O Céu Piscou Para Mim




Quando criança, costumava conversar com as estrelas; debruçada na janela, sentada no degrau do terraço....Nas solitárias horas da noite, era o momento ideal para escolher: “A minha estrela”. A eleita era também solitária, de destacado brilho e piscadelas, para que eu tivesse certeza de que interagia comigo a dizer: “Guardarei nossos segredos”.

Coisas da infância que perduraram até a adolescência.  Eu “viajava” nas fábulas, crônicas, poemas, que me renderam alguns prêmios em concursos de literatura. As criações iam e vinham, mas as estrelas... Não me saíam do enredo.

Já era uma moçinha ( 15 anos) quando a família parte de “mala e cuia” de um estado a outro: Da Paraíba ao Piauí, 1 726 km, três dias de viagem e oito pessoas imprensadas em um Chevette: Desconforto, ansiedade, cansaço... Mas quando caia a noite, lá estava eu, olhando pelos vidros do carro, conversando com  a “minha estrela” em pensamento.

A mania só teve fim quando descobri que o segredo da felicidade estava além, no Senhor das estrelas, no mesmo que falara a Abraão: “Olha para o céu agora e conta as estrelas, se as podes contar”. Gn 15:5. Compreendi que Ele era grande, eu pequena. Que eu era incapaz de saber todos os mistérios (como contar estrelas), mas que Ele tinha a conta de todos os meus dias.


Deus e As Mulheres

Quero de uma forma muito simples, expressar minha satisfação pelo papel das mulheres na Evangelização. Fomos chamadas para servir. Como as Marias da Bíblia, Débora, Ester, Rute, Noemi, Isabel, Ana, Lídia e tantas outras. O amor por Cristo Jesus nos capacita. Nossos gestos e palavras refletem na vida de todos com quem convivemos principalmente em nossas famílias tão dependentes de nossa dedicação. Que Deus nos abençoe e nos encha de sabedoria a fim de edificarmos vidas por onde Ele nos enviar.

" A que compararei o Reino de Deus? É semelhante ao fermento que uma mulher, tomando-o, escondeu em três medidas de farinha até que tudo levedou" Lc 13:21

Este vídeo é uma pregação da conferencista americana Joyce Meyer. Um testemunho vivo do chamado de Deus para as mulheres. Seus ensinamentos tem alcançado milhões de pessoas por todo o mundo.

"Você vai conhecer pessoas que terão 10 diplomas debaixo do nome e querem começar um ministério daí eu apareço e me perguntam: O que faz você qualificada para ensinar?"

"Por que Ele está te usando? Tem algo errado, você é uma mulher..."




Você poderá assistir os demais vídeos da série em:

A Sunamita II Reis 4:8-37






Wilma rejane


Essa história sempre me chamou muito àtenção: "Uma mulher que em meio a mais terrível dor (morte do filho) demonstra tranquilidade e fé". A Bíblia sequer menciona o seu nome, apenas chama-a de "sunamita", uma referência a cidade de Suném, onde morava. Suném quer dizer: "lugar de repouso". Localizada a sudeste do mar da Galiléia, entre os montes Gilboa e Tabor, na planície de Jezreel é herança da tribo de Isaacar.

O profeta Eliseu exercia seu ministério por lá quando foi notado pela sunamita: "Eis que este é um santo homem de Deus". Uma mulher, de discernimento. Eliseu torna-se hóspede dela. Como forma de retribuição, o profeta quis falar com o rei, a fim de lhe conceder favores. A sunamita, repondeu: "Eu habito no meio de meu povo"(II Reis 4:13), ou seja, "sou feliz neste lugar, não necessito de mais riquezas, me agrada o convívio com o povo". Eliseu, então, pede a Deus que lhe dê um filho.

Deus, em resposta a oração de Eliseu, realiza o desejo do coração da bondosa mulher. Seu filho já crescido, morre de uma dor de cabeça muito forte. Alguns teólogos, dizem que foi acometido de insolação já que passara muito tempo no campo, segando com o seu pai ( II Rs 4: 18-20)

O que fez a sunamita?

Chorou desesperadamente, lamentou, se revoltou contra Deus. Não!! Ela deitou o menino no quarto de Eliseu, reuniu os empregados, preparou jumentas e foi até o Monte Carmelo ao encontro do profeta. Seu marido estranhou:"Por que vais a ele hoje"? Ele nem imaginou onde chegaria a fé da sunamita. Sua resposta beira os limites do incompreensivel:"Tudo vai bem" Como?com o filho morto? "Tudo vai bem" Suas atitudes demonstram auto controle possível apenas em estado de total equilíbrio emocional, ou seja, ela não ficou desesperada.

Tribulações em Suném:

Você, já passou por algo parecido? Recebeu uma promessa de Deus, e viu essa promessa morrer? A sunamita, nos aponta um caminho: "Tudo vai bem", quando cremos em um Deus, que do pó, cria e recria a vida. Por mais difícil que pareça, é preciso repousarmos em "Suném". Acreditarmos que Deus quer o melhor para aqueles que obedecem e acreditam. Nos momentos mais tenebrosos, de escuridão, que não conseguimos enxergar o futuro. Como se diante de nós houvesse, um grande abismo, sem ligação, com o a esperança, com a felicidade, é preciso, repousar. Agir, de forma surpreendente. Não com a nossa frágil e pequena força. Mas, com a força, vinda do alto, disponível para os buscam com todo o coração:

"Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no Nome do Senhor, e firme-se sobre O seu Deus" Is 50:10

"Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais, então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração" Jr 29:11-14.

Encontrar o Senhor, eis a maior dádiva: Ouvir do céu, uma resposta. Nem sempre, recebemos o que pedimos, porém, Deus é sábio, para nos conduzir ao melhor lugar. Aos que conhecem a Deus, o conforto de saber que Ele sempre, sempre quer o melhor para seus filhos. O justo Jó, sofreu os mais terríveis males. Perdeu todos os filhos. No final, a restituição. Deus, zela, ama, e restitui. O diabo, rouba, mina. Deus vem e vivifica, faz transbordar, esta é a herança preparada para os filhos do Reino.

Que possamos nos espelhar neste grande exemplo de fé da sunamita. Deus nos abençoe.

Por:Wilma Rejane
Citações:Biblía Sagrada

Há Esperança em Acor



"Alegrai-vos na esperança..." Rm 12:12

Acã foi um israelita que em rebeldia a Deus praticou o pecado do roubo, então ele e toda sua família, como em um ato de purificação da congregação, foi apedrejado. O local do acontecimento ficou marcado para sempre sendo rebatizado de “O Vale de Acor”. Acor, significa problema. Todos que passassem por ali apontariam para o “problema, o pecado de Acã” (Js 7:26).

O Vale de Acor é real, ele existe até os dias atuais, entre as terras de Benjamin, ao Sul de Jericó e é um dos caminhos que dá acesso à Terra Prometida. Acor é um memorial, não de ira, maldade, ou morte, mas de esperança. Porque o próprio Deus, em Sua misericórdia e bondade, fez saber através do profeta Oséias que Acor, é um estado de espírito que pode ser convertido: “E lhe darei as vinhas dali e o Vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias de sua mocidade e como no dia em que subiu a terra do Egito” Os 2:15.

A palavra esperança nesse verso é traduzida como “tiqvah”: Expectativa, algo desejado e previsto ansiosamente, vem do verbo” gavah”: “olhar esperançosamente” numa direção particular. É maravilhoso saber que em seu significado original, esta esperança, citada tantas vezes na Bíblia tinha o sentido de “esticar como uma corda, cordão”. Raabe foi instruída pelos espias, a amarrar um “tiqvah” na sua janela como uma corda de resgate. Raabe foi resgatada com toda sua família.

A Morte de Bin Laden X Igreja Perseguida





Fim do terrorismo?

Ao contrário do que muitos pensam a morte de Bin Laden não significa o fim do terrorismo, não era o Osama que  sustentava a Al Qaeda, mas a guerra contra aquilo que eles consideram o “grande satã”, os Estados Unidos da América, considerados culpados por todos os males causados ao mundo árabe. Nem é preciso esperar para saber se Osama de fato está morto, mas o fato é que a notícia já está trazendo grandes benefícios aos nossos vizinhos do norte.

O que tudo isso tem a ver com a Igreja Perseguida?

Desde que os EUA enviaram suas tropas para Afeganistão, Iraque e áreas do Paquistão com o propósito de combater o terrorismo e capturar Osama Bin Laden, a pressão sobre os cristãos destes países aumentou drasticamente. O Afeganistão em 2001 era o 3º na lista de Classificação por Perseguição da Portas Abertas, e esperava-se que com a chegada dos americanos a situação da igreja melhorasse, mas hoje o país continua em terceiro e sua posição pouco oscilou nos últimos 10 anos.

Protestantes no Brasil

 



Os evangélicos brasileiros formam um contingente que equivale a duas vezes e meia a população de Portugal. E os números não param de aumentar. Templos gigantescos, controles de meios de comunicação, conversões em massa, representantes no Congresso Nacional.   Embora uma explosão numérica tenha acontecido nas últimas décadas, os protestantes aportaram aqui no século XVI, tempo em que os católicos portugueses mal tinham se espalhado pela costa brasileira. A colonização do Brasil, iniciada sob o impacto das disputas entre a igreja de Roma e os protestantes, reproduziu ao longo dos séculos XVI e XVII as querelas religiosas do tempo de Lutero e Calvino. Aceitos no país definitivamente apenas na época de D.João VI, os cristãos reformados chegaram em massa ao Brasil no século XIX. O protestantismo se manifestou de diversas formas até o século XX, quando surgiram os movimentos pentecostais.

Primeiros Mártires Protestantes

A presença protestante no Brasil data do período colonial (1500-1822). Os franceses que invadiram o Rio de Janeiro no século XVI, em busca do pau-brasil e de refúgio religioso, eram huguenotes, isto é, reformados de origem francesa. Foram eles que oficializaram, em 1556, o primeiro culto protestante no Brasil. Disputas religiosas que já vinham da França dividiram, no entanto a comunidade, e os protestantes foram obrigados a voltar para a Europa. Os três religiosos que resistiram à intolerância do comandante Frances Nicolau Villegaingnon foram mortos, e são considerados os primeiros mártires protestantes no Brasil.

No século seguinte, em 1624, os holandeses da Companhia das Índias Ocidentais, interessados no comércio do açúcar e outros produtos tropicais, invadiram a Bahia, eles atacaram Pernambuco em 1630 e conquistaram parte da atual Região Nordeste, onde permaneceram até 1654. Nesse período, organizaram a Igreja Cristã Reformada, que funcionava com uma estrutura administrativa similar à européia, oferecendo escola dominical e evangelização aos indígenas e africanos.

Luta Por Território

Durante o período holandês, especialmente no governo de Maurício de Nassau (1637-1644), experimentou-se pela primeira vez no Brasil um clima de tolerância religiosa. Católicos, protestantes e judeus conviviam então pacificamente. Conforme o historiador Frans Schalkwiijk, citando um pastor holandês da época, “essa liberdade era tão grande que se não achava assim em nenhum lugar”.


Não Temas




Essa semana, em releitura do livro de Atos, rememorei as perseguições pelas quais passaram os cristãos da igreja primitiva: Tinham uma vida de oração, jejum, leitura da Bíblia e procuravam viver em obediência a Jesus. Mesmo assim, foram afligidos:

"Sobrevieram, porém, uns judeus de Antioquia e de Icônio que, tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando está morto" At 14:20.

"Após ter despertado do desmaio, Paulo ficou vários dias acamado e com medo de voltar a Antioquia", Não! Não é isso que se lê! Mas, "...voltaram para Listra e Icônio e Antioquia, confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a parmanecer na fé, pois que por muitas tribulações importa entrar no Reino de Deus" At 14:21,22.

Ao invés de serem consolados eles(Paulo e Barnabé) estavam consolando! Tinham a certeza de que nas tribulações estavam sendo "moldados" para o Reino, era uma forma de crescimento pela qual se fortaleciam para fortalecerem os que sofriam dos mesmos males.


Encontre a Felicidade em João 3:16

Ter sido "alçada" por Jesus do perigo da morte e do inferno foi o que de melhor aconteceu em minha vida. É o que de melhor pode acontecer na vida de qualquer pessoa. Gosto desse sentido universal e consolador: “Qualquer pessoa”, implica igualdade, incondicionalidade, demérito.  Esse olhar do Reino, totalmente distinto do olhar do mundo é o que preserva a humanidade em constante renovo e progresso. 

Envoltos em misericórdia e amor caminham os homens por dádiva dos céus que os mantêm vivos ainda que sequer percebam ou agradeçam. De passo em passo, a Divina graça observa e rege o tempo.  Esse tempo que não nos obedece e pulsa para o futuro que é o hoje, ontem e amanhã. Por acaso seriamos nós os que descortinam o dia também enegrecendo as noites?  Somos apenas qualquer um, um a mais, entre muitos naturais. Mas Ele nos ama: a qualquer, a todo.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Jo 3:16.

Ele ama e isso é tudo. Posso vê-Lo nos amando agora, nesse instante, ao pecador e ao justo espelho de Jô. Enquanto o mundo odeia, maltrata, mutila, faz perder o ânimo, Ele ama e diz: Creia, Eu te fortaleço. Nenhum braço ou colo é capaz de entender tão bem cada lágrima, suspiro, súplica, palavra dita e não dita. Somente Ele, a conjugação do amor, perfeito consolador.

Mulheres Que Buscam Felicidade



Ana é descrita no Antigo Testamento, como uma mulher de fé, a mãe do profeta Samuel. Ela era estéril e após orar ao Deus de Israel, teve sua madre aberta para conceber não apenas um, mas seis filhos. Uma pequena passagem sobre a história de Ana me chama atenção:  “Então se levantou Ana, depois que comeram e beberam em Siló...” I Sm 1:9

Ana é um exemplo a ser seguido, alguém que não se conformou com a situação de derrota e desprezo, reuniu forças, “se levantou” e sabiamente se dirigiu ao lugar certo, na hora certa. A vida de Ana, não ia tão bem. Seu esposo Elcana, tinha outra mulher chamada Penina. Todos os anos, quando Elcana subia a Siló para sacrificar ao Senhor, era acompanhado pelas duas esposas e filhos. Ana, porém sempre se abatia de tristeza e dor pelas humilhações provocadas pela rival que se achava melhor e mais amada por ter filhos: “E sua rival excessivamente a provocava, para irritar; porque o Senhor lhe tinha cerrado a madre” I Sm 1:6. A situação se repetia ano após ano, o que provocava intensa tristeza em Ana que “chorava e não comia” I Sm 1:7.