Observando pássaros e corvos -Mateus 6:26






Wilma Rejane


"Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?" Mateus 6:26

São cinco e meia da manhã e como de costume, pássaros em bandos cantam e saltitam nas árvores do quintal e do jardim. Eles bibicam acerolas e goiabas. Brincam entre si, voam alto como quem se despede e depois retornam festejando não apenas a alegria de encontrarem comida ao ar livre, mas o raiar de mais um dia que os saúda com provisão. Olho para eles e percebo a beleza do louvor. Por mais longa e escura que tenha sido a noite, por mais que perigos e açoites os assombre e eles indefesos se recolham em algum abrigo, todas as manhãs, lá estão cantando e louvando a criação.

Cantai ao Senhor com ações de graças; entoai louvores, ao som da harpa, ao nosso Deus, que cobre de nuvens os céus, prepara a chuva para a terra, faz brotar nos montes a erva e dá o alimento aos animais e aos filhos dos corvos, quando clamam. Salmo 147:7-9

Corvos clamam  por comida e são ouvidos, pássaros cantam porque Deus não os abandona, e homens acordam ansiosos pensando: e o dia de hoje, como será? Muitos nem lembram de orar e de louvar, mas lamentam o que se perdeu, o que não se tem, ignorando o sentido da palavra gratidão que  constrange a agradecer até pelo menor pedaço de pão. E pássaros e corvos, cabem na palma de nossa mão. Ó Deus, quanta amargura e impiedade existe em nossos corações que desconhecem virem de Ti as mais belas canções de amor e provisão.

Comissão de Direitos Humanos e Minorias sob os holofotes do Brasil

Não se conforme, mas se deixe transformar por Deus Romanos 12:2




Wilma Rejane



Não podemos nos omitir nessa hora tão decisiva, em que uma clara batalha espiritual acontece no País. Na época em que Adolf Hitler subiu ao poder para liderar a Alemanha entre 1939 a 1945,  a igreja cristã não protestou de forma veemente contra a ideologia nazista. Pelo contrário, mais foram  os lideres religiosos que se aliaram ao governo ditatorial de Hitler, do que os que o combateram. Sei que a comparação pode soar radical, porém, o cenário formado no Brasil hoje, em relação ao movimento LGBTs é semelhante e merece toda nossa atenção, orações e protestos. Pasmem, temos atualmente grande parcela da Igreja brasileira aliada à causa da homossexualidade.  Não podemos  emudecer, sendo apenas um eco sufocado, apresentado em forma de sombras vindas do fundo de um abismo. Segundo a Bíblia, o abismo é a condenação, o mal. Segundo a Filosofia, o abismo é a ignorância. Nem um nem outro representa, ou pelo menos não deveria representar,  o pensamento do cristianismo.

Por mais que não concordemos com a pratica doutrinária de alguns pastores, e no caso mais especifico e contextualizado para esse artigo, faço referências as práticas do Pastor Marcos Feliciano, o que nos compete nessa batalha arrolados movimento LGBTs e Comissão de Direitos Humanos e Minorias, é examinar o que seria melhor para o Brasil, segundo a Palavra de Deus. O melhor no momento é a permanência de Marcos Feliciano no cargo. Não se trata de medir forças entre religiões ou partidos políticos, mas pelo destino humano salvaguardados os valores éticos e morais da sociedade, apregoados inclusive, na Constituição Federal. E se por uma vertente, essa constituição defende os direitos das minorias, por uma outra vertente bem mais abrangente declara a laicidade do Estado, não podendo destituir representantes públicos, de qualquer que seja o cargo, baseando-se na religião. Feliciano está sendo atacado por ser cristão e transmitir a posição Bíblica em relação a homossexualidade. Tudo o mais é pretexto de quem nutre favorecimento a pratica de relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Fonte de Giom, uma analogia sobre descansar em Deus.

Por muitos anos carreguei baldes de água, até encontrar A Fonte


Wilma Rejane


Descobrir sobre o funcionamento da fonte de Giom, foi animador. Nunca tinha parado para meditar sobre ela, mesmo porque, foi estudando sobre Siloé, que me deparei com Giom, também conhecida como "Fonte das virgens": " A porta da fonte, junto ao muro do viveiro de Siloé, ao pé do jardim do rei, mesmo até os degraus que descem a cidade de Davi" Neemias 3:15.

Um detalhe escondido em um relatório sobre a restauração das portas de Jerusalém, foi capaz de restaurar também meu ânimo. A fonte citada no verso,fornecia água para uma outra chamada Siloé, por onde a água ainda corre constantemente, pura e por vários lugares de Jerusalém: vale de Cedrom, leste da cidade, aldeia de Siloé e redondezas.

Giom é também o nome de um dos rios que passava no Jardim do Éden, conforme Gênesis 2:13 "E o nome do segundo rio é Giom". Perdeu-se a referência original desse Giom. Os judeus, porém, deram o mesmo nome as águas puras e constantes que brotam da fonte considerada vital para toda a região. Em Giom, bebia o exército do rei Davi, ás águas da fonte banhavam o jardim do palácio do rei,  repleto de flores e pomares.


O mordomo mor e a Rainha Candace na estrada deserta de Gaza.

Entendes tu o que lês? Atos 8:30



Wilma Rejane


E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta. E levantou-se, e foi; e eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a Jerusalém para adoração, regressava e assentado em seu carro lia o livro do profeta Isaías Atos 8:26-27.

A história do eunuco mor e da rainha de Candance é maravilhosa . Eles eram gentios, estavam em Jerusalém para adorar o Deus dos judeus e voltavam para casa por um caminho em Gaza, uma estrada deserta e pouco trafegada. Existem algumas perguntas que poderíamos fazer considerando todo o contexto: Por que esses influentes etíopes retornavam a Africa por um caminho deserto? Porque vieram de tão distante para reverenciar O Deus de Israel? Quem era essa rainha e esse mordomo-mor?

Alguns historiadores tiveram a preocupação de recolher dados significativos sobre esses dois personagens. Candace era uma denominação dada para as rainhas mães no reino de Kush, ou Cão. Um clássico escritor romano (Calistenes) deixou registrada sua admiração pelas Candaces. Segundo ele, elas eram mulheres fortes e de uma sabedoria ímpar. Ele cita o diálogo de uma Candace com Alexandre o Grande que teria sido proibido de entrar na Etiópia sob a advertência:" Não menospreze nosso povo, nossa cor, porque nossas almas são tão brancas e brilhantes quanto o branco que há em você".

Dizem que após conhecer (de longe) a defesa formidável e o treinamento dos soldados de Candace, Alexandre teria desistido de enfrentar esse povo, perder a guerra para uma general mulher, seria vergonhoso. Estrabão, em seu relatório sobre o confronto militar entre romanos e etíopes, descreve uma Candace como a maior estrategista militar que já havia visto.



 "Não menospreze nosso povo, nossa cor, porque nossas almas são tão brancas e brilhantes quanto o branco que há em você" Rainha Candace


Sobre o mordomo-mor, ele era um oficial da corte, negro e castrado (eunuco). Um etíope interessado e estudioso das escritura que parecia ter voltado de Jerusalém, incomodado com a passagem do livro de Isaías sobre o Cordeiro mudo levado ao matadouro (Isaías 53:7-8). As leituras nas sinagogas e templo, nessa época, eram feitas em voz alta, e os pergaminhos do profeta Isaías que anunciam a vinda do Messias, deve ter sido centro de alguma pregação ouvida pelo eunuco que foi pelo caminho repetindo a passagem de Isaías e lendo-a vez por outra em seu pergaminho.

A rainha da Etiópia e seu mordomo, tiveram que viajar cerca de 200 quilômetros para chegar até Jerusalém, a presença de judeus etíopes na cidade era comum, pois haviam adquirido certa influência, a Etiópia havia se tornado o primeiro centro de culto monoteísta do continente africano e tão fantástico foi o encontro do eunuco com o Evangelista Felipe, que escritores antigos como Jerônimo, contam ter sido o mordomo-mor de Candace um dedicado discípulo de Jesus, tendo apregoado o Evangelho na Arábia Felia e nas proximidades do Mar Vermelho chamada Caprobano (alguns chamam celião), onde supõe-se ter sofrido martírio pelo testemunho. O cristianismo foi reavivado como religião oficial na Etiópia no século IV, de 1644 a 1974 com a queda do imperador Haile Sellasie em 1974.

E essa menininha chamada esperança?




João Cruzué


"Clama a mim e responder-te-ei
e anunciar-te-ei coisas grandes
e firmes, que não sabes."
Jeremias 33:3.


Um dos textos que mais me comove na Bíblia é a cura da filha de Jairo registrada em Marcos capítulo cinco. Ali podemos ver duas coisas: a busca desesperada por socorro de um pai com uma causa perdida e o poder da solução de problemas que há em Cristo Jesus.

Jairo era um dos líderes da sinagoga dos Judeus em Cafarnaun. Geralmente, os líderes judeus da época eram homens preconceituosos e críticos do ministério de Jesus. Ele e seus discípulos geralmente eram homens desprezados em seu tempo, pois não se adequavam à cultura religiosa judia, porque para administrar o sagrado naquela época, a pessoa tinha que ser descendente da tribo de Levi. Jesus era de Judá, e isto já era o bastante para que não fosse respeitado.

Todavia, Jesus não era apenas um homem de palavras. Milagres e curas se faziam presentes ao seu discurso. Sabedor disso, Jairo foi procurar ajuda nesta porta. Seu desespero era tão grande, por causa da filha que estava morrendo, que ao chegar perto de Jesus esqueceu sua posição e simplesmente ajoelhou-se aos pés do Mestre.

Esqueceu posição, preconceito e olhares críticos. A Bíblia relata que Jairo ajoelhou-se e rogava muito a Jesus que fosse até sua casa e impusesse as mãos na filha para que sarasse e vivesse. No meio do caminho a pior notícia: Não incomodes mais o Mestre, a tua filha está morta. E aqui vem a melhor lição desta mensagem: Jesus é solução dos problemas insolúveis. Jairo sentiu o peso daquela notícia ruim. Estava tudo acabado.

Tudo acabado - nada! Disse Jesus para Jairo: Não temas, crê somente.

Porque escolho crer - Devocional sobre fé.

Se Deus  veste a erva do campo, não vos vestirá muito mais a vós? Mateus 6:30




Wilma Rejane


Essa semana vivi uma série de novos acontecimentos que me inspiraram a escrever esse artigo. Não é um tratado teológico sobre fé e milagres, mas é um modo de tornar pública minha gratidão a Deus por operar maravilhas através da oração. De animar o leitor a escolher acreditar, mesmo quando tudo parece conspirar para o pior dos desfechos. É justo nessa hora que precisamos pegar uma via solitária onde apenas dois passos aparecem na areia, porque Jesus nos carrega nos braços. A fé é um caminho alto, acima dos abismos do mundo, se eleva a medida que se aprofunda, exalta na medida em que nos humilhamos. A fé é o homem barro, voltando ao barro por reconhecer que necessita de um vento, uma brisa que ajunte os cacos, os grãos, a se moldar nas mãos do Criador. Fé é, porque vê o futuro no presente, porque diz  sim quando todos dizem não e  pode dizer não quando todos afirmam que sim. Fé não se explica porque faz o inexplicável.


“Não se atemorize seu coração ao ouvir más notícias, que seu coração esteja firme, confiando no Senhor” Salmo 112:7


A fé é como um manancial no deserto, é como uma fonte de água amarga se transformando em água doce, é como um dia bom e alegre em um dia mau. E o que é um dia mau senão aquele que começa com más notícias? Primeiro recebo a notícia de um parente  em coma e as pessoas já chorando e se lamentando como se a morte estivesse à porta com a chave na fechadura, na metade da volta necessária para abrir. Era o pai de meus dois lindos sobrinhos Juan e Samuel. Depois, meu genro sofre uma batida, um fiat se chocando com um ônibus e o motorista do Fiat (no caso meu genro) sem carteira de motorista e a documentação toda irregular. Esse é o parágrafo das más notícias.

Orando a Deus pelas duas situações, falei que escolheria crer, porque sabia que a medida do milagre era a impossibilidade e que a diferença entre os que crêm e os que não crêm era que enquanto um murmurava o outro orava e acreditava.


Sobre meu cunhado que estava em coma, ele está prestes a receber alta. Seus planos para quando sair do hospital? Voltar a Igreja, onde aceitou e confessou Jesus anos atrás sob o discipulado meu e do Franklin. Enquanto todos diziam que Rômulo iria morrer, eu continuava orando, acreditando e testemunhando antecipadamente que Deus tinha algo de novo a fazer na vida dele, a enfermidade não era para morte, mas para vida.

Liberdade provisória de missionários brasileiros é concedida com auxílio da ANAJURE.

Habeas Corpus foi concedido com instrução jurídica da entidade, juntamente com a RLP e a Advocates International, em associação com corpo de advogados senegaleses contratados pela APMT-IPB.
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Foi concedida em  5 de abril, por volta das 7h30 da manhã a liberdade provisória dos missionários brasileiros José Dilson da Silva e Zeneide Moreira Novais que estavam detidos em uma prisão na cidade de Thiès, no Senegal. O Alvará de soltura foi cumprido pelas autoridades da Casa de Detenção e Correção de Thiès às 16:10 de Brasília. No Habeas corpus, julgado pela Corte de Apelação de Dakar – Tribunal de segunda instância da justiça senegalesa –, foi concedida a liberdade provisória para os missionários, sendo que no prazo de 30 dias acontecerá o julgamento definitivo do processo que tramita no Tribunal de primeira instância da cidade de Thiés. A ação teve a participação decisiva da Associação Nacional de Juristas Evangélicos – ANAJURE, que instruiu e forneceu documentação necessária ao advogado local, Dr. Mbaye Dieng, designado pela APMT – Agência Presbiteriana de Missões Transculturais – autarquida da Igreja Presbiteriana do Brasil – para cuidar do caso.

A ANAJURE foi acionada pelo presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil reverendo Roberto Brasileiro da Silva, que solicitou apoio jurídico total para a libertação dos missionários. Em conjunto com a Religious Liberty Partnership, entidade que reúne organizações jurídicas do meio cristão internacional, com a Advocates International, que atua no meio jurídico internacional em defesa das causas cristãs, e com a própria APMT – que já cuidava do caso desde a detenção dos missionários, com assistência médica, psicológica, financeira e jurídica – a ANAJURE efetivou contatos com familiares e providenciou os meios jurídicos necessários para a libertação dos brasileiros.


José Dilson e Zeneide cumprirão a partir de agora os ritos obrigatórios decorrentes de sua liberdade provisória, como se apresentar todos os dias na prisão de Thiès. A partir desse momento, um advogado cristão senegalês nomeado pela ANAJURE, Dr. Sylva Brice Magna, estará fazendo o acompanhamento processual do caso no país africano juntamente com o os demais advogados contratados pela APMT, em uma somatória de esforços na defesa dos missionários.Missionário engajado na causa dos pobres, necessitados e crianças na África, José Dílson criou a Escola ABC, que apoia e beneficia centenas de famílias através da educação de seus filhos. A escola tem atualmente 200 alunos inscritos, da pré-escola até o quarto ano, que recebem diariamente alimentação, e são inseridos socialmente por meio do esporte, na forma de escolinhas de futebol em Dakar. Também por meio do projeto Obadias, fundou um orfanato-escola para meninos em situação de abandono social. O projeto contribui decisivamente para o desenvolvimento humano e social de menores que viviam nas ruas do Senegal, oferecendo abrigo, alimentação e ensino.

Atuando em um país no qual 95% da população é muçulmana, os missionários brasileiros foram presos após a queixa do pai de um dos jovens apoiados pelo projeto desenvolvido no Senegal, descontente de ver o filho tornar-se cristão. Segundo ele, seu filho passou a recusar participar dos rituais religiosos do islamismo.Os missionários estavam presos desde novembro de 2012. Na prisão, se depararam com condições desumanas de encarceramento: superlotação, falta de ventilação, falta de higiene, presença de ratos e baratas, entre outras coisas. Os espaço para os dois era um pequeno colchão estendido no chão.
Os missionários foram pegos de surpresa com a ordem de prisão e foram obrigados a assinarem documentos cujo conteúdo não puderam conhecer. As acusações, de formação de quadrilha, exploração de menores, desvio de menores,  revelaram-se posteriormente pela próprias autoridades locais como infundadas.

Os próximos passos na atuação da ANAJURE em favor dos missionários são o acompanhamento processual, a instrução do processo com provas da inocência e a regulamentação e assistência jurídica completa ao Projeto Obadias, tudo isso em parceria com a APMT e as demais entidades envolvidas.

Pelos vales da sombra da morte e da vida

Quem tem um porque enfrenta qualquer como - Viktor Frankl




Traduzido e adaptado
Por: Wilma Rejane


O rei Davi escreveu no Salmo 23 sobre sua passagem pelo vale da  "sombra da morte". Esta é provavelmente uma metáfora para as provações da vida em geral, ainda que também se aplica a uma pessoa que enfrenta sua própria morte ou a morte de um ente querido. Nesta vida enfrentamos provações.Estamos constantemente expostos a uma série de  pressões. No entanto, podemos utilizar  várias estratégias para diminuir os efeitos de uma tensa carga emocional. Aqui estão alguns passos eficazes:

•Aprenda com  as provações e sofrimentos, eles podem nos ajudar a adquirir novas habilidades. Jesus Cristo aprendeu pelas circunstâncias difíceis e experiências (Hebreus 5:8), e nós também podemos.

• Conte suas bênçãos. Quando nos concentramos na dor, muitas vezes nos esquecemos de como a vida tem sido boa para nós. Paulo disse que devemos ser sempre gratos (Filipenses 4:6). Ele também explicou que o resultado de dar graças é uma "paz que excede todo entendimento" (vers. 7).

• Não seja um prisioneiro de seu sofrimento, isso pode causar paralisia emocional. Precisamos permanecer ativos porque a inatividade é devastadora. Dr. Paul Brand, um especialista sobre o tema da dor, disse: "Quando eu confronto dor intensa, procuro atividades que irão me absorver totalmente  mentalmente ou fisicamente, eu descobri que a distração consciente e a disciplina da atividade podem ser ferramentas úteis no combate à dor "(Paul Brand e Philip Yancey, O presente que  Ninguém Quer, 1993, p. 254).

Escravos de orelhas furadas

Aquele pois que o filho libertar, verdadeiramente será livre João 8:36


Wilma Rejane


No antigo Israel, os escravos hebreus, pagavam suas dívidas através do trabalho. A força, os sonhos, toda a vida era dedicada ao seu senhor. Em Êxodo, vemos uma determinação divina para que os escravos fossem libertos no sétimo ano de serviço: "Quando você adquirir um escravo hebreu, ele servirá seis anos; no sétimo ano ele sairá livre, sem pagamento." (Êxodo 21:2). O regime de escravidão no mundo hebreu, existia por dois principais motivos: pobreza extrema e dívidas.

Alguns escravos se apegavam tanto a seus senhores que poderiam optar por voluntariamente se entregarem como escravos daqueles senhores até o final de suas vidas, sem volta para a liberdade. Como um sinal da entrega, esses escravos furavam a orelha."Então, o seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre", Êxodo 21:6. Escravos de orelha furada simbolizavam uma união de serviço e amor.

Um detalhe, é que escravos hebreus nunca eram chamados de escravos, mas servos. Escravos, sem direito a liberdade eram os não-judeus, especialmente os cananeus. Não se sabe ao certo porque as leis de escravidão eram mais rígidas para estrangeiros, o certo é que tanto judeus, como não judeus, falharam gravemente no modo de tratar seus servos e escravos. No livro do profeta Jeremias (Capitulo 34) Deus adverte: "Vós resistis em libertar seus servos".

O mundo físico e espiritual também forma seus escravos e resiste em libertá-los e Deus nos convida através de Seu Filho Jesus a sermos servos. Esta servidão é o oposto da escravidão que exaure as forças humanas em causa alheia. Entregamos-nos a Jesus, como Senhor porque Ele pagou nossas dívidas, nos tornando livres do opressor. Este é o que oprime em carga de culpa e infelicidade, aprisionando a alma em serviço de delito a liberdade. Jesus é a nossa liberdade. Não precisamos realizar grandes obras, ajuntar exorbitantes quantias, nos esmerar em ser o melhor ou o mais  belo. O mérito dessa liberdade não é nosso, mas de Deus.