No ombro de Deus Pai

 

Wilma Rejane


" Atravessou Abrão a terra até Siquém..." Gn 12:6

Você pode sentir o tamanho da benção escondida nesse pequeno verso Bíblico?  Nunca ouvi qualquer pregação sobre essa passagem e acredito mesmo que ela não chama a atenção dos leitores. Não chamava minha atenção, até o dia em que um : "pare, escute, preste atenção" me sacudiu de tal forma que me vi agradecendo a Deus por todas as vezes em que Ele me permitiu "atravessar Siquém". 


Sobre Siquém:

Siquém está situada no vale estreito entre o monte Gerizim e o monte Ebal, aproximadamente 65 quilômetros ao norte de Jerusalém. Em hebraico Siquém significa "ombro", esse significado descreve muito bem o valor do lugar para os Israelitas na conquista da terra prometida e também nos oferece  razões de relacionar Siquém com "vale do crescimento espiritual, da obediência". Siquém, ombro de Deus.

Foi esse o lugar escolhido por Deus para Abraão iniciar sua caminhada, para Moisés declarar as bençãos e as maldições (Deuteronômio 27), onde Josué reuniu os Israelitas para convocá-los seguir a Deus (Josué 24), onde Jacó se fixou ao retornar a Mesopotâmia: "e foi ali que ele purificou sua casa dos deuses estranhos, enterrando todos os seus ídolos debaixo de um carvalho" (Gn 35.2,4). Por fim Siquém é o lugar onde José foi enterrado "Kever Yosef", túmulo de José. Em Outubro de 2000 os palestinos, em total desrespeito a palavra de Deus, destruíram o túmulo de José para construir uma mesquita.

Nossos passos em Siquém

A travessia para Siquém, foi o primeiro passo de Abraão com destino a terra prometida .  Ainda faltava muito chão para chegar ao destino final, mas ele se moveu, arriscou deixar para trás o lugar que nada mais poderia lhe oferecer e seguiu ao desconhecido, porém acompanhado dAquele que conhece todas as coisas. E  Deus com ele permitindo que seus pés caminhassem sem tropeçar, que seus camelos e servos gozassem de boa saúde e disposição para segui-lo.

Abraão deixou o conforto, para viver os conflitos e crescer na fé.

Você já parou para pensar a maravilhosa benção,  proteção e providência Divina que há em cada passo nosso? Em cada travessia?  Cada travessia é um favor, por menor que seja a distância. O primeiro passo é tão ou mais importante que o último. Se Abraão não tivesse "atravessado a terra até Siquém", não teria percorrido os mais de 2.400 km realizando todas as promessas de Deus para Ele.


Agosto: um mês de boas lições!


Autor: Pastor Armando Vanelli

Então, eis que já estamos em Agosto. Isso mesmo, parece que o 1º de janeiro foi ontem. O tempo tem passado numa velocidade descomunal, mas com certeza são as nossas múltiplas atividades que fazem com o tempo urja tão veemente. Mas, se chega um novo mês, um novo tempo, é sempre bom deter-se sobre ele. Por exemplo, Agosto é um mês muito interessante, além de ser o segundo mês do segundo trimestre do ano, é um mês que dá mostras da transição do inverno para a primavera.

E Agosto tem ainda uns resquícios do inverno que se esvai com uma  brisa quase que diuturna. Com esse vento constante desperta nos meninos um forte estímulo para empinar pipas, e muitas delas estão por todos os cantos da cidade. Nos parques, nos descampados e até mesmo entre o emaranhado de fios elétricos e telefônicos surgem com as mais variadas formas e cores que no lindo céu azul as pipas embelezando o ar e vindicando uma acirrada disputa entre os empinadores, com destaque a altura, manobras e "taios", tentando cada um prevalecer com a sua arte o maior tempo possível no ar.

Hoje, na modernidade, qualquer garoto faz uma pipa com facilidade. Há papéis, varetas e colas especiais para a confecção das pipas, que a cada região tem um nome: quadrado, maranhão, papagaio, pandorga ou raia. No meu tempo de garoto não era fácil fazer um pipa. Em princípio o que se conseguia era folha de papel da embalagem do macarrão Maravilha (lembra disso?), uma cola de trigo ou de sabão e as varetas de bambu que se cortava de uma taquara e com uma pequena faca trabalhava-se para dar a devida curvatura no arco do pipa.

Mas por trás dessa brincadeira, sempre havia algo que me impressionava, por exemplo, a condição de cada garoto que empinava sua pipa. Eu sempre tinha algum retrós de linha de costura que ganhava de alguém, mas havia alguns meninos mais afortunados que traziam em suas maquininhas de soltar pipa, 2 ou 3 carretéis de linha de ótima qualidade, havia uma marca muito popular entre os pipeiros que a linha Corrente, e cada carretel tinha 131 jardas ou 120 metros cada. A considerar 3 carretéis de linha soltos para uma pipa, 360 metros era uma considerável altura, e as pipas se perdiam de vista.

Residindo num simples bairro chamado Vila Bazani em Itapira,SP, e ali nas imediações havia um menino chamado Vineu, Vineu Piolo e ele era uma espécie de um professor Pardal dos arrebaldes, fazia uma engenhocas para empinar pipas e usava até 5 carretéis de linha, logo, era o campeão em altura naquela redondeza.

Chegava Agosto,  a lição de casa ficava para depois. Todos no largo 13 de Maio, praça da famosa festa de 13 de Maio, e toma de levantar e empinar viva. As horas voavam, e ao anoitecer retornávamos ás nossas casas. Uns alegres pela proeza de ter conseguido por o seu pipa lá nas alturas, outros cabisbaixos porque a linha se rompeu e adeus ao colorido brinquedo.

A cabana que não era de Jonas

 

Wilma Rejane

A nacionalidade do profeta Jonas é citada no livro de  II Reis 14:25 “ filho do nativo Amitai, morador de Gate-Hefer situada cinco quilômetros ao nordeste de Nazaré”. Era um profeta judeu e o primeiro com a missão de pregar aos gentios. Enviado a cidade de Nínive, Jonas viveu momentos atípicos como ser engolido por um grande peixe e ver uma aboboreira nascer,  crescer e morrer sobre sua cabeça em questão de minutos. Por tamanha aproximação com peixes e plantas, costumo chamar Jonas de: o profeta da natureza. Pode ser apenas mais uma curiosidade, mas Jonas significa “pombo”, uma ave mansa e que passeia descontraída entre  aglomerações de gente.

Profeta Jonas demonstrava amar animais e plantas, mas quando se tratava de pessoas, ele não tinha muita paciência, especialmente, se estas fossem inimigas politicas de Israel (era o caso dos Ninivitas). E Deus resolve alargar o amor de Jonas por quem ele desprezava, então, envia-o para o território que ele jamais imaginara ir: Nínive. Jonas reluta , mesmo sabendo que ninguém seria capaz de fugir da presença de Deus. Mas ele tenta, e,  claro, não consegue. Que sucesso é o ministério de Jonas! Em um dia de andança pela cidade, a mensagem de Deus, pregada por ele, consegue alcançar todos os termos de Nínive. As pessoas se arrependem e Deus as perdoa .

Já estava tudo em paz em Nínive e ele poderia simplesmente ter pego uma embarcação de volta para casa, satisfeito e feliz. Mas não. Ele junta algumas palhas e faz uma cabana em um morro com vista para Nínive, esperando a cidade ser destruída pela ira de Deus. Ele não sabia o que se passava no interior das pessoas e julgava erradamente. Jonas, de espia no morro e aguardando um final infeliz para os inimigos de sua nação. Deus faz nascer uma aboboreira e cobre a cabana de Jonas com folhas viçosas e largas, ele se alegra pela sombra e conforto. Até que, em alguns minutos, sua tranquilidade é abalada …

"Mas Deus enviou um verme, no dia seguinte ao subir da alva, o qual feriu a aboboreira, e esta se secou. E aconteceu que, aparecendo o sol, Deus mandou um vento calmoso oriental, e o sol feriu a cabeça de Jonas; e ele desmaiou, e desejou com toda a sua alma morrer, dizendo: Melhor me é morrer do que viver. Então disse Deus a Jonas: Fazes bem que assim te ires por causa da aboboreira? E ele disse: Faço bem que me revolte até à morte .E disse o Senhor: Tiveste tu compaixão da aboboreira, na qual não trabalhaste, nem a fizeste crescer, que numa noite nasceu, e numa noite pereceu; E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que estão mais de cento e vinte mil homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?"  Jonas 4:6-11.

Lições práticas em Jonas

Poucas coisas na vida tocavam tão profundamente o coração de Jonas quanto a natureza. Podemos constatar em seu livro, a constante referência aos animais e em menor grau, às plantas. É em Jonas que se percebe o erro da pregação exclusivista, de julgar-se superior ao outro e/ou de condenar quem Deus não condenou.

Jonas estava feliz com sua posição de conforto, pois, Deus, havia se mostrado próximo e presente ao presenteá-lo com a sombra da aboboreira. Contudo, ao retirar o conforto de Jonas ele se irrita sobremaneira. E aí Deus ensina sobre a fragilidade dos abrigos humanos, ensina sobre igualdade e justiça; o fato de Jonas ser profeta não faz com que Deus cumpra sua vontade de destruir os ninivitas.  Bom é Deus que não concretiza tudo que pedimos, pois, muitas vezes, não sabemos o que pedir. Deus realizou em Nínive o que estava em Seu coração amoroso e não o que Jonas pensou e/ou pediu em seu íntimo.

Deus se relaciona de modo peculiar com seus filhos, pois, em todo o tempo demonstrou conhecer tudo que estava no coração de Jonas e por onde quer que fosse o profeta, Deus estava com ele. Não houve lugar, nem situação, onde Jonas pudesse se esconder:

As aflições dos justos e os livramentos de Deus



Wallace Sousa
 

Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas. Salmos 34:19

Muitas.

Muitas é muitas. Muitas não é poucas. Muitas também não é mais ou menos. Muitas também não é um número razoável. Sabe, às vezes nós nos vemos cercados de muitas coisas que tiram a nossa paz e nosso sossego que a vida perde o sabor.

Mas, apesar de serem muitas as coisas que vem para nos abalar, nós podemos recorrer e contar com um Deus que vem para nos ajudar quando estamos em apuros. Por mais que sejam muitas as coisas que estão perturbando você, existe um Deus no céu que se importa e se preocupa com você.

São.

Eu já passei por muitas lutas no passado e muitas delas deixaram marcas profundas em mim. Eu só estou aqui porque me obriguei a crescer em meio às lutas e provações. Algumas delas vieram para me arrasar mesmo, e a única saída era tentar extrair algo de bom, aprender uma lição ou enxergar a oportunidade escondida dentro daquela dificuldade.

Mas, sabe o que é ilusório? É pensar que quando vencemos uma luta, podemos relaxar e baixar a guarda. Não, senhor, Soldado em serviço, alistado no exército do Senhor, não pode baixar a guarda. E por que não pode? Porque as lutas “são” e não apenas “foram”.

Todo dia é uma luta diferente, uma nova batalha e um confronto estranho que temos que vencer. Se ficarmos iludidos pensando que as lutas foram apenas até ontem, as de hoje nos derrubarão e nos vencerão. As lutas são grandes e traiçoeiras, e nós não podemos ser despreparados nem estarmos desprevenidos.

Aflições.

Aflição é uma palavra interessante, que se assemelha a flagelo. E na própria Bíblia o Senhor diz que aflige o justo para lhe ensinar e corrigir. Portanto, aflição também é e pode ser um instrumento de correção, que nos traz de volta ao caminho adequado, que nos tira da trilha errada.

E aflição também pode ser entendida como uma lixa para o nosso caráter, que vai nos limando e polindo, aparando as arestas e dando-nos a forma e a aparência que Deus quer que tenhamos.

Enquanto estamos sofrendo o dano da lixa em nós, somos afligidos, fustigados, mas estamos sendo preparados e moldados pelo próprio Deus que, como um hábil artesão, vai nos moldando conforme sua vontade e propósito.

Você sabia que um artesão, mesmo sem ter um projeto em mãos, ele o tem na mente? Que, antes de concluir a obra de suas mãos, ele já a concluiu em sua cabeça? Pois o mesmo serve para entender o trabalhar de Deus que, como um habilidoso carpinteiro, dá forma à madeira talhando-a para ficar, em suas mãos, conforme o projeto que concebeu em sua mente.

Você conhece Crossmap Brasil?

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Wilma Rejane

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É mais um meio que Deus tem nos proporcionado para espalhar as Boas Novas do Evangelho.

Deus os abençoe, em nome de Jesus.

Encontrando forças para prosseguir




 Wilma Rejane

E ali Elias entrou numa caverna e passou a noite; e eis que a palavra do Senhor veio a ele, e lhe disse: Que fazes aqui Elias?E ele disse: Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem.

E Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o Senhor. E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do Senhor; porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o Senhor não estava no terremoto;

E depois do terremoto um fogo; porém também o Senhor não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada. E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?

1 Reis 19:9-13

Elias na caverna do Monte Horebe tem sido uma mensagem poderosa para meu ser. Por dias e dias tenho refletido sobre isso e buscado conhecer de que forma aquele profeta foi impactado pela voz de Deus naquele lugar. Primeiramente, o fato de um homem de Deus, notadamente cheio de sabedoria e unção, estar escondido, solitário, já causa estranhamento. A  Caverna em Horebe era um  lugar sem horizonte, que se afunilava, sem saída para outras regiões. O lugar de entrada era o mesmo da saída, portanto, o olhar de Elias para fora, conduzia-o às mesmas lembranças que motivaram sua estadia na caverna: ameaças, perseguição. As boas lembranças sobre o cuidado, proteção e poder de Deus eram como uma fumaça se esvaindo por meio do medo que naquele instante era forte como redemoinho.   

Antes de comentar detalhadamente sobre Elias na caverna no Horebe, se faz necessário relembrar um pouco de sua trajetória anterior ao momento de reclusão. Elias foi um profeta do reino do norte de Israel durante meados do século nono A.C. A menção inicial à sua pessoa se encontra em I Reis 17 quando ele prediz  uma grande seca no período de reinado de Acabe e sua esposa Jezabel. A Palavra diz que Acabe e Jezabel serviam ao ídolo Baal ( I Reis 16: 31,32). Baal era o principal ídolo dos cananeus e fenícios e simbolizava as forças produtivas da natureza; chuva, vento, ar, fogo, terra. No Egito, Baal ficou conhecido como deus da tempestade. Portanto, os adoradores de Baal acreditavam que ele estava no comando de toda a natureza e que a cada sete anos a face da terra era renovada por seu poder..

O profeta Elias, conhecedor da idolatria instalada em Israel, multiplicada no reinado de Acabe, torna-se porta voz de Deus para a nação, especialmente contra o culto a Baal. Como parte de sua mensagem, Elias enfatizava a seca, a fome, um grande período de escassez advindo do próprio Deus que rejeitava o culto a Baal. Deus, dessa forma, estava a dizer que Baal nada podia, não possuía qualquer domínio sobre a natureza. A nação deveria reconhecer a soberania de Deus e Seu domínio absoluto sobre a natureza. Como consequência por confrontar Baal, Elias é perseguido, jurado de morte. Ele era visto como alguém que desagradava Baal, provocava sua intemperança. Elias então marca um confronto direto com os 450 profetas de Baal no monte Carmelo. Lá Deus faz descer fogo do céu consumindo o holocausto ofertado por Elias e também os falsos profetas. 

Parecia não haver saída

 


Imagem: Freepik


Wallace Sousa


“Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo (presente) uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não o percebem? Até no deserto vou abrir (futuro) um caminho e riachos no ermo." (grifos acrescidos) Isaías 43:18-19


Não, meu amigo, Deus não se esqueceu de você. Ele está vendo você, enxergando muito bem as lágrimas que você derrama escondido. Ele está agindo sim, e em seu favor – você é que não está vendo…

Deixe-me dizer-lhe algumas coisas básicas sobre o agir de Deus: Ele operou no passado, opera no presente e operará no futuro. Sim, é isso mesmo que você ouviu: Deus está trabalhando, e trabalhando para abençoar você. Mas – me pergunta você – por que não estou vendo? É justamente isso que vou lhe responder hoje. Vem comigo?

Recorde o que Deus já fez por você

Sobre o passado, eu tenho duas coisas muito importantes a lhe dizer. A primeira delas é que, se você fizer uma análise de sua vida, daquilo que já lhe aconteceu, observará que o Senhor já fez muita coisa por você. Mas, como não conheço sua vida (e nem gosto de ficar falando da vida dos outros… risos), vou falar da minha vida, ok?

Para começo de conversa, se não fosse o agir de Deus, se não fosse a poderosa mão do Senhor me guardando e protegendo, nem aqui eu estaria, escrevendo toneladas de bobagens neste blog (sim, eu sou bem autocrítico… risos). Eu teria morrido ainda bem criança, atropelado. Ou então, alguns anos depois, afogado. Ou, ainda, depois de convertido, em um acidente automobilístico. E, nesse acidente, não somente eu, mas também meu pai, que estava ao meu lado, e minha mãe e irmãos, no banco de trás do carro. Acho que ainda não escrevi sobre isso… será que alguém tem interesse em saber?

Eu poderia, ainda, citar que Deus me curou de depressão e, por causa disso, eu ainda estou vivo e escrevendo muita bobagem internet afora. De fato, não posso afirmar que o mundo ficou melhor por eu estar vivo… talvez eu não ainda estivesse pronto pro Céu, quem sabe né? Provavelmente, o Céu podia esperar um pouco mais, ou melhor: o Céu queria esperar mais um pouco (risos). Enquanto isso, então, me aguentem. Ou, como diria o Zagallo: vocês vão ter que me engolir!  =)

Pare de ficar remoendo aquilo que passou

E a segunda coisa sobre o passado, agora que vimos que Deus agiu no meu, no seu, no dele, no dela, no nosso, no passado deles? É que você não precisa – nem deve – ficar carregando seu passado nas costas, como se fosse uma mochila cheia de quinquilharias, bugingangas, mequetrefes e salamaleques. Eu já andei bastante de ônibus e metrô. Lotados. Vivo no Brasil, fazer o que, né… faz parte. Mas, se tem uma coisa que incomoda e atrapalha é quando alguém mochilado entra no busão lotado. Quando ele vai passar pelo corredor, com aquela mochila nas costas… mermão, você não tá entendendo: sai da frente, que o trem é sério! #aff

Mas, pior do que mochileiro das galáxias em condução lotada, é quem vive carregando as amarguras, decepções, frustrações e desilusões do passado nas costas. Esse tipo de pessoa não consegue progredir, porque fica carregando esse peso desnecessário, atrapalhando seu presente e amarrando seu futuro. Quer um conselho para sua vida, conselho de amigo? Deixe seu passado para trás . Enfim, deixe o que ficou para trás no lugar dele: lá no passado. Viva sua vida sem essas amarras. Liberte-se desses grilhões e viva sua vida sem medo de ser feliz.

Sabe as oportunidades perdidas? As traições? As decepções? Os projetos e planos frustrados? Nada disso vale o investimento (desperdício, na verdade) de tempo lembrando dessas coisas. Mas, como parar de ficar relembrando essas coisas que doem? Como sarar de vez essas feridas abertas? Perdoando. Sim, o perdão é a resposta. 

Quer saber de uma coisa? Perdoar é coisa pra gente sábia, que entende que perdoar é fechar as portas para as coisas ruins e abrir a mente e o coração para as boas coisas. Só os tolos e rancorosos não perdoam. Claro, não estou dizendo que seja fácil perdoar – nunca é fácil. Mas, seja sábio e inteligente: perdoe. Precisa de um incentivo para perdoar? Eis aqui um dos bons.

    “A sabedoria do homem lhe dá paciência; sua glória é ignorar [perdoar, esquecer] as ofensas. (grifei) Provérbios 19:11

Em uma frase, para ficar fácil de aprender e não esquecer? Então anote o que Deus disse: “Esqueçam o que se foi; não vivam no passado” Is 43.18

O planeta do engano



Enganoso é o coração mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Jr 17:9

Wilma Rejane

Você sabe qual a origem da palavra “engano”? Significa “plane” : peregrinação ( Stong 4106) , plane é raiz de “planeta”. Eu nunca tinha parado para refletir sobre essa palavrinha de três silabas até ler na epístola de Judas: “Ai deles, porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré” Judas verso 11. Caim agiu enganosamente, ao invés de cuidar do irmão o matou; Balaão foi tentado a aceitar dinheiro e recompensas de Balaque para amaldiçoar Israel (Números 22);  Coré foi “engolido” pelo chão após liderar uma rebelião contra Moisés (Nm 16:1-24).  Judas compara a ação dos três aos falsos mestres.

O engano faz com que cometamos coisas terríveis! Engano torna o homem peregrino, a andar em círculos, “planeteando”. Andar em círculos não é algo agradável porque faz com que passemos pelos mesmos lugares muitas vezes  sem nunca chegar a um destino, ou melhor: o destino do peregrino é o abismo ( a exemplo de Coré), porque de tanto caminhar em círculos acaba por  formar uma depressão bem abaixo dos pés,  vindo a ser engolido por ela. Foi isso que aconteceu com a maioria dos Israelitas quando da caminhada de 40 anos pelo deserto, uma caravana de 600 mil homens (sem contar mulheres e crianças) saiu do Egito rumo a terra prometida e somente dois conseguiram chegar lá: Josué e Calebe.

Josué e Calebe não se deixaram enganar pelas propostas do mundo nem  pelas dúvidas lançadas por Satanás. Os demais murmuravam de tudo e todos: “ ah os alhos do Egito eram tão deliciosos ! A comida de lá era muito melhor que esse maná horrível vindo do céu! Não Moisés, não queremos esse seu Deus que faz mar se abrir e monte fumegar, queremos um bezerrinho de ouro que não fala, nem vê, nem ouve, sabe? É melhor porque ele não nos corrige! Oh vida,  Deus disse que nossa terra  era a melhor de todas, mas só estamos vendo gigante, eles vão acabar conosco, afinal somos muito fraquinhos. Não queremos esses cachos de uvas enormes, nem as graúdas azeitonas, queremos alho, alhos do Egito!"

O verdadeiro amor que lança fora todo medo

 


Wilma Rejane 

Pedro, tu me amas? Pedro, tu me amas? Pedro, tu me amas?


Qual seria a intenção de Jesus ao perguntar recorrentemente sobre o sentimento de Pedro? O apóstolo, que por três vezes negou Jesus a caminho da crucificação? O filho de Jonas, meio desconcertado responde dizendo amar Jesus com amor fhileo (strong 5368): um sentimento carinhoso, afetuoso, mas limitado, distante do amor Ágape: perfeito, incondicional e insistente porque é longânime.

Pedro desconhecia o Ágape,  ainda não havia se dado conta da dimensão do amor característico do Reino de Deus. O Ágape se estende sobre nós dia após dia como proteção e cuidado, como graça constante que nunca falha a perguntar-nos: Tu me amas? Tu me amas? Tu me amas? É a mesma voz, insistente que toma conta de nossa consciência em um exame profundo sobre nosso relacionamento com Deus. 

É o amor Ágape que nos remete ao calvário, quando Jesus humilhado e injustiçado não desistiu de seguir em direção a crucificação porque insistentemente em seu coração fluía os rostos dos “Pedros” que precisavam mergulhar no Ágape em um encontro com a felicidade.

 Junto ao Tiberíades

É as margens do lago em Jerusalém que Jesus mantêm com Pedro um diálogo transformador. Ressurreto, Ele reaparece pela terceira vez e encontra Pedro e alguns companheiros em uma tentativa frustrada de pesca: “Naquela noite nada apanharam” Jo 21: 3.

É estranho perceber que os homens que andaram com Jesus e viram barcos irem a pique por tantos peixes, lá estavam, de redes vazias. Disse-lhe, pois Jesus: Filhos tendes alguma coisa para comer? Responderam-lhe: Não (Jo 21:5). As lições que haviam aprendido sobre "lançar as redes ao mar profundo, confiando nas palavras de Jesus" pareciam ter sido esquecidas, eram uma vaga lembrança, assim como a imagem que naquele momento estavam tendo de Jesus, pois sequer o reconheceram de imediato. Onde estava a fé dos discípulos? Eles pareciam enfraquecidos e desiludidos sobre as promessas de Jesus. A morte havia mexido profundamente com suas convicções.

E em uma demonstração de poder, misericórdia e insistente amor, Jesus diz: Lançai a rede (Jo 21:6) e mais uma vez à multidão de peixes inunda as redes de pescaria,  por este milagre, todos reconhecem que aquele "estranho" era Jesus. Simão Pedro, envergonhado, por estar nu (sem nada por baixo da túnica), apressadamente entra no mar.

O Amor Restaura

Não foram tantos os dias que os discípulos ficaram distantes de Jesus, mas já havia um abismo entre o que viram, viveram e aprenderam e o estado onde estavam. Os discípulos, precisavam do ágape dentro deles! Jesus estava ali, naquele informal encontro para dizer-lhes que havia um tipo de amor que valia a pena ser vivido, buscado, encontrado. Ele era esse amor! Ele estava ali perdoando a Pedro e aos demais que fugiram e se esconderam por medo de serem presos e mortos com Jesus por ocasião da crucificação.

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