Wilma Rejane
Busquei entre palavras, letras e pensamentos, elaborar uma mensagem para o ano novo. Teria que ser algo que impactasse meu ser e consequentemente dos leitores, animando-nos em fé e esperança, não ignorando as labutas que ocorrem de forma certeira e distinta a cada um de nós. Lembrei-me que Jesus, mestre em parábolas, fazia uso constante da botânica, agronomia e outras ciências dedicadas a natureza para expressar de forma clara o que era essencial à vida. Lírios, videiras, semeadores, servos e senhores, pais e filhos, pão e água, pássaros, são apenas alguns dos elementos que aparecem nos Evangelhos, revelando-nos os mistérios do Reino de Deus. Assim, escolhi também falar sobre pássaros e água como a nos exortar a uma jornada de fé, apoiada no relacionamento sincero e constante com Deus, através de Seu filho Jesus Cristo.
Foi assistindo a um documentário sobre a migração dos beija flores que o fascínio me sobreveio: “Como pode um pássaro tão pequenino carregar em si tamanha força? Como pode sobrevoar o mar por tanto tempo, sem se cansar? Que natureza é essa que sai de um lugar a outro do planeta em busca de alimento, sem se perder pelo caminho? Só pode ser Deus quem guia o beija flor e faz dele um prodígio!” O coração dessa ave bate 480 vezes por minuto quando está em repouso e 1.260 vezes por minuto quando voa, isso é fantástico! É vida pulsando a mil nessa ave de beleza rara e comportamento monogâmico. E assim, contemplando Deus na natureza, nasceu a parábola do beija flor para guardar como lição para a vida.
“ Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves.” Ct 2: 11-12
Quando passa o inverno, o beija flor migra por cerca de dois mil e quatrocentos quilômetros em busca de alimento nas flores de primavera. Seu voo alcança uma velocidade média de quarenta quilômetros por hora, e ele vai sempre, sempre sobre o mar. São aproximadamente sessenta horas de voo sem se permitir desanimar. Ele sabe o que o aguarda: flores coloridas e perfumadas, doces e amigáveis, elas são a maior fonte de energia para essas aves, certo? Nada disso, é da água que vem o ânimo do beija flor. A água é seu combustível, por isso que ele sobrevoa o mar em migração, por isso essa proximidade com a água no momento decisivo para sua sobrevivência. E quando observei esse aspecto da migração do beija-flor, logo nasceu um sermão sobre: pássaros, água e cristãos.
Jesus falou que as aves, apesar de tão pequenas e indefesas, eram preciosas aos olhos de Deus: “não se vendem dois passarinhos por um ceitil? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. Mateus 10:29








