Quando eu era menino... I Coríntios 13:11
Euriano Sales
“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” (1 Coríntios 13.11)
Quando eu era menino, imaginava um Deus parecido com o coordenador da minha escola, alguém que estava me vigiando a todo momento, vendo as coisas de errado que fazia, me julgando mais do que amando. O medo de ir para o inferno sempre foi maior do que a vontade de ir pro céu, até porque eu não entendia (nem posso dizer que entendo) como seria o céu e minha visão humana limitada só me permitia saber que não haveria video game, sorvete ou coca-cola.
Quando menino, eu pensava que a oração era recitar o pai nosso antes de dormir. Mas depois aprendi que oração é falar com Deus do meu jeito, sem palavras bonitas, mas com palavras sinceras, e que não precisam ser feitas apenas antes de dormir, mas a qualquer momento. Aprendi que uma vida de oração não é passar o dia de joelhos virado pra parede, mas é em todas as situações estar conectado com Cristo, pedindo orientação e agradecendo.
Quando menino, eu pensava que a qualquer vacilo perderia a minha salvação. Imaginava Deus com o livro da vida aberto, uma borracha gigante e um lápis que quando errava, apagava meu nome e, quando acertava, escrevia novamente.
Um convite de Natal
Wilma Rejane
"Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor."Lucas 2:8-11
Pastores
Por que Deus escolheu anunciar o nascimento de Jesus primeiramente a esses pastores? Pastores e rebanhos são palavras usadas frequentemente por Jesus ao se referir a ministros e igreja a líderes e discípulos a Ele mesmo (Jesus) e a seus seguidores:"Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas."João 10:11. Essa foi a classe mais privilegiada naquela noite, na cidade de Belém. Por revelação eles foram guiados até José,Maria e Jesus para conhecerem de perto a chegada do Messias, do Salvador.
Eram homens humildes(em termos econômicos) que durante os meses de verão e inverno guardavam seus rebanhos em locais fechados, mas durante os meses quentes da primavera em Israel (Nissan que ocorre em Abril) conduziam as ovelhas a céu aberto em busca de sombra e lugares aprazíveis. E depois que os pastores visitaram o menino Jesus é dito:
Eram homens humildes(em termos econômicos) que durante os meses de verão e inverno guardavam seus rebanhos em locais fechados, mas durante os meses quentes da primavera em Israel (Nissan que ocorre em Abril) conduziam as ovelhas a céu aberto em busca de sombra e lugares aprazíveis. E depois que os pastores visitaram o menino Jesus é dito:
"E, vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita;E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam.Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração."Lucas 2:17-19
Aos cães as coisas santas e as pérolas aos porcos
Wilma Rejane
"Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem." Mateus 7:6
Essa passagem Bíblica é intrigante porque de inicio parece nos dizer para não desperdiçar coisas valiosas com pessoas imerecidas. Como aplicar isso no dia a dia? Primeiramente precisamos compreender quem são: os cães,os porcos e as pérolas a que Jesus se refere.
Cães:
A palavra cão aparece na Bíblia em vários significados: animal (João 10:12), homens (Salmo 22:16),falsos profetas (Filipenses 3:2). Estudando a raiz da palavra cão, temos uma surpresa, ela denota um tipo de personalidade:
cão no grego = kunikos = cínico. Essa palavra surge na Grécia com uma corrente filosófica que defendia a indiferença, o escárnio, a falta de pudor e também de interesses materiais. Dois principais filósofos ficaram bem conhecidos por terem levado ao extremo o cinismo, são eles: Antístenes e seu discípulo Diógenes que morava em um barril e usava uma lanterna. Posteriormente a escola filosófica é que a palavra se propagou como adjetivo para descrever as características de homens detestáveis, dissimulados, indiferentes, escarnecedores. Na época em que a Bíblia foi escrita, os gentios (não judeus) também eram chamados de cães (Mateus 15:21,28).
Como passagens Bíblicas que se referem aos cães, podemos citar ainda:
"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idolatras, e qualquer que ama e comete a mentira."Apocalipse 22:14-15
Debaixo da figueira
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| Ele ouve até nosso silêncio... |
Wilma Rejane
"Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo. Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira. Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel. Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás. E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem." João 1:47-51
O que fazia Natanael debaixo da figueira? É uma especulação comum aos que lêm essa passagem. Natanael poderia estar orando já que a pratica de orar embaixo da figueira era comum aos rabinos judeus que em suas orações incluíam o retorno do Messias. Independente do que fazia Natanael, o mais esplêndido de tudo é que Jesus o viu em um momento que ninguém poderia ter visto. Era somente Natanael, seus pensamentos e uma frondosa figueira. Por isso o espanto de Natanael. Ele só poderia estar frente a frente com o Messias, alguém capaz de enxergar nitidamente o mundo espiritual, além da matéria.
A promessa dos céus abertos sobre Natanael substituía o simbolismo da sombra da figueira. A figueira que já estava presente no Éden:
Gênesis 3.7: "Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueiras e fizeram cintas para si."
O segredo do Salmo 91
João Cruzué
Em 1974, quando tinha 18 anos eu aceitei Jesus em uma Igreja, na antiga Rua Oito do Jardim São Luiz, em São Paulo. Tios Paulo e Glória me convidaram para o culto e disseram que os crentes falavam em línguas estranhas. Eu queria ver de perto a novidade. Naquele tempo, a leitura do Salmo 91 era muito comum e as pessoas costumavam pregar um quadro com ele atrás de alguma porta, para trazer segurança contra o mal. Convido você para refletirmos juntos sobre este preciso Salmo.
Três anos mais tarde, já batizado nas águas e batizado também com o Espírito Santo, falando em línguas estranhas, mudei de São Paulo para as Gerais e da Igreja Deus é Amor para a Assembleia de Deus. O tempo passou e eu voltei para São Paulo.
Um belo dia ouvi um ensino bíblico do Pastor Luiz Vicente Branco, homem de Deus, que hoje já dorme no Senhor. Ele ensinou que as bênçãos contidas no Salmo 91 são reais, mas também elas são condicionais. Há condições para que elas alcancem com toda plenitude a vida do crente. Estas condições se encontram no versículo 14: "Pois que tão encarecidamente Me amou, também o livrarei, pô-lo- ei em um alto retiro (o esconderijo) porque conheceu o Meu nome".
Um belo dia ouvi um ensino bíblico do Pastor Luiz Vicente Branco, homem de Deus, que hoje já dorme no Senhor. Ele ensinou que as bênçãos contidas no Salmo 91 são reais, mas também elas são condicionais. Há condições para que elas alcancem com toda plenitude a vida do crente. Estas condições se encontram no versículo 14: "Pois que tão encarecidamente Me amou, também o livrarei, pô-lo- ei em um alto retiro (o esconderijo) porque conheceu o Meu nome".
Jonas e eu no diário da blogueira
Wilma Rejane
Olá queridos leitores!
Como estão? Espero que estejam firmes na fé em Jesus, pois isto é a alegria do Senhor e a alegria do Senhor é a nossa força! Com a chegada do final do ano, estou em um período de muito trabalho nas escolas, em cada uma das 18 turmas que ministro Ensino Religioso e Filosofia: correção de provas, boletins de notas, enfim, muito papel para organizar.
E na Universidade está um pouco diferente,sabem? Trabalho e trabalho (risos). Como indicação de disciplina, estou lendo " Brasil Globalizado" uma coletânea de artigos sobre a globalização da economia. Pensei que não fosse gostar da leitura, mas tenho que admitir que é uma fantástica aula de história! Farei um bom trabalho de encerramento da disciplina com o livro.
Queridos leitores, além de contar-lhes como estão meus dias, aproveito para dizer-lhes que após ter sofrido alguns dias com problemas renais, agora estou bem: sem dores,nem febre e com apetite (ôba!). Mas,a cirurgia renal está marcada para Janeiro e peço,se lembrarem, que orem por mim para que seja uma cirurgia abençoada.
O milagre da multiplicação de pães e peixes
Wilma Rejane
Alguma vez ao ler o milagre da multiplicação dos pães e peixes você relacionou-o com a entrada dos israelitas na terra prometida? Se ainda não fez essa conexão entre Antigo e Novo Testamento convido-o a ler o artigo e se aprofundar um pouco mais no estudo da Palavra. É simplesmente maravilhoso constatar a perfeição das Escrituras e a grandeza escondida nos detalhes.
No livro de Josué, capitulo 5, encontraremos subsídios para compreendermos melhor o que foi descrito pelos evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João sobre a multiplicação. Tomaremos por base o Evangelho de João.
João 6: 1 a 14:
“Depois disto partiu Jesus para o outro lado do mar da Galileia, que é o de Tiberíades. E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos. E Jesus subiu ao monte, e assentou-se ali com os seus discípulos. E a páscoa, a festa dos judeus, estava próxima. Então Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão, para estes comerem? Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco. E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.
As oito lições que aprendi com Jacó
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| Jacó lutou e venceu... |
Wallace Sousa
" E Jacó ficou sozinho. Então veio um homem que se pôs a lutar com ele até o amanhecer. Quando o homem viu que não poderia dominá-lo, tocou na articulação da coxa de Jacó, de forma que lhe deslocou a coxa, enquanto lutavam. Então o homem disse: Deixe-me ir, pois o dia já desponta. Mas Jacó lhe respondeu: Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes. O homem lhe perguntou: Qual é o seu nome? Jacó, respondeu ele. Então disse o homem: Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e com homens e venceu“. (grifos acrescidos) Gênesis 32:24-28
Quem diria que uma leitura despretensiosa em uma reunião de oração comum, em mais um dia de trabalho normal, pudesse gerar uma lição tão complexa? Você já percebeu que, às vezes, é por meio das coisas mais comuns que podemos tirar grandes lições? Éramos apenas duas pessoas naquela reunião, claro, sem contar o Senhor, que disse que onde estivessem 2 ou 3 reunidos em Seu nome, ali Ele estaria também (risos). As coisas que aprendi naquele dia quero compartilhar com você, caro leitor.
Jacó, também conhecido por Israel, é um dos personagens mais intrigantes, singulares e ricos (material e psicologicamente falando) das Escrituras. Na verdade, o livro de Gênesis é todo ele um livro de uma tal riqueza literária que é até difícil apontar a história mais bonita ou interessante dentre as que são ali descritas. Um livro digno de abrir o rol da coletânea sagrada, inspirador, cativante e, por vezes, arrebatador (Enoque que o diga…). Cheio de histórias tristes, alegres, emocionantes e surpreendentes. Não é à toa que, mesmo tendo-o lido mais de dez vezes, ainda descubro coisas novas em suas páginas.
Jacó, um dos 3 patriarcas, ao lado de Isaque (seu pai) e Abraão (seu avô), é um dos personagens centrais da segunda metade do livro, e foi de uma pequena parte da vida desse homem de personalidade tão complexa que extraí as lições a seguir. Por favor, me acompanhe nesta fascinante e surpreendente jornada.
Se nunca se sentiu sozinho, não se iluda, isso vai acontecer, mais cedo ou mais tarde. Como eu só fui casar quando já estava quase vencendo meu prazo de validade (oh! My God! risos) e, durante muito tempo, morei longe de meus familiares, a solidão se tornou quase uma coceira: quando era muita incomodava, mas quando era pouca, até gostava… oh, vida cruel. Sabe o que era mais chato na solidão? Eram aqueles momentos de desânimo e depressão justamente quando não havia ninguém por perto a quem recorrer.
Com Jacó foi assim: quando ele se viu sozinho, a maior luta de vida teve início. Talvez esteja acontecendo com você, justo agora, que chegou até aqui por acaso (ou não!) e não sabe a quem pedir ajuda. Todavia, neste momento, esfrie a cabeça e tenha em mente que esta pode ser a luta de sua vida e, vencendo-a, tudo mudará e sua história será contada de forma diferente a partir de então. Será isso possível? Sim. Foi com Jacó. Pode ser com você também, por que não?
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