Wilma Rejane
Qual o seu maior sonho? "viver para sempre na companhia das pessoas que amo". Esta seria uma resposta possível para aqueles que encontram sentido e felicidade nos relacionamentos familiares e sociais de modo geral. Nessa ânsia de eternizar relacionamentos, alguns passam a buscar desesperadamente maneiras de reencontrar quem já partiu do mundo dos vivos. O reencontro seria uma forma sublime de consolo. Constatar que o outro está bem, que não esqueceu de você, que não demonstrou mágoa ou falta de perdão e sobretudo que ainda é possível vê-lo; quando quiser. E que estará em sua vida, como um anjo bom a te guardar e até guiar.
Acontece, que o milagre da vida, já em seu começo prediz a morte.O choro do parto, por exemplo, é uma forma de celebrar o desapego, de reclamar a passagem do confortável para o imprevisível. A cada dia o planeta se renova ( e se desgasta) entre certidões de nascimentos e óbitos. Mas Deus não nos fez para o caos, Ele planejou tudo de modo perfeito, no livro do profeta Isaías, está escrito: " Deus formou a terra, não para ser um caos, mas para ser habitada" Isaías 45:18. O homem não está desamparado, nem só. As respostas para a complexidade da vida (e da morte) nos foram dadas, como um tesouro que precisa ser buscado.
O que pretendo com esse artigo sobre vida e morte é fazer compreender que cada pessoa é um ser único com atributos peculiares, criado como um milagre para cumprir uma missão e também um propósito de Deus. Tanto a vida quanto a morte fazem parte desse propósito. Agora, a forma como lidamos com essas vertentes define nosso ser, ações e reações na vida. Muitas vezes, a inerente busca por respostas nos faz deparar com caminhos estranhos, alheios ao plano de salvação. Assumir doutrinas erradas nos conduz a depredação espiritual, é como pegar um atalho que irá desviar do Verdadeiro caminho.
O propósito
Um exemplo Bíblico de pessoa cumpridora do propósito de Deus na terra é João Batista. Imaginemos, João não tinha poderes extraordinários, não ostentava títulos, não se permitia ser rotulado de profeta ( mesmo sendo um). João Batista levou uma vida simples, morava no deserto, comia gafanhoto e mel, provava do amargo e do doce. O amargo dos homens que o perseguiam e menosprezavam e do doce gozo em ser filho de Deus. Um homem tão parecido conosco que enfrentamos nossos desertos e ora provamos de amarguras e risos. João poderia ser considerado um infeliz, aos olhos de muitos, mas dentro dele, existia uma indescritível paz que o mundo não poderia compreender. João tinha a certeza da salvação e quando se vive com essa certeza, a morte não assombra.
" Houve um homem, enviado de Deus, cujo nome era João" (Jo 1:6)







