Seja forte, corajoso e faça seu trabalho!

 

Autor: Summer Shore
Tradução: Wilma Rejane

Você já se sentiu perdido? Você já deu um passo de fé sem saber se o chão ainda estava lá sob seus pés? Talvez você tenha sido colocado em uma posição para descobrir novos caminhos. Acho que Salomão, filho do rei Davi, provavelmente se sentiu assim mais de uma vez.

Deixe-me definir o cenário... O rei Davi, embora longe de ser um rei perfeito, ainda era um homem segundo o coração de Deus. Nos seus últimos anos, a sua maior conquista seria encomendar a construção do Templo de Deus. O desejo do coração de Davi era construir uma casa para a arca da aliança. O templo deveria ser mais do que apenas uma bela vista ou um centro espiritual para comunidade; deveria ser a própria morada do Senhor. Os planos foram dados a Davi por Deus através do Espírito Santo e foi um empreendimento enorme.

Como Davi era um guerreiro e derramou sangue, Deus determinou que Salomão, filho de Davi, iria construir o templo. À medida que Davi se aproximava do fim de sua vida, recomendou a Salomão a construção do templo, conforme Deus havia instruído. Diante de todo o povo, Davi encorajou Salomão, futuro rei de Israel, a ouvir a Deus e seguir seus caminhos. Então Davi se volta para Salomão e diz:

Seja forte e corajoso e faça o trabalho. Não tenha medo nem desanime, pois o Senhor Deus, meu Deus, está com você. Ele não os deixará nem os abandonará até que todo o trabalho para o serviço do templo do Senhor seja concluído”. 1 Crônicas 28:20

Esta referência das escrituras também é vista em Deuteronômio 31:6, quando Josué é nomeado por Moisés para ser seu sucessor e liderar os israelitas. Acho que não é coincidência que David esteja citando esta escritura específica para seu filho.

Porém, o que é diferente aqui é uma pequena frase: " Seja forte, corajoso e  faça seu Trabalho ".

A Torre de Siloé, Nínive e a tragédia no Rio Grande do Sul

 

Wilma Rejane

A Bíblia nos fala sobre tragédias de grandes proporções, o dilúvio foi uma delas, na qual se salvaram apenas oito vidas, familiares de Noé. Deus prometeu que jamais traria novos dilúvios para acabar com a humanidade (Gênesis 9:14-15), portanto, as inundações que estão a ocorrer no Brasil e em outras partes do mundo são parte do juízo de Deus sobre as nações, são sinais que antecedem à vinda de Jesus Cristo. Juízos diversos estão acontecendo e ainda acontecerão, são as dores de parto  se intensificando.

E quando falamos em "juízo de Deus", logo imaginamos que a tragédia tem o objetivo de punir, corrigir, castigar pessoas por causa do pecado, será que essa é uma regra? Na perspectiva Bíblica, as tragédias têm um objetivo maior que é o de salvar vidas, purificar nações, convocar arrependimento e promover aproximação de Deus através de um exame de consciência. O dilúvio do tempo de Noé foi anunciado por mais de 100 anos, Deus avisou, advertiu, aguardou pacientemente as pessoas se voltarem para Ele.

Quando profeta Jonas foi à Nínive alertar sobre a tragédia que iria abater a cidade, caso não se arrependessem, ele levou não apenas um aviso de juízo de Deus, mas também de esperança, perdão e restauração. Jonas desejou que Nínive fosse destruída por causa dos seus muitos pecados, mas Deus pacientemente aguardou os corações se voltarem para Ele e no final : " Não hei de ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabe discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?" Jonas 4:11

Jonas não compreendia a profundidade do amor de Deus pelos pecadores! Tenho observado algo parecido em relação à tragédia de inundações que abatem o Estado do Rio Grande do Sul, por toda parte há comentários e opiniões de que "o juízo de Deus abateu aquele Estado por causa da incredulidade dos habitantes", porquê é o estado menos evangelizado do Brasil e coisas do gênero. Ao ver tais comentários, lembro-me do que disse Jesus Cristo sobre uma tragédia ocorrida nos dias de Seu ministério terreno:

Superando tempos difíceis

 


Autor: Jill Briscoe
Tradução: Wilma Rejane

Quando o segundo filho de José nasceu, ele o chamou de Efraim e disse: “É porque Deus me fez frutificar na terra do meu sofrimento” (Gênesis 41:52). Deus pode nos tornar frutíferos quando nos leva a um lugar de aflição, mas como?

Ele certamente pode usar a dor, se cooperarmos, para fazer crescer em nós alguns dos frutos do espírito – amor, alegria, paz, paciência e autocontrole. Começa quando aceitamos os problemas com um por que não? em vez de por que eu? Quando nos submetemos ao Seu tempo, não com um porquê agora, mas com "Seja feita a Tua vontade". À medida que aprendemos a crescer através do sofrimento, começaremos a conhecer melhor a Deus, a nós mesmos e aos outros. Poderemos até desenvolver dons ocultos de misericórdia e graça que só florescerão na terra do nosso sofrimento.

É claro que é mais fácil falar do que fazer, mas para aqueles de nós que procuram servir ao Senhor, descobriremos que em momentos tão dolorosos, como os de José, temos uma escolha. Podemos nos tornar frutíferos ou estéreis, tornar-nos vencedores ou vencidos. Podemos permitir que a dor nos leve a Deus, deixando que a prisão nos mostre Sua face. Enquanto José estava na prisão, Deus mostrou-lhe a Sua misericórdia (Gênesis 39:21) .

Inundações no Rio Grande do Sul

 

"O coração do sábio está na casa onde há luto, mas o do tolo, na casa da alegria". Eclesiastes 7:4

Nossa solidariedade à todo o Estado do Rio Grande do Sul por conta das inundações incomuns ocorridas. Sabemos que nesse momento as ajudas em forma de mantimentos e abrigo são urgentes e insuficientes devido à imensidão de áreas atingidas, mas o que nossas mãos não alcançam fazer, os joelhos e os lábios se propõem em oração: pelos familiares das vítimas fatais, para que sejam consolados; pelos desabrigados para que possam reconstruir a vida brevemente em locais seguros; pelos comerciantes e agricultores para que possam seguir em frente e aos poucos serem fortalecidos e restituídos de alguma forma. Por todos para que nesse momento de dor, o incomparável amor de Jesus os ampare. E ao orarmos pelo Rio Grande do Sul, lembremos de pedirmos perdão a Deus pelos pecados da nação, Deus tenha misericórdia de nós.

Trabalhadores excelentes, servos negligentes!

 


Wilma Rejane

Saístes, como para um salteador, com espadas e varapaus para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes. Mateus 26:55

Relendo o Evangelho de Mateus, percebi lições que não havia percebido antes, foi algo totalmente novo e que me deixou bem pensativa, a meditar na profundidade com que as mesmas palavras lidas por mim tantas vezes, haviam me mostrado algo que parecia óbvio; "Como não percebi antes tais detalhes?"

Jesus diz que todos os dias ensinava no templo, aqueles soldados enviados para o prenderem serviam no templo, estavam a serviço do chefe dos sacerdotes e líderes judeus, como não conheciam Jesus nem mesmo por aparência, a distância? Eles não sabiam quem era Jesus, pois Judas precisou beijá-lo para que o identificassem. 

Aqueles soldados só conheciam Jesus através das narrativas dos sacerdotes e fariseus. A guarda romana e polícia do templo eram compostas por muitos soldados, uma multidão deles, naquela noite de traição havia entre 300 e 600 soldados. Aqueles foram escolhidos para a missão certamente porquê eram confiáveis, ágeis, fortes,  selecionados de modo a não falharem. 

Enquanto Jesus ensinava no templo todos os dias, onde estavam aqueles soldados que não viram Jesus amparando os pobres, curando-os, transformando-os, salvando-os? Jesus reunia muita gente ao seu redor, mas nenhum daqueles soldados o conhecia, Judas precisou guiá-los para que não capturassem o homem errado. Onde estavam? Estavam servindo aos seus senhores mundanos!

Aqueles soldados não conheciam Jesus porquê estavam ocupados demais, priorizando outros assuntos. Eles serviam muito bem aos homens, porém, desconheciam o que era servir a Deus. E Jesus estava ali, todos os dias bem perto deles. 

Vamos fazer uma selfie?

 


Wilma Rejane

É impossível não se deparar diariamente com o excesso de selfies e atenção destinada aos celulares conectados à internet. Vivemos um antropocentrismo moderno onde tudo é escorregadio, rápido e superficial.

Qual o destino dos selfies? As redes sociais, claro. Elas são a representação cotidiana de uma sociedade que valoriza tanto a aparência que se torna  incapaz de reproduzir momentos autênticos de aproximação em amor, solidariedade, compaixão e tantos outros sentimentos profundos e nobres que se esvaem em fotografias artificiais com objetivo de impressionar e receber likes.

Este caminho de dependência real do mundo “virtual” não tem volta, ele se agrava tanto pela necessidade de informação como pela superficialidade das relações. Porque coisas parecem tomar o lugar de pessoas e pessoas parecem ser absolutamente tomadas por coisas. E as coisas (computadores, celulares, smartfones...) se colocam entre pessoas impedindo-as de enxergar a vida como ela realmente é.

É só uma crítica, e não é para todos, nem para o uso da tecnologia, é para o esvaziamento das relações sociais. Às vezes não nos damos conta de quanto o entretenimento virtual parece atrair muito mais pessoas que o "espanto pela vida",  destino da alma, da vida, da morte e da irrefutável necessidade de salvação.

Os espelhos deste século refletem boas e belas maquiagens, sucesso, beleza, selfies em excesso. Mas a Palavra de vida, que abre o caminho para a salvação foi apregoada nos desertos. Era João, o Batista, convocando ao arrependimento. Era Moisés no Sinai, sozinho vendo a glória de Deus e a multidão derretendo ouro para fabricar um bezerro adotado como deus.

Vencer as dificuldades da vida

 

João Cruzué

Quando estava no segundo ano da faculdade, o professor de matemática ensinou sobre o famoso ponto de inflexão da parábola. Em nossa vida cotidiana, à semelhança de uma parábola, também existe o momento da virada, em que nós paramos de descer e começamos a subir. Um exemplo muito real desta situação aconteceu com Davi, e ele está registrado em I Samuel 30.6. Recordo que este texto bíblico  foi muito útil para mim durante uma época muito difícil, tempo que passei por provação de 11 longos anos de desemprego.

A luta com Golias trouxe fama para o jovem Davi. A partir daquele dia, ele começou a ser visto com um olhar de ciúmes pelo rei Saul. Foram muito poucos os  dias da sua  fama no palácio real. 

Caçado como um animal, fugindo da morte, Davi escreveu os versos: Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! "Salmo 42:1".O cervo era o orix, um animal que se escondia nas mais altas rochas dos montes de Israel para  fugir dos caçadores. Quando estava no limite da morte pela sede, ele descia do monte bramando de angústia diante dos caçadores, em busca de água. A sede extrema o obrigava se expor, mesmo sabendo que seus algozes estavam à espreita. 

Quando tudo parecer perdido...




De Estevam Ernandes
Em João Pessoa -PB

Todos nós, algum dia, já nos deparamos com situações diante das quais nos sentimos absolutamente impotentes; nada podíamos fazer, nenhuma palavra podia ser dita, nenhum gesto nosso faria qualquer diferença, nossas experiências para nada valeriam. Nessas horas, só nos restou uma constatação, uma certeza: Só Deus para nos ajudar! Ele é o único bálsamo capaz de trazer alívio para a nossa mais profunda dor. O Senhor conhece a nossa alma e sabe dos nossos limites. Ele nos conhece tal como somos. Só Ele pode invadir os segredos do nosso ser.

Há momentos tão difíceis que, se Deus não nos tomar pela mão, ficaremos prostrados. Da mesma forma, se Ele não tocar nosso coração, ninguém conseguirá consolar-nos. Se a força dele não nos erguer do caos, ficaremos cambaleando, tal qual um bêbado, com passos trôpegos pelos corredores da vida. O Senhor é a esperança que nos mantém vivos, e a Sua força é a razão de seguirmos vivendo, apesar das tempestades.

Depender do Altíssimo não é sinal de fraqueza, mas o testemunho de fortaleza interior. O homem só é grande quando se reconhece carente do Senhor. Crescemos quando estamos nos braços do Pai.

Quais as profecias Bíblicas sobre uma 3ª Guerra Mundial?

 

Autor: Jim Haeffele
Tradução: Wilma Rejane

Haverá outra guerra mundial? A resposta definitiva a tal pergunta só pode ser encontrada na Palavra de Deus. Acreditamos que estamos vivendo na era bíblica que muitos chamam de fim dos tempos . A Bíblia fala de grandes eventos mundiais que ocorrerão no “tempo do fim” ( Daniel 11:35, 40 ; 12:4, 9 ) – o tempo antes da segunda vinda de Jesus Cristo. Estas profecias da Bíblia fornecem a resposta à pergunta: Haverá uma Terceira Guerra Mundial?

A Bíblia não usa a frase 3ª Guerra Mundial, usa uma terminologia diferente, da perspectiva do homem há vários eventos profetizados que podem vir a ser chamados de 3ª Guerra Mundial.

É claro que as guerras sempre existiram e não podemos descartar a possibilidade de outra guerra envolvendo a maior parte do mundo, contudo, não podemos afirmar quando o fim chegará ou quando a guerra profetizada se concretizará. Com esta isenção de responsabilidade, vamos analisar as profecias bíblicas sobre a 3ª guerra que terá consequências terríveis para a humanidade.

Profecias do fim sobre a 3ª  guerra mundial

Jesus Cristo falou sobre os principais eventos mundiais que aconteceriam antes de Seu retorno, no que é chamada de Sua Profecia do Monte das Oliveiras. Seus discípulos começaram perguntando-lhe: “Qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?” (Mateus 24:3).

A resposta de Cristo incluiu esta advertência sobre um tempo de angústia sem precedentes: “Porque então haverá grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. E a menos que esses dias fossem abreviados, nenhuma carne seria salva; mas por causa dos escolhidos aqueles dias serão abreviados” (Mateus 24 versículos 21-22).

O que isso significa para nós hoje?

Jesus estava dizendo que esta Grande Tribulação será muito pior do que qualquer coisa que o mundo já experimentou. Isto significa que a perda de vidas será maior do que a da Segunda Guerra Mundial, na qual morreram mais de 50 milhões de pessoas. Ele também disse que os dias desta “grande tribulação” serão “encurtados por causa dos eleitos” ou ninguém permaneceria vivo.

Embora Jesus indique que a crise desta tribulação envolverá outros fatores (incluindo desastres naturais, fome e perseguição religiosa), a descrição nestes dois versículos indica fortemente que haverá pelo menos mais um conflito mundial no fim dos tempos, antes do retorno de Jesus Cristo.

Ele não esqueceu de você





Wilma Rejane 


Pedro, tu me amas? Pedro, tu me amas? Pedro, tu me amas?


Qual seria a intenção de Jesus ao perguntar recorrentemente sobre o sentimento de Pedro? O apóstolo, que por três vezes negou Jesus a caminho da crucificação? O filho de Jonas, meio desconcertado responde dizendo amar Jesus com amor fhileo (strong 5368): um sentimento carinhoso, afetuoso, mas limitado, distante do amor Ágape: perfeito, incondicional e insistente porque é longânime.

Pedro desconhecia o Ágape,  ainda não havia se dado conta da dimensão do amor característico do Reino de Deus. O Ágape se estende sobre nós dia após dia como proteção e cuidado, como graça constante que nunca falha a perguntar-nos: Tu me amas? Tu me amas? Tu me amas? É a mesma voz, insistente que toma conta de nossa consciência em um exame profundo sobre nosso relacionamento com Deus. 


É o amor Ágape que nos remete ao calvário, quando Jesus humilhado e injustiçado não desistiu de seguir em direção a crucificação porque insistentemente em seu coração fluía os rostos dos “Pedros” que precisavam mergulhar no Ágape em um encontro com a felicidade.

É as margens do lago em Jerusalém que Jesus mantêm com Pedro um diálogo transformador. Ressurreto, Ele reaparece pela terceira vez e encontra Pedro e alguns companheiros em uma tentativa frustrada de pesca: “Naquela noite nada apanharam” João 21: 3.

É estranho perceber que os homens que andaram com Jesus e viram barcos irem a pique por tantos peixes, lá estavam, de redes vazias. Disse-lhe, pois Jesus: Filhos tendes alguma coisa para comer? Responderam-lhe: Não (Jo 21:5). As lições que haviam aprendido sobre "lançar as redes ao mar profundo, confiando nas palavras de Jesus" pareciam ter sido esquecidas, eram uma vaga lembrança, assim como a imagem que naquele momento estavam tendo de Jesus, pois sequer o reconheceram de imediato. Onde estava a fé dos discípulos? Eles pareciam enfraquecidos e desiludidos sobre as promessas de Jesus. A morte havia mexido profundamente com suas convicções.


E em uma demonstração de poder, misericórdia e insistente amor, Jesus diz: Lançai a rede (Jo 21:6) e mais uma vez à multidão de peixes inunda as redes de pescaria,  por este milagre, todos reconhecem que aquele "estranho" era Jesus. Simão Pedro, envergonhado, por estar nu (sem nada por baixo da túnica), apressadamente entra no mar.

O Amor Restaura

Não foram tantos os dias que os discípulos ficaram distantes de Jesus, mas já havia um abismo entre o que viram, viveram e aprenderam e o estado onde estavam. Os discípulos, precisavam do ágape dentro deles! Jesus estava ali, naquele informal encontro para dizer-lhes que havia um tipo de amor que valia a pena ser vivido, buscado, encontrado. Ele era esse amor! Ele estava ali perdoando a Pedro e aos demais que fugiram e se esconderam por medo de serem presos e mortos com Jesus por ocasião da crucificação.