Ano Novo, renovar é preciso!





Wilma Rejane


“O que é já foi, e o que há de ser também já foi, Deus fará renovar o que se passou” Eclesiastes 3:15

Há uma sucessão natural na vida, circunstâncias que são frutos de ações e reações intermináveis na rotina do tempo. Todas essas coisas obedecem a uma ordem estabelecida por Deus.  O futuro poderá ser uma reprodução do passado e esse passado já foi presente um dia e a mesma coisa se diz do futuro.  Deus criou esse tempo, para Ele eterno, para nós limitado a contagem de horas, dias,anos. Há leis que regulam a existência.

“O céu tem o direito de oferecer dias planos de luz e depois fazê-los desaparecer nas trevas da noite. O ano tem o direito de cobrir por um período a terra de flores e frutos, e depois torná-la irreconhecível enviando chuvas, secas e geadas. O mar tem o direito de um dia ser amável, apresentando uma superfície calma, e noutro agitar as ondas sublevadas pela tempestade” ( BOÉCIO pg.6).

Quem poderia mover toda essa roda do tempo no universo sem abalar ou eliminar a existência? Deus. Há uma perfeita harmonia no tempo em que se vive e até em que se morre. Não há acasos ou circunstâncias desconhecidas para Deus. Para nós humanos é que sempre há expectativas e tempos com boas e más surpresas. Insuficientes e frágeis quanto ao poder para alterar essa ordem natural, o que nos cabe é viver. E viver de modo a tornar nossa rotina um lugar de renovos.

Maria havia esquecido sobre o Natal...



Era madrugada de domingo e ela acabara de chegar ao cenário que, a primeira vista, se apresentava desconcertante. Maria emudeceu. Diante do sepulcro aberto e vazio as dúvidas a atormentavam, seu coração palpitava e seus olhos encheram-se de lágrimas. Seu Mestre havia sido levado, pensava ela.É curioso notar que ao longo de três anos caminhando lado a lado com Jesus, ouvindo-o dizer inúmeras vezes que três dias após sua morte Ele ressuscitaria para cumprir o plano pré-determinado por Seu Pai, em nenhum instante Maria pensou nesta hipótese. A ideia de ressurreição para o judeu do século I era tão ou mais absurda do que é para nós, hoje, no século XXI. Fato é que nenhum daqueles que durante três anos andaram e ouviram Jesus de Nazaré estavam de campana em frente ao sepulcro em que Ele fora sepultado aguardando sua ressurreição naquele maravilhoso e histórico domingo na cidade de Jerusalém.

Lá estava Maria, perdida, atônita! Completamente dominada pela circunstância. Ela havia esquecido-se das palavras de seu Mestre. Esqueceu-se de crer. De repente, eis que surge a pergunta: Mulher, por que choras? Era Ele. O Cristo Ressurreto que escolhera revelar-se glorificado naquele exato momento pela primeira vez e a uma mulher, bendita mulher. Mas não foi suficiente. Mesmo diante do Rei dos reis, ressurreto e glorificado, ela não pôde ver. Confundiu-o com um jardineiro qualquer e aflita perguntou: onde puseram meu Senhor? Estava cega, havia perdido completamente o fundamento no qual tinha construído toda sua vida.

No diário de fim de ano...

O amor de Jesus é o bem mais precioso de nossos dias



Olá queridos leitores!

Dezembro chegou e com ele muitas expectativas de mudanças para o ano novo. Momentos de transição sempre provocam um desconforto que pode ser bom ou ruim: o ângulo pelo qual esperamos nosso futuro dependerá de como está nossa relação com Deus e com o próximo.

E esse será o oitavo ano de existência do blog, e lá se vão oito anos escrevendo sobre aquilo que Deus nos ensina. Compartilhamos com os leitores nossa fé, o que interpretamos da Palavra de Deus, angústias, alegrias e tristezas. Quem sabe, nossos aprendizados contribuam para ajudar alguém, é o que pretendemos, em Cristo que nos sustenta.

Esse foi um ano de muito trabalho para mim, como professora da rede pública de ensino, recebi uma quantidade maior de turmas e consequentemente precisei de mais tempo e esforço para realizar o magistério com esmero. Foi um ano de feedback positivos. Doei e recebi uma quantidade maior de abraços, confidências, conheci mais conflitos, auxiliei como conselheira em alguns e penso que cresci como educadora.


O Presente que não se pode comprar...




Wilma Rejane

"E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo:Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens." (Lucas 2:10-14)

O coral de anjos foi o primeiro evento comemorativo do nascimento de Jesus. Havia uma atmosfera festiva de louvor a Deus pela encarnação do Verbo, do Filho de Deus entre os homens: Jesus, a melhor notícia já anunciada para humanidade. Naquela noite em Belém não haviam banquetes, nem  luzes coloridas piscando pela cidade, não haviam trocas de presentes. O que havia era a chegada de um novo tempo em que Deus estaria pessoalmente entre os homens para lhes falar sobre Amor. Deus amando aos homens e ao mundo terreno de tal forma que lhes presenteava com o que havia de mais nobre, valioso, generoso e justo: Jesus (João 3:16)

Deus nos presenteou revelando-nos o mistério da Salvação, da vida eterna. Nos presenteou com o perdão de pecados, com a morte da morte e a ressurreição. Nos presenteou com a graça, transbordante, aniquilando a condenação, a culpa, o engano. O Natal chegou através de coisas simples, em uma pequenina cidade de Israel que vivia sob domínio romano. José e Maria,o casal que abrigava o Salvador não fazia parte da elite econômica, eram sim ricos aos olhos de Deus porque O temiam e O amavam com todo o coração. José e Maria eram o ideal de família e de humanidade que corroboravam com o Natal.

Myriam, uma esperançosa lição de fé e perdão em campo de refugiados



Wilma Rejane

Myriam e sua família estão atualmente em um campo de refugiados iranianos. E é nessa condição de incerteza social, de perseguição e perda que ela tem demonstrado seu amor e sua fé em Cristo Jesus. Myriam chamou à atenção dos adultos e através dessa entrevista é possível saber porque. 

Senti-me comovida e até constrangida diante da fé dessa criança, pois, as vezes temos grande dificuldade em perdoar quem nos fere e em sermos gratos e fervorosos em meio a calamidades. Myriam perdeu casa, deixou de frequentar escola e convive com as ameaças do grupo terrorista Ísis, ainda assim louva com sua meiga voz...

" Quão feliz é o dia que eu cri em Cristo,
Minha alegria completa foi feita ao alvorecer
E minha voz canta com gratidão
Amo meu glorioso Salvador
Motivado por amor, Ele veio
Que fantástico amor..."




Deus o abençoe, amado leitor.
Que nosso Senhor Jesus Cristo seja o motivo e a inspiração de nossos dias.

Nos mares da vida....




Wilma Rejane

O comércio da pesca no mar da Galileia movimentava a região a ponto de muitas famílias de pescadores se alojarem nas proximidades daquelas águas doces e profundas. Jesus passeava constantemente no lugar, observava atentamente os pescadores e dois em especial que vieram a ser seus discípulos: Pedro e André.

A situação se arrastava, por dias seguidos os peixes minguavam nas redes, noites inteiras tentando melhores resultados e nada de extraordinário acontecia. Jesus sabia que aqueles pescadores estavam em situação difícil, dependiam da pesca para viver. Um dia ao retornarem de mais uma pescaria frustrante, os pescadores abandonam seus barcos e vão lavar as redes.

E naquele dia Jesus reúne aquela comunidade de pescadores para falar sobre O Reino de Deus. Era a primeira vez que ouviam palavras tão profundas, a primeira vez que alguém aparecia para restaurar-lhes a esperança, despertar a fé.

"E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede. E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede." Lucas 5:4-6

Depois de pescaria tão maravilhosa, certamente muita coisa mudaria: dívidas pagas, melhoria econômica de muitas famílias, alimento abundante, ânimos restaurados. Para Pedro e André, no entanto, aquele dia seria um marco, um referencial: passariam a ser pescadores de homens.

Poderíamos dizer que muitos milagres aconteceram naquela pescaria, mas o principal deles foi: Jesus atraiu os peixes para as redes. Pedro lançou as redes porque ouviu a Palavra, a pregação, ele agiu por fé e Jesus transformou o vazio em abundância. Os barcos vazios, as redes vazias, a incerteza do amanhã, tudo foi transformado pela presença de Jesus e fé dos pescadores.

Aprendendo com Jesus naquele mar...

Não pare no caminho, o alvo está mais adiante!




Wallace Sousa


Lendo o texto seguinte, hoje, Deus iluminou minha mente sobre mudar o quadro de nossas vidas. Sabe, às vezes nos esquecemos ou fazemos questão de negligenciar, mas as derrotas são ótimas professoras. Duvida? Então leia e, se não mudar mesmo, pode deixar sua crítica.

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado [1]; mas uma coisa faço [2], e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam [3], e avançando [4] para as que estão diante de mim [5], Prossigo para o alvo [6], pelo prêmio [7] da soberana vocação [8] de Deus em Cristo Jesus [9]. (ênfases minhas) Filipenses 3.13 e 14

Sacode a poeira e dá a volta por cima


1. Insatisfação com o comodismo

Quando Paulo afirma que julga ainda não ter alcançado aquilo que ele poderia e que deveria alcançar, eu fico a pensar o que estava lhe faltando, tirante os problemas e perseguições, que lhe eram constantes. Afinal, ele era um gigante espiritual, e já poderia dizer que havia chegado ao topo, ao auge. Esse é o problema: quando achamos que chegamos ao nosso máximo, estamos abrindo espaço para que o desânimo faça guarida em nossa vida.

Para que nossa vida continue crescendo, precisamos desenvolver uma salutar insatisfação contra a mediocridade e o comodismo. Eu me lembro que após ver que havia passado no concurso do DNIT, em 2006, sem estudar tanto o que deveria e que podia, vi-me, ali, descobrindo que poderia ir mais longe, que era possível atingir um outro nível, se eu me esforçasse mais. A partir dali, não sosseguei até atingir meu potencial, até chegar ao ponto de dizer: dei meu máximo, fiz o que pude. Tem um verso na Bíblia que diz: “faça conforme as tuas forças“, e isso significa que Deus não exige de você além daquilo que você é capaz. Mas, também quer dizer que Ele não fica satisfeito quando você fica acomodado e aquém do que pode alcançar.


Aquietai-vos; Jesus vos ama...




Por Mark Jones

Se um pregador tivesse apenas um sermão para pregar a incrédulos, provavelmente ele pregaria algo que seguisse o padrão apostólico do livro de Atos. Mas, e se ele tivesse a chance de dar apenas uma mensagem para aqueles que são cristãos? Aqui, naturalmente, há muito mais liberdade.

Normalmente, quando estou diante de uma situação em que, nessa vida, talvez eu não veja novamente os cristãos com quem estou falando, eu lhes conto sobre as verdades que têm importância especial para os cristãos, como o amor que Cristo tem por sua igreja (Ef 3.19).

Os puritanos às vezes têm uma fama ruim por sua teologia, em especial na áreas da segurança da salvação. Ainda assim, eu consegui segurança completa da salvação ao ler um puritano, Thomas Goodwin. Nenhum escritor continental me deu um senso do amor de Cristo por mim da forma como Goodwin fez quando, pela primeira vez, eu o li tratando sobre o coração de Cristo nos céus voltado para os pecadores na terra.

Assim, se você me perguntar sobre que tópico eu falaria a cristãos se tivesse apenas um estudo/sermão, provavelmente o foco seria o amor de Cristo pela igreja. De fato, recentemente eu tive o privilégio de falar sobre o amor de Cristo por sua noiva no Brasil, quando me pediram para dar um estudo bíblico improvisado.

Como você (cristão) sabe que Cristo te ama? Como você pode ter certeza de seu amor por você? Abaixo estão aquelas que creio serem as três maiores razões para Cristo amar você.

1. O mandamento do Pai ao Filho. O Pai deu a Jesus um mandamento perpétuo de amar pecadores (ver Jo 6.37-40; Jo 10.15-18; 15.10). Jesus permanece no amor do Pai ao amar os pecadores. Não pode haver maior influência que leve o Filho a amar-nos, miseráveis pecadores, que o mandamento do Pai. Cristo deixar de nos amar seria, na verdade, deixar de amar seu Pai.

Pense nas palavras de Cristo a Pedro em João 21.15-17. Cristo pergunta três vezes a Pedro: “Você me ama?”. Pedro demonstrará seu amor por Cristo ao apascentar as ovelhas de Cristo. Agora, pense no Pai perguntando ao Filho: “você me ama?”. Filho: “Sim, Pai, você sabe que eu te amo”. Pai: “Morra por minhas ovelhas, ame minhas ovelhas, alimente minhas ovelhas”.

O casamento no Salmo 45




Wilma Rejane


Ouve, filha; vê, dá atenção; esquece o teu povo e a casa de teu pai; Então o Rei se agradara de  tua formosura; pois ele é o teu Senhor; inclina-te perante ele. Salmo 45: 10-11.

O Salmo 45 é um cântico que representa um matrimônio, prefigurando profeticamente o relacionamento de Cristo com sua noiva: a Igreja. O escritor de Hebreus também faz referência a este Salmo para descrever Jesus como Messias (Hebreus 1:8-9) .

O músico Masquil, salmista, inspirado pelo Espírito Santo, descreve a majestade e graça de um valente rei que cavalga em corte para rainha; uma rainha separada, entre as muitas filhas de reis, a que por amor, deixa a casa dos pais para contrair matrimônio. E esse matrimônio é repleto de simbolismos. Do noivo se diz que a graça se derramou em seus lábios e Deus o abençoou mais que os demais homens , suas vestes cheiram a mirra, aloés e acácia, Deus o ungiu com óleo de alegria. Da noiva, que é ilustre, vestida com tecidos de ouro e que será levada ao altar por virgens, seus filhos serão príncipes e os povos a louvarão.

E para que um rei case com uma rainha, é necessário que a rainha abdique dos costumes de sua nação, pátria, de sua casa e cultura para poder habitar com o cônjuge. Assim, esquecer o teu povo e a casa de teu pai no Salmo, implica mais que se distanciar da família, mas abraçar uma nova vida, seguindo novas convicções. A dor da saudade e do rompimento será compensada pela alegria do óleo da unção que dividirá com o esposo. Essa referência sobre deixar a casa dos pais encontra semelhança na vida de alguns servos de Deus ao longo da história Bíblica:


Deixando teu povo e a casa dos pais:

Abraão - Precisou deixar Harã ao Norte da Mesopotâmia , a casa de seus pais e seguir em direção a terra prometida, deixando para trás uma região idolatra de pessoas que constantemente se curvavam aos deuses familiares.  Abraão, Sara e servos precisavam crescer em fé e comunhão, abraçando novas convicções, aliançando-se   com Deus. A união dá origem a Isaac (riso) filho da promessa.  Através desse matrimônio surgem príncipes e povos .


Jacó – Ou deixava a casa dos pais ou seria morto pelo irmão Esaú, revoltado com a perda da benção patriarcal. O passado aflito de Jacó é apagado através de sua fé e perseverança em mudar de vida e receber as promessas de Deus. Jacó faz aliança com Deus que muda seu nome para Israel. Embora Jacó tenha sofrido com a desobediência de alguns de seus filhos, nos últimos dias de vida é recompensado: reencontra o filho José como governante do Egito e tem as forças restauradas pela graça do perdão e do arrependimento que alcança toda família. Os frutos desse matrimônio ainda são vistos na formação do Estado de Israel, no testemunho de fé que ressoa fortemente no coração dos filhos da fé.