Lançamentos da Editora Oxigênio: títulos cristãos para edificação.

Lançamento em breve



Por Wilma Rejane
Via Publicidade
Editora Oxigênio



A editora busca auxiliar pastores, líderes cristãos e autores evangélicos em todo o Brasil na publicação de seus livros. A mesma está recebendo originais para avaliação pelo site www.editoraoxigenio.com.br Basta o autor acessar a seção Publique e preencher o formulário de cadastro para envio de sua obra para avaliação. Confira os lançamentos da Editora para mês de Junho. Oxigênio é selo da Editora Dracaena





Dados técnicos:
Título:Aprendendo a orar
Autor: Reuben Archer Torrey
Gênero: Oração, Vida Cristã
ISBN: 9788582180792
Nº de páginas: 100


Sinopse: Um verdadeiro manual sobre a oração, sua importância e necessidade na Vida Cristã. Escrito por um dos principais lideres cristãos do século XX. Um livro que trará conhecimento e crescimento sobre a oração e lhe convidará a viver com maior intimidade com Deus.


Dados técnicos:
Título: O Marido da Mulher de Provérbios 31
Autor: Pr. Ricardo Marcos Corrêa
Gênero: Casamento, Vida Cristã
ISBN: 9788564469624
Nº de páginas: 168

Sinopse: Todos conhecem a mulher de Provérbios 31, a famosa mulher virtuosa. Entretanto, ela se destacou porque o seu marido investiu na sua vida. Um homem virtuoso que não calou os dons da sua esposa, mas permitiu a ela atender com louvor ao seu chamado de auxiliadora idônea. Quem a achará? Você achou e ela é a sua esposa e está bem do seu lado, porém, você não deu a ela a oportunidade de ser virtuosa. Este livro não é uma leitura para o marido que ainda sente prazer em rastejar na mediocridade de propósitos nanicos, mas, sim, para aquele que decidiu elevar se “à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo”, Efésios 4:13 e lá permanecer. É para o marido que almeja a liberdade de dizer a sua esposa: Eu a amo porque amando você eu tive a oportunidade de amadurecer e descobrir que sou capaz, útil, humano e que tenho valor! Ao lado de uma mulher virtuosa, existe um homem que investiu nesta mulher.  Leia e aprenda com “O marido da mulher de Provérbios 31” e desfrute de uma vida conjugal extraordinária, se aplicar o que este marido nos ensina.


Lições que o Centurião de Cafarnaum me Ensinou




"Por isso, nem me considerei digno de ir ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e o meu servo será curado. Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: ‘Vá’, e ele vai; e a outro: ‘Venha’, e ele vem. Digo a meu servo: ‘Faça isto’, e ele faz”. Lucas 7:7-8


Wallace Sousa

A história do centurião de Cafarnaum é bastante conhecida, não apenas no meio evangélico, mas em todo o mundo, cristão ou não. Por uma boa razão: é um exemplo prático de fé e como ela deve ser praticada. A história nos desafia a exercer um tipo de fé que, até aquela data, ainda não tinha parâmetro de comparação, visto que Jesus mesmo disse “que ainda não havia visto fé como aquela”. E, até hoje, é uma fé que não encontra rivais.

O centurião era o oficial romano responsável pelo comando de uma guarnição de 100 homens, que geralmente ficavam aquartelados em cidades estratégicas, fosse pela importância ou pela localização geográfica. E, em Cafarnaum havia um centurião que se destacou não apenas pela competência profissional, mas também ficou conhecido pela empatia pessoal e por uma fé ímpar, especial. Um tipo especial de fé que nos desafia hoje, mesmo passados dois milênios.

Esse homem tinha a reputação similar à que hoje possui um delegado em cidade do interior. Ele era a “autoridade” ou, como dizem alguns, em avançado estágio de decomposição embriaguês: “seu dotô otoridade“. Mas, uma coisa que me chama atenção nesse homem sem nome, sem passado e sem história – mas que marcou a História -, é que ele, apesar disso, era um homem humilde e simples, que atentava para as necessidades das pessoas ao seu redor.

Ah, como homens desse naipe fazem falta nos dias atuais. Infelizmente, muitos hoje, mesmo em posições eclesiásticas, mal sobem um tijolo degrau e já se consideram superiores aos demais. E o que direi de políticos, empresários e até mesmo aqueles que foram nomeados para nos defenderem, agindo como crápulas e criaturas de baixeza tal que encontro dificuldades em encontrar um nome adequado para qualificá-los?

Em meus sonhos de pura fé infantil, me vejo rabiscando um rol de pessoas a quem desejo conhecer ao chegar no Céu (depois de dar aquele abraço apertado no Senhor, óbvio… risos). E, nessa singela lista, rabisco facilmente os nomes de Josué, o maior líder de torcida organizada de todos os tempos (ganhava o jogo no grito), Moisés, seu tutor e destruidor de tutancamões (ou algo parecido). Poderia citar Noé, aquele do “meu barquinho em alto-mar“, e não poderia deixar de fora, claro, Davi, o terror dos gigantes. Mas, nessa lista ainda incompleta, vou achar um jeito de incluir uma nota de rodapé: “não esquecer de procurar o centurião sem nome“.

Assim, peço que me acompanhe nessa agradável caminhada na qual vamos tentar abordar o que esse anônimo famoso tem a nos ensinar sobre fé, amizade, confiança, humildade e autoconhecimento. Vem comigo.


Como os judeus se espalharam por mais de 100 países e ainda conseguiram manter vivos valores e tradições.






Os judeus são o único povo que nasceu com o dever divino de habitar uma região do planeta: Canaã (Israel). No entanto, ao longo de seus 4 mil anos de história, eles se tornaram a nação mais cosmopolita do mundo. As comunidades judaicas hoje se espalham em mais de 100 países – do México à Inglaterra, do Cazaquistão à África do Sul, de Cuba ao Japão. Com exceção de Israel, os judeus têm vivido como minorias em todos esses lugares.

“A história judaica é marcada por sucessivas dispersões e diásporas dentro de diásporas”, diz Luis S. Krausz, professor de Literatura Hebraica e Judaica na Universidade de São Paulo (USP). “Essa história começa com a destruição do Templo de Salomão pelo rei Nabucodonosor, no século 6 a.C., quando os judeus foram levados ao cativeiro na Babilônia. E continua até o século 20, com a dispersão e o genocídio dos judeus da Europa.”

Tantas travessias produziram uma diversidade de grupos judaicos que cristalizaram costumes, idiomas e culinárias dos lugares onde viveram. E também contribuíram para enriquecer as culturas locais. Nesta reportagem, vamos viajar pelos momentos mais importantes da saga judaica através das fronteiras.

Babilônia e Império Romano

Os judeus botaram o pé no mundo em 587 a.C., quando o rei babilônio Nabucodonosor invadiu o antigo reino de Judá (ao sul de Israel). O monarca arrasou Jerusalém e mandou parte de seus habitantes para a Babilônia, na Mesopotâmia (hoje Iraque). Mas o que havia sido um degredo imposto à força contribuiu para o florescimento do judaísmo. “Foi durante o exílio que se impôs pela primeira vez a todos os judeus a prática regular de sua religião”, diz o historiador britânico Paul Johnson no livro História dos Judeus.

“Também foi reforçado o ritual da circuncisão, que os distinguia dos pagãos, e o costume do shabat (dia do descanso)”, diz Johnson. Os escribas redigiram as tradições orais e compilaram os pergaminhos vindos do templo destruído. O calendário judaico se aprimorou com a astronomia babilônica e incluiu festas como o Pessach (Páscoa), que recorda a saída dos hebreus da escravidão no Egito. 

Apenas 50 anos depois, em 538 a.C., o rei persa Ciro permitiu a volta dos judeus a Jerusalém e a reconstrução do templo. “Muitos preferiram ficar na Babilônia, que permaneceu como um centro da cultura judaica por 1,5 mil anos”, diz Johnson. Em 63 a.C., uma nova reviravolta. O general Pompeu invadiu a Judeia e a transformou em província do Império Romano. Terminava assim o reino dos Hasmoneus – o último país judeu independente que existiu até a criação do Israel moderno, em 1948.


A tensão culminou com uma rebelião. Em 70, o general romano Tito reprimiu os revoltosos, destruiu o segundo templo e mandou os judeus a uma nova diáspora, que alcançou a Ásia, a Europa e o norte da África. Mas ao contrário dos anos na Babilônia, o exílio nos domínios romanos marcou o início das perseguições. “Os romanos não toleravam o culto judaico a um Deus único nem costumes como o shabat”, diz o historiador francês Gerald Messadié no livro História Geral do Antissemitismo

A situação piorou com a conversão do imperador Constantino ao cristianismo, no século IV. Em 325, o Concílio de Niceia acusou os judeus pela morte de Jesus, o que serviu de base para o mito medieval de que tinham poderes sobrenaturais e eram aliados do diabo. Os judeus foram proibidos de exercer funções públicas, ter empregados e se casar com não judeus. Qualquer semelhança com as Leis de Nuremberg, promulgadas em 1935 pelo nazismo, não é coincidência.

O Divino poder da música

 Bouguereau. A canção dos anjos. 1881 Glendale, Forest Lawn memorial 



De Glenn Pease
Traduzido e adaptado
Por: Wilma Rejane


Há poder na música quando ela é correta e inteligentemente utilizada, até mesmo para se ganhar uma guerra. Cornetas, trompetes, bateria, foram alguns instrumentos usados para motivar homens a marchar em batalhas. Apenas o som desses instrumentos  expulsavam inimigos sinalizando a chegada da cavalaria. A Bíblia tem exemplos do poder da música como arma. Quando Josué lutou na batalha de Jericó, os sacerdotes estavam a marchar ao redor da cidade, sete vezes soprando trombetas feitas de chifre de carneiro. Foi o sinal de uma longa rajada de trombetas que fizeram as paredes virem abaixo.  Vozes de alta frequência  quebram  taças, mas aqui foi um espetáculo de trombetas e vozes quebrando o muro de uma cidade.


Quando Gideão com seus 300 homens assumiu a grande horda de midianitas ele fez isso com 300 trombetas. Todos os seus homens sopraram suas trombetas e quebraram frascos. Os inimigos entraram em  estado de pânico e começaram a brigar entre si sendo derrotados. Sabemos que há poder em mísseis, mas nos esquecemos do poder que existe na música. Salmos. 150:3 diz: "Louvai-O ao som da trombeta." A trombeta pode ajudar a ganhar uma guerra, ou nos ajudar a louvar a Deus e inúmeras outras coisas. A música tem o poder de dar sentido à vida, e por isso um dos piores julgamentos que Deus pode infligir a um povo é privá-los de música. Ouça a punição dada a cidade de Babilônia por sua grande maldade. Em Apocalipse 18:22, lemos: "A música de harpistas e músicos, de flautistas e de trombeteiros, nunca mais será ouvida entre vós."


Não haverá música no inferno, mas haverá música para sempre no céu, e será tanto vocal quanto instrumental. Deus gosta de cantar, e o profeta sugere que a trombeta do Senhor é realmente um instrumento que Ele gosta. Zac. 9:14 nos diz que Deus fará soar a trombeta. Uma vez que os primeiros cristãos não utilizavam instrumentos,  cria-se controvérsia sobre o assunto. Os primeiros cristãos eram um povo perseguido, e assim o som de trombetas, ou até mesmo a reprodução da harpa, seriam motivo de morte. Imaginem ter que viver se escondendo dos romanos e  em segredo, a única coisa que não se gostaria de fazer seria tocar qualquer tipo de instrumento.


As ofertas do bem e do mal na solidão do deserto



Wilma Rejane


Quando estava prestes a iniciar seu ministério terreno, anunciando a chegada do Reino de Deus, Jesus é levado ao deserto e em quarenta dias de jejum e oração é confrontado por Satanás que lhe faz muitas propostas. A passagem é bem conhecida e recebe por título “A Tentação de Jesus”em todos os Evangelhos. Sempre que leio, penso em quanto esse momento foi decisivo para história da humanidade. Bastaria um sim de Jesus e todo o plano salvífico estaria fracassado. Bastaria um vacilo, um acenar de cabeça concordando com o diabo e tudo estaria consumado em desgraça e maldição para os homens. 

O diabo não tem sucesso em suas investidas e Jesus, de forma objetiva, sem longos discursos,  pronunciando a Palavra de Deus, vence o mal e consuma na cruz do calvário a salvação que nos é dada. Na cruz, Ele resgata o que havia se perdido no Éden, quando Adão e Eva, dizem sim a serpente e acatam a sugestão diabólica de que “ sereis como Deus, sabendo o bem e o mal e não morrereis” :

“E vendo a mulher que aquela árvore era boa de se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela”. Gn 3: 6

No deserto da Judeia, lugar seco, sem pomares, o diabo aparece usando elementos naturais, típicos do ambiente, para tentar Jesus: “transforma essa pedra em pão e come, porque estás com fome” Lucas 4:3. A árvore proibida do jardim, aquela que Eva já havia visto e rodeado tantas vezes, foi nela que a serpente se enroscou. Porque o mal não chega de forma espantosa, nos assombrando com suas propostas. Ele aparece em nossa rotina, no dia a dia, assim como uma tênue linha no tempo separando abismo e paraíso. 

Na igreja, na família, no trabalho, em lugares de nosso convívio,  o mal aparece disfarçado de bem, porque sua essência é a mentira e quando domina sua presa, se revela como angustiante e terrível, mostra suas garras com objetivo tão somente de roubar e destruir  vidas: “porque não há verdade nele, e fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” João 8:44. Ele não falou a verdade para Eva, nem para Jesus, também não falará para mim e para você.


Percebam que ao longo das narrativas Bíblicas, reais e proféticas, o mal tenta desviar os servos de Deus de seus caminhos, das promessas Divinas, fazendo-lhes propostas que aparentemente não apresentam perigos, pelo contrário, até soam bem como se fossem a melhor e mais agradável solução para o que de maior aflige o coração. Isso mesmo, o mal escolhe “o ponto fraco, o calcanhar de Aquiles” e ali destila seu veneno, aos poucos, até nos fazer acreditar que o que vivemos, é de fato a melhor das opções. Foi assim com Adão e Eva, com Moisés, com Abraão, com Davi, com sansão, com Jesus, com apóstolo Paulo. 

Não nos enganemos, essa história ainda não terminou, eu e você somos alvos das estratégias malignas de Satanás que dia após dia é encarregado de nos desanimar,  a fim de que façamos escolhas erradas, segundo as necessidades que nos afligem. Moisés teve que optar entre ser chamado “filho da filha de faraó e viver no luxo do palácio a ser mensageiro de Deus conduzindo os israelitas no deserto” (Hb 11:24,25). 

A promessa para Sara e Abraão era sobre Isaac, mas antes disso, existiu Agar e Ismael (Gn 16). O que dizer de Davi com Betseba? Ela apareceu para ele, por entre as janelas do palácio, banhando em seu quintal e Davi deu uma primeira olhada, e mais uma, e mais uma, até por fim ser vencido ( II Samuel 11: 1-27). Sansão foi enganado por Dalila, aquela que parecia ser um grande amor. Apaixonado, Sansão não percebe que ela havia sido contratada com o fim específico de destruí-lo. Sansão parecia mesmo está vivendo um paraíso, mas o fim, era o abismo, porque o diabo mente, até  dominar sua presa e revelar seu cativeiro. 

O diabo não faz pacto de fidelidade com ninguém, essa não é sua essência. Ele faz o ladrão roubar e ainda ser preso para viver seu inferno. Faz o drogado se drogar e perder a confiança da sociedade. Um abismo leva a outro abismo (Salmo 42:7). Apóstolo Paulo, se tornou um homem de relevância para o cristianismo, antes disso, porém, mergulhou no abismo da religiosidade: “Mas o que para mim era ganho, reputei-o perda, por CristoJesus” ( Filipenses 3: 5-14)

A semana das menininhas e o Salmo 37




João Cruzué

A semana que passou foi a semana das menininhas. Explico: tive minha atenção despertada por várias delas. No sábado quando caminhava observei duas, de uns dois anos, gêmeas. Lindas, tagarelas e brincando na calçada. Domingo, durante o culto, tinha mais uma brincando no banco de trás. Acho que não tinha mais do que dois aninhos. Mas hoje, pela manhã eu quase "babei" ao ver um pingo de gente seguindo para a escola, com uma mochila rosa com desenhos dourados (quase maior que ela) de mãos dadas com seu papai. E não é a primeira vez que escrevo sobre este assunto.

Hoje eu fui mais cedo para o trabalho. Desci do ônibus antes do final para caminhar porque estava com mais desejo de orar do que de costume. Eu ando pensando em fazer uns jejuns para tirar uma dúvida sobre dons de curar. No meio da caminhada, lá vem a menininha da mochila rosa com seu pai. E eu me lembrei dos primeiros anos de casados quando minha esposa e eu adorávamos sair com a Pris, então com uns dois aninhos.

A Pris nasceu linda. Quando fui vê-la no berçário, não estava lá, mas nas mãos das enfermeiras. Elas a acharam muito bonita. Nas compras pelo supermercado, então, nós a colocávamos na cadeirinha do carrinho. E ninguém ficava indiferente, pois era muito sorridente e barulhenta.

Também me lembro de que eu a tomava pela mão e seguíamos para um gramado no prédio em frente, para passearmos na "floresta".

Mas não foi somente para falar de menininhas que estou escrevendo.

Eu não conseguia ver, mas durante o tempo de minhas aflições - fiquei desempregado por 11 anos - eu orava,  chorava e batia nas portas fechadas. Naquele tempo eu sentia que Jesus estava bem longe de mim. Eu não conseguia ver Jesus. Como Tomé, eu só acreditaria se Ele me mostrasse Suas mãos. Mas o Senhor estava lá.

Voltando ao assunto da caminhada e da oração, também vi outras duas coisas além daquela cena magnífica da menina da mochila rosa segurando a mão do seu papai. Do outro lado da Avenida tinha um prédio velho. Sujo. Com pichações em todos os andares, janelas quebradas e sem porta de entrada. Uma barreira de blocos de concreto foi erguida de forma a fechar a entrada do prédio, para que ninguém entrasse.

A coruja nas ruínas - Salmo 102

Sou como a coruja das ruínas...Salmo 102:6




Wilma Rejane

Em  momento de solidão e tristeza, doente e reflexivo, Davi no Salmo 102 se compara a coruja das ruínas. Uma canção triste, extraída de lábios desanimados e corpo sofrido, mas de um espírito que procurava não ser vencido pela situação. Você já se sentiu assim, quase sem forças para orar? Ás vezes estamos tão abatidos que oramos em pensamento, em gemidos e até  em canções, como Davi. Uma canção de lamento, terminada em louvor em demonstração de fé, ao final do Salmo ele diz : “Os filhos de teus servos habitarão seguros, e diante de Ti se estabelecerá a sua descendência” ( Sl 102:28). E aqui já nos chega uma lição: O louvor traz  refrigério, anima a alma.


A coruja das ruínas

Esse animal de hábitos noturnos não é acostumado a viver em bandos, é sempre solitário e caça seu alimento enquanto a cidade dorme. Gosta de deitar-se entre as ruínas, paredes velhas, locais abandonados e faz um barulho triste semelhante ao gemido. Vejam o que nos diz Sofonias 2:13,14: “Farei de Nínive uma desolação, um deserto e alojar-se-ão nos seus capitéis tanto o pelicano como a coruja; a voz dessas aves retinirá nas janelas”. Na solidão e nas ruínas habita e geme a coruja e esse fúnebre movimento garante seu alimento, sua existência. E ao raiar do dia, a ave se recolhe para dormir em silêncio. 

Pode-se imaginar a intensidade da angústia de Davi. Parecia que o festejar da vida e da alegria estava no passado e havia desmoronado. Considerando o tom profético e inspirado dos Salmos, podemos afirmar que esse momento coruja nas ruínas  é também messiânico. Jesus, abandonado por todos, capturado como uma ave em armadilha, seguiu para a crucificação. Em gemido, espancado e humilhado, Ele olha para um mundo desolado e arruinado pelo pecado. Mas Ele seguiu até que a marcha fúnebre fosse transformada em júbilo, por Sua ressurreição! E Davi também prosseguiu orando até sentir a presença de Deus o confortando. E nós devemos prosseguir na certeza de que pelo caminho seremos curados.

A coruja me faz lembrar de Ana, mãe de Samuel. Em ruínas, foi até a igreja, o templo de Siló buscar conforto. E seu gemido, ao ser ouvido por Eli, assombrou-o: “Estás bêbada? Por que não escuto palavras de sua boca?” I Sm 13,14 e ela responde: “ Não senhor meu, Eu sou mulher atribulada de espírito, não bebi vinho ou qualquer bebida forte, mas estou a me derramar perante o Senhor” I Sm 13:15. Desolada, solitária, se refugiando em Deus e sendo consolada. Deus ouviu a Ana, coruja nas ruínas; atendeu sua oração. O que fazer quando não se tem mais o que fazer? O que nunca deveria deixar de ser feito: buscar a Deus, se derramar perante Ele.

Nas ruínas, na solidão, na casa do luto, poderemos sentir a dimensão de quem somos e do quanto são voláteis os relacionamentos sociais e o status quo de cada um. Em um momento, tudo pode desmoronar. Questão de segundo, quem sabe dias, meses, anos, porque eterno mesmo só o espírito e Aquele que nos criou. A coruja nas ruínas nos ensina sobre manter a fé e o alvo em Cristo porque a vida pode ser repleta de vaidades que se esvaem: velhice,  doença, solidão,  e ninguém está  distante dessas coisas. É interessante relacionar outros aspectos da vida da coruja com o texto do Salmo 102: pela mobilidade formidável da cabeça que gira em todas as direções e a disposição dos olhos, é quase impossível essa ave perder uma presa sob seu alvo.

O Primeiro Amor com Kelly Melyssa - Jovem revelação da música cristã




Por Wilma Rejane


Kelly Mellyssa é uma jovem cantora nascida no Piauí e que se dedica a música desde a infância. Recentemente trancou o curso de Física na Universidade Federal do Piauí, para gravar seu primeiro CD. Toda a família esteve engajada no projeto que é cumprimento de uma promessa Divina para o ministério de Mellyssa. Seu pai Willins montou um estúdio em casa e acompanha a filha em cada passo dentro e fora do Estado.

Somos vizinhas, irmãs em Cristo e me comprometi a divulgar o trabalho musical de Mellyssa por conhecer de perto a luta e  trajetória de oração e consagração da família que frequenta a Igreja Presbiteriana do bairro, dirigida por um tio de Mellyssa.

Além de cantar, Mellyssa compõe e toca alguns instrumentos. Com orgulho a mamãe Bia me apresentou o mais novo instrumento musical adquirido pela família: um violino que a filha mais nova (Vitória) está aprendendo a tocar na certeza de que acompanhará Mellyssa nas turnês musicais, e olha que a agenda já está ficando lotada, para glória de Deus!


Mensagem da Kelly Mellyssa:

Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.Então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei.Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. Jeremias 29:11-13

O fato de você está lendo essa mensagem é uma prova da fidelidade de Deus, pois muitas foram as dificuldades, as portas fechadas...E Deus em meio a tudo isso, fez milagres! Grande foi o momento de espera para realização desse sonho e Deus nesse tempo, me fez entender que tudo acontece no tempo determinado por Ele (Eclesiastes 3:1) E da melhor maneira!

O futuro começa hoje - João 1:43





Wallace Sousa


No dia seguinte quis Jesus ir à Galiléia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me. João 1:43
Hoje fui abrir a Palavra do Senhor para meditar, e eis que me sai esse versículo, aparentemente sem graça, na tela do computador. Eu queria abrir o livro de Provérbios, mas esse versículo ficou martelando minha mente, e não consegui parar de ler. Até que, finalmente, entendi o que Deus estava querendo me dizer. 

Faz muitos dias que tenho orado e pedido que o Senhor me restaure a inspiração, porque eu estava bastante desanimado em escrever. Hoje, Ele respondeu minha oração. Se eu vou conseguir colocar no papel na tela o que Ele me deu, é outra história. Mas, por favor, me acompanhe.

No Dia Seguinte

Sabe, nossa vida é cheia de altos e baixos, cheia de mudanças inesperadas e imprevisíveis. É assim que é a vida, e é assim que ela é: quando estamos nos acostumando com alguma coisa, algo acontece e muda tudo. Você já ouviu aquele ditado: “quando eu pensei que sabia todas as respostas, vem a vida e muda as perguntas”. É, é desse jeito. Se você é uma pessoa normal (seja lá o que signifique ser uma pessoa “normal”), existem 2 coisas que o deixam apreensivo com seu futuro. São elas:

1. o ontem, o que passou;

2. o hoje, o que você está passando.

Todavia, eu quero lhe dar uma boa nova, uma boa notícia: amanhã, sua vida vai mudar. Não importa o que aconteceu com você no passado, não importa o que você passou ou o quanto sofreu e foi decepcionado. Não importam as cicatrizes que você carrega consigo ou as feridas não saradas. A despeito de tudo o que você possa ter passado ou enfrentado em sua vida, eu quero lhe dizer que amanhã vai ser diferente. Amanhã é um novo dia, e amanhã Deus tem um milagre para fazer em sua vida.

A segunda coisa que deixa as pessoas carregadas de ansiedade quanto ao seu futuro é o que está acontecendo hoje, o que elas estão passando agora. São situações que as deixam deprimidas, estressadas ou desanimadas, com medo do amanhã. Às vezes, são enfermidades, é o desemprego, foi uma desilusão amorosa ou um sonho frustrado. Às vezes, é o projeto tão bem planejado e executado que, do nada, dá errado e você não sabe por que… Mas eu quero lhe dizer algo: não importa o que você está passando hoje, porque amanhã Deus vai mudar sua vida! Aleluia!

Saiba que Jesus marcou o dia em que sua vida vai ser transformada, mudada radicalmente. O seu ontem pode lhe trazer lembranças amargas. O seu hoje pode lhe trazer dor e angústia. Mas, amanhã, o novo de Deus, o agir de Deus, a mudança de Deus vai alcançar você e transformar sua vida. Creia. 

Quis Jesus

Quando as coisas começam a dar errado, nós ainda nutrimos a esperança de que algo vai mudar, de que as coisas vão começar a se encaixar e tudo vai ser diferente. Mas, o tempo vai passando, as coisas não mudam. Aliás, mudam sim: para pior. Então, nossa esperança começa a definhar, murchar… até morrer. Nesse exato momento em que a esperança morre, o desespero nasce. 


E uma vida desesperada é uma vida disposta a fazer quase tudo para sair da angustiante situação em que se encontra. Esses momentos são críticos, porque uma pessoa dominada pelo desespero pode tomar uma decisão sem retorno ou fazer uma grande bobagem, da qual se arrependerá para o resto da vida. Tenha paciência: não se desespere a ponto de fazer algo sem volta. Para que desistir agora, se amanhã Deus vai fazer um milagre por você?



Mas, é preciso ser sincero: quando a angústia bate, o desespero vem logo em seguida. Nesses momentos, começamos a desacreditar que algo de bom possa acontecer e Deus intervenha em nosso favor. Quando passei por uma série de lutas no final dos anos 90 até a virada do século (e do milênio), eu pensei que o mundo ia acabar. 

Sacou? Ano 2.000, mundo ia acabar e tal… risos. Bom, se você não percebeu, talvez tenha passado despercebido, quem sabe… mas, o mundo não acabou em 2.000 (rá!). Ah, sim: informo que também não vai acabar em 2012. Mas, se acabar, ninguém vai sobrar pra ler isso mesmo, então tá valendo do mesmo jeito (huashuashuas… cof… cof… cof).

Siga em frente: tem mudança esperando por você logo ali!
Voltando: naquela época, houve um dia em que pensei que havia chegado ao fim da linha. Naquele dia, antes de ir pra igreja, eu estava no banheiro tomando banho e bateu um desânimo violento, com pensamentos altamente pessimistas. Enquanto a água escorria pelo corpo, as lágrimas desciam pela face, e eu comecei a pensar: