Feliz Dia Das Mães Indígena!




As mulheres indígenas estão bem distantes de vivenciarem a tradição consumista do dia das mães. Não enfrentam longas filas, nem disputam as últimas invenções tecnológicas das vitrines. Nem perfumes, roupas ou sapatos. Vivem uma cultura que se arrasta por gerações e quando se aproximam da vida urbana, da globalização, sofrem para se adaptarem. Muito se questiona sobre as mães indígenas, o infanticídio ainda é praticado em muitas tribos. Filhos gêmeos ou deficientes físicos são condenados à morte, porque acreditam na impossibilidade de criá-los e também que estes, trazem maldição. No Brasil esse drama está mudando. Acompanhe as matérias e descubra por que.

Uma Chance as Crianças Indigenas

O olhar triste dos índios Marité e Tixumagu da etnia Ikpeng, de uma aldeia do Xingu, no Mato Grosso, denota a desilusão em ter de abandonar os costumes da comunidade para viver na cidade em busca do novo. O motivo da fuga está no colo do casal: os trigêmeos que nasceram este ano e que não foram aceitos pela comunidade por uma tradição cultural que acredita que filhos vindos da mesma gestação podem trazer azar. Para evitar o sacrifício deles, prática comum nesses casos, a família teve de ser forte para quebrar a regra e seguir outro caminho. "Tenho certeza de que eles vão se orgulhar da gente quando crescerem. Tenho orgulho de ter conseguido seguir com essa ideia e não deixá-los morrer", diz o pai.

O líder indígena Tabata Kuikuro, também da comunidade xinguana, foi tão firme quanto o casal Marité e Tixumagu ao saber que sua esposa deu à luz gêmeos, hoje com dois anos. E não pensou duas vezes: "São meus filhos, como vou deixar alguém fazer mal a eles, deixar matar igual se mata bicho?"

Essas histórias, estão em um documentário
chamado "Quebrando o silêncio", produzido com a participação da indía Sandra Terena e Divanet da Silva, fundadora da ong indígena Sirai-i. Sandra, viajou por 22 horas, do Mato Grosso até Brasilia, em busca de ajuda dos parlamentares e autoridades do Governo: " Quero batalhar por ajuda em todos os lugares". Graças ao empenho de pessoas como Sandra, tribos brasileiras estão se comprometendo a optar pela vida das crianças, em qualquer circunstância. Acompanhe o maravilhoso documentário:






Por: wilma Rejane
Fonte: Correio Brasiliense

A Índia Brasileira Que Faz Mestrado Nos EUA



Minha Mãe Lutou Pela Minha Vida - Índia Lindomar


Linda Vargas se encontrou com o presidente dos EUA e foi convidada a estudar nos Estados Unidos em 2010.

A índia Lindomar da Silva Vargas, 34 anos, da tribo marubo, recebeu um convite para fazer mestrado na Trachetenberg School Policy and Public Administration, da George Washington University. Ela será a primeira índia a participar do programa mundial que forma líderes políticos, intitulado Alumi Small Grants Announcement, na mesma universidade por onde já passaram Barack Obama, Bill Clinton e Fernando Henrique Cardoso.

Ela está no penúltimo período do curso de administração pública na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Linda, como é conhecida, foi beneficiada com as cotas destinadas aos povos indígenas no estado. Em junho de 2009, ela já esteve nos Estados Unidos, a convite do governo norte-americano, para falar sobre política indígena no Amazonas.

Quero primeiro pensar na
minha conclusão de curso. De qualquer forma, acredito que seja um passo importante para fazer com que minha possível passagem pelos Estados Unidos, estudando em um local de formação de líderes políticos mundiais, possa refletir em benefícios para o povo de minha tribo. Esse seria meu maior sonho", disse Linda.

Ela lembrou do encontro de meia
hora que teve com Barack Obama: "Vários representantes indígenas do mundo todo estiveram presentes. A conversa foi muito rápida e suficiente apenas para me identificar e falar um pouco sobre meu povo", afirmou a índia marubo.

Por: Wilma Rejane
Fonte: Geledes

Criança Indigena


"Deixai vir a mim as crianças, e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como uma criança, não entrará nele" Lc18:16,17.

Da Tribo Para a Maternidade



Mães Índigenas Têm Tradições Durante o Parto

Enterrar a Placenta: O que para a mulher branca vai para o lixo, para a indígena é sagrado, conta a médica Regina Honda. Elas enterram a placenta, no local onde dormem, para que os recém-nascidos ganhem proteção e tenham um ciclo de vida melhor. Quem deu à luz no hospital tem direto de levar a placenta para a oca.

Sopa de galinha:No Hospital Interlagos, que recebeu índias da tribo Cururu, outra particularidade das gestantes é alimentação pós-parto. Elas só podem comer sopa de galinha para preservar a fertilidade e a saúde. O cardápio da unidade foi, então, adaptado às mães.

Pergunte ao Pajé:O combinado é que na maternidade tradicional elas podem levar um acompanhante e um intérprete, muitas não falam português. Se no decorrer do parto seja necessário algum procedimento extra (como transfusão de sangue), o pajé da tribo sempre é consultado.

Maternidade solitária: Apesar da liberação de dois acompanhantes (para as não índias só é permitido um), a experiência com as mães índias mostrou que a “regalia” não é necessária. Pelas regras deles, elas precisam ficar sozinhas. Os pais só voltam no dia da alta.

Por:Wilma Rejane
Fonte: delas

Socialização da Criança Indigena



A tarefa de cuidar dos bebês é dividida entre a mãe e suas filhas. Entretanto, a criança indígena é bastante independente e logo começa a dar seus primeiros passos e a se relacionar com as outras crianças da aldeia.

Procuradora é Satanista Ia Sacrificar Filha em Ritual



Essa não é uma notícia agradável para ser lida próximo ao dia das mães, na verdade, em época alguma: "mãe, espanca filha de 2 anos e 10 meses". O caso noticiado amplamente pela imprensa, é macabro em todos os aspectos, porém, um fato novo, ainda não foi explorado: A mulher (para não chamar de mãe), Vera Lucia, pertence a religião satânica. Recebi a notícia, do Léo Montenegro, autor do livro: Crimes Satânicos, entrevistado por mim, ano passado, em uma campanha prol Crianças desaparecidas.

Vera Lúcia pertence à religião satânica, onde creio ser este o motivo da adoção: o sacrifício da criança'. O relato assustador, feito ao Ministério Público Estadual, é de uma voluntária do Conselho Tutelar do Rio, que vem acompanhado o drama da menina T., 2 anos, depois de ela ter ficado 27 dias sob a guarda provisória da procuradora aposentada Vera Lúcia Sant'Ana Gomes, 66 anos.

Ontem, o MP denunciou a procuradora por tortura e pediu sua prisão preventiva. De acordo com o depoimento da voluntária, as sessões de tortura física e psicológica sofridas por T. estão ligadas a uma seita. Ela alega que a procuradora possuía muitos vodus e bonecos com rostos desfigurados e descreve a cena: "Na mesa havia cartas e um punhal, que neste ritual significa: sacrifício, morte". "Creio que T. foi escolhida para ser oferecida em sacrifício.

A intenção da senhora Vera era de matar a criança. Rituais eram feitos na casa, como banhos de canjica, e a criança não podia ter contato com a água", afirmou. Acompanhada de psicóloga da Vara de Infância, Juventude e Idoso e de duas funcionárias da instituição onde está abrigada, T. foi levada à Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) para iniciar a avaliação psicológica. Apesar dos brinquedos espalhados pela sala de avaliação, T. não aceitou nem entrar no cômodo.

A polícia ainda não sabe se vai chamar a criança para outra avaliação. Há a possibilidade de ouvi-la no próprio abrigo, único ambiente familiar da menina, onde ela mora desde os seis meses de vida, até ser adotada. Para saber mais sobre este assunto, leia o livro Crimes satânicos de Léo Montenegro na Editora Naós.

Por:Wilma Rejane
via Léo Montenegro

Habacuque: O Profeta Existencialista





Habacuque foi considerado por Robson
(Los Doce Profetas Menores, p.99) um profeta filósofo. Yates (Los Profetas Del Antiguo Testamento, p. 215) reputa Habacuque como “o livre pensador entre os profetas”. Nosso profeta, a meu ver, se encaixa no universo dos existencialistas. Ele fala de angústias e desespero humanos, do poder de superação, da restauração da confiança e da redescoberta do sentido da vida. Ele pregou num tempo entre 612 e 605 a.C., um tempo em que impérios violentos se sucediam (1.6-11) e Judá era um campo de pecaminosidade (1.2-4).

O profeta fala da imobilidade divina. Cai um império e surge outro igual ou pior. O tempo passa e a impiedade dos judeus alcança níveis indizíveis; Onde está Deus? “por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” (1.13b). A mensagem do profeta é dirigida a Deus e não aos judeus, afirma Isaltino (1990, p.18). Isto é sintomático e impactante. Feinberg (Os Profetas Menores, p.208) afirma que o profeta era porta-voz da angústia de um resto piedoso de Judá. Isto pode ter acontecido, mas é impossível deixar de ver nas palavras pronunciadas com tanto vigor a dor, inquietação, a sua queixa do profeta.

Suas dúvidas não são especulativas. Ele é sincero no que fala. Ele não duvida da existência do Senhor, mas fala com alguém que é vivo: “Não és tu desde a eternidade, ó SENHOR, meu Deus, ó meu Santo?” (1.12 a). O problema é o seu não entendimento da imobilidade divina diante do sofrimento do justo: “Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás?” (1.2).

Habacuque ensina algo que parece paradoxal: A dúvida não é necessariamente inimiga de fé; desesperança não precisa ser considerada como o oposto da esperança. Para ele fé e razão não se anulam, como afirma Isaltino (Habacuque, Nosso Contemporâneo, p.18). Em momento algum se afirma na Bíblia que pensar ou questionar seja pecado. Pecado é a queixa sem sentido ou meramente especulativa. Não é o caso do profeta. Ele expõe seus problemas existenciais na certeza que o Senhor vai lhe falar: “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa.” (2.1).

“E o Senhor me respondeu.” (2.2). No momento em que ele parou de se queixar e se dispôs a ouvir, recebeu resposta. Deus não falou da complexidade da ansiedade do homem, e não deu respostas à questão do sofrimento do justo e da prosperidade do ímpio. Ele tão somente diz: “o justo viverá pela sua fé” (2.4b). Fé é confiar a despeito das circunstâncias adversas. Fé é ir além dos limites da realidade tangível sem deixar de ter os pés no chão. A alma precisa de fé alimentadora. É através dela que passamos do terreno movediço da dúvida para o terreno sólido da confiança, que faz afirmar: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, (...) todavia, eu me alegro no SENHOR, (...). O SENHOR Deus (...)me faz andar altaneiramente.” (3.17-19).

Vivemos um tempo de angústias. Somos reféns da violência, do medo, da impunidade, da imoralidade, da religiosidade, etc. Sufocados, deixamos de ver que o Senhor quer que andemos nas alturas (3.19). Praticamente não mais contemplamos o nosso poder de reação e superação. Acomodamo-nos às circunstâncias, ou então procuramos respostas nas filosofias de vida sobre uma possível ausência de Deus. Vamos “vegetando” de teoria em teoria, de filosofia em filosofia, esquecidos que o justo não vegeta, mas vive; “o justo viverá pela fé” (2.4).

Há percursos maravilhosos no livro de Habacuque: da dúvida à fé, da angústia ao conforto, da desesperança à esperança. Habacuque ensina sobre o Deus que está acima de tudo e nos dá o poder da superação.Acreditemos no Deus disponível. Ele quer receber a nossa queixa, quer que subamos para uma torre e esperemos suas respostas com a certeza da fé. Ele nunca nos deixará. O Senhor é a nossa força (3.19).

David Baêta Motta

Prêmio Top Blog 2010



No inicio do Mês recebi um email informando da indicação do blog para o Prêmio Top Blog, 2010. Agradeço de coração aos leitores que indicaram o "Tenda na Rocha", mas não vou fazer campanha, não tenho vocação para politica (risos).

O meu maior prêmio é saber que Deus opera através das mensagens aqui escritas. É quando recebo um comentário de alguém que foi edificado, transformado, pela ação do espírito Santo. É isso.

Um grande abraço! Do tamanho dos braços calorosos de Jesus!

Com carinho.

Flertando com a Medicina Nazista





"Aviões decolam e pousam seguros centenas de vezes ao dia – mas a única vez que a mídia mostra algum interesse é quando um cai”.
Billy Graham

Não sei se um dia entenderei esse desejo humano por contemplar a desgraça alheia. Tragédias dão mais ibope que boas notícias. Pergunto-me: Seria sadismo, masoquismo ou satisfação contida em saber que o outro está sofrendo mais que você? Esse comportamento sórdido é freqüente e muito comum, apesar de absurdo.

Hitler era assim. Gostava do caos. O nazismo tinha como princípio fundamental embelezar o mundo, nem que para isso tivesse que destruí-lo. A “medicina nazista”, valorizava o corpo, o belo e visava à destruição dos que contrariassem essa ideologia. O povo judeu era o principal alvo, sempre comparados a ratos, pessoas com deformações genéticas e arte cubista, que Hitler particularmente repudiava.

A “limpeza” que Hitler sonhava para a Alemanha, foi a custa de muita sujeira. O furor e a ambição do líder nazista, o levou longe. Tudo porque se deixaram dominar. A multidão de fanáticos cresceu e ficou cega. A força, vencendo a liberdade de ser sóbrio. Olhando para Hitler, vejo a escravidão, com grilhões e açoites. Ele o carrasco, sem sentimentos, anestesiado pela soberba.

Hitler é o protótipo mais perfeito (ou seria imperfeito?) de um líder egoísta. Na verdade, tão cruel que não mereceria ser lembrado nessas poucas linhas. Mas o trago a memória por ser o antagônico de Cristo, este, o melhor e mais perfeito líder que a humanidade já conheceu. Hitler, com toda sua perversidade, foi exaltado. Jesus, com toda sua Divindade foi humilhado.

Isso me faz ter temor. Temor da fama, do sucesso, do aplauso, da multidão. Temor da exclusão, da manipulação. Tenho temor quando vejo a exaltação dos poderosos e a rejeição dos “fracos”. Temo os que como Hitler, promovem “limpeza” para que o belo prevaleça- O que é o belo? - Temo os que propagam a infalibilidade, sendo falhos. Temo os que não temem. Temo pelos que ignoram os filhos de Deus, que se revestem de autoritarismo e que amam o sucesso.

Rejeito essa imposição de caminhar no curso dos que se alegram com o caos. Dos que desprezam os humildes e valorizam a elite. Rejeito as ideologias radicais e a escravidão da perfeição. Escolho a Cristo que nos ama como somos e sente dor pelos que choram. Escolho ser discípula desse Mestre, que tem prazer na liberdade e acolhe a pluralidade. Amo este Mestre que me permite amá-Lo. Rejeito a “medicina nazista” que disfarçadamente se instala na geração atual.

Por Wilma Rejane

Pesquisa: Bravus