Há alguns anos, sofri muito de dores de estômago. Acordava duas ou três vezes durante a noite, devido a dores terríveis. Havia visto meu pai morrer de câncer no estômago, e receava que eu também tivesse essa doença — ou, pelo menos, que tivesse úlcera no estômago. Dirigi-me, pois, a uma clínica para me submeter a exame. Um famoso especialista em enfermidades do estômago examinou-me com um fluoroscópio e por meio de raios X. Receitou-me medicamentos para fazer-me dormir e assegurou-me que eu não sofria de câncer nem de úlcera no estômago.
Minhas dores, disse-me ele, eram causadas por tensão emocional. Como sou ministro, uma das suas primeiras perguntas foi: "Por acaso o senhor tem algum velho maníaco como membro do conselho da sua igreja?" Disse-me ainda uma coisa que eu já sabia: que eu estava procurando fazer mais do que podia. Além dos meus sermões dominicais e de tratar das várias atividades da igreja, era também presidente da Cruz Vermelha e da Kiwanis. Realizava ainda dois ou três enterros todas as semanas, além de dedicar-me a muitas outras atividades. Estava trabalhando sob uma pressão constante. Não conseguia nunca repousar. Estava sempre tenso, apressado, agitado. Cheguei ao ponto de preocupar-me com tudo. Vivia num estado de ansiedade constante.
Sofria tanto que recebi de bom grado o conselho do médico. Comecei a descansar todas as segundas-feiras, bem como a eliminar várias responsabilidades e atividades.








