Os Nove Países Ateus e A Vida de Blogueira

Rio Atitlan na Guatemala

Sábado, dois de Abril. Acordei pensando em atualizar o blog porque a postagem principal já estava a três dias em destaque, merecendo renovo. Sabe, isso acontece comigo. Vou navegando pela internet, procurando novidades e ao clicar em uma página que já li, mudo mais que depressa: O que não quero para mim, não proporciono aos leitores. Lei do Reino: “Ao Próximo com a ti mesmo” Mc 12:31

Essa tendência imediatista e voltada para novidades é uma característica da sociedade moderna . Nos aborrecemos facilmente se as coisas não “andam” assim em ritmo de rock pauleira. Queremos ser atendidos velozmente no comércio, em casa, no trabalho. Queremos chegar rápido aos nossos destinos, ouvir o alô do outro lado da linha já na primeira chamada... e por ai vai.  Os diálogos são apressados e superficiais e já não se tem tempo suficiente para conhecer melhor o colega de trabalho que está de óculos escuros escondendo os olhos inchados de chorar por algo que o aflige. Velocidade digital! Esse tic tac acelerado manda na gente e obedecemos, consciente ou inconscientemente.

Deixei de lado o “rock pauleira” do dois de Abril, e pensei comigo: Quero “dançar valsa”, a beira do fantástico lago Atitlán na Guatemala, rodopiar ao som de Danúbio azul e abraçada com meu amado conversar baixinho ao seu ouvido. Acordei!  Tenho aula de Filosofia de 08h00min às 12, com direito a retorno às 14h00min e uma porção considerável de coisas para arrumar em casa, em virtude de uma reforma. E o blog?!  Ele não sai de mim, vivo a procurar artigos, em tudo que vejo, falo e vivo. Quem sabe a valsa de hoje possa ser um presente para meus leitores.

E na Universidade...


O Riso de Abraão e Sara


"Abraão sorriu de alegria, sara de incredulidade" Gn 17, 18

Encontrei Sara em uma rua da cidade. Ela tinha cabelos grisalhos, rosto formoso e um ar de serenidade. De mãos dadas com Abraão, os olhares entrelaçavam-se cada vez que uma criança corria nos arredores. Um misto de tristeza e esperança pairava no ar.  Algum dia receberiam a dádiva de serem pais? O riso de Sara era cortado, contido, pensado. Em sua mente e coração as lembranças de algo que nunca existiu, podava sua alegria. Ter um filho era um desejo profundo do coração do casal, mas como? Ventre adormecido, avançados em idade, seria loucura ainda sonhar com um pequenino a alegrar-lhes a vida?

“Sara tinha o ventre amortecido” Rm 4:19

Abraão com cem anos, Sara na menopausa e uma promessa para se cumprir: “Olha, agora, para os céus e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhes assim será a tua semente” Gn 15:5. Cada noite que chegava e as estrelas brilhavam no céu era um convite a fortalecer a fé. Era hora de sentar com Sara, do lado de fora da tenda, sentir o vento frio do deserto tocar suas faces e abraçados sonhar mais uma vez com um herdeiro correndo por entre os carvalhos de Manre. Abraão demorava a dormir, Sara sempre se recolhia primeiro. Ele ficava marejando os olhos de lágrimas, conversando com Deus e sorrindo baixinho: “Senhor, são tantas estrelas, não consigo contá-las”. O velho Abraão, amigo de Deus enchia o coração com os sonhos de Deus para vida dele.

“O qual em esperança, creu contra a esperança que seria feito pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu corpo já amortecido (pois era de quase cem anos), nem tão pouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé dando glória a Deus” Rm 4:18-20.

Ele Guardou a promessa...


Mundo Sem Cor e a Cor do Gênesis




 Tem dias que me canso
De palavras sem sabor
De lábios sem amor
De olhares sem cor

De pedras ao léo
Em vidraças coloridas
Que enfeitam a vida
Mas escondem a dor

Me canso do compasso
Acelerado, a cela , errado
Do beijo apressado
Na face do embriagado


Inverno no Rincão - Um Lugar Para Recomeçar - Resenha


Por do sol no Rincão - SC


A praia é um lugar romântico onde podemos contemplar um maravilhoso pôr do sol, o brilho dos raios colorindo as ondas, o movimento da água - ora furiosa, ora em calmaria. É lugar de recomeço: todos os dias a areia é “varrida” para lugares profundos,  animais mortos e vivos aparecem e desaparecem carregados pela maré.

Foi em um cenário assim que o escritor Léo Kades encontrou inspiração para escrever seu novo trabalho: "Inverno no Rincão Um lugar Para Recomeçar".  Balneário Rincão fica em Santa Catarina e é muito procurado por turistas no verão. No inverno, porém, fica deserto. Isso levou kades a refletir sobre essa realidade, comparando-a a fases de nossas vidas: Há tempos de angústia e sofrimento, onde é difícil encontrar abrigo, porque as pessoas parecem não perceber sua dor, solidão e se distanciam. Há tempos, em que os amigos festejam suas conquistas e sorriem com você. Quando tudo vai bem: è verão no Rincão. Quando tudo está frio e escuro: é inverno no Rincão.

“Acima de tudo, tenho aprendido a ouvir o vento soprando à noite, o barulho do mar e foi ali que aprendi as ricas lições guardadas neste Inverno no Rincão. Com a mente aberta, você reflete sobre tudo o que viveu até chegar aqui e, com coragem e fé, continua a longa jornada para enfim, descobrir que quanto mais alto se voa, mais longe se vê e que, mesmo tendo asas, o horizonte foge de você. Sempre existe algo maior, a cada dia surge uma nova lição, uma nova oportunidade de viver coisas novas e sentir que a vida pode ser cheia de amor e esperança” (pag.36)

O livro tem a força de vida e superação do próprio autor que conseguiu através da fé em Deus e da 


Principe da Paz


Dizem que a primavera é a estação das flores, onde brotam o colorido, os amores
E eu nem sabia dizer qual o tempo se passava em mim. Se vivia o melhor, ou o pior.
Tudo que sei é que quando Você chegou, percebi que havia uma época e um lugar
Onde sempre sonhei estar.

Não era bem o que o calendário dizia ser,
Porque todos pareciam não compreender que uma brisa Divina soprava em minha direção. Aquela voz me confortava. Aquele olhar me acalentava. Aquelas mãos me sustentavam. Era Você, Príncipe da Paz. Um misto de tudo que é bom.

Touros de Basã me Cercaram


"Fortes touros de Basã me cercaram" Sl  22:12


O Salmo 22 foi escrito mil anos antes de Cristo  e em ambiente de louvor. Davi o entoou acompanhado por instrumentos musicais e o que precedeu a essa atmosfera de adoração foram profecias minuciosas sobre a crucificação de Jesus. A primeira lição extraída do Salmo é: O louvor atrai a presença de Deus: “Porém, tu és santo, tu que habitas entre os louvores de Israel” Sl 22: 3. A palavra habitar do hebraico “yawshab” significa “sentar-se, permanecer, estabelecer-se ou casar-se”, ou seja, Deus não só nos visita quando louvamos como permanece conosco, e nós compartilhamos com Ele de um relacionamento crescente.

Nunca deixe de louvar. Essa iniciativa fortalecerá o seu coração através da presença grandiosa do Espírito Santo. Louve com a canção que está em sua memória, mas também cante um cântico novo, criado especialmente por você para alegrar o Senhor.

Este Salmo nos conduz aos atributos de Deus –Onipresença, Onisciência e Onipotência- quando nos remete fielmente ao sacrifício expiatório de Jesus, a todo o sofrimento e humilhação enfrentados pelo Mestre naquele dia nas ruas de Jerusalém ao som diabólico da zombaria dos soldados romanos. Deus conhece todas as coisas. Davi profetiza até mesmo o clamor de Jesus aos céus: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxilio e das palavras do meu bramido?” Esse trecho da profecia tem o cumprimento descrito no Evangelho de Mateus 27:16: “Eli, Eli, lamá sabactâni: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”.


Guardando a Fé - Cintia Kaneshigue Direto do Japão


Atriz Maki Miyamoto em um campo japonês de hortaliças durante filmagem de um documentário.  Cidade de Tokushima. 2007 (Tokushima Brand.Blog).

Vivendo na fé do profeta

"Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que  decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam  arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha força, e fará os meus  pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas” - Habacuque 3.17-19.

Quinta-feira, dia do nosso culto no lar, contamos com a presença de nossa vizinha e sua filha, nossa sala encheu. A sala aqui é minúscula (riso). Na ocasião, compartilhamos estes versos de Habacuque. Essa passagem bíblica diz que a verdadeira alegria não vem de acontecimentos temporais. Para nós que estamos em Deus, é possível ter alegria e força no Senhor, ainda que faltem recursos para essa vida.


Sinais, Marcos e Regresso



“Levanta para ti sinais, faze para ti marcos, aplica o teu coração à vereda, ao caminho por onde andaste; volta, pois ó virgem de Israel, regressa a estas tuas cidades” Jr 31:21

Essa palavra que Deus enviou a Israel, através do profeta Jeremias me chamou a atenção. Sabe quando algo te faz parar, ler e reler, e em fração de segundos te conduz a uma série de acontecimentos de sua vida? Assim foi quando li esse verso: “Levanta sinais, faze marcos...”

Lembrei-me de Abraão, construindo altares para registrar as vitórias dadas por Deus Gn 12:8.  De Josué: “Então Josué levantou um altar ao Senhor Deus de Israel, no Monte Ebal” Js 8:30. Recordei-me dos regressos dos Israelitas rodeando a cidade de Jericó, até fazer cair os muros e conquistarem o lugar: “Assim rodearam outra vez a cidade no segundo dia e voltaram para o arraial; e assim fizeram seis dias” Js 6:14. Regressos que aniquilam inimigos, fazendo soar buzinas!

Essa palavra de Jeremias é magnífica! Deus aponta para um converter de situação de tal modo que o dia, a hora, o momento fique registrado na história como vitória, milagre!

Deus é um Deus de memorial. Ele nomeia dias, meses, anos, imprimindo Sua marca, Seu nome.  Foi assim com Noé, ao término do dilúvio. Um sinal no céu firmaria para sempre a promessa de não mais destruir a terra com água: “Eis que estabeleço minha aliança convosco e com vossa descendência depois de vós... o meu arco tenho posto nas nuvens; este será por sinal da aliança entre mim e a terra” Gn 9: 9-17.


Um Farol Para o Mundo




Os faróis foram criados com a finalidade de orientar os navegantes sobre direção, caminho seguro. São norteadores de que os marujos estão a se aproximar da terra firme, do destino almejado. Antigamente os faróis eram abastecidos com azeites de oliveira ou de baleia, assim podiam ficar acessos durante a noite. Atualmente, possuem eletricidade própria e avançados sistemas de sonorização que avisam sobre perigos de nevoeiro.

Com o intuito de enganar embarcações e atraí-las para zonas de perigo, surgem os afundadores. O que representam? São criadores de falsos faróis que conduzem as embarcações para o fundo do mar e as saqueam, abandonando-as em destroços.



Faróis sempre me encantaram, gosto da singularidade, da maneira solitária em que se destacam em meio às muitas águas, da utilidade, da beleza, das luzes que refletem nas águas a claridade ,  como se estrelas passeassem nas ondas. Faróis alegram embarcações, viajantes atribulados, navegantes cansados. Faróis de verdade, são como luz nas trevas, emanam esperança, certeza de novos horizontes.