Bem aventurados os fiéis no relacionamento!

Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne
poeta quando o Amor toma conta dele.
Platão

Wilma Rejane


A criação de laços entre duas pessoas no processo de evolução humana teve inicio quando mulheres  fiéis começaram a escolher bons provedores para serem seus pares, esse foi o resultado de um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), republicado no Brasil pela Revista Exame em 01/06/2012. O autor do estudo Sergey Gavrilets, defende que homens fisicamente inferiores se beneficiaram quando as mulheres optaram pelos "melhores provedores" ao invés dos "mais fortes". Eles então concentraram seus esforços para conseguir dar melhores condições de sustento a mulher amada e isso resultou em aumento das proles.

Sergey é um biólogo evolucionista que se utilizou de modelos matemáticos para validar sua pesquisa. É claro que não concordo com modelos evolucionistas, essa teoria contraria a fé em um Deus único e soberano que criou todas as coisas e o homem a Sua imagem e semelhança. Contudo, não jogaria na lixeira esse estudo cientifico sobre  fidelidade, porque comprovadamente 10 entre 10 mulheres sonham com um parceiro fiel e dedicado a família. Acredito que os homens não pensam diferente, afinal a fidelidade é questão urgente e necessária em se tratando de relacionamentos, e não apenas amorosos.

Fidelidade é uma palavra que coroa os nobres, os valentes que persistem em amar o amor de quem se ama por opção de caráter. Ser fiel é um desafio diário. Enquanto se rema para a montanha familiar que se firma em solo fértil e seguro como memorial, um abrigo que acolhe circunstâncias e circunvizinhanças o mar lança bravas ondas para te fazer naufragar. Ser fiel é também uma questão de fé em todos os seus princípios terrenos e celestial. Fé e fidelidade.

Encontramos pelo menos dois referencias no idioma grego para a palavra fidelidade: "emunah e pistis".

Emunah: firmeza, estabilidade, lealdade, fidelidade. Essa palavra pode ser encontrada no famoso verso do Antigo Testamento, livro de Habacuque 2:4 "O justo, pela sua emunah viverá". Isto é pela sua fé firme, estável, inabalável. Também no livro de Provérbios 28:20: "O homem emunah (fiel) abundará em benção".

Homens, tratem bem as mulheres!





Existe um pequeno verso da Bíblia que tem me desafiado. Estou ponderando nessa pequena porção e sendo ensinado a ser um homem de verdade. Vivemos em um mundo repleto de meninos que pensam que são homens. A síndrome de Peter Pan está mais proliferada do que gostaríamos de adimitir. No entanto, e é exatamente isso que me machuca, até aqueles que se empenham para ser um homem nobre percebem, cedo ou tarde, que o caráter deles possuem traços dos eternos homens meninos. É triste, mas é verdade. Não se trata de algo irreversível, mas a solução é acompanhada de muita dor, lágrimas e frustrações.

1 Tm 5:2 diz o seguinte: “trate… as moças, como irmãs, com toda pureza”. Como homens devemos tratar bem as mulheres e esse é um dos traços mais negligenciados por nós homens.  Tratar bem as mulheres não se resume apenas em não fazer algo de ruim a elas. Trata-se de uma soma, não de um subtração.  Os homens as tratam bem quando não abusam delas de nenhuma forma e quando as tratam com respeito e dignidade. Se o nosso tratar se resume em não fazer nada de errado, estamos errando. É sobre esse segundo ponto que 1 Tm  5:2 fala. Somos chamados a fazer isso. É uma questão de postura, de nobreza e de uma resoluta convicção.  Somos ensinados que devemos tratar todas as mulheres bem. Não importa quem elas sejam. Mãe, esposa, irmã, amiga, namorada. Todas.


Para solteiros e casados: o Mito do casal perfeito

E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27

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Pura fantasia… nem se iluda. 


Wallace Sousa 

Dias atrás fiquei sabendo que um  casal conhecido meu, casado há pouco tempo, já havia se separado. Fiquei chocado com a notícia, porque eles pareciam se dar muito bem, e formavam um casal, à primeira vista, “perfeito”. Claro, uso o “perfeito” como indicativo de que vemos algo que julgamos combinar bastante. 

Mas, infelizmente ou não, a realidade não é tão simples, as rosas têm espinhos nos caules que seguram as flores e também adubo nas raízes que as alimentam. Sim, meu caro, quem quer apreciar o perfume das rosas deve saber e estar disposto a conviver com os espinhos. E, de vez em quando, suportar o cheiro de estrume… risos

Minha esposa vive me falando isso: “quando eu disse que ia me casar, todo mundo me parabenizou, mas ninguém me avisou que marido também arrota depois do almoço e ronca de madrugada!” Então, né… pois é… só sei que é assim. Tá rindo de quê, você aí? (nossa, que vergonha… risos)


Destruindo os mitos do casal perfeito

Parece que todo mundo deseja que exista um casal perfeito, e fica procurando um até eleger aquele como sendo o exemplo de casal a se espelhar. E, geralmente, fazemos isso baseados na aparência, desprezando as experiências desagradáveis que já vimos antes. Não adianta querer se enganar: não existe O Casal Perfeito. Pode existir, sim, o casal feliz. Mas, perfeito, não.

Muitas vezes, elegemos como casal perfeito atores e atrizes de novelas ou filmes. Às vezes, por algum tempo, eles até se parecem com um casal perfeito. Até que a casa cai, até que as máscaras caem… ou até que nossas ilusões desmoronem. Quantos casais noveleiros já foram eleitos como perfeitos no Brasil? Vários. Quantos ainda permanecem de pé? Até onde eu sei, nenhum.

12 de junho é dia de Anne Frank

."Quando eu escrevia,
todas as minhas tristezas desapareciam.
Eu não pensava naquela miséria toda,
mas na beleza que permanecia"
(Anne Frank)

12 de junho, aniversário de Anne Frank

João Cruzué

Annelise Marie Frank foi uma vítima do Shoah. Era adolescente nos anos 40, quando as botas nazistas pisaram no pescoço da Europa continental e promovendo um movimento de deportação e extermínio de judeus sem precedentes na história. Se estivesse viva, completaria 85 anos de idade na quinta-feira 12 de junho de 2009. E meu pai se estivesse vivo, 94 anos. Ambos nasceram no mesmo dia.

Anne Morava em Amsterdã, na Holanda, quando os soldados alemães procuravam judeus para os deportar para os campos de concentração da Polônia. Anne, e sua família: Margot, a irmã mais velha; Edith Hollander, a mãe e o pai - Otto Heinrich Frank. Na companhia do casal Peter e Dussel Van Daan esconderam-se por dois anos no sotão chamado Anexo Secreto. A escritora protestante Cornelia Johanna Arnolda ten Boom ou Corrie Ten Boon, mais tarde escreveu um livro "Refúgio Secreto", onde descrevia suas experiências com ocultação de judeus.


Anne tinha um diário, um presente de aniversário que ela chamava de Kitty, meu gatinho. Tinha 13 anos quando começou a escrever nele. Escrevia as coisas simples do seu dia a dia. O que pensava, fazia e sentia. Se vivesse em nossos dias, escreveria um blog, tal como  Yoani Sánchez, a blogueira cubana.


Significado de temor na Bíblia




Wilma Rejane

O temor em sentido popular é impotência humana diante de situações, é ansiedade, insegurança. É um sentimento que nos torna pequenos, acuados, diante de gigantes reais ou imaginários. Pensamos ser o temor próprio dos covardes, contudo, todos nós sentimos temor em determinados momentos e a coragem consiste não na ausência desse sentimento, mas na superação dele. Superar os temores, não sermos vencidos por eles, é próprio dos valentes.

O temor tem suas faces e talvez por isso precise ser desvendado, por exemplo: o temor é cruel, raiz-de-fel, mas poderia ser mel? Mel em seu lado bom, pois o temor em certas ocasiões protege; o temor de cair em um abismo faz com que fiquemos bem longe dele, o temor de subir em um alto muro, evita a queda, o temor em  ser atropelado mantêm a cautela ao atravessar uma rua movimentada, o temor de ir para o inferno pode aproximar do céu. Esse último exemplo pode parecer escandaloso, mas é verdadeiro, a Teologia do temor tem seus adeptos.

Significados de temor na Bíblia

Ao pesquisar essas palavras na Bíblia encontrei :

I Coríntios 2:3 – estive convosco em fraqueza e em temor e em grande tremor.

Temor = Phobos (strong 5401) grego clássico diz que é fuga, terror, pavor. Dessa raiz vem a palavra ''fobia”.

Oseias 3:5; Depois tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor seu Deus, e a Davi, seu rei; e temerão ao Senhor, e à sua bondade, no fim dos dias.

Temer = pachad (Strong 06342), estar assustado, tremer, se surpreender, estar admirado, maravilhado.

Isaías 8:13: Ao Senhor dos Exércitos, a ele santificai; e seja ele o vosso temor e seja ele o vosso assombro.

Temor = morah (Strong 04172) o mesmo que reverência, espanto, respeito.

Além dos idiomas grego e hebraico, a palavra tem suas variações em outros idiomas. No português encontramos os seguintes significados para medo: ansiedade, preocupação, covardia, inquietude. 

Temor é uma reação natural dos homens em relação a coisas terrenas e sobrenaturais. Quem nunca sentiu temor? O momento do temor é também o momento de colocarmos nossa fé em ação. 

Em diversas ocasiões Jesus comentou com seus discípulos a respeito do temor:


No diário de uma blogueira




Wilma Rejane

Olá, como está sua vida nesse momento? Tenho orado constantemente a Deus para que as publicações do Tenda falem aos seus corações de modo a abençoa-los e motivá-los a viver mais próximos de Deus em relacionamento de alegria e temor. Tenho consciência de que há uma grande distância entre o ministério da escrita e o pastorado, não sou nem pretendo ser pastora - apesar de muitos me tratarem dessa forma. Compreendo que apascentar vidas requer proximidade, um processo diário de acompanhamento e amor fundamentados em princípios Bíblicos e eclesiásticos. Contudo, reconheço a importância e poder da mensagem escrita quando produzida sob direção e inspiração do Espírito Santo. Em ambos os casos (pastorear e escrever) paga-se um preço e é sobre esse preço que gostaria de lhes falar hoje.

Se passaram pouco mais de seis anos desde o inicio desse trabalho e de lá para cá muitas coisas mudaram em minha vida. Antes eu tinha mais tempo disponível para produzir mensagens e hoje, mesmo contando com a preciosa colaboração do Wallace e do Cruzué, demoro um pouco mais a atualizar as postagens. Por opção não tenho perfis em redes sociais, minha prioridade na internet é a evangelização e penso não ser muito interessante (nem importante) expôr a vida pessoal a ponto de perder privacidade ou se tornar fútil e exibicionista. Busco o que é de Cristo e não fazer prosélitos para mim mesma. E o que de mim se expõe que seja para glorificar a Deus, pois Ele é o autor do que vivo e sou.


A máquina que transforma pessoas amargas em doces




Às vezes me pego pensando: “por que quando somos criança queremos tanto crescer?!” É uma vontade tão grande de chegar à vida adulta, que poderíamos dizer que é quase incontrolável. Essa vontade, esse desejo, esse impulso de ser adulto nos impede de perceber algumas facetas tão particulares e preciosas dessa fase singular que é a infância. Dentre essas, uma se destaca: a imaginação! Quando criança, imaginamos o tempo todo, e o melhor, não é preciso fazer força para isso, é natural, completamente natural.


Não consigo entender como essa capacidade é praticamente perdida quando atingimos a adolescência, juventude e vida adulta. O praticamente, confesso, é um eufemismo, pois é devido a muito esforço, que aqui, e ali, conseguimos algo parecido com a imaginação infantil. O que antes fazia parte do nosso cotidiano, agora parece ser uma habilidade um tanto quanto incomum.

Lembro bem de um quadro, uma tela pintada a óleo que tínhamos em casa quando eu era criança. No quadro havia uma paisagem com alguns coqueiros, uma casa na praia, o mar, uma jangada e alguns pássaros. Consigo recordar como se fosse hoje todos os filmes que eu criava com aquela imagem estática diante dos meus olhos. E o que me espanta, ao recordar disso, é com que rapidez, segurança e convicção, eu inventava todas aquelas estórias. Não eram simples fantasias infantis, mas construções a partir dessa capacidade tão singular àquela fase, a imaginação.

Diante disso surgem algumas dúvidas. Seria uma mudança fisiológica? Uma mudança na química do nosso cérebro? Sim, seria ela a responsável pela quase que falência dessa capacidade imaginativa que tínhamos quando criança? Ou será que é uma mudança psicológica? Poderia ser a soma das experiências boas e ruins – pelas quais fomos passando – a responsável pela alteração da nossa forma de ver, sentir, conviver com o mundo a nossa volta? Ou quem sabe, podemos apontar outra razão para o sumiço de nosso desvairar imaginativo: uma mudança sociológica?


Água e vinagre em uma lição para o cotidiano




Wilma Rejane


Uma passagem Bíblica no livro de Gênesis me chamou a atenção. É sobre José. Lendo-a pude perceber porque ele era tão especial e teve um papel relevante na história do povo judeu. Um gesto de José na prisão muito diz sobre sua personalidade (pequenas coisas, grandes significados).

 "E veio José a eles pela manhã, e olhou para eles, e viu que estavam perturbados. Então perguntou aos oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa de seu senhor dizendo: Por que estão tristes os vossos semblantes?"(Gn 40:6,7).

José percebia o estado sentimental das pessoas, coisa rara em nossos dias.  O egoísmo é uma característica marcante da sociedade atual. Muitas pessoas passam por nossas vidas diariamente e muitas se vão sem que percebamos como estão, quem são e o que poderíamos fazer por elas.


Judeus não falavam com samaritanos

Os samaritanos haviam construído um templo no monte Gerizim para rivalizar com o de Jerusalém, mas o templo foi destruido por João Hircano. Eles atribuiam ao seu monte, maior santidade que ao monte Moriah. Acusavam os judeus de terem feito adições a Palavra de Deus e se orgulhavam em reconhecer apenas o Pentateuco como livro inspirado. Favoreciam Herodes -  que não era popular entre judeus.

Os samaritanos também acendiam falsas luzes nos montes para confundir os cálculos dos judeus sobre luas novas e assim confundirem as festas.  Chegaram a profanar o templo em Jerusalém, em plena Páscoa, espalhando ossos humanos em algumas áreas. Os conflitos entre judeus e samaritanos eram constantes e faziam questão de tornar o ódio público. Os judeus se referiam aos samaritanos como "filhos de Cão, cãozinhos".

Judeus mudavam de calçada ao verem samaritanos, era uma guerra cultural que perdurava...Até que Jesus veio e em seu encontro com a mulher samaritana, ensinou que a paz era possível e que não existia povo mais digno ou menos digno. Ele parou em um lugar que os judeus geralmente não parariam e falou com uma samaritana a quem seus compatriotas ignorariam. Faminto e com sede, Jesus quis primeiro saciá-la: 

Eu só queria uma nova chance para uma nova vida

Porque uma árvore seca ou cortada pode voltar a brotar Jó 14;7-8



 Wallace Sousa

"Necessário vos é nascer de novo…” Jo 3.3-12

Esta reflexão teve origem quando me lembrei de um episódio do excelente Seriado CSI. Nesse episódio um corpo carbonizado é encontrado pela polícia e identificado como um ex-detento, recém-libertado, da prisão. No final, descobrem que ele – o ex-detento – estava vivo e havia, inclusive, ajudado na simulação de sua própria morte.

Ao justificar-se perante a equipe de investigação, ele diz que tinha que cuidar da filha pequena e recomeçar a vida e o único emprego que havia conseguido lhe pagava 5 dólares a hora. Dessa forma, a melhor maneira de recomeçar e dar início a uma nova vida a partir do zero, deixando o passado para trás, era morrendo. Ao ouvir a confissão, o investigador lhe diz: “você deveria ter aceitado os U$ 5!”, pois ele iria, novamente, para trás das grades.

O spoiler acaba aqui, mas se você quiser assistir o episódio, já que há sempre o reprise, acontecem outras coisas interessantes que omiti propositadamente, tanto por não terem relação com o tema do post como para deixá-lo à vontade, caso queira assistir essa excelente série, que mescla humor, drama e tragédia de forma magistral (IMHO), além de uma alta dose de mistério, que aguça a nossa inteligência (não que eu tenha sobrando, risos) e a inerente curiosidade humana.

A partir desse episódio, refleti e tracei um paralelo entre a história fictícia e a promessa de Jesus de um novo nascimento àqueles que o recebem como Senhor e Salvador. Desejando que lhes possa ser útil para refletir e agradável para ler.