Olhai Para Sara e Abraão - Isaías 51:2



Wilma Rejane


Profeta Isaías, inspirado pelo Espírito Santo de Deus faz um resgate histórico e busca no passado do povo judeu uma referência:  " Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz..." ( Isaías 51:2). O que este casal teria para nos ensinar? Por ter atendido ao chamado de Deus para ser peregrino em terras estranhas e por ter aguardado com ânimo a reversão de uma situação que parecia estática e irreversível; muito nos ensina sobre fé. O espaço aqui se torna modesto para relatar os diversos aspectos da relação Sara e Abraão e o que poderíamos aprender com eles. Contudo, faço algumas considerações que julgo serem proveitosas .

Foi Abraão quem ouviu o chamado de Deus, Sara, porém, de modo sábio e paciente compreendeu a necessidade de cumplicidade da vida à dois e não se opôs a abandonar sua família e cidade, suas raízes  para seguir de mãos dadas com Abraão. Sara investiu no chamado de Abraão e ele, por sua vez, sonhou junto com Sara sobre ter um filho. 

Maridos, que grande presente de Deus é ter um companheiro como Abraão que soube compreender tão bem o valor dos sonhos de sua esposa.

Esposas, que privilégio grandioso é deixar Deus trabalhar em nossos corações de modo a nos tornar agradáveis e amadas, confidentes, batalhando em oração para que prevaleça a vontade de Deus na vida do casal.

Um Selfie para o céu



Wilma Rejane


Eis uma fotografia que merece ser pensada. É um registro da passagem do ator Jhonny Depp no Estado de Massachusetts para promover seu mais novo filme "Aliança do Crime". Com exceção da simpática senhora debruçada sobre a grade, todos os demais fazem uso do smartfone fotografando-se em selfie ou fotografando o artista Depp.

Este retrato é mais que um encontro de gerações de comportamentos antagônicos, é um registro fiel do que se passa no íntimo das pessoas neste século. É impossível não se deparar diariamente com o excesso de selfies e atenção destinada aos mínis aparelhos conectados a internet. Vivemos um antropocentrismo moderno onde tudo é escorregadio, rápido e superficial.

Qual o destino dos selfies? As redes sociais, claro. Elas são a representação cotidiana de uma sociedade que valoriza tanto a aparência que se torna  incapaz de reproduzir momentos semelhantes ao da senhora debruçada sobre a grade:  enquanto os demais estão preocupados em mostrar o quanto estão felizes, ela vive sua felicidade de um modo autêntico sem o escravismo da aprovação exterior.

Uma oração...



Wilma Rejane


Não quero viver com pressa,...
Não ter tempo para conversar com Deus,
Em diálogo intenso, ainda que seja em silêncio,
agradecer pelo dom da vida
Pela esperança mantida, pela graça de ser filha renascida.

Não quero a urgência de conquistar sem me entregar; à Tua vontade.
Às horas sem Tua direção,
 o riso sem Tua unção
A insensatez no coração
Nego a distância de Teus braços, do Teu afago.


As Recompensas da Vida...




Wilma Rejane


Salmo 58: 11 -E as pessoas dirão: "De fato, os bons são recompensados. Realmente existe um Deus que julga o mundo."


É tão bom receber recompensas, elas nutrem nossas forças, são como o vento forte movendo o moinho, mobilizando as pás em trabalho renovado. Dizemos que a justiça se cumpre em seus níveis de recompensa, quando o bem ou o bom recebe o que lhes é justo e devido e quando o mau não permanece impune. Queíramos ou não a vida é um sistema de recompensas e a justiça muitas vezes se mede pelo abastecimento de nossos celeiros: felicidade e tristeza em estoques, à vista dos observadores.

Descansar após um exaustivo dia de trabalho, receber um abraço,  beijo, agradecimento, um sorriso, são recompensas. Receber salário, prosperidade, reconhecimento, são recompensas. Há também recompensas advindas do sofrimento, elas chegam com a conversão de situações,  aprendizados, crescimento interior. Chegam na indicação de que nada é constante e através da fé se recompensam as faltas. Recompensas... Deus falou sobre elas para abraão:

Gênesis 15:1"Não tenha medo, Abrão!Eu sou o seu escudo;grande será a sua recompensa!"Gênesis 15:1

Abraão foi recompensado de um modo tão abundante que seus olhos ou sentidos jamais poderiam alcançar as dimensões da recompensa. Firmado no invisível- mas palpável mundo da fé- ele levantou dos tombos e prosseguiu amando a Deus e obedecendo-o. A recompensa não era seu alvo, mas a consequência de seus atos.

Quantas vezes queremos desanimar por não vermos sinais? Quantas vezes esperar, prosseguir parece caminho sem fim? Quantas vezes levantar dos tombos (crises,decepções, frustrações...) parece impossível? Mas olhar para o alvo que é Cristo nos permite levantar, porque com Ele nada é vão.

Quando pensei em desistir...




Wilma Rejane

Desistir significa: abrir mão de algo, não prosseguir, abdicar, renunciar. É um sentimento comum, pois lidamos diariamente com escolhas e a partir do momento que selecionamos uma ação em detrimento de muitas outras; prosseguimos com algo e desistimos de algo. Há momentos na vida em que desistir representa um ato heroico, isto acontece quando abandonarmos situações ou pessoas que nos fazem mal. Por exemplo: desistir do álcool em detrimento de uma vida física e espiritualmente saudável. Sob este aspecto - e outros semelhantes- desistir significa vencer.

Agora, existem momentos em nossas vidas que somos pressionados a desistir de coisas que sabemos ser preciosas no sentido de proporcionar benefícios de todas as ordens: viver uma vida cristã, estudar com afinco para conseguir a tão sonhada vaga naquele emprego formidável, concluir um projeto profissional. Persistir em caminhar sozinho em uma longa estrada por acreditar que Deus dará a recompensa pela escolha de renuncia, de caminho árduo é um oportuno exemplo sobre "não desistir". Foi o que aconteceu com José, filho de Jacó. Suas escolhas corretas produziram resultados árduos e uma vida de sonhador solitário, contudo, ao persistir no caminhar com Deus, o tempo e todas as sementes entregues ao Senhor do tempo vingaram. 

 “Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo (presente) uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não o percebem? Até no deserto vou abrir (futuro) um caminho e riachos no ermo." (grifos acrescidos) Isaías 43:18-19

Por que não devemos esquecer os Salmos


Algumas semanas atrás alguém me perguntou: “como eu posso ser um discípulo se eu preciso enfrentar tantos altos e baixos, fé e dúvida, confiança e medo? Eu sinto como se estivesse fazendo alguma coisa errada”. Se alguém me perguntasse isso um ano trás, eu provavelmente teria respondido com uma solução e uma citação relevante. Mas, nesse dia, eu sugeri apenas que ele lesse os Salmos

Esse não era o meu relacionamento com os Salmos doze meses atrás. Antes desse último ano, eu só lia os Salmos para completar o plano de leitura anual da Bíblia. Já havia decidido que sou do tipo “lado esquerdo do cérebro” demais para aproveitar os Salmos e que talvez eles só fossem úteis para os tipos mais criativos.

Então, conforme eu vinha estudando, comecei a notar um tema recorrente – quase todo mundo que eu admirava gostava muito dos Salmos: de George Muller a J. Hudson Taylor, de Eugene Peterson a Tim Keller. Conforme eu fui lendo os evangelhos, percebi que Jesus também gostava muito dos Salmos – citando ou fazendo referência a eles nos ensinamentos nos montes, no templo e na cruz.

Um mesmo pensamento começou a me perseguir – se eu estou aprendendo a viver como Jesus, como eu posso ignorar os Salmos? Eu comecei a perceber que um discipulado realmente centrado no evangelho requer que nos tornemos amigos de Davi, Asafe, Salomão, os filhos de Corá, Moisés, Etã, o ezraíta e todos os outros salmistas desconhecidos.

A partir daí, comecei a ler e orar os Salmos como parte integral do meu próprio discipulado. Em pouco tempo, os Salmos influenciaram a forma como eu discipulava outras pessoas – especialmente na forma com que os Salmos validam nossas emoções, moldam nossa imaginação e nos ensinam a orar.

Oito valiosas lições que farão de você um vencedor


Ana era humilhada por Penina. Ela se levantou, agiu, e sua vida mudou...


Wallace Sousa

"Ao que disse ela: Ache a tua serva graça aos teus olhos (seguir bons conselhos). Assim a mulher se foi (seguir em frente) o seu caminho, e comeu (alimentar seu sonho), e já não era triste o seu semblante (bye, bye tristeza).  Depois (perseverar em seu objetivo), levantando-se (disposição para lutar por seu objetivo) de madrugada (iniciar cedo a preparação para atingir seu objetivo), adoraram (cultivar uma atitude degratidão) perante o Senhor e, voltando, foram a sua casa em Ramá. Elcana conheceu a Ana, sua mulher, e o Senhor se lembrou dela. (grifos acrescidos)."1 Samuel: 1. 18, 19 

Introdução

Observação: se achar o texto grande, tente ler por partes ou lendo as lições que achar mais interessantes ou, ainda, escolhendo as lições que atenderem suas necessidades no momento. De qualquer forma, lendo tudo, muito, pouco ou nada, obrigado por nos prestigiar. Espero, sinceramente, corresponder à expectativa que o título trouxe, embora saiba que isso é muito difícil de alcançar. Se você conseguir a façanha de chegar ao fim do texto, nos vemos lá, ok? =)

Os reveses e frustrações da vida nos desanimam e querem nos forçar a desistir. Isso acontece comigo, com você, com seu vizinho, colega ou parente. É normal se abater diante das dificuldades e provações. E, justamente nesses momentos de angústia e dúvidas é que nos sentimos perdidos, desamparados e desorientados. Quando isso acontece, o que podemos fazer e, mais importante, como devemos agir nessas situações? Não perca a esperança nem se desespere, pois a Palavra de Deus nos oferece a resposta certa.

Observe que vários personagens bíblicos passaram por situações semelhantes à que você – talvez – esteja passando. Uma dessas foi Ana, esposa de um homem chamado Elcana, há muito (muito) tempo atrás. Ana era estéril, embora cultivasse o desejo de ser mãe. Naquela época, isso era motivo de escárnio e zombaria, e era isso que ela sofria constantemente. E você pensando que esse tal de bullying era coisa recente, não é? Pois é: não era.


A vida de Ana não era assim, digamos, tão ruim, mas também não era completa. Faltava algo. Talvez esse seja, também, o seu caso: falta algo para que sua vida seja completa. No caso de Ana, ela se viu diante de perspectivas muito desanimadoras, chegando a pensar que seu sonho jamais se tornaria realidade. Já aconteceu isso com você, de achar que seu sonho não se realizaria? Mas Ana, ao confiar em Deus, teve sua vida totalmente transformada por uma palavra abençoadora de um homem de Deus.

Sim, Deus mudou a história de Ana. E se Deus mudou a história de Ana, pode mudar a sua também, mesmo que seu nome seja Maria, Pedro, João, Augusto, Isaque ou… como é mesmo que você se chama (risos)? Mas, como sua vida pode mudar? Colocando em prática as lições que Ana nos deixou, sua vida vai mudar sim, e para melhor. Quer tentar? Me acompanhe na breve análise das preciosas lições que podemos extrair desses dois pequenos versos.

Mas… E se sua vida não melhorar depois disso? E se for uma perda de tempo colocá-las em prática? Essas podem ser dúvidas legítimas. Afinal, que garantia de mudança você tem? Para essas perguntas, eu lhe respondo o seguinte:Meu amigo, depois de você ler e aplicar essas lições em sua vida, as chances de ela não mudar são ZERO!

Palavra de quem experimentou – e aprovou – isso na prática. Uma coisa é certa: se funcionou comigo, um ex-derrotado, vai funcionar com você, um aspirante a vencedor. Vamos às lições.

1ª. Lição: Ouvir bons conselhos de pessoas mais experientes

Ana estava enfrentando uma situação complicada e melindrosa: ela era ridicularizada, perseguida e humilhada em sua própria casa, e não podia se defender das acusações sofridas. Ela foi tentada, posso perfeitamente supor isso, a pensar que o culpado dessa perseguição era o próprio Deus. Sim, pois quem mais seria responsável por ela não poder ser mãe? Mas, Ana foi buscar em Deus a resposta para suas necessidades e angústias.


Um breve crônica sobre Aylan Kurdi




Wilma Rejane

Nunca será tarde para falar dessa tragédia e de outras tantas que apenas ao se tornarem públicas recebem atenção devida. E ao falarmos em tragédias, convêm também interrogarmos: “O que elas nos falam?” O caso do menino sírio chamado Aylan Kurdi, que morreu afogado após uma tentativa frustrada de entrar como imigrante na Europa, carrega consigo muitas outras tragédias que estão para além do fato das fronteiras europeias  estarem ou não abertas para refugiados de outras nações. Temos aí uma imagem chocante que traz à tona a questão do negócio ilegal de transportar fugitivos de um continente para outro. São pessoas que estão lucrando muito dinheiro com o tráfico de imigrantes e ainda assim conservam embarcações inseguras e ultrapassadas como se a vida humana não tivesse valor.  Temos a atrocidade da guerra roubando as expectativas de vida de gerações inteiras. Claro que os pais de Aylan pensaram em seu futuro longe da guerra, sonharam com uma vida de possibilidades longe  das consequências dos conflitos armados no oriente. Só que a felicidade não estava naquele mar, naquele barco, tão pouco estaria na Europa, pois imigrantes muçulmanos na Europa vivem seus estigmas nem sempre simples de suportar. 


Comunhão com Deus




Wilma Rejane

“ Quando Abraão tinha noventa e nove anos, o Senhor Deus apareceu para ele e disse: Eu sou o Deus todo poderoso. Viva uma vida de comunhão comigo e seja obediente a mim em tudo” Gênesis 17:1.

Comunhão. Qual seria o significado dessa palavra? 

No idioma grego comunhão é Koinonia (uma referência muito presente no Evangelho) e se traduz em: compartilhamento, uniformidade, associação, parceria, sociedade, companheirismo, intimidade, união (Strong 2842)

Abraão viveu em comunhão com Deus ou seja: “  Ele se aproximou, fez uma parceria, se tornou íntimo, companheiro, unido, próximo de Deus”, por isso, vamos ler lá na epístola de Tiago: “...E Abraão foi chamado amigo de Deus” (Tg 2:23)

Podemos olhar para Abraão e pensar que Deus o escolheu para ser seu amigo e por esta razão não houve nenhuma dificuldade para tal. Não é verdade. A condição humana de Abraão era de fraqueza, fragilidade. Um homem comum com lacunas sentimentais, um anseio latente por ser pai e limitado quanto a capacidade de realizar esse anseio. E não apenas isso, Abraão falha em alguns momentos de sua caminhada com Deus. O diferencial existente no homem Abraão era: ele tinha fé. Vivia por meio da fé, a comunhão com Deus era sua força, pois por meio dela era transformado.

Assim, aprendo que comunhão não é capacidade, habilidade, mérito. É um relacionamento que se torna possível quando o homem reconhece a impossibilidade de viver sem Deus. Essa questão de comunhão pode não parecer tão simples quando está aliada a outras questões como: mérito e predestinação: