Restaurado Pelo Oleiro


Penduraram Uma Placa Em Meu Pescoço: Cuidado, em Obras!

   


Wallace Sousa


 Deus trabalha em mim ou eu que dou trabalho para Deus? Dúvida cruel...

Moro em Brasília. Não por opção, mas por decisão. O concurso que fiz, para o cargo que escolhi, só tinha vagas em Brasília. O que eu fiz? Nada. Quando não se tem opções, é porque as opções já foram feitas. Escolhi Brasília. Simples assim.

Onde moro, houve uma intervenção de grande porte na principal via de acesso rodoviário. Traduzindo: obras, obras, obras e mais obras. Poeira, lama, barulho, estresse, engarrafamento e atraso também incluídos no pacote. Semanas e meses a fio, a mesma coisa: atraso, estresse, engarrafamento, cansaço e irritação, não necessariamente nessa ordem.

Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer. Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. Jeremias 18.4 a 6


Hoje, por influência do destino, que colocou Martin em Júniper e misturou com Luana Novaes, ou seja, nomes estranhos que, na prática, não mudam sua vida em nada (risos), precisei usar o carro. Já me preparei psicologicamente para o estresse corriqueiro e irritação matinal dos engarrafamentos normais. Surpresa: o trânsito estava 100% melhor do que eu esperava, ou 50% menos ruim do que eu imaginava… vai depender do referencial adotado.

Finalmente, as obras começaram a acabar (começar a acabar foi “pra acabar”…) e, depois de meses de sofrimento e angústia, estamos vendo algo de novo e bom em curso: trânsito fluindo, carros fazendo aquilo para que foram projetados, isto é, andar, e pistas sendo usadas para rolamento, e não estacionamento, ainda que involuntário. Sim, isso foi uma visão irônica de engarrafamento, e só entende quem passa por isso, portanto, se você não entendeu, não se preocupe, você ainda vai encontrar um engarrafamento para chamar de seu, logo após a próxima esquina, em alguma rua cheia de carros, neste nosso imenso Brasil-sil-sil.

Refletindo sobre isso, comecei a pensar que Deus, em nós, o Emanuel, também tem um bom trabalho a fazer conosco, e trabalha nisso de forma árdua e contínua, até fazer as coisas ficaram do seu jeito, adequadas ao seu Projeto para nossas vidas.

O Rôbo Amigo do Silas Malafaia


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A intenção do autor do site era “esculachar” o pastor Silas Malafaia, mas o robô de propaganda do Google não ajudou (risos). Enquanto o título e o artigo descrevem o pastor como “A segunda besta do Apocalipse”, o anúncio no canto esquerdo da página convida: “Patrocine o Ministério Malafaia”.  “As pedras clamam” Lc 3:8, já dizia João Batista no deserto da Judéia há aproximadamente 1.986 anos; agora imaginem em tempos de Google...

Por Wilma Rejane : Pra fugir da rotina, meditar e sorrir que é bom demais!

Esperança Em Tempo de Angústia



 “Eu, porém, esperarei no Senhor; esperei no Deus da minha salvação” Mq 7:7


Wilma Rejane.

O verso acima, retirado do livro do profeta Miquéias, transmite um estado de confiança constante. Foi  pronunciado em um tempo em que Israel, estava sendo invadida pela crença nos deuses de Samaria, os lugares altos  repletos de sacrifícios pagãos. Miquéias então, profundamente consternado com a degeneração da nação, escolhe continuar servindo e acreditando que somente o Senhor Jeová seria Seu Refúgio e Fortaleza. Triste, abatido, mas cheio de esperança: “Ai de mim! Porque estou como quando são colhidas as frutas de verão, como os rabiscos da vindima: não há cachos de uvas para comer, nem figos temporãos que a minha alma desejou... Eu, porém, esperarei no Senhor, esperei no Deus da minha salvação” Mq. 7:1-7.

Quando os frutos são colhidos dos pés é para serem devoradas. São desprendidas dos seus galhos e perdem todo o contato com o ambiente de sustentação. Assim se sentia Miquéias. Solitário, prestes a ser devorado de tanta tristeza, porque seu lugar de morada, já não era o mesmo. Por todos os lados, havia pecado, deuses estranhos e pessoas  enganadas e incrédulas. Miquéias, porém guardou o coração.

A palavra “esperar” no verso inicial do texto, pode ser traduzida como “Yachal” (strong 03176): "esperar, ser paciente, permanecer com esperança”. E esperança, pode ser traduzida como “tiqvah” (strong 08615), cujo significado original é: “esticar como uma corda”. A prostituta Raabe foi instruída a pendurar uma “tiqvah” na porta de sua casa para que a morte não chegasse até sua família. Esperança, portanto é essa Corda que nos sustenta – não somos nós que sustentamos a corda- é ela que nos sustenta.

A Centéssima Ovelha - Roberto Caputo


 "A Centéssima Ovelha - Eu Nunca Desisti de Você"


Acabo de ler o livro a Centéssima Ovelha, de autoria do Roberto Caputo, um dos pastores da Comunidade Jesus Vive, no Bairro da Tijuca, Rio de Janeiro. O livro é um chamado para aqueles que por algum motivo abandonaram a igreja ou até mesmo a fé. Caputo intercala a narrativa , rica em experiências do seu ministério, com belas cartas: O céu é o emitente, o destinatário é a centéssima ovelha, a perdida, fora do aprisco. São onze capitulos e onze cartas relatando sobre o amor de Deus pela humanidade, o valor de uma alma. É interessante notar o engajamento da família Caputo nos créditos desse trabalho. Não é de se estranhar, o autor, é um firme defensor da unidade da família. Lembrando que esse talentoso escritor passou anos procurando uma editora que publicasse seus trabalhos até que a Oxigênio resolveu investir e acreditar e quantos bons frutos não já sairam das mãos e do coração desse pastor apaixonado pelo ministério?

Outros Títulos de Roberto Caputo:

Casamento Missão Impossível- Só Para Homens
Casamento Missão Impossível- Só Para Mulheres
Santidade - Uma Arma de Defesa
Quando Deus diz, espere.

A entrevista é uma realização da Editora Oxigênio

01) Seu novo trabalho, A Centésima Ovelha, acaba de ser lançado, fale um pouco sobre esse livro.

Bom, este livro tem um objetivo único. Ele foi escrito para aquelas pessoas que já estiveram dentro de uma igreja evangélica e que, por algum motivo, se decepcionaram profundamente. Cada capítulo é um possível motivo do afastamento de cada uma delas. Procuro responder a cada um da forma mais sincera possível etentando não ser “piegas”. Na verdade, não podemos cobrir o sol com a peneira. Alguns dos motivos ali apresentados são verdadeiros e reais, mas todos eles estão ligados, direta ou indiretamente, a atitudes humanas. Não podemos negar que tudo o que o homem põe a mão, invariavelmente, apresenta defeitos e imperfeição, que é a sua maior marca. Mas, não posso aceitar quando alguns, por terem sido feridos por homens, querem culpar a Deus por aquilo que nós mesmos fazemos.Verdade. É nisto que tento trabalhar. Como diz a palavra de Deus:E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32


Está Escrito : Jesus Te Ama



Wilma Rejane

Nascemos com a missão de descobrirmos quem somos, porque somos, e para onde vamos quando não mais existirmos. Nessa busca, muitos se perdem pelo caminho, entre retornos, atalhos, abismos... E muitos se encontram exatamente quando reconhecem que estão perdidos.

Olhar para o alto não deveria ser um simples gesto de contemplação do universo, mas um reconhecimento de fragilidade, de reflexão, de ânsia por conhecer o que está “por trás das cortinas” ora azuis, cinzas, ora em negritude com enfeites luminosos.

Nosso ser percorre eternos conflitos, entre ser, não ser, querer e poder. Entre viver e não viver, amor e ódio. Somos complexos, perplexos quando surpreendidos por atos falhos, que revelam uma natureza em desarmonia com a perfeição do Criador. E no principio, tudo era bom (Gn 1:31), por que então este mal nos assola?


Decifrando a Estrela da Manhã




Wilma Rejane

Um de meus professores do curso de Filosofia adquiriu meu livro “Às Margens do Quebar”, tão logo segurou o livro nas mãos, com curiosidade, começou a folheá-lo. Parou no capitulo sobre “o Complexo de Jó” e em silêncio “devorou” rapidamente as linhas. Depois me olhou e perguntou algo que não estava no texto, mas que era pertinente ao tema Bíblico:

 - Wilma, por que Satanás se chama Lúcifer? Ele não é trevas? Como pode um ser maligno ser chamado de luz, você já escreveu sobre isso?
- Ainda não professor, mas isso também me intriga. Prometo que vou pesquisar sobre o assunto, quem sabe esse tema entre em um próximo livro.

E Lá Fui Eu Pesquisar

Sei que o artigo a seguir não conclui o tema, contudo trago o que reuni em pouco tempo de pesquisa sobre o significado do nome Lúcifer. Bem, não vou deixar meu professor sem resposta, né?


Estrela da Manhã Traduzida Como Lucifer

Isaías 14:12, 13 “Como caíste desde o céu, o estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei dos lados do norte”.

No texto original hebraico, o décimo quarto capítulo de Isaías fala de um rei babilônico caído, que durante sua vida perseguiu os filhos de Israel. O original hebraico não menciona o nome "Lúcifer", porém uma tradução feita no século IV por Jerônimo traduziu "Estrela da manhã, filho da Aurora, Estrela do dia" como "Lúcifer" e ao longo dos séculos a igreja foi interpretando que essa estrela da manhã, era um anjo rebelde, expulso do céu para governar o inferno, chamado Lúcifer.

Wallysou Sousa Invade o Tenda na Rocha (risos) Imperdível!!!

 
aham (limpando a garganta...)

A Wilma Rejane, do excelente blog devocional A Tenda na Rocha, me pediu pra conceder uma entrevista ao seu blog, e como sou atirado e gosto de aparecer ela me pediu com jeito e carinho, não tive como recusar (risos). Bom, então aí vai. Não que os leitores assíduos do blog Desafiando Limites, que hoje já são por volta de 1 dúzia, não conheçam, mas ela perguntou coisas interessantes. Espero não decepcioná-la, Wilma, mas se sim, eu sou novo (na blogosfera), e vou aprender né...

Perguntas da Wilma (obs.: essa Wilma é a da Tenda, e não a do Fred, aquele amigo do Barney dos Flinstones, ok?)

Alguns dados pessoais para introdução: 

Pergunta: cidade natal, onde mora, formação, família, se é cristão tradicional, pentecostal ou neo (vixe!).

Resposta: sou do interior do sertão do RN, mais precisamente da cidade de Currais Novos, mas também morei quase 10 anos na capital, Natal, assim eu posso dizer que tenho 2 cidades natal (risos)! Hoje, moro em Brasília/DF, e nem vou fazer piada com a cidade, porque a política aqui já é piada pronta... Sou formado em Administração pela UFRN e casado. Sou cristão pentecostal, da Bléia, convertido há 15 anos, mas ainda com muito a ser trabalhado por Deus. Esse neo que você colocou, Wilma, é o Neo de Matrix?  =)

Wilma: Olha Wally, não é o do Matrix, se bem que tem muito Neo dando uma de Matrix por aí. Já ouviste falar na "unção do paletó, do dente de ouro, do pião?" Não?!!! É coisa de Neo, mais pra Matrix que pra pentecoste.

1- Você escreve textos formidáveis (não fica convencido) sobre motivação. Por que a preferência pelo tema?

Não se preocupe, Wilma, ficar convencido é impossível, porque não consigo ficar mais convencido do que já sou ()! Agora sério, não tenho como ficar convencido porque os meus melhores posts motivacionais, seja quando dei dicas para regar os sonhos com cuidado, quando externei minha angústia e resolvi desistir, quando descobri que as derrotas são ótimas professoras ou quando temos que deixar o passado para trás foram todos baseados na Palavra de Deus. Se foi Deus quem me deu, como ficar convencido disso?

Eu acredito que a preferência pelo tema foi quase natural após a fatalidade de ter passado por tantas decepções, inclusive um período de depressão aguda, muito difícil. Alguém pode pensar que escrevo sobre motivação para atrair leitores, afinal quem não se desmotiva, de vez em quando? Mas, não. Escrevo textos motivacionais porque sinto que Deus me capacitou para isso, fazendo-me passar por grandes tribulações,  para entender o que é e como sair delas. Mais ou menos como disse Paulo:
que nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações. 2 Coríntios 1:4
Assim, acho que não fui eu que escolhi escrever sobre motivação. Eu tive que aprender a vencer o desânimo, a decepção e as frustrações pelas quais passei, e ou aprendia ou morria. Dessa forma, Wilma, estou apenas compartilhando minhas experiências, nada mais, além das coisas que Deus me ensina quando leio Sua Palavra.


Regue Seus Sonhos Com Cuidado


   "Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Gálatas" 6:7


Wallace Sousa
Quando morei em Cuiabá/MT, uma das cidades mais calorentas do Brasil, aprendi que a forma como regamos nosso presente vai impactar decisivamente nossa colheita no futuro. Veja como foi:

Eu gostava de tomar café “fora”, ou seja, na área interna de casa, onde havia um pequeno espaço de terra murada, e era onde nossos pequenos companheiros peludos viviam, brincavam, chafurdavam, etc., ou seja, era um território compartilhado, harmonicamente – quase sempre -, entre eles e nós. Era lá que eu tomava meu café da manhã e da tarde, olhando para além dos muros altos e casas de vizinhos. Era lá também que cultivávamos algumas plantas: goiaba, acerola, pinha, entre outras.

Então, um dia, joguei sementes de mamão num canteiro. E, delas, nasceram alguns pés de mamão. Escolhi o que me pareceu mais viável e promissor e comecei a regá-lo. Alguém havia me dito que a borra do café era um bom adubo, então, todo santo dia eu pegava a borra do café e gentilmente depositava aos pés daquela plantinha verde. Durante alguns meses fiz isso. Ela cresceu, debutou por assim dizer: desabrochou, se é que você me entende. Foi com esperança e ansiedade que vi aqueles pequenos frutos tomarem forma e crescerem, dia após dia, semana após semana, diante de meus olhos.

Então, finalmente, chegou o dia em que pude colher um mamão. Colhi-o com o maior carinho, como quem estivesse embalando um bebê, e deixei-o em um local descansando e amadurecendo. Um ou dois dias depois, quando ele já deveria estar maduro, cortei-o delicadamente e coloquei um pequeno pedaço na boca para saboreá-lo. Para minha surpresa (ou não!), aquele pequeno pedaço de mamão tinha um sabor totalmente diferente de qualquer outro que eu já havia provado: era um mamão, com certeza, eu o vi nascer, digo brotar e crescer, mas seu fruto tinha um estranho gosto de… café!

Sim, foi isso mesmo que você leu: adubei café no mamão e colhi mamão de café! Não ria, ou melhor, pode rir, não foi com você.

Mas, diante disso, aprendi que temos que ter muito cuidado ao regar e adubar nossos sonhos e projetos. E é isso que quero compartilhar com você, caro leitor, para evitar que você, um dia, quem sabe, não precise comer mamão “cafeinado”. (risos)


Falsos Profetas Dos Últimos Dias




Wilma Rejane

Quando ainda morava em Campina Grande, Paraíba - minha terra natal - vi bem de perto o movimento messianico conhecido como "Borboletas Azuis". Era um grupo de pessoas que se vestia com batas azuis. Mulheres e crianças usavam um véu na cor branca, todos andavam de pés descalços. Lembro muito bem que vizinho a casa de minha avó, no Bairro Santo Antônio, morava uma família de "borboletas azuis". Era o meu caminho da escola, e não raramente, sem discrição alguma , eu parava para ver melhor aquelas pessoas que julgava estranhas, esquisitas: "Como podem acreditar em uma história dessas de messias e dilúvio pras bandas de cá?!". Eu tinha mesmo era dó de ver que toda aquela gente estava sendo enganada.

Não sei se vocês conhecem a história dessa seita fundada pelo então empresário algodoeiro, Roldão Mangueira de Figueiredo, no final da década de 1960. A seita “Os Borboletas Azuis”, tornou-se de fato famosa em 1977, quando seus integrantes começaram a se vestir de azul e branco e depois quando foi matéria de um jornal da Rede Globo na década de 80. Misturando várias práticas religiosas, como: Catolicismo, Espiritismo e Protestantismo, seu líder pregava que o mundo seria destruído num dilúvio que ocorreria em 13 de maio de 1980: “Uma enorme bola de fogo cruzará o céu, o Sol girará por três vezes consecutivas, um ensurdecedor trovão ecoará por toda a Serra da Borborema. Em seguida choverá ininterruptamente por 120 dias”, foi o que disse Roldão Mangueira a seus fiéis.



De fato choveu em Campina Grande em 13 de Maio de 1980. Recordo -  como se fosse hoje - do "rebuliço" que causou o inicio da chuva. Os vizinhos se aglomerando nas calçadas sob suas sombrinhas: "Será que vai ter dilúvio mesmo?!". Alarme falso. A chuva passou e todos dormiram tranquilamente, acordando com os raios de sol entrando pelas brechas das portas e janelas.