E essa menininha chamada esperança?




João Cruzué


"Clama a mim e responder-te-ei
e anunciar-te-ei coisas grandes
e firmes, que não sabes."
Jeremias 33:3.


Um dos textos que mais me comove na Bíblia é a cura da filha de Jairo registrada em Marcos capítulo cinco. Ali podemos ver duas coisas: a busca desesperada por socorro de um pai com uma causa perdida e o poder da solução de problemas que há em Cristo Jesus.

Jairo era um dos líderes da sinagoga dos Judeus em Cafarnaun. Geralmente, os líderes judeus da época eram homens preconceituosos e críticos do ministério de Jesus. Ele e seus discípulos geralmente eram homens desprezados em seu tempo, pois não se adequavam à cultura religiosa judia, porque para administrar o sagrado naquela época, a pessoa tinha que ser descendente da tribo de Levi. Jesus era de Judá, e isto já era o bastante para que não fosse respeitado.

Todavia, Jesus não era apenas um homem de palavras. Milagres e curas se faziam presentes ao seu discurso. Sabedor disso, Jairo foi procurar ajuda nesta porta. Seu desespero era tão grande, por causa da filha que estava morrendo, que ao chegar perto de Jesus esqueceu sua posição e simplesmente ajoelhou-se aos pés do Mestre.

Esqueceu posição, preconceito e olhares críticos. A Bíblia relata que Jairo ajoelhou-se e rogava muito a Jesus que fosse até sua casa e impusesse as mãos na filha para que sarasse e vivesse. No meio do caminho a pior notícia: Não incomodes mais o Mestre, a tua filha está morta. E aqui vem a melhor lição desta mensagem: Jesus é solução dos problemas insolúveis. Jairo sentiu o peso daquela notícia ruim. Estava tudo acabado.

Tudo acabado - nada! Disse Jesus para Jairo: Não temas, crê somente.

Porque escolho crer - Devocional sobre fé.

Se Deus  veste a erva do campo, não vos vestirá muito mais a vós? Mateus 6:30




Wilma Rejane


Essa semana vivi uma série de novos acontecimentos que me inspiraram a escrever esse artigo. Não é um tratado teológico sobre fé e milagres, mas é um modo de tornar pública minha gratidão a Deus por operar maravilhas através da oração. De animar o leitor a escolher acreditar, mesmo quando tudo parece conspirar para o pior dos desfechos. É justo nessa hora que precisamos pegar uma via solitária onde apenas dois passos aparecem na areia, porque Jesus nos carrega nos braços. A fé é um caminho alto, acima dos abismos do mundo, se eleva a medida que se aprofunda, exalta na medida em que nos humilhamos. A fé é o homem barro, voltando ao barro por reconhecer que necessita de um vento, uma brisa que ajunte os cacos, os grãos, a se moldar nas mãos do Criador. Fé é, porque vê o futuro no presente, porque diz  sim quando todos dizem não e  pode dizer não quando todos afirmam que sim. Fé não se explica porque faz o inexplicável.


“Não se atemorize seu coração ao ouvir más notícias, que seu coração esteja firme, confiando no Senhor” Salmo 112:7


A fé é como um manancial no deserto, é como uma fonte de água amarga se transformando em água doce, é como um dia bom e alegre em um dia mau. E o que é um dia mau senão aquele que começa com más notícias? Primeiro recebo a notícia de um parente  em coma e as pessoas já chorando e se lamentando como se a morte estivesse à porta com a chave na fechadura, na metade da volta necessária para abrir. Era o pai de meus dois lindos sobrinhos Juan e Samuel. Depois, meu genro sofre uma batida, um fiat se chocando com um ônibus e o motorista do Fiat (no caso meu genro) sem carteira de motorista e a documentação toda irregular. Esse é o parágrafo das más notícias.

Orando a Deus pelas duas situações, falei que escolheria crer, porque sabia que a medida do milagre era a impossibilidade e que a diferença entre os que crêm e os que não crêm era que enquanto um murmurava o outro orava e acreditava.


Sobre meu cunhado que estava em coma, ele está prestes a receber alta. Seus planos para quando sair do hospital? Voltar a Igreja, onde aceitou e confessou Jesus anos atrás sob o discipulado meu e do Franklin. Enquanto todos diziam que Rômulo iria morrer, eu continuava orando, acreditando e testemunhando antecipadamente que Deus tinha algo de novo a fazer na vida dele, a enfermidade não era para morte, mas para vida.

Liberdade provisória de missionários brasileiros é concedida com auxílio da ANAJURE.

Habeas Corpus foi concedido com instrução jurídica da entidade, juntamente com a RLP e a Advocates International, em associação com corpo de advogados senegaleses contratados pela APMT-IPB.
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Foi concedida em  5 de abril, por volta das 7h30 da manhã a liberdade provisória dos missionários brasileiros José Dilson da Silva e Zeneide Moreira Novais que estavam detidos em uma prisão na cidade de Thiès, no Senegal. O Alvará de soltura foi cumprido pelas autoridades da Casa de Detenção e Correção de Thiès às 16:10 de Brasília. No Habeas corpus, julgado pela Corte de Apelação de Dakar – Tribunal de segunda instância da justiça senegalesa –, foi concedida a liberdade provisória para os missionários, sendo que no prazo de 30 dias acontecerá o julgamento definitivo do processo que tramita no Tribunal de primeira instância da cidade de Thiés. A ação teve a participação decisiva da Associação Nacional de Juristas Evangélicos – ANAJURE, que instruiu e forneceu documentação necessária ao advogado local, Dr. Mbaye Dieng, designado pela APMT – Agência Presbiteriana de Missões Transculturais – autarquida da Igreja Presbiteriana do Brasil – para cuidar do caso.

A ANAJURE foi acionada pelo presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil reverendo Roberto Brasileiro da Silva, que solicitou apoio jurídico total para a libertação dos missionários. Em conjunto com a Religious Liberty Partnership, entidade que reúne organizações jurídicas do meio cristão internacional, com a Advocates International, que atua no meio jurídico internacional em defesa das causas cristãs, e com a própria APMT – que já cuidava do caso desde a detenção dos missionários, com assistência médica, psicológica, financeira e jurídica – a ANAJURE efetivou contatos com familiares e providenciou os meios jurídicos necessários para a libertação dos brasileiros.


José Dilson e Zeneide cumprirão a partir de agora os ritos obrigatórios decorrentes de sua liberdade provisória, como se apresentar todos os dias na prisão de Thiès. A partir desse momento, um advogado cristão senegalês nomeado pela ANAJURE, Dr. Sylva Brice Magna, estará fazendo o acompanhamento processual do caso no país africano juntamente com o os demais advogados contratados pela APMT, em uma somatória de esforços na defesa dos missionários.Missionário engajado na causa dos pobres, necessitados e crianças na África, José Dílson criou a Escola ABC, que apoia e beneficia centenas de famílias através da educação de seus filhos. A escola tem atualmente 200 alunos inscritos, da pré-escola até o quarto ano, que recebem diariamente alimentação, e são inseridos socialmente por meio do esporte, na forma de escolinhas de futebol em Dakar. Também por meio do projeto Obadias, fundou um orfanato-escola para meninos em situação de abandono social. O projeto contribui decisivamente para o desenvolvimento humano e social de menores que viviam nas ruas do Senegal, oferecendo abrigo, alimentação e ensino.

Atuando em um país no qual 95% da população é muçulmana, os missionários brasileiros foram presos após a queixa do pai de um dos jovens apoiados pelo projeto desenvolvido no Senegal, descontente de ver o filho tornar-se cristão. Segundo ele, seu filho passou a recusar participar dos rituais religiosos do islamismo.Os missionários estavam presos desde novembro de 2012. Na prisão, se depararam com condições desumanas de encarceramento: superlotação, falta de ventilação, falta de higiene, presença de ratos e baratas, entre outras coisas. Os espaço para os dois era um pequeno colchão estendido no chão.
Os missionários foram pegos de surpresa com a ordem de prisão e foram obrigados a assinarem documentos cujo conteúdo não puderam conhecer. As acusações, de formação de quadrilha, exploração de menores, desvio de menores,  revelaram-se posteriormente pela próprias autoridades locais como infundadas.

Os próximos passos na atuação da ANAJURE em favor dos missionários são o acompanhamento processual, a instrução do processo com provas da inocência e a regulamentação e assistência jurídica completa ao Projeto Obadias, tudo isso em parceria com a APMT e as demais entidades envolvidas.

Pelos vales da sombra da morte e da vida

Quem tem um porque enfrenta qualquer como - Viktor Frankl




Traduzido e adaptado
Por: Wilma Rejane


O rei Davi escreveu no Salmo 23 sobre sua passagem pelo vale da  "sombra da morte". Esta é provavelmente uma metáfora para as provações da vida em geral, ainda que também se aplica a uma pessoa que enfrenta sua própria morte ou a morte de um ente querido. Nesta vida enfrentamos provações.Estamos constantemente expostos a uma série de  pressões. No entanto, podemos utilizar  várias estratégias para diminuir os efeitos de uma tensa carga emocional. Aqui estão alguns passos eficazes:

•Aprenda com  as provações e sofrimentos, eles podem nos ajudar a adquirir novas habilidades. Jesus Cristo aprendeu pelas circunstâncias difíceis e experiências (Hebreus 5:8), e nós também podemos.

• Conte suas bênçãos. Quando nos concentramos na dor, muitas vezes nos esquecemos de como a vida tem sido boa para nós. Paulo disse que devemos ser sempre gratos (Filipenses 4:6). Ele também explicou que o resultado de dar graças é uma "paz que excede todo entendimento" (vers. 7).

• Não seja um prisioneiro de seu sofrimento, isso pode causar paralisia emocional. Precisamos permanecer ativos porque a inatividade é devastadora. Dr. Paul Brand, um especialista sobre o tema da dor, disse: "Quando eu confronto dor intensa, procuro atividades que irão me absorver totalmente  mentalmente ou fisicamente, eu descobri que a distração consciente e a disciplina da atividade podem ser ferramentas úteis no combate à dor "(Paul Brand e Philip Yancey, O presente que  Ninguém Quer, 1993, p. 254).

Escravos de orelhas furadas

Aquele pois que o filho libertar, verdadeiramente será livre João 8:36


Wilma Rejane


No antigo Israel, os escravos hebreus, pagavam suas dívidas através do trabalho. A força, os sonhos, toda a vida era dedicada ao seu senhor. Em Êxodo, vemos uma determinação divina para que os escravos fossem libertos no sétimo ano de serviço: "Quando você adquirir um escravo hebreu, ele servirá seis anos; no sétimo ano ele sairá livre, sem pagamento." (Êxodo 21:2). O regime de escravidão no mundo hebreu, existia por dois principais motivos: pobreza extrema e dívidas.

Alguns escravos se apegavam tanto a seus senhores que poderiam optar por voluntariamente se entregarem como escravos daqueles senhores até o final de suas vidas, sem volta para a liberdade. Como um sinal da entrega, esses escravos furavam a orelha."Então, o seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre", Êxodo 21:6. Escravos de orelha furada simbolizavam uma união de serviço e amor.

Um detalhe, é que escravos hebreus nunca eram chamados de escravos, mas servos. Escravos, sem direito a liberdade eram os não-judeus, especialmente os cananeus. Não se sabe ao certo porque as leis de escravidão eram mais rígidas para estrangeiros, o certo é que tanto judeus, como não judeus, falharam gravemente no modo de tratar seus servos e escravos. No livro do profeta Jeremias (Capitulo 34) Deus adverte: "Vós resistis em libertar seus servos".

O mundo físico e espiritual também forma seus escravos e resiste em libertá-los e Deus nos convida através de Seu Filho Jesus a sermos servos. Esta servidão é o oposto da escravidão que exaure as forças humanas em causa alheia. Entregamos-nos a Jesus, como Senhor porque Ele pagou nossas dívidas, nos tornando livres do opressor. Este é o que oprime em carga de culpa e infelicidade, aprisionando a alma em serviço de delito a liberdade. Jesus é a nossa liberdade. Não precisamos realizar grandes obras, ajuntar exorbitantes quantias, nos esmerar em ser o melhor ou o mais  belo. O mérito dessa liberdade não é nosso, mas de Deus.


A lição dos nativos das ilhas Salomão

Princesa Kate Middleton em visita as ilhas Salomão




Wilma Rejane


Foi assistindo ao belo filme "Como estrelas na terra, toda criança é especial" que ouvi pela primeira vez a referência sobre o método utilizado pelos nativos das ilhas Salomão para derrubar árvores. É uma história curiosa e apesar de meu esforço em pesquisa para  comprovação cientifica , nada encontrei a não ser artigos repetidos dando a ideia de que se trata de mais uma lenda a circular pela internet. Em todo caso, farei uso da "lenda" para extrair lições reais. 

No filme, um professor apaixonado e dedicado, luta para desenvolver as aptidões intelectuais e emotivas de um garotinho com dislexia (Ishan de 9 anos). Uma criança mal compreendida e traumatizada pelos maus tratos verbais de seu pai que não percebe que as dificuldades do filho são de ordem patológica. Em uma das conversas com o pai de Ishan, o professor diz: "Você conhece a história dos nativos das ilhas Salomão? Quando uma árvore é de grosso caule e difícil de ser derrubada, por 30 dias os nativos se põem ao redor da árvore pronunciando maldições contra ela até que morram,sem sequer serem tocadas por um machado, apenas pela força das palavras". 

Não se preocupe que o objetivo do artigo não é convocar o leitor à pratica da confissão positiva, porque acredito que a priori vem a fé, depois a confissão, o contrário disso seria superstição. Contudo, ignorar o poder das palavras seria ignorar o mundo, afinal somos movidos a linguagem e nada foge a essa regra, mesmo no silêncio, apreendemos mensagens que nos chegam em diferentes formas: desenhos, gestos, símbolos, cores, odores, sabores, pensamentos. O mundo é linguagem onde se procura as palavras certas para viver. A história das ilhas Salomão tem sua verdade e eu não quero ser o nativo, nem a árvore.

É hora de largar o saleiro e ser o sal - Mateus 5:13



Wilma Rejane

"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido com que se há de salgar? Para nada mais serve, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens" Mateus 5:13.


Interessante perceber o quanto Jesus fez uso de metáforas para ser melhor compreendido por seus ouvintes. Como  palavras tão simples, soam tão profundas?  Elas penetram na alma como espada de dois gumes, Hebreus 4:12; "Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e as intenções do coração." E assim, com simplicidade e poder o que está escrito permanece para todo o sempre, revirando o interior do homem, provocando transformações. E quem quiser ser discipulo, deve largar o saleiro e ser ele mesmo o sal. Porque sem transformar a si mesmo, não há como transformar o mundo.


É fácil relacionarmos a fala de Jesus sobre sal e discipulo, considerando que comida sem sal é insossa, sem gosto e discipulos de Jesus devem ser notados como pessoas que fazem diferença, "salgam" os ambientes. Simples. Mas dessa parábola, podemos extrair "outros saborosos pratos" que nos servirão de alimento . Assim, prossigamos a mergulhar nos aceanos da graça Divina em busca de sal para temperar nosso espírito.


O sal

Está presente em quase todo o planeta: oceanos, nascentes, subterrâneos, vegetação. Temos sal em todos os líquidos orgânicos: lágrimas,saliva,  urina e no sangue, cujo teor é de 6,5 g de cloreto de sódio por litro. Respeitados os limites aconselhados pela profilaxia médica, o sal é-nos, assim, absolutamente indispensável, a nós e aos animais, em cujas rações também se inclui o sal.

Além de cair bem ao nosso paladar, o sal é uma necessidade vital. Sem sódio, o organismo seria incapaz de transportar nutrientes ou oxigênio, transmitir impulsos nervosos ou mover músculos – inclusive o coração.


Sal, salada, salário

De tão essencial, o direito ao sal chegou a ser garantido pelo Estado. Os romanos, apesar de não manterem monopólio sobre o sal, subsidiavam seu preço para garantir que os plebeus tivessem acesso a ele. “Sal para todos” era um lema romano. Foi nessa época que surgiu a palavra “salada”, pois havia o costume de salgar os vegetais para amenizar o amargor de alguns deles. A ausência do saleiro numa mesa romana era um sinal de inimizade.

Da mesma forma que deveria estar disponível para o cidadão comum, o sal era imprescindível para os legionários que conquistavam e mantinham o gigantesco império. Tanto que os soldados chegavam a ser pagos em sal, de onde vêm as palavras “salário”, “soldo” (pagamento em sal) e “soldado” (aquele que recebeu o pagamento em sal).

Na Bíblia

Segura minha mão, Paizinho?

E o pai se inclina para ouvir a filha: "Pai, promete não soltar minha mão?"



João Cruzué


Eu creio que para a maioria das pessoas a segunda-feira é um dia aborrecido. Principalmente, se você estiver no trânsito caótico da Capital Paulista. Mas, hoje trabalhei perto de casa, e, por isso, esta segunda não está com cara de "segunda-feira". Bem, deixando de lado este "inbroglio" de tantas segundas-feiras, um fato muito especial chamou-me a atenção no final do dia, quando eu voltava, já bem perto de casa. Subindo uma ladeira estreita, eu vi um pai passeando com sua filhinha, ainda bem pequena. Ao passar por eles, ouvi aquela menininha dizendo algo que chamou minha atenção. Ela falou assim: "Segura minha mão, paizinho."

Eu sei que Deus pode falar de várias maneiras, mas ainda não tinha visto Deus falar por uma cena como aquela. Um pai passeando com a filha, e quando ela se viu de mãozinha solta, com medo de cair ela clamou: "Segura a minha mão, paizinho."

Era um pai ainda muito joven, talvez não tivesse 20 anos. Estava todo orgulhoso, falante, era alto, mas se inclinava quase ao chão para se comunicar com palavras carinhosas àquele pingo de gente. Ela, ousada, corajosa, caminhava ladeira acima mudando os passinhos muito devagar. O carinho e a comunicação dele ao lado da filhinha, trouxe-me muita admiração. Admiração, pois não é todo dia que se vê isto por São Paulo, terra que já foi da garoa, mas que hoje é da pressa, do trânsito caótico e da falta de tempo.

Conselhos práticos e Bíblicos sobre pornografia

Salmo 101:3 Não porei coisa impura diante dos meus olhos.




Wilma Rejane

Um recente estudo realizado por Instituto Cristão de Pesquisa de Washington "Family Research Council" descreve os efeitos que o vicio em pornografia podem causar em uma família. "Assassino silencioso", assim o Dr. Pat Fagan, coordenador do trabalho, define a nocividade desse desvio de sexualidade: " A pornografia não é escapismo inofensivo, mas veneno racional e emocional que distorce os conceitos de um indivíduo em relação a natureza da relação conjugal". O estudo concluiu que o uso da pornografia gera insatisfação conjugal, infidelidade, separação e divórcio.


Um dado curioso observado no universo pesquisado foi sobre o uso da internet e sua relação com os crescentes casos de divórcio. 68% dos divorciados entrevistados relataram ter encontrado um novo amante na internet. 56% confessaram sentir interesse obssessivo por sites pornograficos e 47% gastam boa parte de seu tempo no computador, sendo que 33% desses passam tempo excessivo em salas de chat. Os homens são maioria esmagadora entre os viciados em sexo via internet. Isso é preocupante e merece atenção da sociedade. Eis alguns dos problemas enumerados pelo vicio da pornografia nas famílias, segundo o estudo:


  •  Viciados em pornografia têm maior tolerância para comportamentos sexuais anormais, agressões , promiscuidade e até mesmo estupro.
  • Homens passam a ver mulheres e até crianças como "objetos sexuais"
  •  O vicio conduz a baixa auto-estima e capacidade enfraquecida para realizar uma significativa vida social, sobretudo no que diz respeito ao trabalho.
  • Adolescentes inseridos nesse universo têm dificuldade em desenvolver vida sexual saudável.
  • Quebra de interação relacional: família, amigos, sociedade.
  • Tendências sexuais destrutivas


A chave para proteção contra os efeitos da pornografia em um lar é a promoção de afeto e apego, especialmente entre pais e filhos, marido e mulher. Pais que monitoram o uso da internet estão agindo corretamente. O Instituto cristão que realizou essa pesquisa é dedicado a promoção do casamento e da família e elaborou um documento ao governo americano pedindo para reavaliarem a proliferação da pornografia, especialmente na internet.

Atitudes a serem tomadas para cura do problema: