Um outro olhar sobre Samaria



Wilma Rejane

"Jesus  deixou a Judeia, e foi outra vez para a Galileia.E era-lhe necessário passar por Samaria. Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber."João 4:3-7

 A cordialidade entre judeus e samaritanos era inexistente naquela época e por vários motivos: samaritanos reivindicavam descendência israelita, parentesco com Jacó. Eles chegaram a fazer uma versão exclusiva do Pentateuco, pois não concordavam com o destaque dado aos judeus naqueles  livros. Era uma situação semelhante ao que ocorre hoje entre palestinos e israelitas e na época do ministério de Jesus, o ódio era evidente. Chamar um judeu de samaritano se configurava até em xingamento (João 8;48)

Jesus, contudo, resolve passar por Samaria e repousar junto ao poço de Jacó, o coração dos conflitos. O poço de Jacó era o troféu  dos samaritanos que se diziam descendentes do patriarca,  era um importante elo que os tornava mais judeus e menos samaritanos. Mas Jesus estava ali, naquele território inimigo para remover as tensões e dizer que as circunstâncias  geográficas  não eram maiores, nem mais importantes que o interior renovado pelo arrependimento na Sua pessoa. Ele era o elo, a condição parental necessária tanto para judeus quanto para samaritanos.


Israel: Um sinal vivo sobre o fim dos tempos



James A. Showers

Todas as vezes que visito Israel, vejo o milagre moderno do povo judeu. Jamais alguma outra nação esteve exilada por quase dois mil anos e retornou à sua terra natal para se tornar uma nação novamente.

Primeiro, o povo judeu retornou com Moisés, depois de 400 anos no Egito. Depois, Deus levantou Esdras, Zorobabel e Neemias para guiar o povo de volta, após os exílios assírio e babilônio. O terceiro renascimento veio em maio de 1948, quando o Estado de Israel nasceu depois de 1.900 anos de dispersão.

O restabelecimento de Israel, historicamente único, não deveria ser surpresa para nós porque Deus prometeu: a menos que o Sol, a Lua e as estrelas desapareçam, o povo judeu vai permanecer uma nação (Jr 31.35-36).

Atravessar Israel hoje e ver como essa pequenina nação se desenvolveu em uma sociedade moderna em pouco mais de meio século é uma experiência tremenda. Israel tem uma economia em plena expansão e está prosperando, enquanto a maioria dos países luta com dificuldades. Certamente que está longe de ser perfeito. Porém, quando visito o país, percebo a mão de Deus trabalhando, reconstruindo a nação judaica e protegendo-a de seus inimigos. No decorrer dos anos, temos visto as vitórias notáveis de Israel contra as disparidades do tamanho de Golias. A genialidade israelense lidera o mundo em tecnologia e ciência, e sua assistência humanitária não fica atrás de ninguém.

Infelizmente, nem todos vêem as coisas desse modo. Recentemente, um amigo me contou que ficou incomodado quando ouviu um dispensacionalista dizer: “A nação moderna de Israel não tem nenhum significado profético”. Essa afirmativa evidencia o desafio que enfrentamos ao ensinarmos profecias futuras. Como uma pessoa sabe quando uma profecia está sendo cumprida? Os dispensacionalistas não questionam o direito que Israel tem de existir, mas alguns duvidam se a nação moderna é aquela através da qual Deus vai cumprir Suas profecias. Em outras palavras, será possível que a nação judaica venha a ser exilada novamente?

Descanse em Deus, Ele não tarda


João Cruzué

É muito fácil falar "acalme-se, tenha paciência", principalmente quando o aconselhador não está no lugar do aflito. Gostaria de deixar, aqui, algumas palavras singelas de reflexão em Lucas 12:22, quando Jesus Cristo começou a ensinar assim: "Não estejais apreensivos pela vossa vida..."

Em suas palavras Ele disse que a solicitude de resolver certas coisas, não será o meio para se chegar à solução. Jesus falou do cuidado com as aves que não semeiam e nem segam, e concluiu que uma alma, tem mais valor para Deus que as aves do céu.

O problema começa em nossa mente. Começamos a pensar negativamente e às vezes nos desesperamos. Mas, Deus não quer assim. Pare! Observe o que você estiver pensando. Jesus quis dizer que o SENHOR está no controle. Estava no controle quando Jairo foi desesperado até ele, por causa da filha de 12 anos, à beira da morte.

O jugo pelo prisma da graça




Wilma Rejane

"Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve." Mateus 11:28-30

Jugo é uma peça de madeira colocada no pescoço dos animais para o trabalho no campo. Animais de espécies diferentes não estão aptos a usar o mesmo jugo, pois o ritmo das passadas, a força, a direção é contrastante e torna impossível o sucesso da ação. Ao usar a figura do jugo, Jesus transmite que  temos um auxiliador para a labuta diária. Não precisamos carregar sozinhos as cargas , por mais difícil ou insuportável que a situação possa parecer. Jesus é nossa companhia que torna a carga leve,  Ele faz com que suportemos e atravessemos a dificuldade da melhor forma possível!

A lição parece simples, mas não é, uma vez que somos propensos ao egoísmo, a pensar que temos que estar no comando, enfrentando sozinhos os vastos campos da vida ora espinhosos, ora lamacentos e mui trabalhosos. Porém, se o sentido de nossas ações for a fé em Cristo, Ele nos honrará. Sabe aquela perseguição no trabalho, a falta de perdão, a limitação física, a dor, o abandono? Não precisamos perder a alegria por isso, nem se amargurar; Jesus leva esse jugo, torna-o leve.  Não é fácil, sabemos que não é. Mas é possível, sabemos que é.

Após treze anos de convertida ainda me esforço muito para pôr em prática esta maravilhosa lição e sei que ela funciona, pois somente quando me entrego por inteiro aos cuidados de Jesus é que encontro descanso. Mesmo que as coisas ainda não estejam em seu devido lugar e o mundo pareça desmoronar. Não fora pela certeza de caminhar com o jugo de Jesus sob o pescoço (Ele comigo, eu com Ele) certamente  já teria desfalecido. Coisas da fé, esse dom é que dá à falibilidade humana o revestimento da infalibilidade de Cristo.

José do Egito em: perdoar para crescer




Wallace Sousa


Inegavelmente, a história de José – aliás, o livro de Gênesis é um dos mais ricos e belos da Bíblia – é um primor de literatura, e sua história ainda hoje rende pregações inflamadas e hinos inspirados. Não é à toa, se você prestar atenção nas ricas experiências pelas quais José passou e as lições que aprendeu.

José, um exemplo de servo de Deus, dotado de rara inteligência e sabedoria, era o que se podia chamar hoje de “visionário” (sonhador), alguém que enxergava o futuro (profeta) e que sabia administrar como ninguém, mas, sua principal característica era a fidelidade a Deus em meio às maiores provações. Ele foi alvo da inveja homicida de seus meio-irmãos, jogado no fundo do poço e tirado de lá para ser vendido como escravo… tudo por causa do amor e admiração que seu pai lhe nutria e dos sonhos que tinha.

Com tantas qualidades, tanto como homem público como homem imerso em sua vida pessoal, torna-se até difícil eleger a principal virtude de uma personagem tão marcante das Escrituras. Todavia, à guisa de opiniões divergentes, julgamos que a principal razão dele ter sido alguém que não apenas teve seu lugar marcado na História, como foi um protagonista de sua própria história, quando tudo conspirava para que ele fosse um mero coadjuvante por onde passava, era seu carácter irrepreensível e sua convicção em permanecer fiel a Deus onde quer que fosse ou o que fizesse, fosse na casa de seu senhor, fosse na casa de sua servidão, mandando ou sendo mandado.

Hoje em dia, é difícil achar alguém como José, com a qualidade de saber ser servo e, após exaltado, não querer se exaltar e fazer justiça com as próprias mãos. Pessoas com inteligência e competência administrativa como ele até que não faltam, mas com a sua humildade e desprendimento são raras. Ainda mais levando-se em conta a massiva propaganda triunfalista pregação da prosperidade que assola nossos púlpitos hoje, como verdadeira praga, transcendendo as fronteiras denominacionais e geográficas.

A sinceridade de um amigo



Wilma Rejane


Fiéis são as feridas feitas pelos que ama, mas os beijos dos inimigos são enganosos. Provérbios 27:6

Feridas são interrupções na lisura da pele afetando sua normalidade. São lesões superficiais ou profundas que exigem remédios e cuidados especiais. A verdade dita por um amigo é comparada a abertura de uma ferida, exige uma ruptura com velhos hábitos e/ou pensamento comum estagnado. Abrir uma ferida é provocar dor, choro, incômodo. Feridas são necessárias para quem almeja a cura. 

O problema é que nem sempre interpretamos de bom grado as verdades ditas a nosso respeito. A vaidade e o orgulho são como um duro casco impenetrável que não permite rupturas, ferimentos. E nessa "proteção" vão se acumulando  sujeiras que somente uma ferida, uma abertura expurgaria em purificação. 

O provérbio diz que os amigos são sinceros,custe o que custar. Mas os inimigos são hipócritas e agem com lisonjas e agrados a fim de acariciar o ego, armando uma rede para queda (Provérbios 29:5). É perigosa a satisfação adquirida por meio de elogios e glorias e é de bom proveito a repreensão franca e verdadeira.

" Pelo que façamos festa não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade" I Coríntios 5:8.


Deus ouviu minhas orações- Hea Woo




Wilma Rejane

Em um campo de concentração na Coreia do Norte Hea Woo orava todos os dias e lia o Salmo 23. No vale da sombra da morte, entre cinzas de prisioneiros mortos e torturas, ela prosseguia confiando que Jesus cuidava dela e de outros cristãos que ali estavam.

É um relato triste e ao mesmo tempo animador,pois revela a eficácia da fé e a manutenção da esperança em meio a circunstâncias tão adversas. Revela a chama acessa no coração aquecida por um Jesus Cristo vivo e presente em um lugar tão sombrio. 

É uma realidade diferente da nossa. No Brasil temos liberdade de culto e não há campos de prisioneiros cristãos e por esta causa, poderemos cometer o erro de considerar a Coreia do Norte um caso mui distante e que não nos atinge.

Contudo, para cada comunidade de cristãos, em qualquer lugar do mundo, existem lutas e perseguições acontecendo. Não da mesma forma, mas quem sabe, na mesma intensidade de sofrimento porque o mundo odeia os que são de Cristo (I João 3:13). Quer seja na opressão quer na liberdade.

Tire as sandálias dos pés, Moisés!




Wilma Rejane


"Antigamente, em Israel, para que o resgate e a transferência de propriedade fossem válidos, a pessoa tirava a sandália e a dava ao outro. Assim oficializavam os negócios em Israel." Rute 4:7.


E através desse acordo público de descalçar os pés, entregar a propriedade do sapato a outro, eram firmados contratos de ordem comercial, conjugal e outros. Não havia cartórios, advogados, meios jurídicos que validassem e defendessem a causa da população, então em Israel, era comum se recorrer ao costume dos sapatos para solucionar pendências. Moisés chegou a instruir o povo a se organizar na porta da cidade e com ajuda dos anciãos, firmar contrato envolvendo os calçados. Aquele que rejeitasse o sapato do outro, estaria renunciando a um dever, por isso, se chamaria: “o descalçado”. Deuteronômio 25:5-10.

Era apenas um costume e que não deve ser lembrado ou considerado para nossos dias, dirão alguns. Vivemos em uma sociedade totalmente diferente do Israel no Antigo Testamento.  É verdade, mas o que está escrito na Palavra de Deus, é para nosso crescimento espiritual, coisas antigas e novas, nada se despreza.  Jesus nos falou algo sobre escrever para o Reino de Deus utilizando o Antigo e o Novo Testamento, vejamos:  E ele disse-lhes: “Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas. ” Mateus. 13:52. Gosto de mexer nesse Tesouro que é a Palavra de Deus e encher as mãos e o coração com riquezas que apenas Deus pode nos oferecer.

O costume dos sapatos em Israel, nos chega com lições aplicáveis em qualquer tempo da vida, para glória de Deus. Do mesmo Deus que prosperou a Rute e a Boaz ao fazerem o acordo público de casamento. Na ocasião, Boaz recebe os sapatos de  um parente que estaria renunciando ao direito de casar com Rute. O sapato em posse de Boaz significava a posse de Rute.E dessa união se tem a descendência de Davi, de Jesus. Deus não rejeitou ou anulou o acordo dos calçados realizados nas portas da cidade de Belém, antes o honrou.


“ A vida pública de uma aldeia israelita se concentrava em sua porta principal. Era ali que os assuntos legais eram apresentados perante a comunidade de anciãos para julgamento. Em ocasião como esta, Boaz recebeu os sapatos de um parente que renunciou casar com Rute. A partir de então nenhum impedimento havia para casar e suscitar descendência a Rute. Posse dos sapatos, posse dos direitos.” Great people of the Bible p. 133.

Será que trabalhei em vão?



Autor: Pastor David Wilkerson
Tradução: João Cruzué

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"Prezado santo, enquanto o diabo está mentindo, dizendo que tudo que você fez foi em vão, que nunca verá cumpridas as suas expectativas, Deus em Sua glória está preparando uma bênção maior. Ele tem coisas melhores preparadas, acima de qualquer coisa que você possa imaginar ou pedir."(Pastor David Wilkerson)

"Essa é uma mensagem para você que talvez esteja vivendo debaixo de um peso de desencorajamento. Você olha para sua vida e se deprime pelas expectativas que falharam. Você sente que não realizou muito na vida, e à medida que o tempo se esvai, vê que muitas promessas ainda não foram cumpridas. Durante anos você orou e orou, mas as coisas que acredita Deus lhe ter  prometido não se realizaram. Outros que o cercam parecem ter conseguido tudo, desfrutando do cumprimento de muitas promessas - mas você está carregando uma sensação de ter fracassado.

Olhando para o passado, você se lembra de todos os momentos difíceis. Você conheceu rejeição, sensação de total incapacidade e de fraqueza. Você amou tanto o Senhor, entregando corpo e alma para agradá-Lo, fazendo tudo que sabia. Mesmo assim, finalmente chegou um momento quando se convenceu: "Trabalhei em vão; me esforcei por nada. Foi tudo futilidade". E agora uma coisa irritante entra na cabeça, e cochicha, "Você errou o alvo; não chegou nem perto. A sua vida é prova de que não fez diferença alguma no mundo".

Se você está passando por essa sensação de fracasso, então está em boa companhia. Em verdade, está entre gigantes espirituais.

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Muitos grandes servos de Deus ao longo da história
acharam ter falhado em seu chamado
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O profeta Elias olhou sua vida e gemeu: "Senhor, leve-me. Não sou melhor do que os meus pais, e todos eles falharam contigo. Por favor, tire a minha vida. Tudo foi em vão" (parafraseado).

E o rei Davi? Ele ficou tão desanimado quanto àquilo que achava ser unção desperdiçada em sua vida, que queria bater asas como um pássaro em direção a um lugar isolado. "Quem me dera asas como de pomba! Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto" (Salmo 55:6-7).

Até mesmo o grande apóstolo Paulo tremeu de medo ao pensar ter vivido uma vida como obreiro inútil, "Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco" (Gálatas 4:11).

João Calvino, um dos pais da Reforma, teve a mesma terrível experiência. Na hora da morte disse, "Tudo que eu fiz não teve valor algum...os ímpios alegremente atacarão essa palavra. Mas repito tudo de novo: tudo que fiz não teve valor algum".

São Bernardo também suportou esse terrível desânimo. Em seus últimos dias ele escreve, "Falhei em meus propósitos...As minhas palavras e meus escritos foram um fracasso".

David Livingstone foi um dos missionários mais usados no mundo - seus feitos reconhecidos até mesmo pelo mundo secular. Livingstone abriu o continente africano para o evangelho, plantando muitas sementes e sendo usado por Deus para despertar a Inglaterra às missões. Deu corpo e alma, seguindo uma vida sacrificial para Cristo.

No entanto, durante o vigésimo terceiro ano no campo missionário, Livingstone expressou as mesmas dúvidas terríveis destes outros grandes servos. Ele também achou que seu ministério todo teria sido em vão. O seu biógrafo o cita em seu desânimo: "Tudo que eu fiz apenas serviu para que se abrisse o comércio de escravos africanos. As sociedades missionárias não mostram fruto após vinte e três anos de trabalho. Todo o trabalho parece ter sido em vão...eu trabalhei em vão".

Um dos grandes missionários que impactaram a minha vida foi George Bowen. A sua vida foi um exemplo poderoso, e seu livro, "Love Revealed" (amor revelado), é um dos maiores livros que já li sobre Cristo. Solteiro, Bowen se afastou da riqueza e da fama para ser missionário em Bombaim, na Índia, no meio do século 19. Quando viu os missionários lá vivendo bem acima do nível das pessoas às quais ministravam, Bowen deixou o sustento da missão e escolheu viver em meio às mais pobres delas. Se vestia como os indianos, e abraçou a pobreza, vivendo numa habitação humilde, e subsistindo às vezes só com pão e água. Ele pregava nas ruas sob calor sufocante, distribuindo literatura do evangelho e chorando pelos perdidos.