O que significa calçar os pés na preparação do Evangelho?

 

A armadura de Deus não se parece com a armadura de um soldado romano. Em vez disso, ela se assemelha à vestimenta cotidiana de um sacerdote no Templo e os sacerdotes do Templo não usavam sapatos, ficavam descalços. Sendo assim, o que Deus quer dizer quando nos fala em Efésios 6:14-15?

Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, vestida a couraça da justiça e  calçado os pés na preparação do evangelho da paz.

Calçar  significa amarrar sob os pés, estar em laços, amarrar, enrolar, tricotar ou estar em união com. Também tem a ver com sua caminhada, ou como você caminha pela sua vida do dia a dia. Preparação  significa ter uma base firme ou conhecimento sólido de algo. Neste caso, preparação é conhecer o Príncipe da Paz e Sua Palavra.

A palavra  Evangelho  significa boas novas ou boas novas do reino de Deus.

Vamos dar uma olhada na palavra  Paz . Deus está dizendo que o Evangelho que você deve amarrar em seus pés, para cobrir cada passo que você dá é Paz. Paz é uma das palavras mais maravilhosas da Bíblia e Jesus é nosso Príncipe da Paz. Calçar os pés com o Evangelho é mais do que alcançar um sentimento de calma, livre de conflitos.

A palavra Paz é #7965 em Strong e se parece com isto: Paz - Strong's 7965 shalowm (shaw-lome') Shalom é mais do que simplesmente paz; é uma paz completa . É um sentimento de contentamento, completude, totalidade, bem-estar e harmonia. Shalom significa completude, totalidade, saúde, paz, bem-estar, segurança, solidez, tranquilidade, prosperidade, perfeição, plenitude, descanso, harmonia, ausência de agitação ou discórdia. Shalom vem do verbo raiz shalom que significa ser completo, perfeito e pleno. Aqui está o significado das letras quando você as lê da direita para a esquerda

A pequena oração do Grande Bartimeu



Wilma Rejane


Então, o cego se pôs a exclamar: “Jesus! Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” Lucas 18:38

Jesus e os discípulos passavam por Jericó quando ouviram o clamor: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!”. Era o cego mendigo chamado  Bartimeu, Filho de Timeu, em aramaico: Bar-teymah ou filho da pobreza. Um homem estigmatizado pela miséria,  preconceito e toda sorte de infortúnios. Bartimeu fez uma curta oração que foi ouvida e transformou toda sua vida!

Bartimeu era totalmente dependente da misericórdia humana, passava seus dias à beira do caminho, à margem da sociedade, implorando por dinheiro e comida e quem sabe, um pouco de atenção. Quando escutou o barulho da multidão se aproximando, o que pensou? Poderia pensar em ganhar bastante moedas para o restante da semana, aquela era uma oportunidade única, pois, nem todo dia havia multidão próxima a ele. Bartimeu, porém , escolhe o que parecia impossível, fazer um pedido atípico, diferente, único, para o Único que poderia atendê-lo.

Grande Bartimeu! Soube aproveitar o momento e fez a oração de sua vida! Bartimeu queria enxergar, ver. Pediu para Jesus curar sua cegueira. A verdade é que primeiramente  os olhos espirituais de Bartimeu foram abertos, pela fé no filho de Deus, depois disso, sua cegueira física foi curada. Bartimeu não conseguia ver as expressões do rosto das pessoas: piedade,  rejeição, compaixão. Ele não via, mas sua limitação não foi motivo de inércia diante do filho de Deus.

Quais as nossas limitações? Elas têm sido motivo de inércia diante de Deus? Temos nos sentido tão diminuídos que não nos achamos dignos de ser ouvidos? Bartimeu nos ensina a orar. Ao ouvir a oração de Bartimeu, Jesus demonstrou que nenhuma condição de miséria humana nos afasta Dele, somente os pecados podem nos afastar Dele, mas estes podem ser perdoados (Isaías 59:2 e I João 2:1)

Bartimeu não foi intimidado pelas pessoas que pediam que se calasse (Lucas 18: 39), pelo contrário, intensificou seu clamor. O milagre estava bem perto de acontecer na vida de Bartimeu, a oposição podia impedir, desanimando-o a prosseguir. Bartimeu estava confiante, sua fé foi inabalável! Ele queria ser ouvido! 

Mudar o padrão

 


João Cruzué


É muito fácil falar "acalme-se, tenha paciência", principalmente quando o aconselhador não está no lugar do aflito. Gostaria de deixar aqui, algumas palavras singelas de reflexão em Lucas 12:22, quando Jesus Cristo começou a ensinar assim: "Não estejais apreensivos pela vossa vida..."

Em suas palavras Ele disse que a solicitude de resolver certas coisas, não será o meio para se chegar à solução. Jesus falou do cuidado com as aves que não semeiam e nem segam, e concluiu que uma alma, tem mais valor para Deus que as aves do céu.

O problema começa em nossa mente. Começamos a pensar negativamente e às vezes nos desesperamos, mas, Deus não quer assim. Pare! Observe o que você estiver pensando. Jesus quis dizer que o Senhor está no controle. Estava no controle quando Jairo foi desesperado até Ele, por causa da filha de 12 anos, à beira da morte.

Estava no controle, quando Lázaro já estava morto no sepulcro há três dias. Estava no controle, quando viu aquele coxo, doente há 38 anos, esperando o movimento das águas do tanque de Betesda. Estava no controle, quando a viúva de Naim seguiu no cortejo fúnebre do seu único filho, morto.

É pecado festejar o carnaval?

 

Wilma Rejane

Deus é bom e Sua misericórdia se renova a cada manhã, por isso, tantas pessoas que um dia amaram e festejaram o carnaval hoje não mais o fazem por se sentirem incomodadas pelo Espírito Santo. Muitos dos que hoje ignoram a vontade de Deus, festejando o carnaval, ainda conhecerão a Verdade sobre a festa, pois, carnaval com tudo o que divulga e propõe não é algo que um servo de Deus deva participar.

No período de carnaval, o pecado torna-se mais evidente, multidões aproveitam da oficialidade da festa para dar vazão aos instintos pecaminosos sob o aval de que "é carnaval": prostituição, pedofilia, drogas, adultérios, bebedeiras, nudez, exaltação ao sexo livre e  toda má sorte de malícia é concebida nos recôncavos carnavalescos. E o coração de Deus se entristece pela ingratidão e desobediência de quem festeja a data travestida de tradição.

Deus está no carnaval? Sim, porque a glória do Senhor enche (ocupa) toda a terra diz Isaías 6:3. O atributo da Onipresença de Deus permite que Ele também esteja no carnaval. Contudo,  isso não significa aprovação, benção. Vemos Deus, por toda a Bíblia, combater o pecado das nações, convocando-as ao arrependimento, porque o pecado "subia as Suas narinas, cheirava mal". 

Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Romanos 8:5-6

Paz em um mundo turbulento

  

Wilma Rejane

Confia ao Senhor as tuas obras e teus pensamentos serão estabelecidos” Provérbios 16:3

Ao estudar a origem da palavra “confiar”, no verso bíblico de Provérbios, senti enorme alegria e conforto. No grego, ela tem origem em “ galal ” (Strong 01556) com o sentido de rolar, entregar, afastar, remover. A imagem é a de um camelo sobrecarregado, quando a carga está para ser removida, o camelo ajoelha-se, inclina-se para o lado e a carga desliza.

Deus está a nos dizer que não precisamos nos sobrecarregar, andarmos tristes, cansados e pesarosos, tudo que temos que fazer é nos ajoelharmos, declinarmos em Sua direção e deixar “a carga rolar” até Ele! Ficarmos a sós com Deus e externar tudo o que está em nosso coração, como nos sentimos, o que precisamos, confessarmos os pecados e nos mostrarmos gratos e confiantes na providência, no inexplicável amor que sustenta o universo com Sua palavra de poder e perdão aos homens.

Nesse exato momento existe uma batalha em nossos pensamentos. São imagens de acontecimentos vividos ou mesmo de um futuro ainda desconhecido. Confiar em Deus proporciona paz nesse mundo turbulento, e transforma a mente de modo a superar o que poderia ser causa de desesperar. Profeta Isaías diz que Deus conservará em paz, aqueles cujas mentes estão confiantes em Deus (Isaías 26:3).

Não podemos ignorar os problemas, mas precisamos de fé para acreditar que Deus nos guarda em paz e nos conduz de modo seguro em cada decisão. 

O valor do silêncio

 

Wilma Rejane

Em releitura do Evangelho de Lucas, estive meditando sobre as atitudes de Zacarias e Maria diante do anjo Gabriel, anunciado os nascimentos de João Batista e nosso Senhor e Salvador Jesus. Zacarias e sua esposa Isabel, eram avançados em idade. Maria, era virgem. Zacarias, ao ouvir do anjo que seria pai, questionou, ficou abismado como fato de um casal de idosos gerarem uma criança. Como punição,  Zacarias ficou mudo e só pôde glorificar a Deus e festejar de modo pleno a realização do sonho de ser pai, após o nascimento do filho (Lucas 1:67 à 79)

 E agora você ficará mudo e não poderá falar até o dia em que isso acontecer, porque você não acreditou em minhas palavras, que se cumprirão no seu devido tempo” (Lucas 1:20).

Situação oposta acontece quando o mesmo anjo Gabriel vai até Maria anunciar o nascimento virginal do Salvador, ela abre a sua boca em louvor e gratidão a Deus, em total demonstração de fé. Maria ouviu o anjo em silêncio e falou em tempo oportuno. Ela não debateu a questão de ser virgem, de não ter casado, ela simplesmente ouviu e ao ouvir, sua fé foi fortalecida, ela não evidenciou as impossibilidades, mas exaltou a soberania de um Deus que realiza o que parece impossível.

Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela. (Lucas 1:38).

O barulho de Zacarias falou profundamente comigo! Quantas vezes agimos como ele, falando das impossibilidades em nossas vidas, quer seja em oração ou em conversas cotidianas. Tal qual as ondas do mar, ficamos agitados, agindo como se Deus estivesse alheio às nossas causas. E ao olharmos para a Palavra de Deus, vemos que a sabedoria consiste em agir como Maria que ficou em silêncio para ouvir Deus.

Mesmo as ondas mais poderosas que marcham pela face do oceano não podem perturbar a água a 150 pés abaixo da superfície. A paz sempre reina nas profundezas. E é para essas profundezas que Deus nos chama por meio do hábito do silêncio. Jesus sempre criava situações para ficar a sós com O Pai ( Lucas 22:39 ). Jesus se afastava do barulho das multidões e promovia um ambiente de silêncio, essencial para  comunhão diária e fortalecimento da fé. Mesmo quando as ondas do mar estavam extremamente agitadas em tempestade, Jesus conseguia dormir na parte detrás do barco (Marcos 7: 37-38) em demonstração de paz e tranquilidade, sentimentos regados no silêncio, na solitude com Deus.

Uma fé extraordinária!

 

Wallace Sousa

Por isso, nem me considerei digno de ir ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e o meu servo será curado. Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: ‘Vá’, e ele vai; e a outro: ‘Venha’, e ele vem. Digo a meu servo: ‘Faça isto’, e ele faz”. Lucas 7:7-8

A história do centurião de Cafarnaum é bastante conhecida, não apenas no meio evangélico, mas em todo o mundo, cristão ou não. Por uma boa razão: é um exemplo de fé e como ela deve ser praticada. A história nos desafia a exercer um tipo de fé que, até aquela data, ainda não tinha parâmetro de comparação, visto que Jesus mesmo disse “que ainda não havia visto fé como aquela”. Um tipo especial de fé que nos desafia hoje, mesmo passados dois milênios.

Assim, peço que me acompanhe nessa agradável caminhada na qual vamos tentar abordar o que esse anônimo famoso tem a nos ensinar sobre fé, amizade, confiança, humildade e autoconhecimento. Vem comigo!

1. Ele se preocupava com quem lhe era sujeito

Infelizmente, hoje isso é raro: pessoas em elevada posição que se preocupam com quem está abaixo de si. É muito triste ver pessoas investidas de poder utilizando dessa autoridade para pisar e humilhar os mais humildes e menos favorecidos.

Caso você seja ou venha a se tornar alguém de elevada posição, seja social, profissional, eclesiástica ou política, aprenda com o centurião de Cafarnaum a dar mais atenção a quem lhe serve. Fazendo assim, essa pessoa continuará a lhe servir cada vez mais e por mais tempo ainda.

2. Ele não era orgulhoso de sua posição social

Outra mazela da atualidade: pessoas que gostam de mostrar sua posição acima dos outros. É o caso clássico do “você sabe com quem está falando?” na prática, a famosa “carteirada”.

Isso deveria ser um caso de vergonha nacional mas, infelizmente, é um indício de vício cultural. Um vício contaminante, por sinal. Nossa sociedade apresenta sinais claros de que está enferma, e esse é um desses evidentes sintomas. O centurião nos ensina, através de seu exemplo, a não deixar seu caráter ser contaminado com sua posição.

3. Ele sabia diferenciar poder de autoridade

Apesar de ser bastante fácil de definir o que é autoridade e o que é poder, tornando ainda mais fácil distinguir um do outro, esse ainda é um erro banal e muito repetido, inclusive no meio eclesiástico. A melhor forma de demonstrar o que é um e outro é pelo exemplo, e esta será a forma que tomaremos de empréstimo para tal.

Pense em um guarda de trânsito, fardado e de apito na mão. Ele vê um pedestre querendo atravessar a faixa, mas os carros não lhe dão a vez, então ele se posiciona, aponta para os carros em movimento e faz soar seu apito em alto e bom som.

O que acontece? Os carros param: carros pequenos, motos, carros maiores e até mesmo caminhões e ônibus cheios. Por que param? Porque ele tem autoridade e os motoristas a respeitam.

Mas, o guarda tem poder para parar os carros? Não.

Entendeu a diferença entre autoridade e poder? O centurião tinha autoridade do império romano para dar ordens e manter a ordem, mas não tinha poder.

Nunca se esqueça disso: autoridade é outorgada e revogada; assim como você um dia recebeu, pode perder. Mas, poder não se outorga e não se perde, ou você acha possível que Deus perca Seu poder?

O restante de Gaza

 

Wilma Rejane

O território de Gaza é um trecho de 25 milhas de terra costeira, com litoral de 40 quilômetros de extensão. Antes dos quinze meses de guerra, iniciado em sete de outubro de 2023, e encerrado politicamente em dezenove de Janeiro de 2025, Gaza possuía uma população aproximada de 2,23 milhões de moradores. Atualmente, 80% da população de Gaza está deslocada e cerca de 1% foi morta durante os conflitos.


A primeira citação bíblica referente à Gaza, encontra-se em Gênesis 10:19,  descrita como uma fronteira externa de Canãa. Importante é destacar que desde a primeira citação, Gaza era considerada parte dos limites de Israel. A inclusão de Gaza como herança territorial dada aos israelitas, pode ser conferida no livro de Josué, capítulo 15, versos 20 e 47. Contudo, o território nunca foi capturado totalmente pelos israelitas, ficando em posse de remanescentes filisteus, inclusive sob o longo período de governo do rei Davi e de seu filho Salomão, I Reis capítulo 5, versos 4 e 5. Até os dias atuais, a presença israelita, nunca foi maioria em Gaza.


Como os filisteus passaram a ser chamados de palestinos? Na época em que Ramsés III governou o Egito,  em meados do século XII a.C., um grupo entre os Povos do Mar, na região de Gaza,  era chamado de Peleset. Os estudiosos aceitam amplamente que os Peleset são os filisteus. Os dois nomes são uma correspondência linguística, e os Peleset parecem ter vindo do Egeu, combinando com a alegação da Bíblia sobre a origem dos filisteus.


As imagens de Gaza destruída e deserta, após os atuais conflitos, têm ocupado as manchetes em todo o mundo, tornando o território desnudo e conhecido em maior escala. As atuais decisões do governo americano por ocupar Gaza, também têm gerado debates e especulações sobre o território e seus habitantes. Diante dessa realidade, para os observadores das profecias, é crucial se debruçar sobre os textos bíblicos, conferindo os tempos e as palavras dos profetas com o desenrolar da história.


A destruição de Gaza foi predita por quatro dos profetas: Amós (1:6 e 8); Sofonias ( 2:1-7); Jeremias (25: 15-20, 27,29) e Zacarias (9:5). O fato de Gaza ser citada no decorrer dos textos bíblicos, de diferentes épocas, aponta para um envolvimento decisivo entre Gaza e Israel na crescente mundial. Dentre as profecias, a mais rebuscada atualmente tem sido a de Sofonias, pela precisão com que descreve o cenário da Gaza atual e é nesse trecho que pretendo abordar, evidenciando um detalhe da profecia que, apesar de popularizada, tem sido em parte negligenciada: 


Porque Gaza será desamparada, e Ascalom assolada; Asdode ao meio-dia será expelida, e Ecrom será desarraigada. Ai dos habitantes da costa do mar, a nação dos quereteus! A palavra do Senhor será contra vós, ó Canaã, terra dos filisteus; e eu vos destruirei, até que não haja morador. E a costa do mar será de pastos e cabanas para os pastores, e currais para os rebanhos. E será a costa para o restante da casa de Judá; ali apascentarão os seus rebanhos; de tarde se deitarão nas casas de Ascalom; porque o Senhor seu Deus os visitará, e os fará tornar do seu cativeiro. Sofonias 2: 1 à 7

Os invernos da vida e o último inverno de Jesus em Jerusalém




Wilma Rejane

E em Jerusalém, havia a festa da Dedicação do templo, e era inverno. João 10:22

Era inverno e Jesus caminhou alguns minutos em direção ao templo de Jerusalém para participar da Festa da Dedicação. Aquele era um dia especial para a nação que por oito dias seguidos celebraria a dedicação de um importante templo. As paredes (externas e internas) e toda a estrutura havia sido restaurada no período de Zorobabel. A festa  era tradição desde 163 a.C. Um rei pagão sírio, chamado Antíoco Epífanes, havia profanado o lugar, causando grande revolta e tristeza aos judeus. E naquele inverno, havia júbilo no ambiente e na nação que solidária se unia celebrando a restauração não apenas de um lugar, mas de uma cultura e de um povo. Jesus estava lá, passeando nos cômodos, observando os detalhes e as pessoas. Era seu último inverno, depois viria a Páscoa e primavera e sua crucificação. Jesus, era o Novo e Eterno Templo que seria derrubado e edificado ao terceiro dia (João 2:29) Sua ressurreição era o inicio de um tempo e lugar mais espetacular do que aquele festejado no inverno, no último inverno de sua vida.

"Jesus passeava no templo, no pórtico de Salomão João 10:23

E quando perceberam a presença de Jesus, se aproximaram dele de uma forma hostil, interrogando-o sobre Sua identidade como não crendo que Ele era de fato o Messias. Meditei sobre essa passagem e relacionei-a ao comportamento de muitos homens (não descartando a possibilidade de me incluir no exemplo); Jesus era maior que aquele templo de pedras, tão festejado. Contudo, os homens ali presentes o ignoravam e menosprezavam. Viravam as costas para Jesus e voltavam o olhar e a atenção para o monumento. Isso parece tão vazio e sem sentido, quanto invernos sem chuvas ou ventos. Tão terrível, quanto frio sem cobertor e sem teto. Jesus caminhou no inverno, para aquecer os corações gélidos e cansados, mas esses corações não o quiseram, preferiram o acolhimento das pedras que formavam aquele abrigo passageiro.