Entre bem e mal





Nossas dúvidas são traidoras ... Shakespeare






Wilma Rejane

Nos capítulos Três e Quatro do Evangelho de Mateus, encontra-se a descrição perfeita do que caracteriza os ministérios do bem e do mal, de Deus e do diabo.

É no deserto da Judeia que aparece João Batista, proclamando as Boas Novas do Evangelho, o inicio da nova aliança na pessoa de Cristo Jesus. João, o “reparador de veredas” é um homem simples no vestir e no viver. Sua convicção sobre o Reino da Salvação, contudo faz dele um orador de mensagem atraente a ponto de reunir para si discípulos e enfurecer opositores. João é o modelo de servo perfeito, aquele que fez Jesus afirmar: “Em verdade vos digo que entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior que João o Batista, mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele” Mt 11:11.

É no mesmo deserto da Judéia que Jesus, após ser batizado por João - o servo- é tentado pelo diabo: “Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” Mt 4: 1. Você alguma vez se perguntou por que o Espírito conduziu Jesus a tal situação? Vejo que sem a ação do Espírito Santo, seria impossível vencer tamanho “bombardeio” do inimigo. A palavra ‘conduzir’ no grego pode ser traduzida como ‘levar para dentro’, ‘introduzir’. No latim, o verbo ‘ducere’ deu origem aos termos: ‘educar, produzir’. Temos, então, Jesus sendo introduzido no deserto a fim de produzir frutos: Para morte ou para vida. Graças a Sua obediência e perseverança, Ele venceu! Também estamos capacitados a vencer, através do Espírito Santo de Deus que nos educa e fortalece.

O Ministério de Lúcifer:

No deserto da Judéia o diabo apresenta várias propostas para Jesus. Notemos que a cada investida, há uma tentativa de plantar dúvida no coração de Jesus. As palavras vindas do céu aberto, do próprio Deus, quando do batismo, ainda ecoavam na lembrança de Jesus: ‘Este é meu filho amado em quem me comprazo’ Mt 3: 17. O diabo tentou arrancar essa certeza: ‘Se tu és o filho de Deus, transforma estas pedras em pão” Mt 4:3, “Se tu és o filho de Deus, lança-te daqui abaixo” Mt 4:6.

O que é milagre?





Wilma Rejane

A condição para a realização do milagre é a impossibilidade, certo? Por esta causa é que usamos a palavra milagre, indicando o extraordinário,  impossível,  fantástico! Se não é humano, é milagroso, sobrenatural! Tomás de Aquino criou um conceito clássico para a palavra milagre: " É algo superior, diferente ou contrário à natureza. "Supra, praeter vei contra naturam". Em latim, temos ainda outra definição para milagre: "miraculum", cujo radical é "miror" e pode ser traduzido por prodígio, maravilha, fato estupendo ou extraordinário.

Na civilização grega existiu muita confusão quanto ao significado real da palavra milagre. Com uma infinidade de deuses e símbolos pagãos, os gregos consideravam milagre o espanto diante do inexplicável. O surgimento da Filosofia, com Tales de Mileto, buscando desvendar a origem do universo através da natureza, ficou conhecido como "milagre grego". Fechava-se as cortinas do espetáculo sob o mitológico, para estreia do novo que procurava compreender a magnitude da criação através da razão.

Tales de Mileto acreditava que a água era o "dynamis", o poder criador do mundo. Após ele vieram outras teorias atribuindo o dynamis ao ar, a terra, ao átomo, e etc. Tudo porém, carecia de provas reais e convincentes que nem sempre foram possíveis. A razão parecia ainda insuficiente para explicar a plenitude das coisas criadas que ultrapassam o mundo visível. A ciência evolui através dos séculos: Física, química, matemática, biologia...uma conspiração extraordinária de valores que nos proporciona entender melhor a vida em todos os seus aspectos. As perguntas sobre o "dynamis", contudo persistem e entre vida e morte o misterioso sobrevive em interrogações. O milagre grego tem seu valor, afinal o homem, através da ciência, já despertava para o conhecimento de Deus.


Uma Candeia no Caminho








Wilma Rejane



E disse-lhe: Vem porventura a candeia para se meter em baixo do alqueire, ou debaixo da cama? Não vem antes para se colocar no velador? Mc 4:21


Candeia - do lat. candela, "vela de sebo ou de cera" - pequeno  aparelho  de iluminação, que se suspende por um prego, com recipiente de folha-de-Flandres, barro ou outro material, abastecido com óleo, no qual se embebe uma torcida, e de emprego em casas pobres.


Uma candeia tem por objetivo iluminar ambientes, para que isso aconteça, é necessário: Certa quantidade de oléo em seu recipiente e um acendedor para preparar o funcionamento.


Somos a candeia. A Palavra de Deus, o óleo. O fogo, é o Espírito Santo. Como candeias, temos necessidade de óleo, diariamente, a fim de que o fogo, permaneça acesso. Candeias, não podem ter furos, brechas, ou rachaduras. O óleo, escaparia. Sem óleo, sem Fogo.

Naamã é curado da lepra






Wilma Rejane

“Vai, lava-te sete vezes no Jordão e tua carne será restaurada, e ficará limpo” II Rs 5:10


O Jordão era um rio de águas barrentas e preterido por quem desejasse mergulhar e ficar limpo. Mas foi nesse rio que o profeta de Deus chamado Eliseu, ordenou que Naamã valoroso homem, capitão do exército do Rei da Síria, mergulhasse para ficar são da lepra. A passagem Bíblica sobre a cura da lepra de Naamã, nos fala também de orgulho e agir  de Deus através de coisas simples e quotidianas.

Situando a história no tempo, ela ocorre  quando Israel viveu turbulentos períodos de guerra que envolveu o reinado de Acazias e a queda da nação  para a Assíria em 722 a.C. Uma época, em que ser leproso era muito problemático porque o convívio do doente com a sociedade exigia muitas privações. Contrariando a ideia de abatimento, isolamento e discriminações causados pela doença, Naamã era líder de um exercito com transito livre no palácio e grande influência diante do Rei da Síria. 


Imaginem alguém com insensibilidade em toda a pele, sendo reconhecidamente um guerreiro. Esses indícios  revela um Naamã que não media esforços para vencer suas limitações. “Um homem valoroso diante do seu senhor” ( II Rs 5:1). Suas vestes facilmente se apegavam  à carne ferida, deixando as marcas de sangue e de outros corrimentos. A vida diária de Naamã despendia cuidados e sacrifícios.

A nobre roupa do capitão Naamã, era manchada diariamente. Por fora um elegante traje, por dentro desconforto e ferimentos. Sua esposa constantemente lamentava a situação do esposo. Uma menina escrava da terra de Israel, havia sido capturada pelo exercito de Naamã e estava servindo em sua casa, ela cuidava especialmente das roupas de seu senhor. Seu contato direto com as lágrimas da esposa do capitão a fez declarar: “ Tomara que o meu senhor estivesse diante do profeta que esta em Samaria, ele o restauraria da sua lepra” II Rs 5:4.


A Verdadeira Alegria

  


Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.Contra estas coisas não há lei. Gálatas 5:22-23


As nove características do fruto do Espírito refletem a personalidade de Jesus Cristo. Alguns pensam que seja a expressão corporal, mas não encontramos nenhuma passagem bíblica que tenha registrado que nosso Senhor Jesus tenha sorrido.

A alegria do Espírito é muito mais do que sorrir, pular, rodopiar. Essa expressividade independe da presença do Espírito, ela é humana. Pode ser vista nos estádios de futebol, shows de cantores seculares, nos carnavais e casas de mulheres estranhas ao projeto divino da instituição familiar.

Qual é a alegria de Jesus? É aquela sensação concreta de satisfação dentro da alma. É a produção em larga escala de tranquilidade ao nosso derredor. É a capacidade de fazer outros sorrirem e sentirem-se em paz diante da nossa presença. É a capacidade de dar vigor ao desanimado, é a mão sempre amiga que edifica a vida quase que totalmente destruída pelo inimigo de todas as almas.

Qual é a alegria de Jesus? É a capacidade de ser responsável em criar momentos hoje, que amanhã se transformarão em boas lembranças, flashes nostálgicos, lembranças que se instalarão na memória de quem convive com a gente.

Desafios da Fé





George Whitten
Adaptado por:
Wilma Rejane.


"Quero comparar a fé à participação em uma corrida. É difícil. Requer concentração da vontade, energia da alma. É uma felicidade quando o vencedor cruza a linha de chegada... Não tenho a fórmula para vencer. Cada um corre à sua maneira. Mas de onde vem a força que conduz ao fim da disputa? Se você se entregar ao amor de Cristo vai vencer a prova sem se desviar do caminho."  
Eric Liddell corredor que inspirou o filme Carruagens de fogo


I João 2:5-6 Mas quem guarda a sua palavra, verdadeiramente o amor de Deus é aperfeiçoado nele. Nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.

Momento é simplesmente a força ou velocidade do movimento que transporta um objeto para o seu destino final. Se queremos romper para adiante, precisamos ter uma certa quantidade de momento. Para que um foguete possa romper rumo ao espaço, ele precisa de força tremenda para quebrar a barreira gravitacional. Mas com o enorme poder do motor a jato e combustível de navio, o foguete é impulsionado a ir cada vez mais rápido até que e ele se liberte da atração gravitacional da terra.

Missões Povos Ribeirinhos : Um SOS vindo do Pará.





Relato Missionário

Sou a Missionária Kelem Gaspar ( missgaspar@ig.com.br), e há sete anos, eu, meu esposo Dulcival e nossa filha Eduarda estamos trabalhando no município de Maracanã, interior do Estado do Pará, somos ligados a Assembleia de Deus no estado do Pará e mantidos pela Assembleia de Deus de Madureira em Nova Venécia, no ES. Nos anos anteriores eu trabalhei com missões indígenas e ribeirinhas no Brasil, na Bolívia e no Peru. Viemos para cá para desenvolver um trabalho missionário nessa região e, no início não foi fácil, passamos anos morando em uma pequena casa de palha, sem água encanada e sem luz elétrica, mas sabíamos que Deus havia nos trazido para cá. Certa vez, descobri uma enorme cobra jibóia morando entre meus livros. Foram anos de muita luta. 

Tenho dedicado minha vida desde os quinze anos  ao serviço do meu Senhor Jesus e, se tivesse mil vidas, eu as viveria da mesma maneira. Porque meu Deus é absolutamente fiel e totalmente digno de confiança. Estar no centro da vontade de Deus não significa que não somos provados ou que não sofremos, mas significa que Deus está conosco em meio as provações e sofrimentos. 

Estamos aqui desenvolvendo três projetos, o primeiro, Deus colocou em nosso coração para atender as crianças da comunidade, que precisavam de ajuda na alfabetização, na complementação alimentar e na evangelização e discipulado. Para nos ajudar com esse projeto, Deus levantou a missionária Nalvinha (nalvinhamissionaria@hotmail.com) uma jovem solteira, pedagoga, altamente comprometida com o reino e com a sua chamada missionária. Ela nos foi enviada pela IEADERN ( Assembleia de Deus do Rio Grande do Norte), e tem se dedicado muito a essa tarefa. Iniciamos o projeto para atender 10 crianças, já que nós tínhamos que arcar com os custos com alimentação e material escolar. Mas Deus mandou mais crianças do que o esperado, hoje estamos com 58 crianças matriculadas. O nome da creche escola é PENIEL, que significa vendo Deus face a face. E vemos diariamente pequenos milagres acontecendo.


Depois de muita espera, Deus nos deu a vitória de termos nosso uniforme, na creche escola Peniel. Obrigado ao Pr. Joel Conceição (Salvador-Ba) que se envolveu nesse projeto e não parou até vê-lo concretizado. Para nós e para nossas crianças, significa muito

O preço da liberdade religiosa no Brasil

Igreja-bar em Dublin na Irlanda


João Cruzué

O Bispo sul africano Desmond Tutu disse mais no menos assim: "A liberdade  e os direitos à liberdade  podem ser perdidos por desinteresse, porque pessoas de bem geralmente não são vigilantes".  Quero aproveitar esta tarde ensolarada de domingo, para refletir um pouco sobre o preço da liberdade no Brasil. Liberdade de expressão, liberdade religiosa, liberdade de fazer escolhas, Liberdade de locomoção, liberdade de opinião, liberdade de reunião. Liberdades.

A liberdade é um dom de Deus e a falta de vigilância fez suas primeira vítimas já no Éden.  Uma mente maligna e astuta concebeu e executou seu plano sobre duas pessoas despercebidas e confiantes. Confiantes demais. Um rol de exemplos pode ser reunido às dezenas, só no Antigo Testamento bíblico.



O Centurião de Cafarnaum



As distâncias geográficas não se reproduzem no mundo espiritual, Deus ouve  orações feitas em todo e qualquer lugar e age sem limites de fronteiras.





Wilma Rejane


Essa narrativa fala de um centurião romano que implora a Jesus para que cure seu criado. Ela é intrigante por muitos motivos, especialmente se considerarmos que os evangelistas Mateus e Lucas fazem relatos diferentes sobre "Jesus e  centurião de Cafarnaum". Em Lucas lemos que a comunicação de Jesus com o centurião acontece à distância, via anciãos. Em Mateus se lê: "Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião implorando: Senhor, meu criado jaz em casa de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. Jesus disse: Eu irei curá-lo" Mt 8:5-7. Aqui o centurião parece ter estado pessoalmente com Jesus. Há contradição entre Mateus e Lucas? Não há. Marcos omite as idas e vindas dos mensageiros anciãos que serviram de interlocutores para com Jesus e resume toda história, enfatizando a essência do diálogo. 
 


Sobre centuriões romanos

No exército romano, a maior unidade era uma legião composta de 6.000 homens. Cada legião era dividida em dez coortes de 600 homens cada, e cada grupo tinha seis divisões de 100 cada. Estes foram chamados de "séculos", com um centurião sobre cada um. Um destes séculos foi posto em ou perto de Cafarnaum, e ao longo deste século, o centurião sem nome da passagem Bíblica, estava no comando pleno. Ele era o chefe romano de uma grande área, tinha  prestígio e autoridade. Até mesmo os anciãos dos judeus estavam sob sua jurisdição.

Fé e obras de um soldado romano

Me chama atenção a grande influência desse centurião entre os judeus, deveria ser um homem honrado em seu viver a ponto de conquistar muitos amigos, eu diria que era um diplomata conciliador, não poderia ser diferente: sendo romano tinha o respeito dos judeus e  apesar do importante cargo, demonstrava cultivar estreita amizade com seu criado, sinal de humildade.

Sobre ele, falam a Jesus: "Ele é digno de que faças isso, porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou sinagoga" Lucas 7:4-5

Percebam que Jesus não ficou impressionado com as grandes obras realizadas pelo centurião, Ele não disse: ooohhh como ele é importante, quantos bens tem feito nesta nação!! O que fez com que esse centurião recebesse lugar de destaque nos Evangelhos foi: ele era um homem de extraordinária fé! Isso arrancou elogios de Jesus. Se há algo que move Jesus em nossa direção é a fé que temos Nele.