu. Outra palavra é tôshāv (תּוֹשָׁב), relacionada ao residente temporário ou forasteiro. Já nokrî (נָכְרִי) é empregada para designar alguém de origem estrangeira, alguém de fora da comunidade.
Essas palavras não são inteiramente equivalentes, mas revelam diferentes aspectos da experiência de viver longe da própria terra: habitar entre outros povos, depender da acolhida alheia e conviver com costumes diferentes.
Abraão compreendeu essa condição quando declarou:
“Estrangeiro e peregrino sou entre vós; dai-me possessão de sepultura convosco, para que eu sepulte a minha morta de diante da minha face.” (Gênesis 23:4).
Mesmo tendo recebido a promessa de Canaã, Abraão ainda precisava negociar um lugar para sepultar Sara. A promessa divina não eliminava as necessidades e dificuldades da vida presente.
No Novo Testamento, escrito em grego, encontramos palavras igualmente significativas. Em Hebreus 11:13, a expressão traduzida como “estrangeiros e peregrinos” corresponde a xénoi (ξένοι) e parepídēmoi (παρεπίδημοι). A primeira palavra significa estrangeiros ou pessoas desconhecidas; a segunda designa aqueles que residem temporariamente em uma terra que não é a sua, os forasteiros e peregrinos.
Também encontramos paroikía (παροικία), termo relacionado à condição de residência temporária ou de estrangeiro residente. Sua família de palavras aparece no vocabulário bíblico para expressar a experiência de viver como alguém que não possui ali sua morada definitiva.
Pedro emprega uma palavra da mesma família de parepídēmos quando escreve:
“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma.” (1 Pedro 2:11).
O estrangeiro bíblico, portanto, não é apenas aquele que nasceu em outro país. É também uma figura que nos ajuda a compreender a transitoriedade da vida, a condição de quem habita um lugar sem considerá-lo sua morada definitiva.
Somos chamados a viver neste mundo sem fazer dele o nosso destino final.
O estrangeiro e o mandamento do amor
“Quando o estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o maltratareis. Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrinar convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.” (Levítico 19:33-34).
O ensinamento era amar o estrangeiro como a nós mesmos. O outro, estranho e diferente, poderia ser qualquer um de nós. Israel deveria recordar a própria história, a escravidão no Egito e a experiência de depender da misericórdia de Deus.
O estrangeiro deveria ser acolhido em sua condição de estrangeiro, sem que sua diferença se tornasse motivo para desprezo ou injustiça.
A memória da própria peregrinação deveria produzir compaixão.
O mandamento não se limitava a uma questão de convivência entre povos. Ele revelava algo sobre o coração de Deus, que ordena justiça e misericórdia para com aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade.
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Lucas 10:27).
O estrangeiro, o imigrante, o diferente, aquele que fala outra língua ou carrega outros costumes, coloca diante de nós uma oportunidade de praticar o amor que professamos. Não sabemos quantas vezes também precisaremos de acolhimento, compreensão e auxílio.
A estranheza do estrangeiro consiste, em parte, no fato de ele não ser natural daquele lugar, mas ali viver, aprender e estabelecer relações. Sua presença nos lembra que ninguém deveria ser reduzido àquilo que o distingue de nós.
E há uma verdade ainda mais profunda: diante de Deus, todos dependemos de uma graça que não conquistamos por nossos próprios méritos.
A saudade de Sião: estrangeiros na Babilônia
Deus permitiu que o povo de Israel experimentasse o exílio babilônico, uma experiência de disciplina, perda e profunda transformação. Longe de Jerusalém, os exilados conheceram a saudade da terra, do templo, dos costumes e da liberdade.
O cativeiro não era o destino definitivo anunciado por Deus. Havia uma promessa de retorno, embora o tempo da espera fosse doloroso.
O Salmo 137 preserva a memória dessa tristeza:
“Junto aos rios da Babilônia nos assentamos e choramos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros, que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.” (Salmo 137:1-2).
A harpa pendurada nos salgueiros é uma imagem comovente. Como cantar quando o coração está distante de casa? Como celebrar quando tudo aquilo que fazia parte da vida parece ter ficado para trás?
Os exilados estavam aprendendo, pela dor da peregrinação, o valor da memória, da oração, da esperança e da restauração.
O Salmo 126, associado à alegria do retorno de Sião, expressa a outra face dessa experiência:
“Quando o Senhor trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.” (Salmo 126:1).
A tristeza do exílio não anulou a alegria da restauração. A espera não anulou a promessa. O caminho entre a partida e o retorno foi real, mas não era eterno.
Também nós atravessamos períodos em que a vida parece uma terra estrangeira. Há mudanças que não escolhemos, perdas que não compreendemos e esperas que parecem longas demais. Nem sempre sabemos por que precisamos passar por determinados lugares; contudo, podemos continuar confiando em Deus sem presumir conhecer todas as razões de cada acontecimento.
A fé não significa que compreendemos tudo. Significa que podemos permanecer confiantes em Deus mesmo quando não compreendemos tudo.
No Novo Testamento: uma pátria que nos aguarda
Há uma ponte que liga os estrangeiros à sua pátria celestial. Quem são os estrangeiros? E onde está essa ponte?
Os cristãos são chamados de peregrinos neste mundo, e Jesus Cristo é o caminho que nos conduz ao Pai.
“Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.” (Filipenses 3:20-21).
Nossa cidadania celestial não significa que deixamos de pertencer às nossas famílias, comunidades ou nações terrenas. Significa que nossa identidade mais profunda está em Cristo e que nossa esperança ultrapassa os limites desta vida.
Pedro nos exorta:
“E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação.” (1 Pedro 1:17).
A peregrinação possui um tempo determinado. Enquanto caminhamos, somos chamados a viver com reverência, responsabilidade e fidelidade, sabendo que nossas escolhas têm significado diante de Deus.
Somos estrangeiros não porque a vida presente seja desprovida de valor, mas porque ela não encerra toda a nossa esperança. O mundo é o lugar onde amamos, trabalhamos, servimos, choramos, aprendemos e testemunhamos a nossa fé. Entretanto, para aqueles que estão em Cristo, a morte não tem a palavra final, pois a promessa divina aponta para a ressurreição e a vida eterna.
A segurança do cristão não está na ausência de dificuldades, nem na ilusão de que tudo acontecerá conforme os seus planos. Está em pertencer a Cristo, o mediador da nova aliança, aquele por meio de quem temos acesso ao Pai.
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6).
Cristo é o caminho para a pátria que nos aguarda.
Cristo veio habitar entre nós
Magnífico é compreender que a nossa redenção passa também pela experiência de Deus se aproximar de nós. Aquele que não conheceu pecado entrou na história humana, assumiu a nossa humanidade e habitou entre os homens.
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:14).
O texto não diz que Cristo foi um estrangeiro no mesmo sentido social ou histórico de Abraão e dos exilados. Revela algo ainda mais profundo: o Filho de Deus veio ao nosso encontro, entrou na realidade humana e se fez próximo de nós.
O verbo traduzido como “habitou” está relacionado, no grego, a skēnóō (σκηνόω), que significa habitar ou armar tenda. A imagem nos faz lembrar o tabernáculo, o lugar em que a presença de Deus se manifestava entre o povo durante a peregrinação pelo deserto.
Há, portanto, uma bela ligação entre a tenda dos peregrinos e a presença de Deus entre os homens. O Deus que conduziu Israel pelo deserto manifestou sua graça de maneira suprema na vinda de Jesus Cristo.
Cristo é a Palavra divina que se tornou conhecida entre nós. Veio revelar o Pai, reconciliar o pecador com Deus e anunciar que a história humana não termina nas fronteiras da existência terrena.
No dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo capacitou os discípulos a falar em outras línguas, pessoas de diferentes povos puderam ouvir as grandezas de Deus em seus próprios idiomas (Atos 2:1-11). Aquele acontecimento revelou que a mensagem divina atravessa fronteiras e alcança povos diversos.
O Evangelho não exige que todos tenham a mesma origem, a mesma língua materna ou a mesma história. Em Cristo, pessoas de diferentes nações são chamadas a pertencer ao povo de Deus.
Aprendemos uma nova linguagem: a linguagem do amor, da graça, da verdade e do perdão. Não uma linguagem que apaga nossas diferenças, mas que nos ensina a reconhecer o próximo como alguém a quem devemos amar.
A riqueza de conhecer outras línguas
Permita-me recordar uma reflexão atribuída a Hannah Arendt, filósofa que conheceu a experiência de viver longe de sua terra natal, ela relaciona o aprendizado de outras línguas à ampliação da visão de mundo.
Aprender outra língua é descobrir que a realidade pode ser expressa por palavras diferentes das que conhecemos. É perceber que aquilo que nos parecia único pode ser contemplado por outras perspectivas. O encontro com o estrangeiro pode ampliar nossa compreensão da vida, enriquecer o pensamento e modificar a maneira como nos relacionamos com o outro.
Essa reflexão é especialmente significativa quando pensamos na experiência cristã.
Não é algo semelhante que acontece conosco quando conhecemos a Cristo? Somos alcançados por uma verdade que transforma nossa maneira de compreender a existência. Aprendemos a olhar para o próximo com misericórdia, a tratar com bondade aqueles que nos ofendem, a perdoar e a reconhecer que a vida não se resume ao que podemos ver e possuir.
Nossa antiga maneira de compreender o mundo é confrontada pela Palavra de Deus. Aos poucos, aprendemos a pensar, agir e amar segundo os ensinamentos de Cristo.
É uma mudança de linguagem, mas também de coração.
Estrangeiros: uma palavra que descreve nossa esperança
Estrangeiros. Que palavra expressiva para descrever a condição espiritual dos filhos de Deus!
O apóstolo Paulo escreve:
“Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura.” (Hebreus 13:14).
Não temos aqui cidade permanente. Tudo aquilo que construímos nesta terra está sujeito à passagem do tempo. As casas mudam de moradores, as gerações se sucedem, os bens passam de mãos e os lugares que conhecemos se transformam.
Isso não significa desprezar a vida presente. Ao contrário, devemos cuidar dela, amar as pessoas que Deus coloca em nosso caminho e cumprir com fidelidade as responsabilidades que recebemos. Significa apenas reconhecer que nenhum bem terreno pode ocupar o lugar da esperança eterna.
O estrangeiro é aquele que percorre um caminho em busca de uma pátria. No sentido espiritual, somos peregrinos que aprendem sobre si mesmos, sobre o próximo e sobre Deus durante a jornada. Descobrimos que nossa identidade não está fundamentada no que possuímos, mas naquele a quem pertencemos.
Ser cristão é, em certo sentido, ser diferente. Não por orgulho, arrogância ou desejo de isolamento, mas porque os valores do Reino de Deus nem sempre coincidem com os valores deste mundo.
É escolher a verdade quando a mentira parece mais conveniente. É praticar a misericórdia quando o ressentimento parece mais fácil. É permanecer fiel a Deus mesmo quando não compreendemos o caminho pelo qual estamos passando.
Nossa cidadania celestial deve produzir consequências na cidadania terrena. Se pertencemos a Cristo, precisamos ser representantes de sua justiça, de seu amor e de sua santidade no lugar em que vivemos.
A estranheza de nossa condição não consiste em fugir das pessoas, mas em viver entre elas sem perder de vista a pátria que nos aguarda.
Jesus prometeu:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.” (João 14:2-3).
Que promessa! Aquele que nos chama para segui-lo também nos assegura que há lugar junto ao Pai. Nossa esperança não se fundamenta em uma ideia vaga de eternidade, mas na palavra de Jesus.
O destino é certo, embora a caminhada seja incerta
Voltemos a Abraão. Ele saiu de sua terra sem saber para onde ia. Habitou em tendas, atravessou regiões desconhecidas e esperou pelo cumprimento de uma promessa que ultrapassava a sua própria vida.
Os patriarcas morreram na fé, sem receber em sua plenitude tudo aquilo que lhes havia sido prometido. Contudo, viram de longe, saudaram a promessa e confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.
A fé não lhes revelou cada curva do caminho. Revelou-lhes, porém, que valia a pena continuar caminhando com Deus.
Essa é uma das verdades mais consoladoras da vida cristã: a caminhada pode ser incerta, mas o destino é certo para aqueles que estão em Cristo.
Não sabemos o que encontraremos amanhã. Não conhecemos todos os acontecimentos que nos aguardam, nem compreendemos por que algumas estradas são tão difíceis. Há dias de alegria e dias de lágrimas, momentos em que avançamos com segurança e outros em que precisamos prosseguir apenas pela fé.
Mas a incerteza do percurso não significa que a promessa de Deus seja incerta.
Podemos não saber como uma situação terminará, mas conhecemos aquele em quem depositamos nossa esperança. Podemos não compreender o tempo da espera, mas sabemos que Deus não é limitado pela nossa percepção do tempo. Podemos nos sentir estrangeiros em determinados lugares, sem encontrar descanso pleno nas coisas desta vida, mas temos a promessa de que Cristo voltará para receber os seus.
O destino não depende da nossa capacidade de prever o caminho. Depende da fidelidade daquele que prometeu.
E, quando pensamos na brevidade da existência, outra imagem bíblica nos vem à memória: fomos formados do pó da terra.
“Porque tu és pó e em pó te tornarás.” (Gênesis 3:19).
O mesmo pó que se adere aos nossos calçados acompanha nossas idas e vindas. Sobre ele construímos casas, plantamos jardins, atravessamos desertos e escrevemos parte de nossa história. Somos criaturas passageiras, limitadas pelo tempo, e nenhum de nós pode transformar a terra presente em morada eterna.
Entretanto, a esperança cristã não termina no pó.
Aquele que formou o homem do pó prometeu a ressurreição por meio de Jesus Cristo. O apóstolo Paulo declara que, assim como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados (1 Coríntios 15:22). E a revelação bíblica aponta para o dia em que a morte, o pranto e a dor não mais existirão (Apocalipse 21:4).
Nossa esperança é a vida eterna com Deus.
Por isso, enquanto caminhamos, não precisamos conhecer todos os detalhes do percurso para continuar confiando. Podemos fazer planos, trabalhar, amar, servir e construir, sem esquecer que somos peregrinos e que nossa história não se encerra nas fronteiras deste mundo.
A promessa é maior do que a estrada. A eternidade é maior do que a espera. E Cristo é maior do que todas as incertezas que encontramos pelo caminho.
Um dia, a peregrinação terminará. A fé dará lugar à contemplação, a espera cederá lugar ao cumprimento e os que pertencem a Cristo estarão para sempre com o Senhor.
Então, já não seremos estrangeiros, nem peregrinos, nem pessoas à espera de uma pátria distante. Estaremos em casa.
Que, até esse dia, nossos passos sejam guiados pela Palavra, nosso coração permaneça firmado na promessa e nossa vida revele ao mundo a pátria à qual pertencemos.
A caminhada, algumas vezes, será incerta. O destino, porém, está assegurado pela fidelidade de Deus.
Deus o abençoe!
*
Referências bibliográficas
BÍBLIA SAGRADA. Bíblia de Estudo Plenitude. Sociedade Bíblica do Brasil, edição Revista e Corrigida, 1995.
Para o estudo dos termos hebraicos e gregos, foram consultados léxicos e enciclopédias bíblicas relativos às palavras gēr, tôshāv, nokrî, xénos, parepídēmos e paroikía.
Imagem cortesia Pixabay.

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