Por: João Cruzué
A primeira alma que "ganhei" para Cristo, chamava-se Dona Bela. Era
uma negra, talvez viúva, com quase uma dezena de filhos. Morava na rua
abaixo de nossa casa, no Jardim São Luís, em São Paulo. Lembro-me que
possuía muitos cachorros e muitas inimizades com a vizinhança. Como era
uma rua aonde passavam muitas crianças de volta da escola, não é
necessário dizer que a cachorrada estava sempre correndo atrás de
alguém, incentivada pelos filhos de Dona Bela.
Aconteceu assim: morrera
um filho adolescente de Dona Bela; eu, um novo convertido, desejei
falar-lhe do amor de Cristo naquela oportunidade. Não me lembro do que
falara-lhe, mas sei que fiz o grande convite à fé, e ela aceitou Jesus
levantando sua mão. Disso não me esqueço, como também que chorou, e do
beijo que deu-me no rosto, em agradecimento.
Dona Bela e suas filhas mais velhas passaram a freqüentar a mesma igreja que eu.
Entretanto, a minha alegria não durou muito. O pastor, um presbítero recem-saído das Assembléia de Deus, sempre muito sábio; contudo, não sei o porquê, maltratou a Dona Bela no culto - acho que ele percebera que ela bebia um pouco e acutilou-a indireta e abertamente.
Dona Bela e suas filhas mais velhas passaram a freqüentar a mesma igreja que eu.
Entretanto, a minha alegria não durou muito. O pastor, um presbítero recem-saído das Assembléia de Deus, sempre muito sábio; contudo, não sei o porquê, maltratou a Dona Bela no culto - acho que ele percebera que ela bebia um pouco e acutilou-a indireta e abertamente.
Eu chorei quando vi a rudeza dele com Dona Bela.
Foi a primeira vez que decepcionei-me na igreja. Afastei-me por algum tempo, mas voltei logo e mais alegre do que antes. Daí veio o batismo com o Espírito Santo, e quase toda mocidade o recebera ao mesmo tempo. Eram só alegrias. Depois vieram de novo as perseguições , acusações, os mal-entendidos e o convite para ser um obreiro na casa de Deus.
Aceitei. Um mês depois recusei o cargo.
Foi a primeira vez que decepcionei-me na igreja. Afastei-me por algum tempo, mas voltei logo e mais alegre do que antes. Daí veio o batismo com o Espírito Santo, e quase toda mocidade o recebera ao mesmo tempo. Eram só alegrias. Depois vieram de novo as perseguições , acusações, os mal-entendidos e o convite para ser um obreiro na casa de Deus.
Aceitei. Um mês depois recusei o cargo.
Com apenas
um ano de fé, achava que era muito novo. E, ao participar de certa
reunião onde uma irmã acusava o maestro do coral de se insinuar para ela
( era um mal-entendido ) aquilo foi uma coisa insuportável para mim.
Como poderia acontecer uma coisa daquelas dentro da Igreja do Senhor?
Devolvi o cargo de cooperador, e sofri as conseqüências da "vara", a
língua do pastor - o mesmo que "mexera" com Dona Bela.











