A lição dos nativos das ilhas Salomão

Princesa Kate Middleton em visita as ilhas Salomão




Wilma Rejane


Foi assistindo ao belo filme "Como estrelas na terra, toda criança é especial" que ouvi pela primeira vez a referência sobre o método utilizado pelos nativos das ilhas Salomão para derrubar árvores. É uma história curiosa e apesar de meu esforço em pesquisa para  comprovação cientifica , nada encontrei a não ser artigos repetidos dando a ideia de que se trata de mais uma lenda a circular pela internet. Em todo caso, farei uso da "lenda" para extrair lições reais. 

No filme, um professor apaixonado e dedicado, luta para desenvolver as aptidões intelectuais e emotivas de um garotinho com dislexia (Ishan de 9 anos). Uma criança mal compreendida e traumatizada pelos maus tratos verbais de seu pai que não percebe que as dificuldades do filho são de ordem patológica. Em uma das conversas com o pai de Ishan, o professor diz: "Você conhece a história dos nativos das ilhas Salomão? Quando uma árvore é de grosso caule e difícil de ser derrubada, por 30 dias os nativos se põem ao redor da árvore pronunciando maldições contra ela até que morram,sem sequer serem tocadas por um machado, apenas pela força das palavras". 

Não se preocupe que o objetivo do artigo não é convocar o leitor à pratica da confissão positiva, porque acredito que a priori vem a fé, depois a confissão, o contrário disso seria superstição. Contudo, ignorar o poder das palavras seria ignorar o mundo, afinal somos movidos a linguagem e nada foge a essa regra, mesmo no silêncio, apreendemos mensagens que nos chegam em diferentes formas: desenhos, gestos, símbolos, cores, odores, sabores, pensamentos. O mundo é linguagem onde se procura as palavras certas para viver. A história das ilhas Salomão tem sua verdade e eu não quero ser o nativo, nem a árvore.

É hora de largar o saleiro e ser o sal - Mateus 5:13



Wilma Rejane

"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido com que se há de salgar? Para nada mais serve, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens" Mateus 5:13.


Interessante perceber o quanto Jesus fez uso de metáforas para ser melhor compreendido por seus ouvintes. Como  palavras tão simples, soam tão profundas?  Elas penetram na alma como espada de dois gumes, Hebreus 4:12; "Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e as intenções do coração." E assim, com simplicidade e poder o que está escrito permanece para todo o sempre, revirando o interior do homem, provocando transformações. E quem quiser ser discipulo, deve largar o saleiro e ser ele mesmo o sal. Porque sem transformar a si mesmo, não há como transformar o mundo.


É fácil relacionarmos a fala de Jesus sobre sal e discipulo, considerando que comida sem sal é insossa, sem gosto e discipulos de Jesus devem ser notados como pessoas que fazem diferença, "salgam" os ambientes. Simples. Mas dessa parábola, podemos extrair "outros saborosos pratos" que nos servirão de alimento . Assim, prossigamos a mergulhar nos aceanos da graça Divina em busca de sal para temperar nosso espírito.


O sal

Está presente em quase todo o planeta: oceanos, nascentes, subterrâneos, vegetação. Temos sal em todos os líquidos orgânicos: lágrimas,saliva,  urina e no sangue, cujo teor é de 6,5 g de cloreto de sódio por litro. Respeitados os limites aconselhados pela profilaxia médica, o sal é-nos, assim, absolutamente indispensável, a nós e aos animais, em cujas rações também se inclui o sal.

Além de cair bem ao nosso paladar, o sal é uma necessidade vital. Sem sódio, o organismo seria incapaz de transportar nutrientes ou oxigênio, transmitir impulsos nervosos ou mover músculos – inclusive o coração.


Sal, salada, salário

De tão essencial, o direito ao sal chegou a ser garantido pelo Estado. Os romanos, apesar de não manterem monopólio sobre o sal, subsidiavam seu preço para garantir que os plebeus tivessem acesso a ele. “Sal para todos” era um lema romano. Foi nessa época que surgiu a palavra “salada”, pois havia o costume de salgar os vegetais para amenizar o amargor de alguns deles. A ausência do saleiro numa mesa romana era um sinal de inimizade.

Da mesma forma que deveria estar disponível para o cidadão comum, o sal era imprescindível para os legionários que conquistavam e mantinham o gigantesco império. Tanto que os soldados chegavam a ser pagos em sal, de onde vêm as palavras “salário”, “soldo” (pagamento em sal) e “soldado” (aquele que recebeu o pagamento em sal).

Na Bíblia

Segura minha mão, Paizinho?

E o pai se inclina para ouvir a filha: "Pai, promete não soltar minha mão?"



João Cruzué


Eu creio que para a maioria das pessoas a segunda-feira é um dia aborrecido. Principalmente, se você estiver no trânsito caótico da Capital Paulista. Mas, hoje trabalhei perto de casa, e, por isso, esta segunda não está com cara de "segunda-feira". Bem, deixando de lado este "inbroglio" de tantas segundas-feiras, um fato muito especial chamou-me a atenção no final do dia, quando eu voltava, já bem perto de casa. Subindo uma ladeira estreita, eu vi um pai passeando com sua filhinha, ainda bem pequena. Ao passar por eles, ouvi aquela menininha dizendo algo que chamou minha atenção. Ela falou assim: "Segura minha mão, paizinho."

Eu sei que Deus pode falar de várias maneiras, mas ainda não tinha visto Deus falar por uma cena como aquela. Um pai passeando com a filha, e quando ela se viu de mãozinha solta, com medo de cair ela clamou: "Segura a minha mão, paizinho."

Era um pai ainda muito joven, talvez não tivesse 20 anos. Estava todo orgulhoso, falante, era alto, mas se inclinava quase ao chão para se comunicar com palavras carinhosas àquele pingo de gente. Ela, ousada, corajosa, caminhava ladeira acima mudando os passinhos muito devagar. O carinho e a comunicação dele ao lado da filhinha, trouxe-me muita admiração. Admiração, pois não é todo dia que se vê isto por São Paulo, terra que já foi da garoa, mas que hoje é da pressa, do trânsito caótico e da falta de tempo.

Conselhos práticos e Bíblicos sobre pornografia

Salmo 101:3 Não porei coisa impura diante dos meus olhos.




Wilma Rejane

Um recente estudo realizado por Instituto Cristão de Pesquisa de Washington "Family Research Council" descreve os efeitos que o vicio em pornografia podem causar em uma família. "Assassino silencioso", assim o Dr. Pat Fagan, coordenador do trabalho, define a nocividade desse desvio de sexualidade: " A pornografia não é escapismo inofensivo, mas veneno racional e emocional que distorce os conceitos de um indivíduo em relação a natureza da relação conjugal". O estudo concluiu que o uso da pornografia gera insatisfação conjugal, infidelidade, separação e divórcio.


Um dado curioso observado no universo pesquisado foi sobre o uso da internet e sua relação com os crescentes casos de divórcio. 68% dos divorciados entrevistados relataram ter encontrado um novo amante na internet. 56% confessaram sentir interesse obssessivo por sites pornograficos e 47% gastam boa parte de seu tempo no computador, sendo que 33% desses passam tempo excessivo em salas de chat. Os homens são maioria esmagadora entre os viciados em sexo via internet. Isso é preocupante e merece atenção da sociedade. Eis alguns dos problemas enumerados pelo vicio da pornografia nas famílias, segundo o estudo:


  •  Viciados em pornografia têm maior tolerância para comportamentos sexuais anormais, agressões , promiscuidade e até mesmo estupro.
  • Homens passam a ver mulheres e até crianças como "objetos sexuais"
  •  O vicio conduz a baixa auto-estima e capacidade enfraquecida para realizar uma significativa vida social, sobretudo no que diz respeito ao trabalho.
  • Adolescentes inseridos nesse universo têm dificuldade em desenvolver vida sexual saudável.
  • Quebra de interação relacional: família, amigos, sociedade.
  • Tendências sexuais destrutivas


A chave para proteção contra os efeitos da pornografia em um lar é a promoção de afeto e apego, especialmente entre pais e filhos, marido e mulher. Pais que monitoram o uso da internet estão agindo corretamente. O Instituto cristão que realizou essa pesquisa é dedicado a promoção do casamento e da família e elaborou um documento ao governo americano pedindo para reavaliarem a proliferação da pornografia, especialmente na internet.

Atitudes a serem tomadas para cura do problema:


O Segundo Livro de Wilma Rejane: A Primavera de Sara, Para Mulheres Que Sonham.


E Sara sorriu de seu sonho... Gênesis 18:12




Por João Cruzué

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A Irmã Wilma Rejane, editora do Blog A Tenda na Rocha está com seu segundo livro no prelo, em contagem regressiva para  seu lançamento em breve. É uma excelente notícia que precisamos passar adiante. Anos atrás, alguém escreveu acertadamente que os blogs seriam oficinas de trabalho de onde sairiam no futuro uma nova geração de escritores cristãos. Este futuro já chegou. Quero deixar, a seguir, algumas repostas da Irmã Wilma sobre o processo de amadurecimento e de acontecimento de seus livros, sobre sua experiência com blogs, para minha leitura e sua também. 
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Como foi o processo de amadurecimento do primeiro livro?
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Publicar um livro era sonho antigo. Quando casei, meu esposo compilou meus poemas devidamente digitados e me presenteou com uma escrivaninha cor de rosa, junto ao presente um pedido: “Quero que prossiga escrevendo e um dia me mostre o livro de sua autoria”. Por alguns anos parei de produzir,  escrever se resumia ao trabalho jornalístico. Revivi na escrita após a conversão e creio que o livro Às Margens do Quebar,  é resultado de um sonho amadurecido durante anos e também  realização de uma promessa de Deus que sempre me falava fortemente através de Jeremias 30:2  “ Escreve num livro todas as Palavras que te tenho falado”.
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Quem foi o incentivador deste passo?
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Esse passo, na verdade, foi uma jornada. O primeiro incentivador foi Deus porque Sua Palavra é a vida, inspiração e restauração e sei que sem Ele eu não teria prosperado nessa  missão. Depois vem meu esposo Franklin, nossos filhos (Joyce e Filipi) minha mãe Dionísia, e minha irmã Vitória Régia. Depois, algumas pessoas que conheci através da internet como o pastor Marcos Sampaio, de Feira de Santana na Bahia. Esse homem foi um instrumento de Deus na minha vida, nunca o vi pessoalmente, mas cada e-mail que recebia dele chorava como criança porque era como se o próprio Deus estivesse falando comigo. Parei por alguns dias de organizar os textos para enviar a Editora, estive cansada e um pouco desanimada e ele me envia a mensagem: “Não disse para você parar, continue a obra que Deus vai te levar a muitos lugares com esse livro”. Imagine como fiquei, assustada e maravilhada. Também agradeço ao Léo Kades da Editora Oxigênio, ao Eliseu Gomes e Sammis Reachers que faziam comentários animadores no blog quando os acessos ainda eram minguados. Sammis também fez o prefácio de meu primeiro livro.
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Tenho visto  que consegue um crescimento contínuo do Blog "A Tenda na Rocha", de onde veio este nome?
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O nome do meu blog veio do livro do profeta Isaías 54: 2,3: “Amplia o lugar da tua tenda e estendam-se as cortinas das tuas habitações; não o impeças; alonga as tuas cordas, e fixa bem as tuas estacas, porque transbordarás, para a direita e para a esquerda; e a tua descendência possuirá os gentios e fará que sejam habitadas as cidades assoladas.”
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Antes do blog, cheguei a pensar em um ministério itinerante usando tenda e por isso sempre orava a Deus para que o ministério a mim confiado, de ensino da Palavra, abrigasse muitas pessoas em baixo da tenda. Isaías 54 era uma oração diária. Assim, quando meu esposo perguntou: Qual o nome de seu blog? Não pensei duas vezes, a resposta foi imediata : “A Tenda na Rocha”. A Rocha é Jesus.

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Onde estão suas sandálias?

Quando o medo quiser me abater, confiarei em Ti Senhor. Salmo 56:3



De: Marsha Brickhouse Smith
Traduzido e adaptado:WilmaRejane


O dia tinha sido longo e cansativo. Um daqueles dias em que você deseja que não tivesse acontecido.  Nada tinha dado certo. Quando cheguei em casa e fechei a porta, eu queria calar todas as preocupações e problemas acumulados.


Mais tarde naquela noite, enquanto tentava dormir, me lembro de ter pensado: "Oh, Senhor, eu sei que  estavas comigo hoje, mas foi um dia horrível! O que estou fazendo de errado?"

Finalmente o sono veio e com ele um sonho que nunca esquecerei. Eu estava em pé diante de um mar de água-marinha, rodeada pelas mais belas e altas montanhas que  já tinha visto. E de pé diante de mim era Jesus! Sua presença me trazia calma, seu olhar era de amor. Ele olhou para os meus pés descalços molhados pelas ondas e balançando a cabeça perguntou:

- Onde estão  suas sandálias, minha filha? Nunca ouvi uma voz que soava assim. A essência da voz era amor!

-Não acho que  preciso delas, Senhor.Também olhei para os meus pés descalços.


A Parábola do Beija-flor

"Ninguém pode voltar atrás e começar um novo começo, mas qualquer um pode começar hoje e fazer um novo final" 




Wilma Rejane



Foi assistindo a um documentário sobre a migração dos beija flores que o fascínio me sobreveio: “Como pode um pássaro tão pequenino carregar em si tamanha força? Como pode sobrevoar o mar por tanto tempo, sem se cansar? Que natureza é essa que sai de um lugar a outro do planeta em busca de alimento, sem se perder pelo caminho, conhecendo tão bem sobre tempo e estações? Só pode ser Deus quem guia o beija flor e faz dele um prodígio.” O coração dessa ave bate 480 vezes por minuto quando está em repouso e 1.260 vezes por minuto quando voa, isso é fantástico! É vida pulsando a mil nessa ave, de beleza rara e comportamento monogâmico. E assim, contemplando Deus na natureza, nasceu a parábola do beija flor para guardar como lição na caminhada da vida.

“ Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves.” Ct 2: 11-12

Quando passa o inverno, o beija flor migra por cerca de dois mil e quatrocentos quilômetros em busca de alimento nas flores de primavera. Seu voo alcança uma velocidade média de quarenta quilômetros por hora e ele vai sempre, sempre sobre o mar. São aproximadamente sessenta horas de voo, sem se permitir desanimar. Ele sabe o que o aguarda: flores coloridas e perfumadas, doces e amigáveis, elas são a maior fonte de energia para essas aves, certo? Nada disso, é da água que vem o ânimo do beija flor. A água é seu combustível, por isso que ele sobrevoa o mar em migração, por isso essa proximidade com a água no momento decisivo para sua sobrevivência. E quando observei esse aspecto da migração do beija-flor, logo nasceu um sermão sobre: pássaros, água e cristãos.


Como Identificar Um Psicopata






Wilma Rejane

Esse é um assunto que me intriga e acredito ser de grande relevância para a sociedade. Tive a triste oportunidade de ver bem de perto o prejuízo causado por psicopatas em algumas vidas . Em 2005, uma jovem psicopata tornou-se líder de jovens da igreja que congreguei por algum tempo, fez um estrago tremendo! Dizendo-se estudante de Fisioterapia , atuante e comunicativa, foi aos poucos conquistando a confiança de todos. Da tesouraria (valores monetários) a valores humanos, tudo foi abalado. Os data shows usados para os cultos aos sábados e que aparentemente pertenciam a família da jovem, eram alugados e a conta já estava gigantesca. Um clube que foi alugado para realização de feijoada com objetivo de angariar recursos, nunca viu “a cor” do dinheiro: Toda a arrecadação desceu “pelo ralo”. No final , os representantes da Igreja (pastor, tesoureiro) foram parar na delegacia. Caos. Tudo porque uma psicopata estava na liderança.

Eles estão entre nós, mas como identifica-los?  Existem ex-psicopatas?  Como cristã, acredito em milagres e que a cura é possível, mas para especialistas na área, os medicamentos apenas minimizam os sintomas. Selecionei alguns artigos que considerei significativoa para ajudar no tema:

Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente. No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa.

Frios, manipuladores, cruéis e destituídos de compaixão, culpa ou remorso. Utilizam-se de seu charme e de sua inteligência para impressionar, seduzir e enganar quem atravesse o seu caminho. Estão camuflados de executivos bem-sucedidos, bons políticos, bons amigos, pais e mães de família, não costumam levantar suspeitas sobre quem realmente são. Quando pensamos em um deles, logo imaginamos um sujeito violento, com aparência de assassino e que pode ser reconhecido em qualquer lugar. Não é tão simples quanto se pensa. A maioria nunca vai chegar ao extremo de cometer um assassinato e se passa por pessoa  “comum”.

Características  da Psicopatia Segundo a Associação Americana de Psiquiatria

1 - Incapacidade de adequação às normas sociais.
2 - Falta de sinceridade e tendência à manipulação.
3 - Impulsividade. Falta de planejamento prévio.
4 - Irritabilidade; agressividade
5 - Permanente negligência com a própria segurança e a dos outros.
6 - Irresponsabilidade persistente.
7 - Ausência de remorso após magoar, maltratar ou roubar outra pessoa.


Esdras, o escriba. Revelações no sétimo capitulo.



 




Wilma Rejane


A releitura do livro de Esdras falou intensamente comigo nesses últimos dias, eu precisava ouvir tudo que ouvi através da vida e ministério do escriba e sacerdote que liderou um grupo de aproximadamente cinco mil pessoas, quando do retorno dos judeus do exílio Babilônico em 457 a.C.  O movimento restaurador provocado pela liderança de Esdras, chegou até mim pelas páginas da maravilhosa Palavra de Deus, viva e eficaz!

Esdras era um ilustre desconhecido, alguém que escreve o livro de mesmo nome, mas não aparece nos primeiros capítulos da história de restauração do templo  de Jerusalém e do retorno dos judeus para sua terra natal.  Onde estava Esdras quando Zorobabel lidera o primeiro grupo de exilados, libertos e em procissão para Jerusalém?  Ele não aparece!  O templo, a grande batalha espiritual travada pela reconstrução do templo é narrada e de forma grandiosa Deus fortalece homens, abre caminhos, dirige corações de reis, na elaboração de decretos e prepara a linda Jerusalém para receber seu povo. O mesmo povo de dura cerviz que teima em errar e Deus insiste em amar. Oitenta anos aproximadamente de cativeiro, tempo suficiente para Israel se arrepender dos pecados e se voltar para Deus.

E como em todos os tempos, Deus envia seus profetas para despertar a consciência humana sobre a necessidade de mudanças, arrependimento. Os judeus foram para o cativeiro e os profetas com eles. Terra estranha, dor e sofrimento, e Deus com eles; amparando, fortalecendo. Qual de nós não viveu  cativeiros?  Não estamos sós, nem desamparados,  é Deus falando, é nossa vida sendo revirada para que nossos corações sejam transformados. O homem que não se melhora  através da dor, que nela, não se achega mais ao Senhor, não cresce, não se enriquece, antes se enfraquece. Na multidão de cativos estava Esdras,  voz Divina,   fazendo jus ao seu Nome : Esdras  do hebraico Ezra עֶזְרָא ,abreviação de עַזְרִיאֵל 'Aquele que ajuda”.