Wilma Rejane
Então à noite será luz à roda de mim.
Wilma Rejane
Preso no charco de lodo
Wilma Rejane
Anos atrás escrevi sobre um homem chinês que havia caído em um charco de lodo ficando preso por sete horas até ser resgatado por 10 bombeiros. No Brasil, um pescador de 85 anos, viveu experiência semelhante, sendo salvo por providência Divina. Senhor Belmiro Tavares, morador da região de Santa Rita do Well, no Amazonas, ficou preso por três dias no charco de lodo até ser encontrado por bombeiros em uma operação que envolveu até helicópteros. Quanto mais o idoso se movimentava tentando sair, mais se atolava, a lama engolia Senhor Belmiro. Ao ser encontrado, estava preso até a altura das axilas, com as mãos unidas em prece a Deus, clamando por salvação. Para qualquer ser humano o charco de lodo ou lamaçal representa grande perigo!
Salmo 40:1,2 "Esperei com paciência no Senhor, Ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos"
Davi nos diz que passou por um lugar semelhante: "um lago encharcado de lodo", o sentido é figurado, a tribulação era real. Ele sabia que sozinho não conseguiria sair daquela situação, se sentia fraco e impotente, contudo, não se acomodou à circunstância que o tragava. Você já se sentiu como Davi? Impotente diante de situações? Tentando encontrar a saída e "escorregando", afundando cada vez mais?
Assim como Jesus lavou os pés dos discípulos para uma nova caminhada, Ele recebe o encharcado que clama por Seu auxílio, o retira do lugar insalubre e escorregadio, lava seus pés e o capacita a caminhar por lugares firmes e seguros. Jesus deixou um convite claro e inconfundível de que aliviaria os cansados e atribulados que chamassem por Ele (Mateus 11:28).
Os homem citados no inicio do texto, foram pegos de surpresa, haviam saído para um dia comum de trabalho, de repente, se viram em uma situação de perigo da qual não poderiam escapar sem ajuda, pois, uma característica do charco de lodo, ou poço de lama é ser escorregadio, traiçoeiro e degradante. A pessoa presa tem a ilusão de que conseguirá libertar-se sozinha e começa a movimentar-se na tentativa de sair ileso, mas o resultado é afundar-se ainda mais.
O que significa calçar os pés na preparação do Evangelho?
A armadura de Deus não se parece com a armadura de um soldado romano. Em vez disso, ela se assemelha à vestimenta cotidiana de um sacerdote no Templo e os sacerdotes do Templo não usavam sapatos, ficavam descalços. Sendo assim, o que Deus quer dizer quando nos fala em Efésios 6:14-15?
Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, vestida a couraça da justiça e calçado os pés na preparação do evangelho da paz.
Calçar significa amarrar sob os pés, estar em laços, amarrar, enrolar, tricotar ou estar em união com. Também tem a ver com sua caminhada, ou como você caminha pela sua vida do dia a dia. Preparação significa ter uma base firme ou conhecimento sólido de algo. Neste caso, preparação é conhecer o Príncipe da Paz e Sua Palavra.
A palavra Evangelho significa boas novas ou boas novas do reino de Deus.
Vamos dar uma olhada na palavra Paz . Deus está dizendo que o Evangelho que você deve amarrar em seus pés, para cobrir cada passo que você dá é Paz. Paz é uma das palavras mais maravilhosas da Bíblia e Jesus é nosso Príncipe da Paz. Calçar os pés com o Evangelho é mais do que alcançar um sentimento de calma, livre de conflitos.
A palavra Paz é #7965 em Strong e se parece com isto: Paz - Strong's 7965 shalowm (shaw-lome') Shalom é mais do que simplesmente paz; é uma paz completa . É um sentimento de contentamento, completude, totalidade, bem-estar e harmonia. Shalom significa completude, totalidade, saúde, paz, bem-estar, segurança, solidez, tranquilidade, prosperidade, perfeição, plenitude, descanso, harmonia, ausência de agitação ou discórdia. Shalom vem do verbo raiz shalom que significa ser completo, perfeito e pleno. Aqui está o significado das letras quando você as lê da direita para a esquerda
A pequena oração do Grande Bartimeu
Wilma Rejane
Bartimeu era totalmente dependente da misericórdia humana, passava seus dias à beira do caminho, à margem da sociedade, implorando por dinheiro e comida e quem sabe, um pouco de atenção. Quando escutou o barulho da multidão se aproximando, o que pensou? Poderia pensar em ganhar bastante moedas para o restante da semana, aquela era uma oportunidade única, pois, nem todo dia havia multidão próxima a ele. Bartimeu, porém , escolhe o que parecia impossível, fazer um pedido atípico, diferente, único, para o Único que poderia atendê-lo.
Mudar o padrão
João Cruzué
É pecado festejar o carnaval?
Wilma Rejane
Paz em um mundo turbulento
Wilma Rejane
Confia ao Senhor as tuas obras e teus pensamentos serão estabelecidos” Provérbios 16:3
Ao estudar a origem da palavra “confiar”, no verso bíblico de Provérbios, senti enorme alegria e conforto. No grego, ela tem origem em “ galal ” (Strong 01556) com o sentido de rolar, entregar, afastar, remover. A imagem é a de um camelo sobrecarregado, quando a carga está para ser removida, o camelo ajoelha-se, inclina-se para o lado e a carga desliza.
Deus está a nos dizer que não precisamos nos sobrecarregar, andarmos tristes, cansados e pesarosos, tudo que temos que fazer é nos ajoelharmos, declinarmos em Sua direção e deixar “a carga rolar” até Ele! Ficarmos a sós com Deus e externar tudo o que está em nosso coração, como nos sentimos, o que precisamos, confessarmos os pecados e nos mostrarmos gratos e confiantes na providência, no inexplicável amor que sustenta o universo com Sua palavra de poder e perdão aos homens.
Nesse exato momento existe uma batalha em nossos pensamentos. São imagens de acontecimentos vividos ou mesmo de um futuro ainda desconhecido. Confiar em Deus proporciona paz nesse mundo turbulento, e transforma a mente de modo a superar o que poderia ser causa de desesperar. Profeta Isaías diz que Deus conservará em paz, aqueles cujas mentes estão confiantes em Deus (Isaías 26:3).
Não podemos ignorar os problemas, mas precisamos de fé para acreditar que Deus nos guarda em paz e nos conduz de modo seguro em cada decisão.
O valor do silêncio
Wilma Rejane
Em releitura do Evangelho de Lucas, estive meditando sobre as atitudes de Zacarias e Maria diante do anjo Gabriel, anunciado os nascimentos de João Batista e nosso Senhor e Salvador Jesus. Zacarias e sua esposa Isabel, eram avançados em idade. Maria, era virgem. Zacarias, ao ouvir do anjo que seria pai, questionou, ficou abismado como fato de um casal de idosos gerarem uma criança. Como punição, Zacarias ficou mudo e só pôde glorificar a Deus e festejar de modo pleno a realização do sonho de ser pai, após o nascimento do filho (Lucas 1:67 à 79)
E agora você ficará mudo e não poderá falar até o dia em que isso acontecer, porque você não acreditou em minhas palavras, que se cumprirão no seu devido tempo” (Lucas 1:20).
Situação oposta acontece quando o mesmo anjo Gabriel vai até Maria anunciar o nascimento virginal do Salvador, ela abre a sua boca em louvor e gratidão a Deus, em total demonstração de fé. Maria ouviu o anjo em silêncio e falou em tempo oportuno. Ela não debateu a questão de ser virgem, de não ter casado, ela simplesmente ouviu e ao ouvir, sua fé foi fortalecida, ela não evidenciou as impossibilidades, mas exaltou a soberania de um Deus que realiza o que parece impossível.
Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela. (Lucas 1:38).
O barulho de Zacarias falou profundamente comigo! Quantas vezes agimos como ele, falando das impossibilidades em nossas vidas, quer seja em oração ou em conversas cotidianas. Tal qual as ondas do mar, ficamos agitados, agindo como se Deus estivesse alheio às nossas causas. E ao olharmos para a Palavra de Deus, vemos que a sabedoria consiste em agir como Maria que ficou em silêncio para ouvir Deus.
Mesmo as ondas mais poderosas que marcham pela face do oceano não podem perturbar a água a 150 pés abaixo da superfície. A paz sempre reina nas profundezas. E é para essas profundezas que Deus nos chama por meio do hábito do silêncio. Jesus sempre criava situações para ficar a sós com O Pai ( Lucas 22:39 ). Jesus se afastava do barulho das multidões e promovia um ambiente de silêncio, essencial para comunhão diária e fortalecimento da fé. Mesmo quando as ondas do mar estavam extremamente agitadas em tempestade, Jesus conseguia dormir na parte detrás do barco (Marcos 7: 37-38) em demonstração de paz e tranquilidade, sentimentos regados no silêncio, na solitude com Deus.
Uma fé extraordinária!
Wallace Sousa
Por isso, nem me considerei digno de ir ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e o meu servo será curado. Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: ‘Vá’, e ele vai; e a outro: ‘Venha’, e ele vem. Digo a meu servo: ‘Faça isto’, e ele faz”. Lucas 7:7-8
A história do centurião de Cafarnaum é bastante conhecida, não apenas no meio evangélico, mas em todo o mundo, cristão ou não. Por uma boa razão: é um exemplo de fé e como ela deve ser praticada. A história nos desafia a exercer um tipo de fé que, até aquela data, ainda não tinha parâmetro de comparação, visto que Jesus mesmo disse “que ainda não havia visto fé como aquela”. Um tipo especial de fé que nos desafia hoje, mesmo passados dois milênios.
Assim, peço que me acompanhe nessa agradável caminhada na qual vamos tentar abordar o que esse anônimo famoso tem a nos ensinar sobre fé, amizade, confiança, humildade e autoconhecimento. Vem comigo!
1. Ele se preocupava com quem lhe era sujeito
Infelizmente, hoje isso é raro: pessoas em elevada posição que se preocupam com quem está abaixo de si. É muito triste ver pessoas investidas de poder utilizando dessa autoridade para pisar e humilhar os mais humildes e menos favorecidos.
Caso você seja ou venha a se tornar alguém de elevada posição, seja social, profissional, eclesiástica ou política, aprenda com o centurião de Cafarnaum a dar mais atenção a quem lhe serve. Fazendo assim, essa pessoa continuará a lhe servir cada vez mais e por mais tempo ainda.
2. Ele não era orgulhoso de sua posição social
Outra mazela da atualidade: pessoas que gostam de mostrar sua posição acima dos outros. É o caso clássico do “você sabe com quem está falando?” na prática, a famosa “carteirada”.
Isso deveria ser um caso de vergonha nacional mas, infelizmente, é um indício de vício cultural. Um vício contaminante, por sinal. Nossa sociedade apresenta sinais claros de que está enferma, e esse é um desses evidentes sintomas. O centurião nos ensina, através de seu exemplo, a não deixar seu caráter ser contaminado com sua posição.
3. Ele sabia diferenciar poder de autoridade
Apesar de ser bastante fácil de definir o que é autoridade e o que é poder, tornando ainda mais fácil distinguir um do outro, esse ainda é um erro banal e muito repetido, inclusive no meio eclesiástico. A melhor forma de demonstrar o que é um e outro é pelo exemplo, e esta será a forma que tomaremos de empréstimo para tal.
Pense em um guarda de trânsito, fardado e de apito na mão. Ele vê um pedestre querendo atravessar a faixa, mas os carros não lhe dão a vez, então ele se posiciona, aponta para os carros em movimento e faz soar seu apito em alto e bom som.
O que acontece? Os carros param: carros pequenos, motos, carros maiores e até mesmo caminhões e ônibus cheios. Por que param? Porque ele tem autoridade e os motoristas a respeitam.
Mas, o guarda tem poder para parar os carros? Não.
Entendeu a diferença entre autoridade e poder? O centurião tinha autoridade do império romano para dar ordens e manter a ordem, mas não tinha poder.
Nunca se esqueça disso: autoridade é outorgada e revogada; assim como você um dia recebeu, pode perder. Mas, poder não se outorga e não se perde, ou você acha possível que Deus perca Seu poder?
.jpeg)







