Jesus e a figueira estéril





Wilma Rejane

Era manhã de segunda feira, inicio da semana em que ocorreu a paixão de Cristo. Jesus e os discípulos estavam saindo de Jerusalém em direção à cidade de Betânia, à beira do caminho e ao longe, podia se avistar uma frondosa e convidativa figueira. O evangelista Marcos sobre a árvore comenta: “A figueira não tinha senão folhas, porque não era tempo de figos” Mc 11:13.

Figueiras são muito comuns na Palestina onde se pode encontrar pelo menos três espécies da planta.
- O figo precoce que amadurece no final de Junho
-O figo de verão que amadurece em Agosto
-O figo de inverno que é maior e mais escuro e também permanece na figueira por mais tempo, chegando a ser colhido, por vezes, na primavera.

Vale lembrar que na figueira, o que aparece primeiro são os frutos e depois as folhas. Portanto, e m uma figueira com muitas folhas, seria normal encontrar frutos.  Vamos examinar o que diz os Evangelhos sobre o encontro de Jesus com a figueira infrutífera:

“No dia seguinte, quando saíram de Betânia, Jesus teve fome. E vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempos de figos. Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto. E, passando pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz. Mc 11:12-20”.

Mateus descreve a passagem de forma diferente  ao  que provoca certa polêmica quanto à interpretação: “ A figueira secou imediatamente, vendo isso os discípulos, admiraram-se e exclamaram: Como secou depressa a figueira!” Mt 21:19.


Teria a figueira murchado imediatamente como afirma Mateus,  ou tempos depois de Jesus ter orado decretando sua morte como diz Marcos?   Esclarecer o tempo exato em que a figueira morre, pode ser útil, mas não é o que há de mais importante na passagem. Os céticos se prendem aos dilemas de interpretação para fundamentarem suas descrenças, desprezando o contexto.  Para o crente, contudo não é a dúvida que prevalece, mas a certeza de que o milagre aconteceu na hora e no tempo certo sendo para Deus possível todas as coisas. 

A vitória dos fracos


Jesus é a mais bela e intensa melodia para alma






Wilma Rejane


 “Davi, como nos outros dias dedilhava harpa; Saul, porém, trazia na mão sua lança” I Sm 18:14

A harpa e a lança. Esses dois instrumentos que ilustram a história dos reis  Davi e Saul, revelam naturezas distintas, antagônicas. Uma observação solitária de cada um desses instrumentos, poderá nos remeter a muitos significados. Dificilmente, porém deixaríamos de associar harpa a canções e lança a violência. Analisemos  algumas passagens do livro de I Samuel que citam “harpa e lança” ao cotidiano dos reis em questão:

“O espírito maligno, veio sobre Saul; estava ele assentado em sua casa e tinha na mão a sua lança, enquanto Davi dedilhava seu instrumento musical” I Sm 19:9

“Ouviu Saul que Davi e os homens que o acompanhavam  foram descobertos. Achando-se Saul em Gibeá, debaixo de um arvoredo, numa colina, tendo na mão a sua lança, e todos os seus servos com ele” I Sm 22:6

“...Então Saul se jogou sobre a lança de seu escudeiro e morreu. I Sm 31:4

Se enfatizarmos que Saul , movido por ódio e inveja, perseguia Davi, a introdução desses instrumentos  (harpa e lança) no contexto histórico de I Samuel,  ganha novos significados.  Saul portava lança nas mãos para onde quer que fosse porque era um homem movido pelos próprios instintos, de espírito sobressaltado e pronto para revidar com violência a quem o desagradasse.

Davi Portava lança apenas quando ia a guerra, mas era dedilhando as cordas de uma harpa que ele externava seu espírito manso e de adorador. Enquanto Saul pensava constantemente em vingança, Davi praticava o perdão. Saul é a típica representação do homem distante de Deus, Davi um “homem segundo o coração de Deus”: o que não alimentava mágoa ou qualquer outro veneno que contaminasse seu coração.

O desafio da música

Intimidade com Deus para adolescentes evangélicos

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O bom Pastor
João Batista Cruzué 

À primeira vista, o título do texto parece destoante, mas creio que ele resume bem o devocional de hoje, uma bela tarde de muito sol e muito frio na Capital dos paulistas. Há dias que leio e releio o 10º capítulo do Evangelho "de" São João, sabendo que ali há uma revelação de Deus para mim e, apesar de insistir na leitura, ainda não descobri o que seja. Tomado fora do contexto, como geralmente fazemos, o v. 10, "O ladrão não vem senão a roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância" distancia o assunto bom-pastor-porteiro-ovelhas. Contextualizando, Jesus é o bom pastor que deseja intimidade com as ovelhas atuais da sua Igreja.

Tenho 56 anos de idade e quase 40 de decisão por Cristo. Eu aceitei Jesus como Senhor da minha vida e Salvador da minha alma em 1975. E a forma como fiz isto, foi levantando meu braço, publicamente, em sinal de aceitação ao convite que fora feito pelo pastor de uma congregação da Igreja Deus é Amor. Daí, pouco tempo depois fui batizado nas águas da Represa do Guarapiranga, e não muito depois disso, batizado com o Espírito Santo na vigília da mesma Igreja no Bairro do Tucuruvi - Zona Norte de São Paulo.

Era muito religioso. Orava. Jejuava. E resistia bem aos ataques de decepção de minha mãe, profundamente enraizada na Igreja Católica. Eu sentia a presença de Deus em minha vida, mas como uma criança, Deus cuidava de mim, mas eu não sabia quem Ele era.

Prosseguindo neste assunto de intimidade,  entendo que uma pessoa religiosa concebe em sua mente a ideia de que a cura de doenças, o emprego, a promoção, a compra da casa, o carro novo, a entrada na universidade sejam objetos de oração a um Deus e Senhor cuja vontade é limitada apenas para atender as orações de um crente.

Aprendi, no entanto, que o propósito de Deus para minha vida, depois de me ter salvado é que eu cresça em entendimento e sabedoria da sua vontade para ser íntimo dele. 

Abraão tinha um entendimento de Deus aos 75 anos de idade. Mas, aos 100, seu entendimento e comunhão com Deus eram muito maiores. Dos cultos de altares e queima de animais à perfeição exigida por Deus levou uns 25 anos. 

Davi  recebeu a unção de Deus na adolescência. Quando se tornou adulto, e vivia fugindo do sogro, sabia que Deus respondia orações. Tinha confiança nisso. Nas piores situações ele não se esquecia de consultar a vontade de Deus. Depois de ser confirmado Rei em Jerusalém e em toda nação de Israel foi traído pelo sucesso e pecou. O diabo aproveitou a brecha e procurou destruir a família de Davi, e só não teve sucesso, porque ao ser repreendido pelo profeta Natã, se humilhou - apesar de Rei - e recomeçou a andar no caminho da fidelidade e intimidade com Deus.

Evangélicos no Brasil: História e Números - Especial



 

Por Wilma Rejane

Os evangélicos brasileiros formam um contingente que equivale a duas vezes e meia a população de Portugal. E os números não param de crescer. Templos gigantescos, controles de meios de comunicação, conversões em massa, representantes no Congresso Nacional.   Embora uma explosão numérica tenha acontecido nas últimas décadas, os protestantes aportaram aqui no século XVI, tempo em que os católicos portugueses mal tinham se espalhado pela costa brasileira. A colonização do Brasil, iniciada sob o impacto das disputas entre a igreja de Roma e os protestantes, reproduziu ao longo dos séculos XVI e XVII as querelas religiosas do tempo de Lutero e Calvino. Aceitos no país definitivamente apenas na época de D.João VI, os cristãos reformados chegaram em massa ao Brasil no século XIX. O protestantismo se manifestou de diversas formas até o século XX, quando surgiram os movimentos pentecostais.

Primeiros Mártires Protestantes

A presença protestante no Brasil data do período colonial (1500-1822). Os franceses que invadiram o Rio de Janeiro no século XVI, em busca do pau-brasil e de refúgio religioso, eram huguenotes, isto é, reformados de origem francesa. Foram eles que oficializaram, em 1556, o primeiro culto protestante no Brasil. Disputas religiosas que já vinham da França dividiram, no entanto a comunidade, e os protestantes foram obrigados a voltar para a Europa. Os três religiosos que resistiram à intolerância do comandante Frances Nicolau Villegaingnon foram mortos, e são considerados os primeiros mártires protestantes no Brasil.

No século seguinte, em 1624, os holandeses da Companhia das Índias Ocidentais, interessados no comércio do açúcar e outros produtos tropicais, invadiram a Bahia, eles atacaram Pernambuco em 1630 e conquistaram parte da atual Região Nordeste, onde permaneceram até 1654. Nesse período, organizaram a Igreja Cristã Reformada, que funcionava com uma estrutura administrativa similar à européia, oferecendo escola dominical e evangelização aos indígenas e africanos.

Luta Por Território

Durante o período holandês, especialmente no governo de Maurício de Nassau (1637-1644), experimentou-se pela primeira vez no Brasil um clima de tolerância religiosa. Católicos, protestantes e judeus conviviam então pacificamente. Conforme o historiador Frans Schalkwiijk, citando um pastor holandês da época, “essa liberdade era tão grande que se não achava assim em nenhum lugar”.


Com a expulsão dos holandeses, em 1654, tudo voltou ao que era antes: as congregações reformadas desapareceram da colônia, restando o estigma do protestante estrangeiro, visto como “herege invasor” pelo padre Antônio Vieira (1608- 1697), que vivia na Bahia na época da invasão flamenga. A presença sistemática do protestantismo no Brasil, só ocorreria bem depois, na primeira metade do século XIX, após a chegada da corte portuguesa, em decorrência de uma conjunção de fatores de ordem econômica e política.

A disputa pela hegemonia político-econômica na Europa dos finais do século XVIII, entre a França e a Inglaterra, provocou conseqüências para os países europeus e suas colônias. Encurralada pelo bloqueio continental, imposto por Napoleão em 1807, a Inglaterra encontrou em Portugal uma brecha para não ser asfixiada economicamente. A colônia portuguesa na América seria o escoadouro da sua produção industrial, a solução para o boicote da França. Os interesses britânicos na transferência da corte de d. João para o Brasil culminaram na assinatura, em 1810, de dois tratados: O tratado da Aliança e Amizade e o de Comércio e Navegação. O novo cenário afetaria sobremaneira o quadro religioso brasileiro, tradicionalmente dominado pelo catolicismo.


O que fazer para ser transformado?




Wilma Rejane

Essa pergunta me foi enviada através do formulário "Fale conosco" que fica no menu superior do blog.


"Oi Wilma, gostei muito do estudo "Concerto de Amor". Estou em fase de recomeço, pois havia desistido de viver, ou seja, tentado suicídio. Quero modificar meu ser e se vocês puderem me orientar, ficarei muito agradecida." Amanda Reis ( fato real, nome fictício)

O artigo que se segue foi criado a partir da pergunta da leitora e pensado como forma de auxilio para os que por ventura atravessam situação semelhante.

O que fazer para ser transformado? 

A vontade de transformação em si já externa certa mudança no ser. É quando nos inquietamos com a vida que surgem as indagações e a necessidade de respostas a nos desvendar novos caminhos. A transformação verdadeira ocorre de dentro para fora, ela faz uma reviravolta na alma que percorre lugares antes desconhecidos. E essa novidade que chega por vias espirituais só renasce quando ocorre o arrependimento, simbolizado tão perfeitamente no batismo por imersão e emersão: mergulhar e ressurgir nas águas. 

A etimologia da palavra Batismo comporta também a inteira simbologia da ação de sepultar um morto "baptizein" = mergulhar, imergir. Sepultado na imersão (mergulho nas águas) e renascido na emersão ( retornar à vida). 

"Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade, te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus." João 3:3-5 

O novo nascimento, simbolizado no batismo, é o encontro da alma com o Criador com Aquele que nos redime, limpa, perdoa, salva e liberta para uma viva esperança. Não é um encontro superficial, mas de entrega. Confiamos nossa vida ao Pai para que Ele passe a dirigir nossa vida como filhos, de fato. Herdeiros oficiais do testamento cumprido na Cruz do calvário que de forma sobrenatural traz beneficiários os que reconhecem Cristo como Salvador e Senhor. Em simbologia: recebemos um seguro através da morte e ressurreição de Cristo. O prêmio é a vida Eterna com Ele.

Infância perdida - O mundo geme e pranteia




 "Mantenho acesa a chama de um reencontro único,
mesmo sem saber o dia, a hora em que ele possa acontecer.”
Ivanise Esperidião da Silva, presidenta da ONG Mães da Sé



Wilma Rejane

O que uma criança representa para a humanidade? Esperança, pureza, alegria, frutos, amor, perfeição, futuro, presente, passado...a grandiosidade de uma criança pode nos abrir a imaginação e a realidade para um acervo imensurável de coisas que não estão à venda porque são inegociáveis  de tão valorosas! Mas o mundo declina em valores e uma das causas pelo qual o mundo padece é a violação dos direitos e deveres da infância. Por todos os dias e em todos os lugares do universo é possível ouvir o grito dos inocentes: abafado, contido, silencioso, escancarado.

O relatório Final da CPI do desaparecimento de crianças e adolescentes realizado sob a direção da  Deputada Andreia Zito se transformou em referência numérica quando o assunto é maus tratos infantis, mais que isso, o relatório aponta para a gravidade dos problemas atravessados na infância. Cerca de 1, 2 milhões de crianças e adolescentes do mundo são vítimas de tráfico humano. Só no Brasil, todos os anos, 50.000  crianças desparecem. O Estado de São Paulo registra 25% dos casos, Rio de Janeiro e a região Nordeste também apresentam índices altos de desaparecimento de crianças. Pedofilia, maus tratos, negligência na guarda, rituais satânicos e tráfico humano são alguns dos motivos que engrossam as estatísticas policiais em relação a vida e morte de crianças.


A Parábola dos Talentos



Wilma Rejane


A parábola dos talentos é contada no Evangelho de Mateus 25: 14 a 30. Três homens recebem do seu Senhor talentos em quantidade diferentes: "A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu." (verso 15). Certo dia o Senhor dos servos retorna a terra e pede contas dos talentos recebidos:
  • Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.
  • E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.
  • Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
  • Os que multiplicaram os talentos foram elogiados: "Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor."
  • O que enterrou o talento, recebe punição:"E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes."

Capacidade e Talento
 
A condição para diferenciar a quantidade de talento a ser recebida era "a capacidade de cada um". Implica dizer que quem recebeu mais foi julgado com maior capacidade de multiplicar o talento, o que recebeu menos tinha uma capacidade menor. Então não somos iguais em capacidade, todos não temos os mesmos direitos? A quantidade aqui não designou grau de importância. Receber menos não significou ser preterido ou discriminado, pelo contrário, o tempo e a oportunidade foi igual para todos: " voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos." Eclesiastes 9:11

Embora tempo e oportunidade ocorram à todos, cada pessoa tem capacidade diferente, graças a Deus por isso! Esse é o motivo de termos variedade de profissões no mundo. Na vida eclesiástica não é diferente. Romanos 12: 6-8: "De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, sejam eles exercidos segundo a medida da fé."

Trocando os Jugos Com Jesus





Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”.  (Mateus 11.28-30)


Esta é uma das mais belas promessas de Jesus que a Igreja do Senhor tem proclamado aos necessitados. Oramos por cura e libertação porque é a vontade de Deus socorrer o homem. Ministramos em outras áreas de necessidade porque está claro que Deus quer intervir assim na vida do homem.

Nossa ênfase neste estudo não é diminuir a importância dos milagres e nem tampouco atacar as igrejas que proclamam esta mensagem. Eu particularmente acredito e pratico esta ênfase. Amo ministrar cura às pessoas. Amo ministrar libertação. Amo proclamar a fé que rompe e nos leva à vitória em todas as áreas. A Igreja recebeu esta comissão de Jesus Cristo:

“A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos; mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel; e, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus. Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai”.  (Mateus 10.5-8)

Quando o Evangelho chega a alguém, deve trazer juntamente com a pregação do Reino de Deus a demonstração do amor e do socorro de Deus aos homens agindo em outras áreas de necessidade. O apóstolo Paulo classificou a importância dos sinais como “demonstração de Espírito e poder” para que a fé das pessoas não se apoiasse em palavras persuasivas de sabedoria humana (1 Co 2.4,5).

Duas Propostas Distintas

Mas apesar de tudo isto, percebo em nossos dias uma ênfase desequilibrada na pregação de Mateus 11.28-30. Os pregadores de uma forma geral, só baseiam suas mensagens na primeira proposta de Jesus. Contudo, este texto apresenta duas propostas distintas:

1) Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei;

2) Tomai sobre vós o meu jugo e encontrareis descanso para as vossas almas;

Mais do que o alívio prometido para aqueles que vão a Jesus, há uma dimensão de descanso para aqueles que tomam o seu jugo. Ou seja, por mais clara que seja a ênfase bíblica de se acentuar a mensagem de intervenção divina nas necessidades humanas, nunca podemos perder de vista que isto está ligado à chegada ou aproximação das pessoas ao evangelho. Depois, temos uma mensagem de compromisso, simbolizada na troca de jugos que Jesus propôs. E para todo aquele que adentra a dimensão de compromisso, há uma medida maior de manifestações de Deus, que foi chamada de descanso para a alma.

Qual a diferença entre alívio e descanso?

Paraíso e Fé





Wilma Rejane


Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.1 Coríntios 2:9


Viver por fé é algo misterioso que contraria a soberba humana. A vitória não é dos considerados grandes aos olhos humanos, mas dos que se fazem pequenos diante de Deus. Mal  persegue bem desde que Deus de forma miraculosa e poética criou o universo: " E viu Deus tudo quanto tinha criado, e eis que tudo era muito bom" Gn 1:31. A permanência do bom estava condicionada a escolhas humanas que em rebeldia ao Espírito de Deus dá ouvidos ao mal, disfarçado de agradável por entre as folhas de uma árvore, no mais belo dos jardins. E o homem queria ser deus, a soberba, o derrotou.

Mas o amor já havia sido instituído, como Principio de vida e existência que se renova em todos os cantos do Planeta onde brota sementes, corre rios, nasce o sol, brilham estrelas e desce a chuva a varrer a terra nos recôncavos mais íngremes das montanhas e desertos. Deus, já havia, desde o Principio, escolhido Amar o homem e salvá-lo novamente para o Jardim eterno, onde o mal jamais habitaria!

Blogagem construtiva

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João Cruzué


Em outubro de 2007, escrevi um texto com este título: Ética cristã na arte de blogar. Na época o Presbítero Valmir Nascimento gostou e  publicou na UBE -  União de Blogueiros Evangélicos. Havia uma nítida preocupação de ter atitudes responsáveis em um espaço recém-conquistado. Responsabilidade e respeito com nossos primeiros leitores  na publicação de conteúdo na Internet.

Havia um parágrafo assim: 

"Somos cristãos, e por isso temos uma responsabilidade pessoal com o SENHOR. Estamos aqui para fazer a diferença; para somar e não perder tempo com querelas miúdas. Bom seria se os visitantes de nossas páginas sempre encontrassem assuntos CONSTRUTIVOS, alegres, que surpreendessem e cativassem.

E outro, mais ou menos assim:

"Para fazer a diferença temos que nos desafiar uns aos outros, como o propósito de um bom jornalista, sempre em busca da melhor foto, do melhor assunto, de um domínio maior da Língua Portuguesa, de um melhor layout da página. Melhorar sempre. Com isto, dia após dia, vamos conseguir o respeito das pessoas."

Lembro-me bem de uma ocasião em que dois irmãos  começaram   lavar  "roupa suja" nos comentários do blog da UBE, supondo que a internet era uma extensão de suas Igrejas.  Então o irmão Valmir,  administrador da UBE, tomou uma sábia decisão: Pediu para que não fizessem mais aquilo e deletou aqueles comentários.  Este ato  foi decisivo para estabelecer e firmar uma referência cristã de blogagem. Liberdade com respeito; qualidade com ética; conteúdo com responsabilidade.

Inclusão de Surdos e Cegos na Igreja





Wilma Rejane


Você sabia que Libras é a segunda língua oficial do Brasil? Um decreto assinado em Dezembro de 2005 pelo então presidente Lula, reconhece Libras como meio legal de comunicação e expressão entre as comunidades de pessoas surdas no Brasil. O decreto garante ainda a inclusão de Libras no sistema educacional brasileiro. Apesar de todo esse avanço, a comunidade Surda sofre em virtude falta de material adequado para evangelização.

Recentemente a Sociedade Bíblica do Brasil lançou o Biblilibras, projeto editorial iniciado em 2008, que conta com a parceria do Instituto de Expressão surda (IES) de Curitiba. A proposta é lançar até o final do ano histórias Bíblicas infantis na Língua de Sinais. O projeto é inédito no Brasil e tem por objetivo alcançar pessoas Surdas e não surdas para Cristo:

A edição em Libras da coleção Aventuras da Bíblia apresenta, ainda, caráter didático e poderá ser usada em escolas. “Trata-se de uma iniciativa ímpar de inclusão, um momento importante para a Língua Brasileira de Sinais e cultura surda no Brasil. Num mesmo ambiente, crianças surdas e ouvintes poderão juntas se interessar pelas histórias bíblicas. Há mil possibilidades de alcançar as crianças, por intermédio das escolas, igrejas ou famílias”, vislumbra Lois Irene Broughton, coordenadora do Instituto Expressão Surda

Sem dúvida é uma iniciativa louvável, mas o que se pergunta é: " Por que não há projeto de Bíblias em Libras disponível para o público adulto evangélico?" O que existe são iniciativas isoladas de ministérios que capacitam pessoas para lidar com os Surdos. E em número bem reduzido.

Segundo o IBGE, existem aproximadamente 5 milhões de brasileiros com deficiência auditiva, desde a surdez total até níveis diferentes de audição e um número reduzidíssimo de Surdos matriculados no sistema de Educação Básica. Uma clara demonstração que a inclusão dos Surdos no País ainda não é realidade.

Biblia em Libras em outras denominações

A Vida da Gente



 "O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas do Senhor vem a vitória" 
Pv: 21:31



Hoje pensei em escrever algo informal  contando-lhes um pouco sobre minha vida cotiana. Momentos que de alguma forma expresso nas linhas e entrelinhas do Tenda na Rocha, mas que na maioria das vezes desaparece, diminui para que se faça real o ensinamento de João 3:30:“É necessário que Ele cresça e eu diminua” . Contudo, sei que a Palavra fala, mesmo quando não citada, por quem se deixa ser do Espirito Santo morada. Assim prossigo em compartilhar o milagre presente em minha rotina. Aliás, nossa rotina está repleta de bençãos, favores Divinos que tantas vezes sequer são valorizados porque “estão sempre lá”, mas no dia em que nos faltar, perceberemos  que se foi um milagre. Por isso, graças a Deus pelo que permanece, se vai, e de novo chega. Que tudo seja para glória do Pai em um coração grato e obediente, desafiado a prosseguir firme, em um mundo tão turbulento.


Sou professora concursada da rede estadual de ensino. Nossa categoria esteve em greve por quase três meses: de Fevereiro a inicio de Maio. Durante esse período, aproveitei  para adiantar a escrita do meu segundo livro “A Primavera de Sara – Para Mulheres que Sonham” . A obra está quase pronta e muito bela. É uma história suave, linda e poderosa! Interrompi a escrita por uns dias, fui tomada por uma sensação de pequenez, impotência mesmo. Pensei: meu Deus, esse tema é fantástico, como o Senhor é grande,  quem sou eu para falar sobre isso?! Na certeza de que Deus age na simplicidade, me levantei e prossegui. Estudar sobre a vida do casal Sara e Abraão fortaleceu sobremaneira minha fé, e essa experiência, espero ser vivenciada por todos que se dispuserem a ler o livro.

Tese de doutorado de blogueiro cristão influi na política de juros do BC

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João Batista Cruzué

Eu estava ouvindo o programa "Fala Malafaia" de domingo, 01/07/2012, ao meio-dia na Band Tv, quando o Pastor Marcelo Crivella disse algo que me deixou muito admirado, sobre um moço que congrega em uma Igreja Assembleia de Deus do subúrbio do Rio.

Pastor Crivella, hoje Ministro da Pesca, deu este  testemunho  dentro de um contexto de evangélicos participando como cidadãos nos vários seguimentos da sociedade brasileira. E no meio deste assunto ele disse sobre um moço evangélico, filho de um senhor porteiro de prédio.

Ele  estudou, se formou , e  que  ganhou  o 3º lugar no  XII Prêmio Tesouro Nacional-2007, com sua tese de doutourado em Economia, sobre ajuste fiscal da dívida pública, com a monografia "A Importância da Credibilidade para o Equilíbrio Fiscal: uma avaliação para o caso brasileiro", em parceria com  Helder Ferreira Mendonça.

Pastor Crivella disse, com todas as letras, que a tese do Dr. Rubens Teixeira da Silva teve influência decisiva na mudança da nova política de juros do Banco Central implantada pelo governo da Presidente Dilma.

Dr. Rubens Teixeira da Silva

Este moço é o Pr. Rubens Teixeira da Silva. Ele juntamente com o irmão Paulo Teixeira publicam o Blog holofote.net.


Rubens Teixeira da Silva foi o primeiro ganhador do Prêmio Blogueiro Cristao - Edição 2007. concedido pela Associação de Blogueiros Cristãos e pelo Blog Olhar Cristão.


Enquanto tantos blogueiros seguem uma linha de blogagem exclusivamente crítica, eu continuo admirando a blogagem construtiva. Pastor Rubens Teixeira da Silva é gente que enriquece a blogosfera cristã, tratando de coisas grandes. 


Parabéns irmão Rubens.

A Cruz é a Ponte






Wilma Rejane


No antigo Israel, os escravos hebreus, pagavam suas dívidas através do trabalho. A força, os sonhos, toda a vida era dedicada ao seu senhor. Em Êxodo, vemos uma determinação divina para que os escravos fossem libertos no sétimo ano de serviço: "Quando você adquirir um escravo hebreu, ele servirá seis anos; no sétimo ano ele sairá livre, sem pagamento." (Êxodo 21:2)

Alguns escravos se apegavam tanto a seus senhores que poderiam optar por, voluntariamente, se entregarem como escravos daqueles senhores até o final de suas vidas, sem volta para a liberdade. Como um sinal da entrega, esses escravos furavam a orelha."Então, o seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre", Êxodo 21:6. Escravos de orelha furada simbolizavam uma união de serviço e amor.

Deus nos convida através de Seu Filho Jesus a sermos servos. Esta servidão é o oposto da escravidão que exaure as forças humanas em causa alheia. Entregamos nos a Jesus como Senhor,  Ele pagou nossas dívidas, nos tornando livres do opressor. Esse é o que oprime em carga de culpa e infelicidade, aprisionando a alma em serviço de delito a liberdade. Jesus é a nossa liberdade. Não precisamos realizar grandes obras, ajuntar exorbitantes quantias, nos esmerar em ser o melhor ou o mais belo. O mérito dessa liberdade não é nosso, mas de Deus.