Fé nos dias de aflição




Wallace Sousa

"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo."João 16:33

Aquela segunda, dia 6 do mês 6 de 2016, havia começado como outra qualquer, às 6 horas da manhã. Mas, quando você acha que tudo continua igual, a vida vem e surpreende você. E, às vezes, a vida lhe prega peças e também lhe pega de jeito. E assim foi comigo, o destino me pregou uma peça na encruzilhada da vida. 

Eu não sei o que você está passando, pelo que já passou o pelo que ainda irá passar, mas escrevo isso justamente para que minha experiência possa, de algum modo, ajudar você que enfrenta lutas, dissabores e angústias, sejam elas inesperadas, programadas ou totalmente imprevisíveis.

Fazia alguns dias que meu pai me visitava e nos dava o prazer de sua agradável presença em sua companhia, visto que moramos quase 2.000km distantes um do outro, sempre aprecio suas visitas, ainda que breves, quando ele passa aqui por Brasília. Não são as coisas que ele traz na bagagem, as guloseimas e delícias da culinária nordestina que me cativam desde o nascimento, mas sua presença e seu carinho que nos abençoa é o que torna sua vinda tão agradável e desejada.

Todavia, como de costume, ele vem e vai, passa e parte. Como filho, sei que assim é a vida, e é assim que a vida é. Não mais questiono, apenas aceito e sigo vivendo, vou andando, e continuo vivendo, aproveitando cada instante, principalmente aqueles bons momentos que gostamos de guardar na memória.

Mas, como já disse, aquela segunda que havia começado como todas as outras, não findaria da mesma forma. Eu precisava atravessar por uma encruzilhada e passar por uma difícil experiência.

Sabe, às vezes nós pensamos que estamos preparados para tudo, mas quando as coisas acontecem e pegam a gente de surpresa, nós nos damos conta de que nada é como pensávamos e tudo é diferente do que nós prevíamos. A vida nos prega peças e, muitas vezes, descobrimos que não estamos preparados quando a circunstância chega de supetão.


Qual a relação da novilha vermelha com o final dos tempos?





Wilma Rejane

Artigo atualizado em 19/03/2022.

Existe uma crença entre os judeus não messiânicos de que o aparecimento de uma novilha vermelha marcará a reconstrução do terceiro templo e o retorno aos sacrifícios de sangue para purificação dos pecados. Várias novilhas vermelhas já foram anunciadas com euforia pelos organizadores do Terceiro Templo em Jerusalém, até  que os pelos das novilhas mudarem de cor para mesclados em branco e vermelho e por fim as esperanças dos judeus.  Em 2018, porém foi anunciado (Aqui) o nascimento de uma novilha vermelha, mantida sob os cuidados dos organizadores do terceiro templo se confirmando como absolutamente vermelha (Aqui).

A confirmação do nascimento da novilha e de sua autenticidade, além de representar muito para os judeus, também tem significado de peso para muçulmanos. É que o local previsto para reconstrução do terceiro templo é a famosa mesquita de Al-Aqsa situada na cidade antiga de Jerusalém. A mesquita é considerada o terceiro lugar mais sagrado do Islamismo, congregando em um só culto islâmico aproximadamente cinco mil pessoas. Assim sendo, se o nascimento da novilha vermelha representa paz para os judeus, representa guerra para os muçulmanos.

Afinal, de onde surge essa crença de que a novilha vermelha restabelece o culto dos sacrifícios no templo judaico? 

Essa crença surge de uma interpretação bíblica, absolutamente ortodoxa, da lei Mosaica ou Torá, um conjunto de 613 instruções doutrinarias dispostas no Pentateuco ou cinco primeiros livros do Antigo Testamento. Especificamente sobre a novilha vermelha é dito:

Números 19:1-10:


"1-Falou mais o Senhor a Moisés e a Arão dizendo:2 Este é o estatuto da lei, que o Senhor ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que te tragam uma novilha ruiva, que não tenha defeito, e sobre a qual não tenha sido posto jugo.3 E a dareis a Eleazar, o sacerdote; ele a tirará para fora do arraial, e degolar-se-á diante dele.4 E Eleazar, o sacerdote, tomará do seu sangue com o seu dedo, e dele espargirá para a frente da tenda da congregação sete vezes.5 Então queimará a novilha perante os seus olhos; o seu couro, e a sua carne, e o seu sangue, com o seu esterco, se queimará.6 E o sacerdote tomará pau de cedro, e hissopo, e carmesim, e os lançará no meio do fogo que queima a novilha.

O namoro entre cristãos




Autor: 

A maioria das palestras sobre namoro cristão se resume em falar de "santidade", que o casal de jovens não pode isso, não pode aquilo, e que devem fugir do pecado sexual, ou seja, cair em fornicação. Os conselhos são os mesmos de qualquer irmão ou obreiro da igreja, porém, por serem explanados no microfone, parecem sair mais da boca de Deus do que do homem. Estes conselhos são o óbvio de um namoro cristão: não pecar. (Por acaso o cristão pode pecar em outras situações da vida, que não seja durante o namoro?) São congressos de jovens, reuniões, encontros, que "chovem no molhado" no fator conteúdo.

No fim do evento, pergunte a cada um dos jovens o que eles aprenderam da bíblia, do significado de santificação, de como por em prática o que ali foi pregado, e se espante com o incrível silêncio. Não aprenderam absolutamente nada! Só ouviram líderes e preletores advertirem para os jovens não pecarem. E todos da igreja saem repetindo comentários que o tal congresso "foi uma bênção" por uma determinação retórica da liderança. 

O pastor e os obreiros afirmam sem cessar: "Que bênção foi aquele congresso!!!" Quem irá discordar? Para o membro da igreja evitar discussões ou olhares recriminadores, será mais conveniente repetir: "Sim, foi uma bênção!" Afinal, o que foi uma "bênção" no tal evento? A quantidade assustadora de pessoas?? O barulho de uma multidão inquieta, andando pra lá e pra cá, falando, conversando, indo a cantina... Parece que as definições sobre um evento ser "abençoado" ou não está mais na quantidade de pessoas do que na qualidade. 

O conteúdo de algumas pregações em muitos destes congressos para jovens chega ser engraçado pela maneira ingênua, (ou mais cômoda), de alguns preletores desejarem alertar os jovens contra o pecado. "Jovem, não peque". "Jovem, você não pode pecar". "Juventude, não caia no pecado". Para os pais estes são conselhos maravilhosos, e eles glorificam a Deus, imaginando que seus filhos estão ouvindo estas mensagens, e concluindo: "Poxa vida, não vou pecar!"  Que bênção se fosse assim.

Na verdade para 90% daquela turminha que está ali sentada estas pregações "entram por um ouvido e saem pelo outro". Após todo aquele dispendioso evento, convite aos jovens, cantores, divulgação, conselhos "santos", passado alguns meses descobre-se moças do grupo jovem grávidas do namorado, rapazes que foram à uma festa e beberam, se prostituíram, afastaram-se da igreja, etc. Parece que toda aquela gritaria com os jovens não passou de uma tremenda festa barulhenta!

Com mensagens recriminando as opções de lazer, que não sejam as programações evangélicas, muitas igrejas sempre tentaram criar um certo desencantamento pelo "mundo", numa tentativa de afastar os jovens de uma possível apostasia da fé. Há denominações que o tempo todo pregam contra o lazer, o passeio, a diversão, etc. Um grave erro, que cria mais repúdio a ideia de ser crente do que incentivo a santidade. Quem se converteu teve uma transformação de vida tão grande, tão maravilhosa, que não quer mais ir para "o mundo", por opção própria, e não porque alguém proibiu.

Da janela de Raabe



Wilma Rejane

Pela fé caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias. Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias.” Hebreus 11:30,31.

Jericó Situava-se em uma posição estratégica para o controle das vias de acesso que subiam do baixo Jordão até as montanhas da Judeia. Era uma das cidades-estado de Canaã com boa terra, água em abundância e muitas vinhas. Conquistar Jericó era uma das missões de Josué e ele o fez sob orientação Divina: o alto muro que circundava a cidade cai por terra após sete dias de vigília, quando o povo e os sacerdotes israelitas rodearam a cidade. Deus, miraculosamente derruba as muralhas fortificadas, abrindo caminho para Israel despojar a cidade.

Nesse cenário de conquista surge uma personagem gentia chamada Raabe, uma prostituta,  descrita em idioma original como “ Zônah”. A casa ou hospedaria de Raabe situava-se em cima do muro da cidade, com  vista privilegiada e uma ampla janela que lhe permitia conhecer a movimentação local. Os espiões de israel foram até Raabe buscar informações importantes, especialmente porque da janela de Raabe avistava-se os portões da cidade: quem entrava, saía, os horários de calmaria e de maior movimentação. E Raabe considerou os espiões, não como inimigos, mas como servos do Deus que tanto ouvira falar. Para Raabe, aqueles homens estavam em missão Divina e ela sentira-se privilegiada em poder ajudá-los.

Em vez de entregar os espiões para as autoridades de Jericó, Raabe os esconde no teto plano de sua casa, debaixo das canas de linho. Entre os meses de Março e Abril acontecia a colheita do linho em Canaã. O linho era colocado sobre o telhado para secar, após isso era usado para confecção de roupas finas. Raabe cobre os espiões com as canas de linho, depois faze-os descer por uma corda, pela janela. Raabe era uma gentia,  aliás, a primeira gentia a ser abrigada por entre o povo da promessa. A cidade de Jericó foi destruída, incendiada, toda a população dizimada, aquele território ficou como um deserto, mas um remanescente fora salvo por causa da fé de Raabe. 

Fico imaginando o extenso muro de Jericó derrubado  e apenas uma ínfima parte dele, a que sustentava a casa de Raabe de pé, uma janela e um cordão cor escarlata pendurado. Não é maravilhoso saber que os anjos de Deus preservaram a casa de Raabe? Enquanto tudo desmoronava havia um lugar guardado por Deus que não fora abalado, em nome da fé de uma simples mulher , e, claro; da fidelidade de Deus.

O poço de Siquém



João Cruzué

Dizem alguns comentaristas da Bíblia que Jacó perdeu tempo, armando suas cabanas em frente a Siquém, na terra de Canaã, quando deveria ter seguido direto para Betel. Eles podem estar certos de muitas coisas, ou não.

Siquém foi  o primeiro lugar onde Abraão pousou quando vinha de Harã, a caminho da Terra Prometida. Se Jacó tivesse seguido direto para Betel e não parado em Siquém, dizem os estudiosos, teria evitado  o problema acontecido com Diná e posteriormente a  fúria sanguinária dos filhos Simeão e Levi.

Mas, mesmo tendo aparentemente errado ao assentar acampamento diante de Siquém, Jacó cumpriu os planos de Deus, ao cavar ali  um poço profundo para suprir a família e o rebanho com água potável,  cerca de 1750 anos antes de Cristo.

Cerca de quase dois mil anos depois, Jesus assenta-se  à beira do poço ao meio-dia, cansado, e espera. Então, descendo em busca de água uma mulher samaritana tem um encontro com Jesus. 

Ela estranha que ele, sendo um judeu, quebre os costumes locais e comece a conversar com ela. Ele pede para que ela lhe dê de beber; ela estranha a ausência de preconceito.

Somente os pratos do dia




Há alguns anos, sofri muito de dores de estômago. Acordava duas ou três vezes durante a noite, devido a dores terríveis. Havia visto meu pai morrer de câncer no estômago, e receava que eu também tivesse essa doença — ou, pelo menos, que tivesse úlcera no estômago. Dirigi-me, pois, a uma clínica para me submeter a exame. Um famoso especialista em enfermidades do estômago examinou-me com um fluoroscópio e por meio de raios X. Receitou-me medicamentos para fazer-me dormir e assegurou-me que eu não sofria de câncer nem de úlcera no estômago.

Minhas dores, disse-me ele, eram causadas por tensão emocional. Como sou ministro, uma das suas primeiras perguntas foi: "Por acaso o senhor tem algum velho maníaco como membro do conselho da sua igreja?" Disse-me ainda uma coisa que eu já sabia: que eu estava procurando fazer mais do que podia. Além dos meus sermões dominicais e de tratar das várias atividades da igreja, era também presidente da Cruz Vermelha e da Kiwanis. Realizava ainda dois ou três enterros todas as semanas, além de dedicar-me a muitas outras atividades. Estava trabalhando sob uma pressão constante. Não conseguia nunca repousar. Estava sempre tenso, apressado, agitado. Cheguei ao ponto de preocupar-me com tudo. Vivia num estado de ansiedade constante.

Sofria tanto que recebi de bom grado o conselho do médico. Comecei a descansar todas as segundas-feiras, bem como a eliminar várias responsabilidades e atividades.

Deus me esconde



Wilma Rejane

Há momentos em nossas vidas, que as circunstâncias se assemelham a um céu nublado e cinza. Pensamos que Deus  não nos vê, que uma tempestade se forma sem previsão para o aparecimento do sol e da bonança. Encharcar os sapatos de lama  não é nada agradável para quem sonha em ir longe e firme na caminhada. Então você se pergunta: por que isso está acontecendo comigo? Será que Deus não me ama?

Jesus  disse que as tempestades viriam, que, apesar disso, Ele estaria conosco diariamente. O segredo para não ser definitivamente abalado, estaria no alicerce da alma, esta, comparada a uma casa:

"Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não colocá-los em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu com um grande estrondo." - Mateus 7:24-27


Rodeando Jericó's



Wilma Rejane


“Vós pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando a cidade uma vez; assim fareis por seis dias….Porém, ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: gritai! Então gritareis”. Josué 6: 3-10.


O livro de Josué tem sido a minha leitura, por dias e dias. As palavras ali escritas têm me fortalecido de um modo que somente Deus poderia fazer. Glória ao Senhor! E foi exatamente o versículo chave com o qual iniciei o artigo que me fez mudar de atitude em relação ao modo de me comunicar com Deus. Depois de ler sobre o silêncio do povo rodeando a cidade, fiquei a pensar no sentido e significado da ordem de Josué.

Ora, Josué estivera com Moisés e o povo no deserto, era conhecedor das consequências advindas dos murmúrios e lamentações, atitudes que desagradara profundamente a Deus. O tempo no deserto fora aumentado, não se sabe o plano inicial de Deus em relação ao período de caminhada, o certo é que aquele povo ficou 40 anos dando voltas e mais voltas. Tantos sinais e maravilhas realizados por Deus, como prova de amor e cuidado e parecia ser insuficiente.

Podemos considerar absurda a condição de israel no deserto, mas se olharmos para nós, nos dias de hoje, encontraremos semelhanças. Nossas orações, na maioria das vezes, são lamentos e petições. No cotidiano, vivemos como se Deus estivesse distante, alheio a nós. Não é de se estranhar que a fadiga mental e o desânimo espiritual nos assaltem. Coisas de humanos. Diga-se: de humanos perdidos em suas convicções sobre o Deus da graça e providência.

A filha do João Cruzué: cantora Aline Cruzué



Wilma Rejane

Amados leitores, o post de hoje é uma singela homenagem ao colaborador do Tenda na Rocha, irmão João Batista Cruzué.  Discreto, o papai João não faz muita propaganda da filha cantora. Mas hoje estou desvendando esse "segredo " que muita gente ai de São Paulo já deve saber e que o restante do Brasil precisa conhecer. Parabéns, papai João! Deus abençoe ao irmão e  toda sua família. Muito obrigada por todos esses anos de trabalho como escritor de blogs evangélicos, abençoando vidas. 

Como mãe sei que o maior presente para os pais são os filhos, por isso escolhi falar de sua filha: "Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade.Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta."Salmos 127:3-5