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| Olympe, Lutz e Dilma |
Quando o voto feminino foi instituído no Brasil, em 1932, nem mesmo meus pais eram nascidos. Herdei esse direito batalhado por outras guerreiras como Berta Lutz, a pioneira do feminismo no Brasil. Na verdade, quando o País permitiu as brasileiras de votarem, o estado do Rio Grande do Norte já o havia feito em 1927. Portanto, no Nordeste do Brasil o pioneirismo desse merecido direto.
Nunca fui feminista, detesto essa história de guerra dos sexos e faço questão de ser mulher à maneira bem feminina. Gostos de flores, de cavalheiros que se emocionam, percebem o novo penteado,amam o diálogo e me protegem ( por que não?). Não me incomoda a premissa de sexo frágil. Mesmo porque ela é bem diferente da disseminada através dos anos.
E nessa trajetória de desabrochar para a vida de mulher, sendo esposa e mãe, percebi o quanto existe perfeição na criação. Não preciso querer ser melhor nem mais forte que meu companheiro, tudo que preciso é fazê-lo feliz e ser feliz, apesar das diferenças que completam a relação como o côncavo e o convexo.
E apostando nessa sensibilidade que nos é tão particular é que vejo com muito otimismo a eleição de mulheres para ocupar cargos de liderança na vida pública - Não se trata de uma ode a Dilma , sequer votei nela - Ainda somos minoria, e isso não mudará porque a conquista de espaços femininos, na sociedade, definida desde o inicio da história como patriarcal, aconteceu recentemente. A grande descoberta de que capacidade e competência não têm a ver com distinção de sexo, raça, religião ou partido politico,chegou de vez para se perpetrar na história.





