Perguntas movem o mundo?!


Adão, onde estás? Gn 3:9




Wilma Rejane


Estava meditando no livro de Jó, quando parei em um versículo para ler e reler: “Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado” Jó 11:23. Jó queria saber o motivo de seu sofrimento, o que de tão grave teria feito para merecer tamanha desgraça de perder tudo que tinha e adoecer a ponto de ficar o coro e o osso. Por quê? Elifaz, Bildade, Zofar e Eliú, conhecidos como “amigos de Jó”, tentaram responder a misteriosa indagação que paira como enigma na existência humana: por quê?  Fato é que homens não conseguem responder questões Divinas, apenas Deus.  A existência humana é uma questão natural, porém vivida de forma sobrenatural: não escolhemos quando, como, onde nascer e a conta de nossos dias está guardada com Deus, Soberano , Onipotente, Onisciente e Onipresente. Além do que, nos movemos em muitas perguntas sem respostas e muitas respostas para uma só pergunta.


Quem responderia os enigmas do sofrimento de Jó? Capítulos e mais  capítulos após  Jó demonstrar inquietação quanto a seu estado de ser santo ou pecador, muitas possibilidades lançadas como dados, Deus responde a Jó: “ Depois disso, o Senhor, do meio do redemoinho respondeu a Jó” Jó 38:1. E sabem o que me chama atenção? É que Deus responde a Jó com uma série de perguntas! E agora Jó? Como conhecer os reais motivos do sofrimento? Jó não tinha respostas para os questionamentos de Deus. Quando o homem pergunta a Deus, aguarda respostas claras, e quando Deus pergunta ao homem? Ai tudo que nos resta é reconhecer que nada sabemos.  É óbvio que Deus tem todas as respostas, porém o que fica entendido em sua maneira de lidar com Jó é: não cabe a nós conhecermos os porquês de Deus, mas reconhecer que Deus é Senhor em todo o tempo. Essa foi a resposta alcançada por Jó:



“Então respondeu Jó ao Senhor, dizendo: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido . Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza.”  Jó 42:1-6


Depois das lições encontradas em Jó, sobre perguntas e respostas, fui verificar na Bíblia, em que momento da narrativa Bíblica aparece a primeira pergunta. Alguém ai já teve essa curiosidade? E descubro que o primeiro diálogo com interrogações acontece entre Eva e a serpente:

Primavera e Fé







Wilma Rejane



A""A fé e ao amor que a primavera da esperança armazena para você no céu e que você já ouviu falar na Palavra da Verdade, o Evangelho. Colossenses 1:5 , Nova versão Internacional.


É inicio de primavera, a estação do reflorescimento da flora e da fauna. No Brasil, comemora-se a Primavera austral que  tem inicio em 22 de Setembro e termina 21 de Dezembro. Moro no Nordeste do País, e nessa região, não percebemos claramente a chegada da estação, lamento! Mas no Sul e em alguns lugares do centro-oeste, é possível ver bem de perto os efeitos da nova estação:dias mais claros e longos, temperatura amena, desabrochar das flores com todas as cores e beleza. Primavera também é um bom período para o plantio, especialmente de milho e soja, a chegada da chuva ajuda a regar as plantações. 

Primavera é sinônimo de esperança, é Deus renovando o que já parecia sem vida. Li tempos atrás, uma frase que dizia: " Quando Deus criou a esperança, era inicio de primavera". Primavera é assim como um largo sorriso que expressa a felicidade da existência. 

Foi na Primavera que aconteceu a libertação dos israelitas do domínio de faraó, o nascimento de Isaac, após a promessa: "  virei a vocês na primavera e Sara conceberá" Gn 18:14. A páscoa judaica é em meados da primavera e reserva lições essenciais sobre vida e morte, prisão e libertação, enfim sobre a necessidade de renascer para uma nova esperança em Cristo Jesus, o Cordeiro de Deus sacrificado na Páscoa, primavera judaica. 

Gira o mundo






Poema: Wilma Rejane


Você pensa saber tudo
Do óbvio ao absurdo
E vem o tempo...

E surpreende
Vento forte
Derruba, prende pedaços
Em cercas de aço
E você não sabe nada
Por que a vida
É igual e diferente
É dia e noite
Verso e frente
Nem tudo se entende

Bem e mal a distância de um clique!








 Wilma Rejane


A internet chegou mudando a rotina de muitas pessoas. Somente no Brasil, já são 82,4 milhões de  usuários  e aproximadamente 2 bilhões de usuários em todo o mundo. A invenção revolucionária surgida na década de 70 e 80, serviu inicialmente de estratégia às forças armadas americanas, e foi se espalhando, crescendo quando começou a ser usada por estudantes e professores universitários. Atualmente se encontra de absolutamente tudo na internet e é possível se perder e também se achar através de um clique no mouse, de um toque na tela e de um avançado mecanismo de pesquisas que te leva a conhecer lugares nunca vistos antes em apenas alguns minutos. Milagres da tecnologia.

O problema para o usuário da rede mundial de computadores, é que bem e mal andam bem próximos de seus olhos, mente e coração.  Se os dedos passeiam rápida ou lentamente sobre um teclado, com eles as opções de escolher entre  perdição e salvação. Tudo está a distância de um clique. Esse mundo virtual é muito real, não tem como separar essa tênue linha entre abismo e terra firme. Ninguém se engane por pensar que as coisas funcionam de forma diferente apenas por estar do outro lado da tela.  Aqui mora um tremendo perigo! A internet acaba por dar vazão a vícios pecaminosos por alimentar o anonimato e com ele a mentira e toda sorte de coisas ruins que funcionam à base de máscaras.


Para o filósofo Aristóteles vicio é tudo que excede o bem, corrompendo o espírito humano. Virtude é o bem que se promove a si e a sociedade ao se fazer escolhas prudentes. Vícios em Aristóteles são também denominados de “paixões”.  Uma paixão que não diz respeito a relacionamentos amorosos, mas a vontades humanas que contradizem a ética e a virtude. É interessante que esse conceito de paixões está presente na Bíblia, ele é a vontade humana que se contrasta a vontade Divina : “ Foge outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam ao Senhor” II Tm 2:22.

A virtude de servir ao Senhor deve ser uma constante também através do uso da internet. Porém, quero aqui abrir um parêntese para destacar que muitas são as pessoas que têm caído diante das armadilhas apresentadas na rede, inclusive cristãos.  Vejo alertas constantes que atribuem às mulheres a culpa de tornar o ambiente virtual em tentação onde sensualidade e traição se tornam laços para solteiros e casados, são as “piriguetes”  que tanto ódio despertam em suas compatriotas do mesmo sexo. Paralela a essa  realidade existe uma outra de proporções igualmente drásticas:  a  dos “homens lobos” isso mesmo. Tome cuidado!

Porque o amor insiste em amar: Oséias e Gomer

Volta Ó Israel para o Teu Deus Os 14:1







Wilma Rejane


Essa história me leva às lágrimas. Como pode alguém insistir tanto em um amor não correspondido? É isso, o amor insiste quando aparentemente, não há motivos para existir. Assim é a história do profeta Oséias que recebe de Deus o conselho de casar-se com uma prostituta. Uma mulher infiel. É um relato verdadeiro, com personagens reais situados em Israel, no reinado de Jeroboão, em 750 a.C. A nação estava em declínio econômico, moral e espiritual. Embaixo de toda e qualquer sombra as pessoas prestavam culto a Baal e Astarote deuses da colheita e da fertilidade: “Eles porém não reconhecem que lhes dei o grão, o mosto, o oléo e lhe multipliquei a prata e o ouro que eles usaram para Baal” Os 2:8

Deus prosperava e sustentava Israel, mas eles não reconheciam, atribuíam o sustento a Baal. A palavra hebraica ba'al significa marido. Esse termo era usado para designar literalmente maridos e proprietários de terras. Israel, portanto, ao cultuar esses deuses, estava dizendo ser casada com eles, Israel e Baal em aliança pagã.

Através da vida do profeta Oséias, Deus estabelece uma alegoria para a nação. Israel representava a prostituta e Oséias a graça Redentora:“Vai toma uma mulher de prostituição e filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor” Os 1:2.

O dilema dos filhos de Zebedeu



               Não chame de destino as consequências de suas escolhas.



Wilma Rejane


“E Ele lhes cumpriu o seu desejo, mas enviou magreza às suas almas” Sl 106:15


Quarenta anos caminhando pelo deserto na companhia de Deus. De dia uma coluna de nuvem os guiava pelo caminho, de noite uma coluna de fogo para os iluminar. Dia e noite Deus com eles. Todos tinham um destino geográfico e espiritual  a alcançar: os territórios da promessa Divina, da aliança entre Deus e seu povo. Não apenas isso, os Israelitas precisavam aprender a fazer escolhas, discernir entre bem e mal. Voz de Deus e voz de homem. Oportunidades de prosperar e ciladas dos inimigos. Parece improvável que diante de tantas provas de amor e proteção Divinos, sinais e maravilhas, os israelitas ainda optassem por caminhos errados, escolhas desastrosas. Porém, acontecia. E por muitas vezes as escolhas erradas do povo geraram más consequências no individual e no coletivo. Temos a liberdade de escolher, o livre-arbítrio é uma capacidade que nos diferencia do restante das espécies.


Escolher, é algo possível para quem faz uso da razão, do pensamento. Homens pensam e escolhem o tempo inteiro, assim é que se constrói (ou destrói) a vida. No Éden a árvore das escolhas tinha frutos do bem e do mal. Uma árvore não pode ter dois tipos de frutos, mas aquela árvore era diferente porque representava escolhas e consequências, discernimento, compreensão entre justiça e pecado, vida e morte. A Árvore do bem e do mal é uma perfeita simbologia de nossas escolhas. Escolher é separar um entre muitos, e para cada um que se separa segue-se um conjunto de outros.


O filósofo Kant disse que nossas escolhas não apenas definem o que somos, mas o que os outros podem vir a ser. Nossas escolhas formam uma reação em cadeia. O mundo vive essa reação onde a soma das escolhas dos habitantes do planeta terra o tornam um lugar melhor ou pior de se morar. É óbvio que a vida é feita de escolhas, as fazemos naturalmente, não é mesmo?! O problema que persiste em nós, é o mesmo que persistiu com os israelitas no deserto há muito mais de três mil anos atrás: “fazemos escolhas, mas estamos prontos para lidar com as consequências do que escolhemos?” 


Há coisas que desejamos demasiadamente, colocamos nossa força e coração para alcançar, mas sequer medimos os resultados: “E Ele lhes cumpriu o seu desejo, mas enviou magreza às suas almas” Sl 106:15. A magreza chegou quando Adão escolheu ouvir Eva, quando esta escolheu ser seduzida pela serpente. Chegou quando os Israelitas escolheram um deus mudo e cego em forma de bezerro, em detrimento de um Deus vivo , amoroso e poderosos que lhes guiava pelo caminho. A magreza chegou para Davi, homem segundo o coração de Deus, que escolheu o pecado do adultério, não resistindo a tentação e encanto de Betseba. A magreza chegou para Sansão quando deu ouvidos a Dalila e a magreza chega sempre quando escolhemos o que não agrada a Deus.


Toinha dos Inhamuns - A menina que amava as palavras

LIVRO INFANTIL DE ANDREIA DE SOUSA
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Toinha dos Inhamuns - A menina do Piauí que amava as palavras"

Pastora Antonia Andrea de Sousa



Por  João Batista Cruzué*


Andréa é casada com Gerônimo de Sousa. São vizinhos da Cleo e do João Cruzué. Os Souza e os Cruzué são amigos há exatos 30 anos. Andréia se apaixonou pela Priscila, a primeira filha dos Cruzué. E orou durante muitos anos para carregar no colo o Joshua - o primeiro filho dos Souza. É dona de uma voz maravilhosa   e sempre foi apaixonada por crianças.

Este ano foi muito significativo na vida da Andréia: para nossa alegria fomos presenteados, dia 21 de agosto 2012, com seu primeiro livro de literatura infantil: "Toinha dos Inhamuns - A Menina que amava as palavras", publicado pela Giostri Editora Ltda. 

Se eu pudesse resumir em um texto esta grande realização de Andréia, escolheria dois preciosos versículos do salmo 118: Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos e alegremo-nos nele. Foi o Senhor que fez isto e é coisa maravilhosa aos nossos olhos."

O Senhor lapidou a vida de Andréia para trabalhar com crianças de uma forma especial. Ela orou por mais de 16 anos para ter seu primeiro filho. Muitos ela perdeu. Participamos de muitas de suas frustrações. Uma, eu não poderia deixar de contar. Da vizinha que certa vez olhou para ela e debochou: Eu tenho dois filhos, e você que é crente não tem nenhum. Onde está o seu Deus?

Não demorou muito para que os Sousa se alegrassem com a chegada do Joshua. E não ficou apenas no Joshua; dois anos depois veio a Rebeca para empatar com a Aline, minha segunda filha. Mas eles oraram e esperaram por mais de 16 anos, e Deus não  deixou Andreia envergonhada.

Menos palha para os tijolos




A realidade de hoje prevê que o funcionário ” dê o sangue pela empresa” ficando depois do horário, feriados, sábados e , as vezes, até domingos, trabalhando! O povo de Israel era cativo dos egípcios há  anos. Clamavam e choravam por um libertador por não agüentar mais essa opressão de trabalho imposta por seus “senhores”

No mundo de hoje também é assim: muitas vezes nosso ” chefe” é mudado no trabalho e a carga de trabalho é maior…”como o anterior era mais legal, mais gente boa…esse cara é um “crápula” ! E há uma verdade no fato de sermos mais sobrecarregados com trabalho…tenho visto bastante gente, galera jovem, que está trabalhando para crescer e ter “um lugar ao sol” , mas sendo tratados como verdadeiros escravos.

” Assim lhes amarguravam a vida com serviços pesados com o barro e com tijolos, e com todo o tipo de trabalho no campo; enfim, com todo serviço que eram forçados a fazer”.Ex 1:14

Por isso colocaram feitores sobre eles, para os oprimir com trabalhos forçados. Assim os israelitas construíram para  Faraó as cidades armazém de Pitom e Ramsés. Ramsés foi uma dinastia de faraós que marcaram a história do mundo da época. Se você for ao Museu do Cairo no Egito, perceberá como os Ramsés são venerados por seu reinado e poder político e militar que tinham.

“Então um novo rei que não havia conhecido José, levantou-se sobre o Egito”Ex 1:8

A história fala de um grande administrador que esteve no Egito durante a época da fome. Esse era José do Egito, lembra? Aquele que foi vendido por seus irmãos para uma caravana  de ismaelitas, que ia para o Egito, e ali ele foi comprado por Potifar, oficial de Faraó ( Gn37:36 ). Esse José cumpriu sua função de ” luz e sal da terra” no meio de um povo que adorava ( e adora até hoje) os mortos, sendo modelo de administração, justiça, e santidade.

Caminhos de pedras e filhos de Abraão




“ ...Até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão.” Lucas 3:8


Wilma Rejane


Fé e pedras. Caminhos que se contrastam pelas leis da física,  química, das coisas visíveis e invisíveis. João Batista, apontou para as pedras à beira do Rio Jordão e disse que delas, Deus poderia suscitar filhos de Abraão.  Do imobilismo,   palidez, frio e insensibilidade, algo novo e bom nasceria. Quem disse que pedras não podem ter coração? Que pulsa, aquece e se engradece pela força das águas que lhes toca?

Hoje acordei pensando nas pedras e de quanto elas me fizeram erguer fortalezas.  Nove anos se passaram, desde que perdi a visão do olho direito. Lembro de como minha vida foi impactada por esse acontecimento. Fui virada ao avesso, perdi tantas coisas que julgava importantes e aprendi que aquilo que não valorizava, na verdade, era de uma riqueza sem par!  Fazer uma caminhada contemplando jardins e sorrir para pessoas, abraçar quem amava (e sempre esteve próximo e por isso não percebia a falta)... por dias não pude fazer nada disso.  Caminho de pedras que se voltavam em minha direção tornando a via e a vida dolorosa.

Ajuntei pedras, arrumei-as em um canto sabendo que contaria uma nova história, desde que delas, Deus me fizera filha de Abraão. Aprendi que quando não há flores, nem sombra, nem beleza no caminho, ainda assim é possível enxergar de uma forma diferente. É possível enxergar, quando não se pode enxergar, porque os olhos dos filhos de Abraão vêm além, de eternidade em eternidade, onde somente o Espírito de Deus pode conceder esperança e certeza. Se hoje você caminha em via dolorosa, ajunte as pedras, elas podem se tornar em filhos de Abraão.