" Fé é contemplar a seca de sombrinha na mão acreditando na chuva"
Wilma Rejane
“Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida e Sara terá um filho” Gn18:14 Falaremos de passagem, de um novo tempo, em que os invisíveis desejos de nosso coração foram regados pela fé e Deus, em Seu poder e Glória marca dia e hora para cumpri-los. No versículo chave de nosso estudo ( Gn. 18:4) Deus fala a Sara e Abraão que tornará a visitá-los “por este tempo”, e que tempo era aquele? Era páscoa: Começo da primavera. Sendo assim, o que Deus prometeu foi: “ Tornarei a ti na primavera” Gn. 18:14.
Algumas traduções trazerem claramente a palavra “primavera” nessa parte das escrituras.
Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo,
a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra "páscoa" – do hebreu "peschad", em grego "paskha" e latim "pache" – significa "passagem", uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.
Os gregos, supersticiosamente comemoravam a chegada da primavera reverenciando a deusa Ostera que segurava um ovo em uma das mãos enquanto observava um coelho, símbolo de fertilidade, pular alegremente em redor de seu pés desnudos.
Para judeus e cristãos a “pache”, passagem, ou Páscoa ganha novo significado. Deus destrona os falsos deuses do Egito demonstrando ter domínio sob toda a natureza: vegetal, animal e humana. Nesse cenário, como última e definitiva estratégia de libertação dos israelitas, Jeová orienta Moisés a marcar a residência dos israelitas com sangue de Cordeiro. O sangue era sinal de vida, libertação. Assim na noite em que há morte e pranto nas tendas dos Egípcios, há alegria, renascimento e libertação para os judeus. Ostera, deusa pagã é reduzida a pó. O novo tempo, não seria mais uma comemoração a sua divindade, mas ao Único e Verdadeiro Deus.
É necessário fazermos esse “passeio” na história para compreendermos bem o que Deus disse para Sara e Abraão: “Tornarei a ti no ano vindouro, na primavera e Sara terá um filho”