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| Além de nós, além do mundo... |
Wilma Rejane
Um dia precisei de respostas e nenhum homem foi capaz de respondê-las. Nenhuma palavra humana curava minha dor. Seis meses doente da vista, de médico em médico e nada funcionava. Um hábito tão simples como dormir havia se tornado impossível para mim, a infecção ocular provocava prurido, desconforto, medo. Também vergonha: pela cegueira, pela perda do emprego, distância da família e essas coisas que quando temos não percebemos o valor. É que sem relacionamento intenso com Deus, gratidão se torna algo difícil de praticar.
A sede de Verdade, de preencher o vazio da alma foi se tornando gigantesca, dia após dia: onde estaria a felicidade, a salvação? Deveria haver algo além de mim, das pessoas, do mundo, que me acolheria: Deus, onde Ele estava? Aos prantos fiz essa pergunta e nenhuma resposta para resolver a questão. A Bíblia, eu tinha uma em casa, empoeirada, no escritório junto a tantos outros livros. Me voltei para ela com muita determinação. Acordando mais cedo, dormindo mais tarde e esse ato foi como Bálsamo refrescante me envolvendo em esperança para o futuro.
Li que Isaac havia padecido de problemas na vista, tão grave que o fez confundir os próprios filhos, Jacó e Esaú. E Deus o amava tanto, deveria me amar também! Li sobre Saulo que havia se tornado Paulo, em um encontro com Jesus, havia ficado cego temporariamente, pelo resplendor da luz na estrada de Damasco. Seria a minha cegueira o resplendor do Senhor? Estas coisas foram me dando ânimo, Deus estava falando comigo! Mas eu não sabia como falar com Ele, como ter a certeza de que Ele estaria me ouvindo.










