Encontrada carta de amor de mais de dois mil anos




 Wilma Rejane


São três histórias sobre cartas de amor. Uma foi escrita em 1934 e encontrada recentemente, a destinatária nunca chegou a ler o conteúdo. A outra carta foi encontrada em Abril de 2013, na Espanha e data de aproximadamente 300 anos, acredita-se que foi lida e escondida por ser um caso de amor proibido. A terceira carta é a mais antiga, ela foi escrita para você, espero que leia todo o artigo e conheça a história das três cartas, especialmente da que é destinada a você.


A história da primeira carta:

Uma misteriosa carta de amor enviada em 1934 foi encontrada em Durham, na Carolina do Norte (EUA), 76 anos depois de ser postada no correio de Salem, na Virgínia (EUA). Intacta, a mensagem destinada a Margaret Davey foi achada pelo diretor de operações da Universidade de Duke. Mike Trogdon ficou intrigado e foi à caça do destinatário.

Dentro do envelope havia um cartão desenhado com corações, uma girafa e a mensagem: "na corrida pelo meu amor, você ganhou por um pescoço longo. Então seja meu querido". Ao final, a remetente se identificava como Joyce.



Ao pesquisar nos arquivos da universidade, Trogdon descobriu que Margaret Davey se formou em enfermaria no ano de 1935 e se casou com um soldado da Segunda Guerra Mundial.

Quando o diretor foi até a casa de Margaret, foi informado de que ela morreu em janeiro deste ano, aos 96 anos.Dois meses antes da descoberta da mensagem.

Ao mostrar a mensagem para os filhos da enfermeira, outra revelação: a remetente estava viva e era uma sobrinha distante de Margaret.

Joyce está com 82 anos e se emocionou ao rever sua declaração de amor para a tia. "Ela era a minha preferida", disse a senhora.

A história da segunda carta em vídeo:




Terceira carta, a mais antiga:" Morri por amor a ti e revivi pelo mesmo motivo"

A pedra e o sepulcro




Wilma Rejane


E acharam a pedra do sepulcro removida Lucas 24:2


Esse verso tão pequeno me fez meditar sobre passado e ansiedade. A pedra e o sepucro. Quantas vidas não estão sob essas condições: cortejando cadáveres e carregando pedras? As mulheres que seguiam Jesus foram ao sepulcro levando especiarias e unguentos preparados por elas (Lucas 23:56). Chorosas, saudosas, caminhavam e cogitavam sobre retirar a pedra para ter acesso ao corpo do Amado Senhor. O que não sabiam, era que os planos seriam frustados: a pedra já estava removida e o sepulcro vazio. E você diz: Mas elas procuravam Jesus! Sim, procuravam a pessoa certa, mas no lugar errado! Buscavam o Cristo morto, assim como muitos continuam a fazer hoje em dia.

Pedras, são problemas que consideramos obstáculos para nossa felicidade. O sepulcro, um passado que teima em cativar a mente, o espírito e também o corpo. Porque impede o fluir dos passos, a renovação do futuro. A vida havia se tornado mais triste, após a crucificação de Jesus e nada mais havia para ser feito, a não ser, tornar o luto um pouco mais ameno, frequentando o sepulcro, derramando  lágrimas, ungindo o morto. Penso que todas essas coisas ocorrem com alguns de nós que por lamentarmos tanto o que não temos, acabamos por esquecermos e agradecermos o que temos.

Jesus havia ressuscitado e a etapa da vida, era outra. Seguir, seguir, porque o sepulcro fazia parte do passado. Até o Senhor Jesus ao levantar da pedra fria que acolheu seu corpo morto, deixou para trás as ataduras, o lenço e o lençol que cobriam Seu corpo. E assim deve ser conosco, porque Jesus vive e em nós! Nossa meta deve atender ao apelo do reino de Deus sobre não olhar para trás, ou melhor, não estacionar no passado, cultuando mortos,  carregando pedras, mas prosseguir amparados na graça que restaura a vida!

Graça, esse favor imerecido que nos torna melhores e maiores do que realmente somos, apenas por sermos filhos de Deus. E pequenos, fugazes, como a erva do campo que nasce e em pouco tempo se esvai, somos abrigados em amor que nos acalenta e transforma, pela fé e esperança. Quem somos? Humanos. Quem somos? Humanos refeitos pela Perfeição de um Deus que se fez homem para nos tornar herdeiros de Seu Reino. Apóstolo João, em uma de suas cartas escreve:

Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele, verdadeiramente aperfeiçoado, nisto conhecemos que estamos nele I joão 2:5

Aperfeiçoado = teleeio (Strong 5048); Completar, realizar, levar até o fim, atingir uma meta, cumprir, levar a maturidade, aperfeiçoar.

Pedra e sepulcro dizem respeito a esperança de que por pior que seja a situação, ela não deve roubar nossa paz, abater nossas forças, nos deixar ansiosos. Vejam, depois de ressuscitar, Jesus caminhou junto a dois discipulos que iam a caminho de Emaús, e eles não reconheceram Jesus. Estavam ansiosos, murmurando sobre a vida, carregando pedras, frequentando sepulcros. Mas quando convidaram Jesus para estar com eles, e pararam um pouco para ouvi-Lo, perceberam que não estavam desamparados: Jesus, fica conosco. Lc 24:29.


A velha casa...

Jesus aperfeiçoa nossos corações quando dizemos: fica conosco, sabemos que podes remover pedras, ressuscitar sonhos, promessas. Também sabemos que podes dar outro nome ao futuro, apagando os erros do passado. E aqui cabe um trecho de um estudo que publiquei sobre a esposa de Ló, ele ilustra bem este tema: Há uma palavra no hebraico moderno que traduz perfeitamente o significado de arrepender, é shoov ou "brilho". Brilho que no hebraico antigo é beit representado pelos dentes e significa "destruir". Beit representa uma tenda ou casa. Assim, uma leitura literal desses significados seria: "para destruir a casa".

Jesus e os discípulos a caminho de Emaús


 "Jesus, fica conosco." Lc 24:29



Wilma Rejane


"E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem." Lucas 24:13- 16.  Clique para ler todo capítulo


Emaús atualmente é uma cidade  de localização incerta. Seu nome significa “riacho quente” e alguns arqueólogos a identificam com Qubeibeh, cerca de 11 km a noroeste de Jerusalém. Quando os Cruzados chegaram nesta localidade em 1099, encontraram ali um forte do período romano denominado Castellum Emaús. Conhecer a localização da cidade de Emaús é importante, porém, não conhecê-la não abala a veracidade dos fatos ali ocorridos. O que está escrito, é lição para todos os tempos, lugares e circunstâncias. Digamos que Emaús seja mesmo esse território desconhecido e misterioso para a arqueologia, como misterioso e incerto é o terreno do nosso coração. Emaús faz todo sentido para quem quer ouvir Jesus, seguir seus ensinamentos e ser salvo para eternidade.


Eles não reconheceram Jesus

Jesus havia ressuscitado e a cidade de Jerusalém estava em alvoroço ainda por ocasião da crucificação. O Messianismo de Jesus estava sendo questionado por conta de Sua crucificação e morte. A esperança de um libertador para Israel, havia sido frustada, o que fazer? A caminho de Emaús, Cléopas discutia justamente isso com um companheiro quando Jesus se aproxima e pergunta: “Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais? Eles pararam entristecidos”  e um tanto aborrecidos pela “desinformação” do “desconhecido” retrucam: “És o Único que não sabes o que está acontecendo nessa região, mataram Jesus, varão poderoso em obras e em palavras”. (24:17-19).

O que mais chama atenção no texto é o fato deles , sendo discípulos de Jesus, tendo convivido com Ele, não O reconhecerem. Por que isso acontece? Voltando

No dia da angústia

"Se te mostrares frouxo no dia da angústia,
a tua força será pequena". Provérbios 24:10



João Cruzué


Existem dois tipos de angústias: uma é resultado de nosso egoísmo e a outra é permissão de Deus para o crescimento espiritual e testemunho de fé. Aprendi, por experiência própria, que há pessoas que conseguem esconder seus problemas, suas angústias. Elas conversam, sorriem, cuidam de suas vidas de uma maneira aparentemente tão normal, que é preciso muita perspicácia para ver que há grandes problemas acontecendo com elas. O que fazer no dia da angústia? Depende. Há três alternativas: uma leva direto ao pior, enquanto as outras duas resolvem o problema. Vamos então analisar três exemplos acontecidos com personagens bíblicos

O primeiro caso mostra o egoísmo de Ló e suas conseqüências. Ló era sobrinho de Abraão. Os dois ficaram ricos peregrinando pela Palestina e Egito, mas em dado momento os pastos não comportavam mais tanto gado e houve discussão entre os pastores de ambos. O Tio propôs a separação e ofereceu ao sobrinho a oportunidade de escolher primeiro. Pensando apenas em si, escolheu a campina do Jordão - onde estavam as melhores pastagens. O tio que ficasse com o resto. O tipo da escolha egoísta, que escolhe-se primeiro para orar depois, já diante da adversidade.


O Tio Abraão ficou com os pastos dos morros. Aparentemente ruins. Poderia ter exercido o direito de escolher primeiro, mas já naquele momento da vida, costumava orar antes das decisões. E o mal não tardou em bater à porta do sobrinho. foi próprio Deus que disse: " Ocultarei a Abraão o que vou fazer?" Em consequência do aviso divino, Abraão foi orar e suplicar ao Todo Poderoso pela família do sobrinho.

Orou e intercedeu por seis vezes. Mas não resolveu inteiramente o problema do sobrinho. Ló perdeu a campina do Jordão, perdeu gado, a casa e a esposa. Por fim levou as filhas a perder o conceito de família morando dentro de uma caverna. Salvou-se da destruição pelas orações do tio. Poderia ter sido diferente se tivesse orado para fazer a escolha certa em lugar de ter passado a perna no tio. Agiu por egoísmo e no dia da angústia sofreu as conseqüencias.

O filho pródigo era outro egoísta. O pai nem ainda tinha morrido quando ele cobrou sua parte na herança. Seu egoísmo cresceu alimentado pela insatisfação. Devia ser um tipo mal-humorado, crítico de tudo e de todos. Queria uma liberdade que não teria em casa. Estava cansado de trabalhar, queria gozar a vida no ócio.


Coisas novas acontecem quando oramos!





Wallace Sousa
Desafiando Limites


4 Coisas que acontecem por causa da sua oração, e você nem percebe…

Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está acontecendo, mas vocês não estão percebendo! Isaías 43:19, adaptado.

A oração é uma necessidade, não apenas um dever. Entretanto, o difícil não é entender sua importância, mas sim fazê-la parte integrante e constante em sua vida. Bem, quando digo sua, entenda minha, ok? E mesmo já tendo recebido várias respostas de oração, algumas delas difíceis de acreditar, como resfriar uma das capitais mais quentes do país, ou fazer o combustível render no tanque, ainda assim sou assaltado por momentos em que SEI que deveria orar mais, mas não consigo (ok, não sinto vontade…).

Ora, se sabemos que a oração é tão importante, principalmente nós “crentes” (uma pergunta básica: como é possível ser crente sem orar?), por que essa preocupante negligência em orar? Estou falando por mim, mas se a carapuça também lhe servir… mas, enfim, vamos às situações em que Deus responde nossas orações, mas nós não percebemos que Ele nos atendeu. Preparado, vamos lá.

1. Deus derruba barreiras quando oramos e cremos

Deus ordenou a Josué que rodeasse a cidade de Jericó por sete dias. E, durante esses sete dias, ninguém deveria dar nem um “pio”. Fico a imaginar que situação constrangedora foi aquela, rodeando as muralhas calados. No primeiro dia, penso nos moradores de Jericó olhando assutados e curiosos. Mas, já nos quinto e sexto dias, escarnecendo, falando abobrinhas e até jogando coisas do alto dos muros no exército silencioso.

Ninguém sabia o que estava acontecendo. Na verdade, nada parecia anormal, nada de estranho ou diferente. Mas, Deus estava agindo, apesar de ninguém estar vendo – aparentemente – nada. Então, no dia aprazado, o imprevisível aconteceu: as muralhas foram abaixo.

Lição: se você precisa do agir de Deus derrubando barreiras intransponíveis pra você, confie mesmo que não esteja vendo nada acontecer.

2. Deus luta em seu favor


Quando Daniel estava em um propósito de oração e jejum de 21 dias, a resposta “demorou” a chegar. Mas, quando o anjo Gabriel finalmente chegou, ele disse algo que merece nossa atenção:

Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. Daniel 10:12-13 (grifos acrescidos)

Bíblias que chegam pelo céu como balões e a alegria dos cristãos perseguidos




Por Wilma Rejane


Pouco antes do anoitecer, começa o trabalho de soltar os balões com as Bíblias. Elas Têm destino certo: cristãos perseguidos da Coréia do Norte. A vigilância por terra é tão cruel e perigosa que o método dos balões tem sido usado por anos. A primeira instituição a disfarçar Bíblias em forma de balões, foi a Voz dos Mártires em 1968, atualmente quem faz o trabalho, todas as semanas é um grupo de cristãos sensibilizados pela causa de Cristo: " Começamos esse projeto em 1991, e assim como as sementes precisam de vento para serem espalhadas e germinarem, precisamos do vento para espalhar a mensagem de Deus. É quase impossível conseguir Bíblias para a Coréia do Norte, portanto, os balões são eficazes."

A operação chamada de Dandelions é arriscada e acontece cerca de quatro quilômetros da fronteira norte-coreana, perto da zona desmilitarizada. As Bíblias impressas na língua coreana,  seguem em balões cor de laranja e plástico brilhante para serem encontradas com maior facilidade. A equipe trabalha de forma rápida e observando a direção do vento. Orações são feitas antes dos lançamentos dos balões: "Nossos irmãos da Coréia do Norte sabem que oramos por eles e que esse trabalho com balões é uma forma de incentivá-los".

A operação Dandelion distribui especificamente o Evangelho de Marcos. No passado, a distribuição era feita por mar, mas as ofensivas coreanas tornaram inviável, por isso atualmente os balões são lançados  pelos ares, todas as semanas: "Temos que tentar qualquer coisa para manter a esperança deles. Muitas vezes o vento muda de direção e ficamos preocupados com o destino das Bíblias, mas somos persistentes e quando isso acontece, voltamos no dia seguinte. As vidas das pessoas estão em risco e não podemos desistir. Continuaremos a orar e trabalhar para que os cristãos da Coréia do Norte possam adorar a Jesus sem medo".

Eis o vídeo produzido pelo canal CBN, está em inglês, mas você poderá contemplar e entender claramente todo movimento para que as Bíblias cheguem até a Coréia do Norte. Enquanto isso, no subterrâneo da igreja perseguida, uma mulher ora: "Meu pai sabemos que o Senhor virá, o Espiríto Santo vem restaurar e entregar Bíblias para nós. Os mártires da fé, do sangue de Jesus, estão vivos até hoje. Pai, Pai, vem em nosso socorro!"




A Coréia do Norte é considerado o ambiente mais hostil com os cristãos e a iniciativa das Bíblias em balões já é seguida também por organizações de defesa dos direitos humanos que fazem uso até de GPS para monitorar o pouso dos balões: "Acreditamos que as Bíblias vão parar em mãos certas e transformar a vida de quem encontrá-las".

Nesse rápido vídeo, foi documentada a alegria dos chineses ao receberem Bíblias contrabandeadas. Na China, assim como na Coréia do Norte, uma Bíblia, até mesmo uma folha de Bíblia, é muito preciosa, porque a Palavra tem poder de restaurar, transformar vidas, e a igreja perseguida sabe muito bem disso:

Rebeca, atraentemente perigosa




Mulheres Piedosas


A providência de Deus dirige a nossa vida. No entanto, não somos levados mecanicamente, como se a mão invisível de Deus anulasse a nossa responsabilidade. É verdade que se deixados para as nossas decisões, elas nos levariam a caminhos tortuosos, todavia, o Senhor sempre nos preserva em sua bondade e concorre conosco. A vontade de Deus segue santa e perfeita executando o seu plano, fiel à sua aliança, em Cristo, conosco. Apesar de nossos vergonhosos pecados e, não poucas vezes escandalosos, Deus usa de sua misericórdia para manifestar a sua virtude através de nossas vidas, e tudo para que somente Ele seja glorificado.


A Escritura narra a história de Isaque, filho da promessa, e de sua esposa Rebeca. Uma linda história, cheia de altos e baixos, com contornos da graça e sombras do pecado, mas nunca ausente da misericórdia de Deus. Esta é a história de Rebeca. Ela era filha de Betuel, irmã de Labão e sobrinha de Abraão. A sua família vivia em Arã-Naharaim, na região da alta Mesopotâmia (Gn 24:10). O seu nome literalmente significa “amarrar firme, atar, prender”.[1] O seu nome é sugestivo, indicando ser alguém envolvente ou cativante. De fato, a narrativa bíblica indica que o olhar do servo Eliezer “observava, em silêncio, atentamente, para saber se teria o SENHOR levado a bom termo a sua jornada ou não” (Gn 24:21). Uma linda jovem que atraia pela sua beleza, mas que cativou os peregrinos pela sua simplicidade e disposição de servir, de modo tão hospitaleiro, aquela caravana de estrangeiros. Abraham Kuyper comenta que “apesar de ser de uma família de boa reputação não tinha medo de sujar os seus dedos.”[2] Ela não era atraente por ser apenas fisicamente bela, mas pelas suas virtudes que foi ao encontro das necessidades dos peregrinos.


Após a morte de Sara, mãe de Isaque, Abraão decide casar o seu filho. Seguidos três anos do falecimento de sua esposa, Abraão ordena ao seu servo Eliezer que fosse à região de seus familiares atrás de uma esposa para o filho da promessa. A preocupação do pai da fé de que o seu filho se casasse com uma jovem de sua família evidenciava duas de suas premissas pactuais. Primeira, Isaque de modo algum deveria casar-se com cananitas pagãs. Se Abraão aceitasse tal enlace, isso implicaria num sincretismo religioso, e ele quebraria a aliança do Senhor em promover um casamento misto e comprometeria a descendência messiânica. E a segunda premissa é que apesar de um casamento com uma jovem cananita pudesse trazer vantagens em termos de uma pacífica diplomacia com as tribos de Canaã, ela resultaria na negação da providência divina.[3] Estas coisas feririam o pacto de Deus, que até ali havia demonstrado incondicional fidelidade com Abraão, guiando e provendo as suas reais necessidades.


A história salienta como a direção da providência de Deus controlou a escolha de uma esposa crente para o filho da promessa. Victor P. Hamilton esclarece que nesta história “acaso e coincidência não têm vez. Para esse casamento, Deus escolhera a esposa (vv. 14, 44).”[4] Rebeca foi a providente graça que atraiu o servo de Abraão, para que se evidenciasse a mão invisível de Deus cumprindo a promessa de sua aliança. O Senhor preceitua que os filhos da aliança se casem somente com herdeiros pactuais, e isso se estende do Antigo ao Novo Testamento (Dt 7:3-4; 1 Rs 11:4; Ed 9; 1 Co 7:39).

A parábola de Jesus sobre remendo novo, veste velha




Wilma Rejane


“Ninguém deita remendo de pano novo, em veste velha,
porque semelhante remendo rompe a veste e faz-se maior a rotura” Mt 9:16


Quando Jesus falou sobre veste e remendo, Ele estava diante de alguns discípulos de João Batista que o interrogavam sobre jejum. A necessidade de tal pratica também era observada com afinco pelo clero fariseu. Antes de proferir essa parábola, Jesus havia se deparado com fariseus e escribas criticando seu modo de viver: “ Por que come vosso mestre com os publicanos e pecadores? (Mt 9:11) Ele blasfema (Mt 9:3), rogaram para que Jesus se retirasse de seu território ( Mt 9: 34)". Imaginar Jesus salvando vidas com todo amor e bondade de Sua alma e recebendo olhares e palavras ríspidas como recompensa.  Mas Ele não desistia, nem se intimidava com a perseguição, muito pelo contrário, todo o tempo possível era usado para curar corações. Pessoas, vidas, esse era o maior alvo do Mestre.


Costureiras sempre dizem que é mais fácil e prático fazer uma peça nova do que concertar uma antiga. Remendos são soluções provisórias para prolongar a vida útil de uma veste e a palavra grega usada por Jesus sobre remendo foi “Agnaphos”, indicando um tipo de tecido inacabado, de algodão e fibras ainda desalinhadas. Ou seja, um tecido que  precisaria de retoques especiais para poder ser utilizado e nunca em veste velha, caso contrário, com a subsequente lavagem, ou mesmo com a força da linha de costura, o rasgo se tornaria ainda maior. A fraqueza do tecido velho, não suportaria a junção e resistência do novo. Que significado teria essa parábola de Jesus?

Interessante perceber a referência ao tipo de tecido usado para remendo e a contextualização da conversa que girava em torno de fariseus e discípulos de João batista: “ Podem porventura andarem tristes os filhos das bodas , enquanto o esposo está com eles? Dias, porém virão, em que lhes será tirado o esposo, então jejuarão. Ninguém deita remendo  de pano novo em veste velha, porque semelhante remendo rompe a veste e torna ainda maior a rotura” Mt 9: 15:16. O tecido novo  era o próprio Jesus, a Nova Aliança da graça e a roupa velha, era a lei, todo o sistema religioso que dominava os fariseus, escribas e religiosos da época que não compreendiam os requisitos para o Novo Reino: arrependimento, perdão, novo nascimento.

Jesus estava com eles, e Ele era maior que toda e qualquer regra, a santidade consistia em se aproximar Dele e recebê-Lo no coração como novo homem, com nova vida. Era impossível seguir Jesus e continuar servindo ao antigo sistema de obras e tradições. A Nova Aliança, era aquele tecido inacabado, porque Jesus ainda seria morto e ressuscitaria para cumprir definitivamente o plano salvífico. Os filhos das bodas eram os discípulos. Jesus o esposo, O noivo que seria tirado, ou seja, após a ressurreição, seria elevado ao céu (Atos 1:9) para aguardar o cumprimento dos tempos. Apesar da comparação entre antiga e nova aliança, veste velha e remendo novo, Jesus aponta para um futuro em que os corações dos homens seriam comparados a vestes novas, brancas, completas, sem remendos. Uma transformação possível através da fé e não de tradições. Do amor, e não da religião. Da graça que se cumpre com a ação do Espírito santo em nós, pecadores como Saulo que se fez Paulo. Eis o reino de vestes que não precisariam de remendos.

Pode-se fazer uma comparação fiel entre a parábola de Jesus e esses versos de Efésios:

O preconceito contra evangélicos na cultura brasileira

Preconceito contra Evangélicos

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João Cruzué

Minha  mãe que quando jovem era muito católica, mas  aceitou na velhice a fé em Cristo na Igreja Presbiteriana, me contava que na cidade de Guiricema/MG, lá pelos anos 40, os crentes de certa Igreja Evangélica apanharam no meio da rua porque ousaram realizar um culto ao ar-livre. Este e outros tantos episódios como os personagens caricatos das novelas da TV Globo e, principalmente, o que estamos vivenciando agora, com a presença do Pastor   Marcos Feliciando à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal são apenas a ponto do iceberg contra os cidadãos evangélicos brasileiros.

Em meados dos anos 70 quando aceitei Jesus, era bastante comum ver os pastores pentecostais trocarem as telhas dos templos devido à pedradas que atiravam na hora dos cultos. Um pouco mais at´ras, nos anos 30, contou em uma entrevista o Pastor Isidro Cabrera, da AD do Brás, que era difícil para as senhoras crentes conseguirem trabalhar como domésticas, porque a religião predominante amedrontava os patrões, espalhando que os crentes comiam criancinhas!

A isso, posso juntar meu testemunho pessoal, citando as palavras de meus pais - antes de se tornarem crentes - que o motivo de eu ter me tornado crente foi "praga" de língua. Na opinião deles, por terem criticado muito um tio paterno que era crente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. A cultura brasileira tem ojeriza de crentes, porque despreza sua cultura, seu comportamento e sua participação no cenário político nacional. Crente não pode!!!

Mais um exemplo. Quando o deputado Celso Russomano saiu candidato no ano passado (2012) a Prefeito da Cidade de São Paulo, certo arcebispo católico paulista deu instruções para que em toda paróquia fosse avisado ao povo que o candidato era tutelado pelo Bispo Macedo. Este mesmo arcebispo perdeu depois uma grande oportunidade de se tornar Papa, porque ousou defender as operações bancárias do IOR  - Instituto de Obras Religiosas do qual era corregedor. Ganhou outro cardeal latino, que nem estava cotado para o cargo, principalmente por causa do mal estar do relatório da corregedoria.

Uma Revista Veja - São Paulo lá pelos anos de 2007/2008, trouxe uma entrevista com Senhora esposa do Governador Serra, onde ela diz que cortou os cabelos, porque as pessoas perguntavam se ela era crente. Atitude preconceituosa para fugir da estereótipo da moda  de "saião e cabelão."

O brasileiro médio tem sim preconceito também contra qualquer pastor evangélico. Basta ver nos comentários de pessoas comuns aos artigos publicados. "Expertalhões. Ladrões. Exploradores da fé dos coitadinhos, com mansões em Miami. Fazendeiros no Mato Grosso. Charlatães", para ficar por aqui. Acreditam que o zé povinho evangélico é burro quando enche os bolsos dos pastores de dinheiro, arrancado com lavagem cerebral. Eu não sou uma toupeira evangélica para acreditar que isto não exista. Mas, enxergo também que este dinheiro, de certa forma, está sendo bem aplicado. Temos boas editoras, rede de TV, jornais, faculdades e grandes investimentos em missões em pelo menos 100 países estrangeiros.   Os ateus acham que um pastor deve trabalhar a vida inteira e viver de brisa todos os dias. Que não pode escrever livros nem gravar CDs porque isto "não condiz" com a chamada pastoral? Acho, sinceramente, que eu teria vergonha é de um pastor que passasse a vida inteira dependendo dos outros por falta de iniciativa e empreendedorismo. Roubar é pecado, mas ser um bom mordomo das finanças da Igreja, não. Para os casos de desvio de conduta, o Ministério Público está aí para por na cadeia os ladrões e estelionatários independente de credo e fé.