O retrato do amor de um pai

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João Cruzué

Fui assistir outro dia pela enésima vez o filme Lutero. E sempre que o vejo, aprendo uma coisa nova ou descubro algo que antes não tinha prestado atenção. Desta vez, quase no final do filme, me deparei com a cena em que Lutero contava a párabola do filho pródigo para um grupo de crianças. Por que aquele pai saiu correndo para abraçar o filho? perguntou. Eu imagino que tudo mundo saiba, mas de algum modo, eu não tinha pensado nisto antes.

Quando o filho pródigo voltou, poderia ter acontecido o mesmo que certamente ocorre na maioria das grandes Igrejas evangélicas brasileiras: Nada! 


Preocupados com tantas reuniões, pregações, convenções, prioridades... Os levitas e sacerdotes de nossa época não mudaram, continuam tão religiosos quanto os personagens parábola do "Bom Samaritano". E como tem "irmãos" mais velhos em nossos dias!


Um dia depois de amanhã

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Salmo 23

João Cruzué

Esta mensagem foi escrita para você, que está passando por grandes dificuldades e diante de  tantas incertezas e más notícias parou e se perguntou: E agora, o que é que eu vou fazer amanhã? Bem, eu também já me fiz várias vezes esta pergunta, durante certo tempo de minha vida; um tempo ruim que normalmente vem na vida das pessoas - inclusive cristãs.

Se amanhã, quando você se levantar e sentir-se a pior das pessoas a ponto de desejar a morte, saiba que existe um propósito real para suas aflições. Se você ainda não é um cristão, se quiser, dobre seu joelho lá no seu quarto e peça ajuda para Jesus - o amigo das horas mais difíceis. Converse sobre seus problemas com Ele,  como se estive ao lado do seu/sua melhor amigo/a. Abra seu coração, Ele vai  ajudar-lhe.

Se você já é um cristão e Jesus tem sido o Senhor da sua vida - creia! Creia que o Senhor está trabalhando na sua vida, preparando você para receber grandes bênçãos  que ainda não sabe. Quando se levantar pela manhã, triste, desesperançado, lembre-se desta palavra de Paulo aos Filipenses: E uma coisa faço, e é que me esquecendo das coisas que para trás ficam, e olhando para as que estão adiante de mim, prossigo para o alvo, pela soberana vocação de Deus - em Cristo Jesus.

Bem vinda, Sofia!!




Wilma Rejane

Amados leitores,

Estive ausente da internet por alguns dias e por um maravilhoso motivo: acompanhar o nascimento de minha primeira netinha. Ela nasceu em 30 de Julho, às 7:30 horas, no Hospital Maternidade Marques Bastos, na cidade de Parnaíba, litoral do Piauí. Sofia é filha de nossa primogênita Joyce, casada com Jhaymesson. O casal escolheu morar no litoral, distante 330 Km de Teresina. Aproveitei esse momento para dar uma pausa em minhas atividades e desfrutar mais intensamente da família. Creio que valeu a pena e sempre valerá mudar a rotina e abrir mão de algumas coisas para dar atenção a quem amamos, afinal as pessoas são o que há de mais valioso no mundo e quando o amor se faz presente nos relacionamentos os corações vivem mais e melhor.

Crianças contêm promessas e pela fé em um Deus que nos concedeu o milagre da vida, essas promessas se realizam a medida que nascem as manhãs repletas de misericórdia e esperança. Cada momento de nossas vidas, contém promessas porque através deles plantamos sementes que brotarão em forma de futuro e como o futuro se alcança no presente, o que de melhor podemos fazer é entregar tudo o que temos e somos nas mãos do Criador. Os olhos do Pai, alcançam o que jamais poderíamos alcançar. Ele contempla o que é e o que há de vir, uma vida entregue a Jesus é como semente lançada em solo fértil: aconteça o que acontecer, o renovo chega independente da estação, para Deus não há impossíveis. Por isso, minha mais tenra oração é para que a cada dia, as famílias cultivem o relacionamento com Deus.


Blogosfera Cristã no Brasil - Pesquisa UBE






Caro blogueiro cristão, estamos trabalhando para tornar o I ENBLOGUE realidade, e um de nossos esforços é justamente mapear o perfil da blogosfera cristã, especificamente os blogs evangélicos. Visando atingir esse ousado objetivo, formulamos uma pesquisa sobre o "Perfil da Blogosfera Cristã Brasileira", e queremos convidá-lo(a) a respondê-la.

Por meio de suas respostas, tentaremos mapear e entender o perfil da blogosfera cristã e de seus blogueiros. Assim, se você é blogueiro cristão*, queremos convidá-lo a participar da pesquisa. O tratamento dos dados será realizado pela Equipe UBE. Os resultados serão divulgados no ENBLOGUE.

IMPORTANTE: RESPONDA O QUESTIONÁRIO APENAS UMA VEZ.

Reserve breves 5 minutinhos de seu precioso tempo e contribua para melhorar a blogosfera cristã, para que esta possa, ainda mais, levar pessoas ao Reino e o Reino às pessoas. A maioria das respostas é apenas para marcar xis escolher uma opção. Mamão com açúcar (risos).

  • *Obs.: a pesquisa tem como foco os blogueiros evangélicos, todavia não estamos restringindo a participação de blogueiros católicos que dela queiram participar. Todavia, algumas perguntas são dirigidas a aquele grupo, não sendo aplicável aos católicos, por exemplo. 

Jesus e a figueira estéril





Wilma Rejane

Era manhã de segunda feira, inicio da semana em que ocorreu a paixão de Cristo. Jesus e os discípulos estavam saindo de Jerusalém em direção à cidade de Betânia, à beira do caminho e ao longe, podia se avistar uma frondosa e convidativa figueira. O evangelista Marcos sobre a árvore comenta: “A figueira não tinha senão folhas, porque não era tempo de figos” Mc 11:13.

Figueiras são muito comuns na Palestina onde se pode encontrar pelo menos três espécies da planta.
- O figo precoce que amadurece no final de Junho
-O figo de verão que amadurece em Agosto
-O figo de inverno que é maior e mais escuro e também permanece na figueira por mais tempo, chegando a ser colhido, por vezes, na primavera.

Vale lembrar que na figueira, o que aparece primeiro são os frutos e depois as folhas. Portanto, e m uma figueira com muitas folhas, seria normal encontrar frutos.  Vamos examinar o que diz os Evangelhos sobre o encontro de Jesus com a figueira infrutífera:

“No dia seguinte, quando saíram de Betânia, Jesus teve fome. E vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempos de figos. Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto. E, passando pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz. Mc 11:12-20”.

Mateus descreve a passagem de forma diferente  ao  que provoca certa polêmica quanto à interpretação: “ A figueira secou imediatamente, vendo isso os discípulos, admiraram-se e exclamaram: Como secou depressa a figueira!” Mt 21:19.


Teria a figueira murchado imediatamente como afirma Mateus,  ou tempos depois de Jesus ter orado decretando sua morte como diz Marcos?   Esclarecer o tempo exato em que a figueira morre, pode ser útil, mas não é o que há de mais importante na passagem. Os céticos se prendem aos dilemas de interpretação para fundamentarem suas descrenças, desprezando o contexto.  Para o crente, contudo não é a dúvida que prevalece, mas a certeza de que o milagre aconteceu na hora e no tempo certo sendo para Deus possível todas as coisas. 

A vitória dos fracos


Jesus é a mais bela e intensa melodia para alma






Wilma Rejane


 “Davi, como nos outros dias dedilhava harpa; Saul, porém, trazia na mão sua lança” I Sm 18:14

A harpa e a lança. Esses dois instrumentos que ilustram a história dos reis  Davi e Saul, revelam naturezas distintas, antagônicas. Uma observação solitária de cada um desses instrumentos, poderá nos remeter a muitos significados. Dificilmente, porém deixaríamos de associar harpa a canções e lança a violência. Analisemos  algumas passagens do livro de I Samuel que citam “harpa e lança” ao cotidiano dos reis em questão:

“O espírito maligno, veio sobre Saul; estava ele assentado em sua casa e tinha na mão a sua lança, enquanto Davi dedilhava seu instrumento musical” I Sm 19:9

“Ouviu Saul que Davi e os homens que o acompanhavam  foram descobertos. Achando-se Saul em Gibeá, debaixo de um arvoredo, numa colina, tendo na mão a sua lança, e todos os seus servos com ele” I Sm 22:6

“...Então Saul se jogou sobre a lança de seu escudeiro e morreu. I Sm 31:4

Se enfatizarmos que Saul , movido por ódio e inveja, perseguia Davi, a introdução desses instrumentos  (harpa e lança) no contexto histórico de I Samuel,  ganha novos significados.  Saul portava lança nas mãos para onde quer que fosse porque era um homem movido pelos próprios instintos, de espírito sobressaltado e pronto para revidar com violência a quem o desagradasse.

Davi Portava lança apenas quando ia a guerra, mas era dedilhando as cordas de uma harpa que ele externava seu espírito manso e de adorador. Enquanto Saul pensava constantemente em vingança, Davi praticava o perdão. Saul é a típica representação do homem distante de Deus, Davi um “homem segundo o coração de Deus”: o que não alimentava mágoa ou qualquer outro veneno que contaminasse seu coração.

O desafio da música

Intimidade com Deus para adolescentes evangélicos

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O bom Pastor
João Batista Cruzué 

À primeira vista, o título do texto parece destoante, mas creio que ele resume bem o devocional de hoje, uma bela tarde de muito sol e muito frio na Capital dos paulistas. Há dias que leio e releio o 10º capítulo do Evangelho "de" São João, sabendo que ali há uma revelação de Deus para mim e, apesar de insistir na leitura, ainda não descobri o que seja. Tomado fora do contexto, como geralmente fazemos, o v. 10, "O ladrão não vem senão a roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância" distancia o assunto bom-pastor-porteiro-ovelhas. Contextualizando, Jesus é o bom pastor que deseja intimidade com as ovelhas atuais da sua Igreja.

Tenho 56 anos de idade e quase 40 de decisão por Cristo. Eu aceitei Jesus como Senhor da minha vida e Salvador da minha alma em 1975. E a forma como fiz isto, foi levantando meu braço, publicamente, em sinal de aceitação ao convite que fora feito pelo pastor de uma congregação da Igreja Deus é Amor. Daí, pouco tempo depois fui batizado nas águas da Represa do Guarapiranga, e não muito depois disso, batizado com o Espírito Santo na vigília da mesma Igreja no Bairro do Tucuruvi - Zona Norte de São Paulo.

Era muito religioso. Orava. Jejuava. E resistia bem aos ataques de decepção de minha mãe, profundamente enraizada na Igreja Católica. Eu sentia a presença de Deus em minha vida, mas como uma criança, Deus cuidava de mim, mas eu não sabia quem Ele era.

Prosseguindo neste assunto de intimidade,  entendo que uma pessoa religiosa concebe em sua mente a ideia de que a cura de doenças, o emprego, a promoção, a compra da casa, o carro novo, a entrada na universidade sejam objetos de oração a um Deus e Senhor cuja vontade é limitada apenas para atender as orações de um crente.

Aprendi, no entanto, que o propósito de Deus para minha vida, depois de me ter salvado é que eu cresça em entendimento e sabedoria da sua vontade para ser íntimo dele. 

Abraão tinha um entendimento de Deus aos 75 anos de idade. Mas, aos 100, seu entendimento e comunhão com Deus eram muito maiores. Dos cultos de altares e queima de animais à perfeição exigida por Deus levou uns 25 anos. 

Davi  recebeu a unção de Deus na adolescência. Quando se tornou adulto, e vivia fugindo do sogro, sabia que Deus respondia orações. Tinha confiança nisso. Nas piores situações ele não se esquecia de consultar a vontade de Deus. Depois de ser confirmado Rei em Jerusalém e em toda nação de Israel foi traído pelo sucesso e pecou. O diabo aproveitou a brecha e procurou destruir a família de Davi, e só não teve sucesso, porque ao ser repreendido pelo profeta Natã, se humilhou - apesar de Rei - e recomeçou a andar no caminho da fidelidade e intimidade com Deus.

Evangélicos no Brasil: História e Números - Especial



 

Por Wilma Rejane

Os evangélicos brasileiros formam um contingente que equivale a duas vezes e meia a população de Portugal. E os números não param de crescer. Templos gigantescos, controles de meios de comunicação, conversões em massa, representantes no Congresso Nacional.   Embora uma explosão numérica tenha acontecido nas últimas décadas, os protestantes aportaram aqui no século XVI, tempo em que os católicos portugueses mal tinham se espalhado pela costa brasileira. A colonização do Brasil, iniciada sob o impacto das disputas entre a igreja de Roma e os protestantes, reproduziu ao longo dos séculos XVI e XVII as querelas religiosas do tempo de Lutero e Calvino. Aceitos no país definitivamente apenas na época de D.João VI, os cristãos reformados chegaram em massa ao Brasil no século XIX. O protestantismo se manifestou de diversas formas até o século XX, quando surgiram os movimentos pentecostais.

Primeiros Mártires Protestantes

A presença protestante no Brasil data do período colonial (1500-1822). Os franceses que invadiram o Rio de Janeiro no século XVI, em busca do pau-brasil e de refúgio religioso, eram huguenotes, isto é, reformados de origem francesa. Foram eles que oficializaram, em 1556, o primeiro culto protestante no Brasil. Disputas religiosas que já vinham da França dividiram, no entanto a comunidade, e os protestantes foram obrigados a voltar para a Europa. Os três religiosos que resistiram à intolerância do comandante Frances Nicolau Villegaingnon foram mortos, e são considerados os primeiros mártires protestantes no Brasil.

No século seguinte, em 1624, os holandeses da Companhia das Índias Ocidentais, interessados no comércio do açúcar e outros produtos tropicais, invadiram a Bahia, eles atacaram Pernambuco em 1630 e conquistaram parte da atual Região Nordeste, onde permaneceram até 1654. Nesse período, organizaram a Igreja Cristã Reformada, que funcionava com uma estrutura administrativa similar à européia, oferecendo escola dominical e evangelização aos indígenas e africanos.

Luta Por Território

Durante o período holandês, especialmente no governo de Maurício de Nassau (1637-1644), experimentou-se pela primeira vez no Brasil um clima de tolerância religiosa. Católicos, protestantes e judeus conviviam então pacificamente. Conforme o historiador Frans Schalkwiijk, citando um pastor holandês da época, “essa liberdade era tão grande que se não achava assim em nenhum lugar”.


Com a expulsão dos holandeses, em 1654, tudo voltou ao que era antes: as congregações reformadas desapareceram da colônia, restando o estigma do protestante estrangeiro, visto como “herege invasor” pelo padre Antônio Vieira (1608- 1697), que vivia na Bahia na época da invasão flamenga. A presença sistemática do protestantismo no Brasil, só ocorreria bem depois, na primeira metade do século XIX, após a chegada da corte portuguesa, em decorrência de uma conjunção de fatores de ordem econômica e política.

A disputa pela hegemonia político-econômica na Europa dos finais do século XVIII, entre a França e a Inglaterra, provocou conseqüências para os países europeus e suas colônias. Encurralada pelo bloqueio continental, imposto por Napoleão em 1807, a Inglaterra encontrou em Portugal uma brecha para não ser asfixiada economicamente. A colônia portuguesa na América seria o escoadouro da sua produção industrial, a solução para o boicote da França. Os interesses britânicos na transferência da corte de d. João para o Brasil culminaram na assinatura, em 1810, de dois tratados: O tratado da Aliança e Amizade e o de Comércio e Navegação. O novo cenário afetaria sobremaneira o quadro religioso brasileiro, tradicionalmente dominado pelo catolicismo.


O que fazer para ser transformado?




Wilma Rejane

Essa pergunta me foi enviada através do formulário "Fale conosco" que fica no menu superior do blog.


"Oi Wilma, gostei muito do estudo "Concerto de Amor". Estou em fase de recomeço, pois havia desistido de viver, ou seja, tentado suicídio. Quero modificar meu ser e se vocês puderem me orientar, ficarei muito agradecida." Amanda Reis ( fato real, nome fictício)

O artigo que se segue foi criado a partir da pergunta da leitora e pensado como forma de auxilio para os que por ventura atravessam situação semelhante.

O que fazer para ser transformado? 

A vontade de transformação em si já externa certa mudança no ser. É quando nos inquietamos com a vida que surgem as indagações e a necessidade de respostas a nos desvendar novos caminhos. A transformação verdadeira ocorre de dentro para fora, ela faz uma reviravolta na alma que percorre lugares antes desconhecidos. E essa novidade que chega por vias espirituais só renasce quando ocorre o arrependimento, simbolizado tão perfeitamente no batismo por imersão e emersão: mergulhar e ressurgir nas águas. 

A etimologia da palavra Batismo comporta também a inteira simbologia da ação de sepultar um morto "baptizein" = mergulhar, imergir. Sepultado na imersão (mergulho nas águas) e renascido na emersão ( retornar à vida). 

"Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade, te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus." João 3:3-5 

O novo nascimento, simbolizado no batismo, é o encontro da alma com o Criador com Aquele que nos redime, limpa, perdoa, salva e liberta para uma viva esperança. Não é um encontro superficial, mas de entrega. Confiamos nossa vida ao Pai para que Ele passe a dirigir nossa vida como filhos, de fato. Herdeiros oficiais do testamento cumprido na Cruz do calvário que de forma sobrenatural traz beneficiários os que reconhecem Cristo como Salvador e Senhor. Em simbologia: recebemos um seguro através da morte e ressurreição de Cristo. O prêmio é a vida Eterna com Ele.