Wilma Rejane
Nascemos com a missão de descobrirmos quem somos, porque somos, e para onde vamos quando não mais existirmos. Nessa busca, muitos se perdem pelo caminho, entre retornos, atalhos, abismos... E muitos se encontram exatamente quando reconhecem que estão perdidos.
Olhar para o alto não deveria ser um simples gesto de contemplação do universo, mas um reconhecimento de fragilidade, de reflexão, de ânsia por conhecer o que está “por trás das cortinas” ora azuis, cinzas, em negritude com enfeites luminosos.
Nosso ser percorre eternos conflitos, entre ser, não ser, querer e poder. Entre viver e não viver, amor e ódio. Somos complexos, perplexos quando surpreendidos por atos falhos, que revelam uma natureza em desarmonia com a perfeição do Criador. E no principio, tudo era bom (Gn 1:31) por que nos corrompemos?
De mãos perfeitas, sopro de vida, espírito sem o qual jamais viveríamos, fomos formados. “Adamah”: solo, chão, pó, de onde viemos e para onde retornaremos. Amados, desde o ventre, acalentados em graça latente, paridos para o contentamento.






