Fique firme

 

João Cruzué

Sei que milhares de textos há sobre José, o neto de Labão,  o jovem arameu que chegou ao Egito como escravo, depois de 12 anos deixou a escravidão para ser o segundo homem mais poderoso na terra dos faraós. Depois de muito tempo sem escrever, estou aqui de novo, para compartilhar esse pão de letrinhas sobre este grandioso personagem bíblico.

José não nasceu em Canaã. Ele e todos os irmãos eram arameus da Síria. Seu berço ficava  na região de Haran cujo nome  é dado a uma  cidade que existe por lá nos dias de hoje.

José, o filho preferido do pai, para chegar ao topo do monte da vitória, passou por um processo de refino de várias etapas. Debaixo de muitas aflições, ele foi amassado e prensado pelo menos cinco vezes.

1. Foi desprezado, odiado e vendido pelos irmãos;

2. Foi revendido como escravo para a família de um nobre egípcio;

3. Foi cobiçado pela mulher do dono e quase foi morto pela fúria de sua rejeição aos desejos dela;

4. Depois foi preso injustamente e esquecido por muitos anos no cárcere sob as mãos do capitão da guarda do faraó

5. Em todo esse tempo, Deus não lhe respondeu uma palavra. Mas, estava atento e cuidando do moço no silêncio.

6. Procurou por conta própria sair da prisão, no dia da libertação do copeiro mor do Faraó. Mas, ele depois que saiu, se esqueceu completamente de José. E depois desse dia,  José percebeu  que se havia sido completamente esquecido por Deus e por todos.


Mas sua percepção era falsa.

A sensação de abandono pode ser enganosa. O diabo pode estar agindo nas sombras, plantando pensamentos destrutivos na sua mente.

Então, Deus começou a agir. O faraó teve um sonho em Gênesis 41. O copeiro se lembrou de um jovem  da prisão. O faraó mandou buscar o moço. Onde ele estava?

Escondido nas tempestades

 

Autor: Vaneetha Rendall
Tradução: Wilma Rejane

Quando vejo nuvens de tempestade chegando, quero correr e me distanciar delas. Elas reorganizam minha agenda, arruínam meus planos. Lembram-me de que não estou no controle. Para mim, as tempestades nunca representaram algo agradável, não são bem vindas ou desejáveis. 

Isso também se aplica à minha vida. Nuvens de tempestades arruínam meus planos. Quero que as coisas se desenvolvam da maneira que imagino,  que a vida seja previsível e sem problemas. Estou bem com pequenas irritações (bem, na verdade não; eu gostaria de eliminá-las também), mas as grandes e indesejáveis ​​mudanças em meus planos podem me fazer questionar o amor de Deus por mim. Ele está realmente lá? Ele realmente se importa? Por que Ele está deixando isso acontecer?

Na Bíblia, as nuvens estão sempre conectadas com Deus. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, as nuvens indicam a presença de Deus, bem como a Sua orientação. Elas eram o meio de ouvir a voz de Deus e ver Sua glória. Para os filhos de Israel, Deus estava presente numa “coluna de nuvem”; sempre que viam isso, sabiam que Deus estava com eles. Dessa nuvem, Deus os guiou, indo “à frente deles numa coluna de nuvem para guiá-los em seu caminho” (Êxodo 13:21). Deus também usou nuvens para falar com Seu povo. Ele falou através das nuvens diretamente a Moisés, aos israelitas e aos discípulos no Monte da Transfiguração. As nuvens também manifestaram a glória de Deus, pois as Escrituras frequentemente registram que a glória do Senhor apareceu em uma nuvem (Êxodo 16:10), muitas vezes deixando os israelitas pasmos. Quer fosse para dar Sua orientação ou mostrar Sua glória, em todas as Escrituras as nuvens estavam associadas a Deus.

Vejo Deus conectado às nuvens em minha vida também. Desde o início, Jesus veio até mim nas nuvens escuras, embora eu nem sempre tenha reconhecido Sua presença. Contraí poliomielite quando criança e fiquei tetraplégica após o ataque inicial. Dos dois aos doze anos, passei por mais de 20 cirurgias, o que me permitiu andar e funcionar de forma independente. Para quem está de fora, minha condição pronunciada indicava minha deficiência, o que provocou intimidação incalculável por parte de meus colegas de classe. Indiferente a Deus e furiosa com o mundo por causa da minha deficiência, passei a maior parte da minha infância sentindo autopiedade e raiva. Mas aos 16 anos, Deus usou minha fraqueza para me apontar para Cristo. Ele prometeu usar meu sofrimento. Deus me mostrou em Jó. 9:3 que “isso aconteceu para que as obras de Deus se manifestassem em [mim]”.

Após minha conversão, pude ir para a faculdade, trabalhar, me casar e ter filhos, grata por a parte mais difícil da minha deficiência ter ficado para trás. Adorei tornar a nossa casa acolhedora e gostei especialmente de cozinhar. Para me divertir, pintei paisagens, fiz joias e desenhei álbuns de recortes, deliciando-me com qualquer coisa que pudesse criar com as mãos.

Mas uma lesão debilitante e o diagnóstico subsequente fizeram meu mundo desabar. Os médicos determinaram que a agonia no meu braço direito era resultado da síndrome pós poliomielite e nunca seria totalmente resolvida. Não foi uma ruptura muscular; foi uma lesão por uso excessivo. Eu precisava reduzir a pressão sobre ele imediatamente. Radicalmente. Permanentemente.

Trazendo à memória o Deus da esperança



Wilma Rejane


“ Todos os meus concidadãos sabem que você é mulher virtuosa.” Rute 3:11

Rute era uma estrangeira entre os judeus. Uma moabita, viúva e pobre. Alguém que vinha passando por dificuldades financeiras e sentimentais. Rute não tinha emprego e  apesar de jovem, escolhera passar o restante de seus dias ao lado da sogra Noemi também viúva e enlutada de filhos. Rute é um grande exemplo do amor, bondade e poder de Deus. Ela é portadora de uma Boa Nova chamada: restauração. Em uma perspectiva meramente humana esta mulher seria considerada fracassada.

Porém, apesar das tantas perdas de Rute, vale lembrar que ela permaneceu confiante no futuro pela fé em Deus. Ela não se intimidou em recomeçar uma nova etapa na vida a partir de coisas aparentemente pequenas. Decidiu respigar no campo de um homem muito rico e honrado chamado Boaz. Respigar, em época de colheita ( de cereais ou frutas) era um costume antigo estabelecido por lei (Deuteronômio 24: 19-22) para beneficiar pobres, viúvas, órfãos e estrangeiros.

A jovem Rute, ao respigar na colheita declarava pertencer a uma classe social necessitada. Mas não era só isso: ao respigar no campo de Boaz, Rute demonstrava não desanimar ou se intimidar com a situação desfavorável. E não é incrível que mesmo fazendo um trabalho temporário e desprestigiado socialmente, Deus tenha abençoado essa jovem a ponto de torná-la conhecida em todo Israel como uma grande mulher? Por que? Por causa do caráter e da fé. O comportamento de Rute chamava atenção. Seu segredo era uma vida de oração.

O Deus que transforma destinos.




Autor: Wallace Sousa

"Assim, pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém; e sucedeu que, entrando elas em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não é esta Noemi? Porém ela lhes dizia: Não me chameis Noemi; chamai-me Mara; porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Cheia parti, porém vazia o SENHOR me fez tornar; por que pois me chamareis Noemi? O SENHOR testifica contra mim, e o Todo-Poderoso me tem feito mal." Rt 1.19 a 21

Detendo-me a meditar nisso, comecei a refletir e gostaria de compartilhar com você alguma coisa sobre isso, tudo bem?

1. A vida, às vezes, não é justa

Você poderia se colocar no lugar dessa senhora, e imaginar os sofrimentos que ela passou? Se já não fossem suficientes as agruras da estiagem prolongada, agora avalie a subsequente perda de marido, seguida pela perda dos filhos. E isso longe de sua terra, de seus parentes, amigos e auxílios conhecidos. Naquela época, a mulher era muito mais dependente do esposo do que hoje, e a perda de seus filhos foi um golpe a mais em uma vida transbordante de amargura.

Conhecedor de situações quase parecidas, onde meu pai teve que migrar do Nordeste em direção a “São Paulo” (ou Eldorado, para alguns… risos), em busca de uma vida melhor, fugindo do flagelo da seca, que abatia animais no campo e ânimos na cidade, posso ter um vislumbre da situação de Noemi. Se meu pai era obrigado a trabalhar de “sol a sol” para garantir o pão em casa, e minha mãe trabalhava “pra fora” para complementar a renda, e eu mal os via durante o dia, imagino que a vida que Noemi levava não era nada fácil.

O que aconteceu no Rio Grande do Sul?

 

Wilma Rejane

O Estado do Rio Grande do Sul, região de polos produtores de cereais como arroz e milho, também de rebanhos e hortarias foi fortemente atingido por inundações,  dos 497 municípios gaúchos, 467 ainda estão sofrendo com a devastação causada pela força das águas, isso equivale a quase 95% de todas as cidades, é uma calamidade sem precedentes não apenas para região, mas para o País.

Qual a causa de tamanha tragédia? Há os que culpam gestores locais pela falta de prevenção e de gerenciamento de desastres, os que culpam  mudanças climáticas, mote para agenda 2030 da ONU, quem desconfie de armas HAARP'S (High Frequency Active Auroral Research Program), os que afirmam que o culto a Baphomet se expandiu no Estado e que essa entidade estaria gerando o caos, por último culpam os Rockefeller com o Projeto de Cidades Resilientes onde Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro figuram, o plano, no caso, seria destruir tais cidades para reconstrui-las.

  • Quando, porém, vier o filho do homem achará fé na terra? Lucas 18:8.
  • Sucederá algum mal à cidade; sem que o Senhor o tenha feito? Amós 3:6b

Tentam excluir Deus da história, ignorar completamente Sua intervenção e ao fazerem isso, consequentemente, ignoram o chamado para o arrependimento, mensagem central do Evangelho que conduz à santidade e salvação. É mais fácil encontrar culpados e condená-los do que considerar o pecado humano que é transbordante no Brasil e no mundo.

Do principio ao fim da história humana Deus sempre interveio com juízos para transformar o estado de pecado e incredulidade; dilúvio, pragas no Egito, terremoto em Jericó, pestes , guerras e até o final em Apocalipse os desastres estão presentes separando, "peneirando" os que temem a Deus e os que não temem e ora fazendo perecer tanto justos como injustos como diz Eclesiastes 9:2:

  • Tudo sucede igualmente a todos, o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro, ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme ao juramento. 

Deus é mistério insondável! Por isso que a salvação é por fé e não por vista. O extraordinário está por toda parte, onde o "ordinário" se apresenta: no por do sol, nas águas que gotejam sobre as cidades, na harmoniosa sinfonia dos pássaros anunciando o amanhecer, no meu e no seu corpo funcionando vitalmente, nos nascimentos e mortes, na vida! Mas quando algo saí do "ordinário" os desastres se mostram gerando interrogações. 

Seja forte, corajoso e faça seu trabalho!

 

Autor: Summer Shore
Tradução: Wilma Rejane

Você já se sentiu perdido? Você já deu um passo de fé sem saber se o chão ainda estava lá sob seus pés? Talvez você tenha sido colocado em uma posição para descobrir novos caminhos. Acho que Salomão, filho do rei Davi, provavelmente se sentiu assim mais de uma vez.

Deixe-me definir o cenário... O rei Davi, embora longe de ser um rei perfeito, ainda era um homem segundo o coração de Deus. Nos seus últimos anos, a sua maior conquista seria encomendar a construção do Templo de Deus. O desejo do coração de Davi era construir uma casa para a arca da aliança. O templo deveria ser mais do que apenas uma bela vista ou um centro espiritual para comunidade; deveria ser a própria morada do Senhor. Os planos foram dados a Davi por Deus através do Espírito Santo e foi um empreendimento enorme.

Como Davi era um guerreiro e derramou sangue, Deus determinou que Salomão, filho de Davi, iria construir o templo. À medida que Davi se aproximava do fim de sua vida, recomendou a Salomão a construção do templo, conforme Deus havia instruído. Diante de todo o povo, Davi encorajou Salomão, futuro rei de Israel, a ouvir a Deus e seguir seus caminhos. Então Davi se volta para Salomão e diz:

Seja forte e corajoso e faça o trabalho. Não tenha medo nem desanime, pois o Senhor Deus, meu Deus, está com você. Ele não os deixará nem os abandonará até que todo o trabalho para o serviço do templo do Senhor seja concluído”. 1 Crônicas 28:20

Esta referência das escrituras também é vista em Deuteronômio 31:6, quando Josué é nomeado por Moisés para ser seu sucessor e liderar os israelitas. Acho que não é coincidência que David esteja citando esta escritura específica para seu filho.

Porém, o que é diferente aqui é uma pequena frase: " Seja forte, corajoso e  faça seu Trabalho ".

A Torre de Siloé, Nínive e a tragédia no Rio Grande do Sul

 

Wilma Rejane

A Bíblia nos fala sobre tragédias de grandes proporções, o dilúvio foi uma delas, na qual se salvaram apenas oito vidas, familiares de Noé. Deus prometeu que jamais traria novos dilúvios para acabar com a humanidade (Gênesis 9:14-15), portanto, as inundações que estão a ocorrer no Brasil e em outras partes do mundo são parte do juízo de Deus sobre as nações, são sinais que antecedem à vinda de Jesus Cristo. Juízos diversos estão acontecendo e ainda acontecerão, são as dores de parto  se intensificando.

E quando falamos em "juízo de Deus", logo imaginamos que a tragédia tem o objetivo de punir, corrigir, castigar pessoas por causa do pecado, será que essa é uma regra? Na perspectiva Bíblica, as tragédias têm um objetivo maior que é o de salvar vidas, purificar nações, convocar arrependimento e promover aproximação de Deus através de um exame de consciência. O dilúvio do tempo de Noé foi anunciado por mais de 100 anos, Deus avisou, advertiu, aguardou pacientemente as pessoas se voltarem para Ele.

Quando profeta Jonas foi à Nínive alertar sobre a tragédia que iria abater a cidade, caso não se arrependessem, ele levou não apenas um aviso de juízo de Deus, mas também de esperança, perdão e restauração. Jonas desejou que Nínive fosse destruída por causa dos seus muitos pecados, mas Deus pacientemente aguardou os corações se voltarem para Ele e no final : " Não hei de ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabe discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?" Jonas 4:11

Jonas não compreendia a profundidade do amor de Deus pelos pecadores! Tenho observado algo parecido em relação à tragédia de inundações que abatem o Estado do Rio Grande do Sul, por toda parte há comentários e opiniões de que "o juízo de Deus abateu aquele Estado por causa da incredulidade dos habitantes", porquê é o estado menos evangelizado do Brasil e coisas do gênero. Ao ver tais comentários, lembro-me do que disse Jesus Cristo sobre uma tragédia ocorrida nos dias de Seu ministério terreno:

Superando tempos difíceis

 


Autor: Jill Briscoe
Tradução: Wilma Rejane

Quando o segundo filho de José nasceu, ele o chamou de Efraim e disse: “É porque Deus me fez frutificar na terra do meu sofrimento” (Gênesis 41:52). Deus pode nos tornar frutíferos quando nos leva a um lugar de aflição, mas como?

Ele certamente pode usar a dor, se cooperarmos, para fazer crescer em nós alguns dos frutos do espírito – amor, alegria, paz, paciência e autocontrole. Começa quando aceitamos os problemas com um por que não? em vez de por que eu? Quando nos submetemos ao Seu tempo, não com um porquê agora, mas com "Seja feita a Tua vontade". À medida que aprendemos a crescer através do sofrimento, começaremos a conhecer melhor a Deus, a nós mesmos e aos outros. Poderemos até desenvolver dons ocultos de misericórdia e graça que só florescerão na terra do nosso sofrimento.

É claro que é mais fácil falar do que fazer, mas para aqueles de nós que procuram servir ao Senhor, descobriremos que em momentos tão dolorosos, como os de José, temos uma escolha. Podemos nos tornar frutíferos ou estéreis, tornar-nos vencedores ou vencidos. Podemos permitir que a dor nos leve a Deus, deixando que a prisão nos mostre Sua face. Enquanto José estava na prisão, Deus mostrou-lhe a Sua misericórdia (Gênesis 39:21) .

Inundações no Rio Grande do Sul

 

"O coração do sábio está na casa onde há luto, mas o do tolo, na casa da alegria". Eclesiastes 7:4

Nossa solidariedade à todo o Estado do Rio Grande do Sul por conta das inundações incomuns ocorridas. Sabemos que nesse momento as ajudas em forma de mantimentos e abrigo são urgentes e insuficientes devido à imensidão de áreas atingidas, mas o que nossas mãos não alcançam fazer, os joelhos e os lábios se propõem em oração: pelos familiares das vítimas fatais, para que sejam consolados; pelos desabrigados para que possam reconstruir a vida brevemente em locais seguros; pelos comerciantes e agricultores para que possam seguir em frente e aos poucos serem fortalecidos e restituídos de alguma forma. Por todos para que nesse momento de dor, o incomparável amor de Jesus os ampare. E ao orarmos pelo Rio Grande do Sul, lembremos de pedirmos perdão a Deus pelos pecados da nação, Deus tenha misericórdia de nós.

Trabalhadores excelentes, servos negligentes!

 


Wilma Rejane

Saístes, como para um salteador, com espadas e varapaus para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes. Mateus 26:55

Relendo o Evangelho de Mateus, percebi lições que não havia percebido antes, foi algo totalmente novo e que me deixou bem pensativa, a meditar na profundidade com que as mesmas palavras lidas por mim tantas vezes, haviam me mostrado algo que parecia óbvio; "Como não percebi antes tais detalhes?"

Jesus diz que todos os dias ensinava no templo, aqueles soldados enviados para o prenderem serviam no templo, estavam a serviço do chefe dos sacerdotes e líderes judeus, como não conheciam Jesus nem mesmo por aparência, a distância? Eles não sabiam quem era Jesus, pois Judas precisou beijá-lo para que o identificassem. 

Aqueles soldados só conheciam Jesus através das narrativas dos sacerdotes e fariseus. A guarda romana e polícia do templo eram compostas por muitos soldados, uma multidão deles, naquela noite de traição havia entre 300 e 600 soldados. Aqueles foram escolhidos para a missão certamente porquê eram confiáveis, ágeis, fortes,  selecionados de modo a não falharem. 

Enquanto Jesus ensinava no templo todos os dias, onde estavam aqueles soldados que não viram Jesus amparando os pobres, curando-os, transformando-os, salvando-os? Jesus reunia muita gente ao seu redor, mas nenhum daqueles soldados o conhecia, Judas precisou guiá-los para que não capturassem o homem errado. Onde estavam? Estavam servindo aos seus senhores mundanos!

Aqueles soldados não conheciam Jesus porquê estavam ocupados demais, priorizando outros assuntos. Eles serviam muito bem aos homens, porém, desconheciam o que era servir a Deus. E Jesus estava ali, todos os dias bem perto deles.