A revolta no Irã profetizada no Salmo 83

Wilma Rejane 

O Salmo 83 é um clamor para que Deus intervenha quando povos se levantam contra Israel. O salmista enumera nações que cercavam o povo de Deus e desejavam apagá-lo da memória. Não é um texto brando; é um pedido por juízo, lembrando como o Senhor derrubou inimigos no passado. A partir do verso 11, o salmista cita figuras históricas derrotadas nos dias dos juízes: Orebe, Zeebe, Zeba e Zalmuna. Esses nomes não são metáforas: eram líderes reais, derrotados de forma decisiva. O salmista os usa como referência para dizer: “Que Deus faça hoje como fez naquele tempo.”

Faze aos seus nobres como a Orebe, e como a Zeebe e a todos os seus príncipes, como a Zebá e como a Zalmuna,Que disseram: Tomemos para nós as casas de Deus em possessão. Deus meu, faze-os como um tufão, como a palha diante do vento. Salmo 83: 11 à 13

Orebe e Zeebe eram príncipes midianitas. Aparecem em Juízes 7. Eles lideravam ataques devastadores contra Israel, saqueando colheitas e oprimindo o povo. Naqueles dias, Deus levantou Gideão para libertar Israel. A derrota deles foi clara: Orebe foi morto na Rocha de Orebe. Zeebe foi morto no Lagar de Zeebe. Ambos morreram em lugares que acabaram levando seus nomes, um testemunho público de queda e vergonha.


Zeba e Zalmuna eram reis de Midiã, superiores aos dois primeiros. Eles chefiavam uma coalizão poderosa que atravessava a região com milhares de camelos, algo que simbolizava força militar significativa para a época, segundo Juízes 8 eles fugiram após a derrota inicial. Gideão os perseguiu até além do Jordão, foram capturados e executados. Tinham se comportado com arrogância, massacrando homens em Tabor; pagaram por isso. A queda deles marcou o fim do domínio midianita.

Por que o salmista cita esses nomes? Porque eles representam: lideranças orgulhosas, confiando em si mesmas; violência gratuita contra Israel; intenção declarada de destruir um povo; queda súbita, apesar do aparente poder. O salmista pede que Deus faça novamente esse tipo de julgamento quando nações tentam apagar Israel da terra.

Ligações com o presente, um olhar cuidadoso

A história hoje em sua conjuntura geopolítica apresenta paralelos e cumprimento do que está profetizado no Salmo 83. O Irã, em sua liderança política e militar, especialmente por meio de declarações oficiais e grupos aliados,  expressa hostilidade contra Israel. Essa postura lembra a atitude das nações citadas no Salmo 83: coalizões, ameaças e desejo declarado de enfraquecer ou eliminar Israel como Estado.

Esse modo de agir, baseado em hostilidade e cálculo de poder, ecoa o comportamento dos líderes midianitas. Não porque sejam os mesmos povos (não são), mas porque a soberba política, a ambição agressiva e o desprezo por limites morais se repetem na história.

O Salmo 83 não é apenas uma lista de povos antigos. É um lembrete de que nenhuma coalizão, por mais forte que pareça, permanece quando desafia os propósitos de Deus. Líderes que se exaltam, como Orebe, Zeebe, Zeba e Zalmuna, acabam expostos e derrubados.

A história registra quedas sucessivas de impérios que pareciam inabaláveis. O salmo não ensina ódio; ensina temor de Deus e humildade diante d’Aquele que julga nações, a mensagem que ultrapassa os séculos é simples: a arrogância política cai, sempre caiu e no seu devido tempo, sempre cairá.

Deus nos abençoe, em nome de Jesus.

*Outro artigo do blog sobre o Salmo 83 e a profecia da queda do regime no Irã,  você pode ler AQUI 

* Imagem cortesia Depositphotos.

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