A história de Sansão: Luz do Sol e Senhora da Noite





Wilma Rejane

A história de Sansão começa de modo maravilhoso, seu nascimento é anunciado por um anjo de Deus. O primeiro filho de Manoá e sua esposa estéril, ambos da tribo de Dã, moradores de Zorá uma pequena vila situada nas partes baixas de Judá. O casal recebe a notícia de que teria um filho, este seria nazireu desde o ventre e deveria se chamar Sansão:


“Você engravidará e dará à luz um filho. Todavia, não beba vinho nem outra bebida fermentada, e não coma nada impuro, porque o menino será nazireu, consagrado a Deus, desde o nascimento até o dia da sua morte”. Juízes 13:7

E estudando o significado do nome Sansão, encontramos a beleza e o amor de Deus pelo garoto que haveria de nascer para governar Israel : “luz do sol”, este é o significado de Sansão. Deus o havia gerado para brilhar entre seu povo. Mas apesar das promessas e consagração desde o ventre, a vida de Sansão, segue por caminhos escuros e a lâmpada de sua alma é envolvida em trevas, pelo distanciamento da vontade de Deus.

Podemos fazer um paralelo entre a vida de Sansão e a de Samuel: ambos nascidos de mães que eram estéreis, consagrados a Deus desde o ventre, vivendo em Israel em período de larga apostasia, com a missão de liderar. A comparação pode ser inevitável, como inevitáveis são as escolhas de cada um. E o que de mais marcante fica nesse paralelo é a lição de que não existe privilégios quando o assunto é pecado: sacerdotes, profetas, leigos, todos estão sujeitos a sofrerem as consequências da desobediência.

Sansão tinha todos os atributos para ser um líder porta-voz de Deus, mas preferiu alimentar seu ego se envolvendo em relacionamentos amorosos pecaminosos. Primeiro casa com uma filisteia e depois apaixona-se intensamente por Dalila, moradora de Soreque. Todos esses percalços desastrosos, leva a crer que Sansão havia negligenciado seu chamado e comunhão com Deus. O Espirito de Deus estava sobre ele, de outra feita, seria incapaz de vencer qualquer batalha, sua força advinha disso, mas Sansão não se deixava dirigir por Deus, ouvia e não obedecia.

"Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar." Isaías 48:17

Tempo de plantar e tempo de colher


"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu" Ec 3:1




Wilma Rejane



"O presente, não é a única dimensão do tempo, mas é aquela, através da qual o tempo ganha significação", diz Merleau-Ponty. E essa meditação filosófica sobre o tempo, remeteu meus pensamentos aos versos Bíblicos do livro de Eclesiastes que tão perfeitamente ilustra o relacionamento humano com o relógio: há tempo para tudo.  O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou. Eclesiastes 3:15. Somos passado e presente e sem o que fomos, nada seríamos. Mas sempre haverá tempo de escolhermos mudanças, de refletirmos sobre a vida e buscarmos a Deus com todo o coração, para que haja transformação.


O tempo dos grãos

O Reino de Deus é assim como o grão de mostarda ( Mt 13:31,32) e acho essa passagem fantástica, porque revela a grandeza das "pequeninas coisas". É que mudanças, nem sempre acontecem de um minuto a outro, mas de um minuto a outro elas estão sendo geradas pelo tempo, até que de repente, se veja a "enorme hortaliça que se formou, a maior de todas, que ocupou todo o território". E era só um grão. Por isso, não desistamos de buscar a Deus em todo o tempo, ainda que as respostas pareçam não vir, ainda que as coisas pareçam demorar a mudar, se perseverarmos, a "hortaliça crescerá".

Deus escolheu o pequeno Davi,  quando ainda estava por trás das malhadas" era um simples pastor de ovelhas, e dia a dia foi andando com Deus, obedecendo. Mesmo sendo ungido rei em Israel, aguardou o momento certo para substituir Saul, que há muito havia sido rejeitado para o cargo: pela soberba, inveja e tudo o mais que de mal fez. Davi cuidou do "grão de mostarda" persistiu mesmo quando tudo parecia desabar e em um dia na simples missão de alimentar seus irmãos em um campo de batalha, vê realizada a oportunidade de sua vida. Um momento sem aparentes promessas: carregar pães e queijos em uma bolsa. Mas eis que era hora do "grão de mostarda" se mostrar no território da fé e mudar o rumo de sua vida: de cuidador de ovelhas a guerreiro de destaque em Israel, sucessor de Saul.


José foi outro que guardou os grãos de mostarda no terreno do seu coração, muito cedo. Ele olhava para secura, mas via os campos fartos.  A vida o maltratou, foram tantas circunstâncias que parecia impossível realizar os sonhos de se tornar um influente líder designado por Deus. Mas ele não deixou de regar os minúsculos grãos, nem mesmo preso, caluniado. É provável que o tenham chamado de perdedor, fracassado. Mas havia algo de especial em José, ele guardou a fé, acreditou em Deus, mesmo quando tudo parecia dar errado. E se não fosse o passado cheio de dificuldades de José, como dizer que ele viveu um tempo de vitória?


Não havia ferreiros em Israel





Wilma Rejane


Não havia nenhum ferreiro na terra de Israel naqueles dias. Os filisteus não permitiu-lhes por medo de que iriam fazer espadas e lanças para os hebreus. - 1 Samuel 13:19


Em uma época que territórios eram conquistados através de guerras, faltavam armas em Israel. A nação inimiga dos filisteus, mantinha o monopólio absoluto de fabricação e manutenção de todo material bélico e ferramentas de trabalho: foices, machados, relhas, sachos. Ironicamente, os filisteus ainda cobravam em siclos para realizar serviços de ferreiros para Israel. Essa passagem Bíblica é bem curiosa, ainda mais se lembrarmos que foi justo nesse período que o pequeno Davi venceu o gigante filisteu chamado Golias.

A fama dos filisteus fazia estremecer as nações em derredor e a superioridade militar deles, estava ligada justo a capacidade de trabalhar com metais, uma herança dos povos hititas. Assim, os filisteus que já levavam vantagem na estatura (gigantes), também eram imbatíveis em aparatos de guerra. Uma prova disso, pode ser dada observando a disputa entre Davi e Golias:

"Um guerreiro chamado Golias, que era de Gate, veio do acampamento filisteu. Tinha dois metros e noventa centímetros de altura. Ele usava um capacete de bronze e vestia uma couraça de escamas de bronze que pesava sessenta quilos; nas pernas usava caneleiras de bronze e tinha um dardo de bronze pendurado nas costas. A haste de sua lança era parecida com uma lançadeira de tecelão, e sua ponta de ferro pesava sete quilos e duzentos gramas. Seu escudeiro ia à frente dele." I Samuel 17:4-7


Nas tribos indígenas: Deus raspa a unha e mora na cidade perfeita





Relatos missionários

Quando eu estava crescendo, o Livro de Deus chegou à nossa aldeia. Depois, eu também recebi o Livro de Deus. Waraka me dizia assim: “Leia o Livro de Deus. Ele é o poder de Deus, a Palavra de Deus. Por isso, leia o Livro de Deus”. Por isso, eu o lia e ele falava muito bem pra mim. Eu lia o Livro de Deus o tempo todo. Eu vivia com o Livro de Deus no colo, porque  o amava. Mas, mesmo agindo daquela forma, eu ainda não havia aceitado a Jesus.


Indo para a igreja eu ouvia sobre a vinda de Jesus. Waraka, Wemko, Warafuru, Mahxawa e outros pregavam e, por causa deles, eu passei a entender. Eles contavam que aqueles que aceitassem a Jesus iriam para o céu. “Lá há uma cidade chamada Jerusalém. É uma cidade sem defeito, para aqueles que tiverem aceitado a Jesus e viverão para sempre”, eles diziam.


Por isso, eu passei a pensar em aceitar a Jesus, mas eu tinha medo. Eu pensava em ir até Waraka dizer que eu queria aceitar a Jesus, mas eu não ia. Até que eu decidi de vez. Fui até Waraka e ele me disse para aceitar Jesus. Assim, eu aceitei a Jesus quando ainda era solteira. Logo em seguida, Deus me mostrou meu marido. Nós nos casamos e, logo depois de casarmos, eu me batizei e meu esposo se batizou também.

Foi assim que aconteceu comigo. Eu ouvi sobre Jesus e aquilo me alegrou, por isso, eu o aceitei. Depois de bastante tempo, Deus nos chamou para trabalharmos como cantores. Depois, eu adoeci e acabei deixando de ser cantora. Depois, Deus me restaurou. Eu pensei que iria morrer, mas Deus me restaurou. Ele não me deixou morrer, mas preferiu que  continuasse O servindo. Logo depois, Deus chamou meu esposo e eu para sermos pregadores da Sua Palavra, para cuidarmos de seus servos. 

A história de meu pai - um sermão para eternidade




Wilma Rejane



Recebi convite para ministrar o sermão especial dedicado aos pais no segundo domingo de agosto na igreja batista em que congrego. Aceitei de pronto , embora sabendo que esse seria um desafio de ordem maior, por dois principais motivos: meu pai é falecido e em vida havia sido muito ausente. Passei a semana procurando passagens Bíblicas e histórias sobre pais para ilustrar o sermão e depois de ter lido um pequeno livro da editora sextante, intitulado “Histórias para aquecer o coração dos pais”, confidenciei ao meu esposo Franklin:

  • Sabe aquele livro que você me deu de presente? Tem tantas histórias lindas entre pais e filhos, chorei ao lê-las e também por descobrir que não tenho histórias desse tipo para contar sobre meu pai.

Ele fez uma pausa e respondeu:

      • O fato de não ter histórias, já é uma história. Você nunca comentou sobre isso em nenhum sermão, quem sabe essa é a oportunidade que Deus irá usar para falar com as pessoas sobre relacionamentos familiares.

E acatando o conselho de meu amado esposo, abro “a caixa secreta”sobre eu e meu pai, uma história que sempre me faz chorar, especialmente por saber que poderia ter sido diferente se pelo menos um de nós, na época,  conhecesse o incomparável amor de Jesus.


Uma data

O dia dos pais é uma data originada nos Estados Unidos quando uma filha, chamada Sonora Louise , motivada pela amor que sentia pelo pai militar, recorre a Associação Ministerial de Spokane e Entidade de Jovens Cristãos em Washington para oficializar uma data em que todos pudessem comemorar e demonstrar gratidão aos pais. Em 1972, depois de muitas comemorações lideradas por Sonora, o presidente Richard Nixon, assina uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de Junho “Dia dos pais”. Por motivos comerciais, o Brasil importou a comemoração, transferindo para segundo domingo de Agosto.


Mas antes de existir data comemorativa para os pais, existiu o plano Divino da família,  onde pais e filhos foram chamados para amar uns aos outros, sendo testemunhas de Deus na construção de uma sociedade melhor, de um mundo mais justo: “não é bom o homem estar só.” Gn 2:18, é no relacionamento familiar que o homem ganha identidade, recebe valores para a vida. Na ausência de uma família, o homem pode ser achar só, contudo seria irreal ignorar que dependeu de relacionamentos familiares para ser gerado. Somos um, em mistura de antepassados, resultado de genes entrelaçados. Também seria irreal ignorar que há famílias e famílias: lares habitados, calorosos e abençoados e casas divididas.


Deus escolheu uma família em Belém na Judeia, para abrigar Seu filho Jesus no cumprimento do plano salvífico para humanidade. José e Maria sublimes exemplos de pais que bem souberam conduzir a família alicerçados na Palavra de Deus. Tiveram problemas, mas permaneceram unidos na busca por soluções. Em uma carpintaria José passava a maior parte de seu tempo, ensinou o oficio aos filhos e da mesma forma que polia a madeira e cortava as arestas dos móveis encomendados, labutava juntamente com a esposa na educação familiar, uma tarefa sofrida que exigia paciência, cooperação e sobretudo fé. E se pensarmos que na época de José não existiam ferramentas como serras elétricas para derrubar árvores e facilitar o trabalho, poderemos dizer que toda a família era engajada na carpintaria. Posteriormente, vemos toda família também unida na missão de propagar o Evangelho do Reino de Deus. As mãos de todos naquela família deveriam ser calejadas, porém macias pelo amor com que serviam uns aos outros. Que exemplo de família!


Por muitas datas...

As mãos de meu pai estiveram sempre tão distantes que nunca senti a temperatura de sua pele, as rugas ou a segurança de me sustentarem em algum percurso curto ou longo . Faz oito anos que ele se foi e é claro que guardo muitas lembranças, mas não insisto em trazê-las para o presente para não reviver o que tanto me fez sofrer. Meu amado pai já carregava uma historia familiar triste, seu pai (meu avó) havia abandonado a família “vou ali comprar um cigarro” e dessa ida se passaram mais de trinta anos de ausência. Voltou para casa à beira da morte, pediu perdão a esposa e filhos e partiu definitivamente. Foi a única vez que o vi e eu ainda era criança.

Evangelização na internet, conquistando discípulos para o Reino.

Felipi e o eunuco de Candance


Wilma Rejane


  • Pedro, você já digitou as mensagens para o grupo de jovens de Betânia?
  • Sim, Mestre, enviei por e-mail hoje cedo e recebi alguns testemunhos de cura de doenças e restauração de ânimos.
  • Tiago, precisamos agendar um curso de blog para o pessoal em Emaús, eles estão bem dispostos a evangelizar além de suas fronteiras.
  • Senhor, não podemos esquecer de alertar os discípulos sobre as armadilhas da internet, diz João.
  • Verdade, João, as sete igrejas principalmente.


Esse é um diálogo fictício entre Jesus e os discípulos retratando a evangelização na era da internet. Um universo que cresce a uma velocidade incrível, fazendo parte do cotidiano de 82,4 milhões de brasileiros e de 2 bilhões de usuários em todo o mundo, e enquanto você lê os números dessa estatística ela já cresceu. Nunca nenhuma invenção no campo das comunicações conquistou público tão numeroso em curto espaço de tempo. Se o telefone convencional levou em média 13 anos para alcançar 50 milhões de usuários, a internet alcançou essa mesma marca em apenas quatro. Diversidade de informação, agilidade e alcance são algumas das vantagens da rede que pode ser acessada a qualquer hora do dia ou da noite, em qualquer lugar do planeta!

Criada com objetivos militares em plena Guerra Fria, nas décadas de 70 e 80, a internet serviu de estratégia às forças armadas norte-americanas, era preciso ter algo que assegurasse a comunicação, caso os meios convencionais como rádio e TV fossem destruídos. O boom da invenção, contudo, aconteceu na década de 90 quando estudantes e professores universitários descobriram que através de alguns cliques no mouse poderiam enriquecer seus conhecimentos. Nessa época ainda não era possível renovar os ânimos lendo devocionais matutinos ou mensagens inspiradas em blogs cristãos. A verdade é que os cristãos resistiram um pouco à “nova mania” que de perto e de longe, parecia concorrer com o ideal de vida cristã, afinal passar tempo em frente a tela de um computador poderia desvirtuar a comunhão, roubar o tempo, atrapalhar os relacionamentos e corromper a fé. Todos esses medos ainda permeiam o meio cristão, que hoje é bem mais consciente de que os perigos existem tanto na esfera virtual quanto física e real. À semelhança do planeta Terra, a internet é um mundo de coisas boas e ruins onde a consciência dirige nossas escolhas, o bem e o mal estão a distância de um clique.

E de clique em clique, o mundo se mobiliza de forma diferente depois do surgimento da internet: empresas focam seu marketing baseadas na interatividade e comportamento dos consumidores, pessoas anônimas viram estrelas do dia para a noite, a informação pode ser oferecida em tempo real, sem limite de fronteiras (vencendo emissoras de TV, rádio e imprensa escrita), a pesquisa virtual também tem substituído as tradicionais enciclopédias, enfim, poderíamos relacionar muitas adaptações sociais ocorridas pós-surgimento da internet, contudo é impossível enumerá-las devido à vastidão do universo de coisas criadas e reformuladas.

Reformuladas também foram as formas de apregoar as Boas Novas do Evangelho considerando a era da escala mundial que interliga milhões de computadores. A Associação Evangelística Billy Graham, conhecida mundialmente desde 1950, tinha como uma de suas estratégias mais eficazes a realização de cruzadas que conduziam milhares de pessoas de todas as nacionalidades a Cristo Jesus. Com o advento da internet, o famoso ministério de um dos maiores evangelistas dos últimos tempos foi modificado: investir em evangelismo via internet é atualmente e desde 2009 a principal meta. Esse relato comprova o quanto o mundo se adequa às necessidades geradas pelo surgimento da internet. A inserção ao mundo digital faz parte da estratégia de crescimento de toda e qualquer instituição moderna.

“E eis que uma mulher que havia já doze anos padecia de um fluxo de sangue, acessou um blog que falava de Jesus, creu em Sua Palavra e foi curada. Porque dizia consigo: se eu tão somente crer que Jesus é vivo e real, ficarei sã” Mt 9:20,21 (adaptação com ficção)

A igreja evangélica é uma instituição de caráter físico e espiritual que desde seus primórdios fez uso de todos os meios de comunicação possíveis e até impossíveis para transmitir as Boas Novas do Evangelho. No livro de Atos dos apóstolos encontra-se o relato de um encontro entre o discípulo de Jesus chamado Filipe e o eunuco, mordomo-mor de Candance (Atos 8:25-40). O mordomo lia a Palavra de Deus e não compreendia, tinha fé, mas não a havia despertado tão somente por falta de alguém que lhe comunicasse as Boas novas da salvação, e eis que Deus promove o encontro dos dois homens. O mordomo ouve, acredita, se arrepende, se batiza e é salvo! E depois de tudo, Deus transporta Filipe pelos ares em forma de arrebatamento! Deus usa o arrebatamento para levar Filipe de um lugar a outro para ministrar a Palavra e faz com que ele chegue até o eunuco na hora exata da leitura das Escrituras. Isso não é fantástico?


Peregrino em Meseque e habito em Quedar - Sl 120



"Angústia é um nó muito apertado bem no meio do seu sossego."
Adriana Falcão





Wilma Rejane



"Ai de mim que peregrino em Meseque, e habito nas tendas de Quedar Sl 120:5"


Uma lamentação transformada em cântico. Esse Salmo, dos degraus, foi concebido por Davi em momento de grande angústia. Como herança, anos mais tarde,  passou a ser  entoado por peregrinos quando subiam as montanhas para Jerusalém nas festas anuais. Uma espécie de lembrança e louvor por ter Israel habitado entre inimigos e sobrevivido as muitas batalhas.

Meseque e Quedar, estão no Salmo de forma metafórica, simbolizando tribos guerreiras.  Quedar, descendente de Ismael ( filho de Abrão com Agar) era poderoso líder tribal habitando  nos desertos quentes ao Sul da arábia, onde vivem os beduínos ( Ez 27:21) Meseque, Um dos filhos de Jafé (filho de Noé), deu seu nome a um povo indo-europeu que vivia na região do mar Negro ou do Cáucaso.

Peregrinar em Meseque e habitar em Quedar , espiritualmente falando, é experimentar angústia e desejar a paz. É como viver em lugares estranhos, cercado de perigo. Davi prossegue no lamento dizendo: “ A minha alma a bastante tempo habitou com os que detestam a paz. Pacifico sou, mas eu falando, já eles estão em guerra” (Sl 120:6,7).  Você já se sentiu em Meseque e Quedar?

Quando meus olhos pousaram sob esse Salmo fiquei curiosa por saber onde se localizava Meseque e Quedar. Ao descobrir, entoei louvores, tal qual os peregrinos na subida das montanhas em direção a Jerusalém! Quantas vezes me senti como Davi, peregrinando nesses territórios conflituosos e recebi livramento! Na verdade, esses territórios nos cercam diariamente e por vezes, sentimos “o bafo” dos bárbaros em nossa face, as flechas dos arcos inimigos nos mirarem e serem desviadas pela providência Divina.


As duas testemunhas do Apocalipse



"E darei poder às minhas duas testemunhas,
e profetizarão por 1.260 dias, vestidas
de saco. Estas são as duas oliveiras e os
dois candeeiros que estão diante do Senhor de
a terra. Se alguém tentar prejudicá-los, o fogo vem
da sua boca e devora os seus inimigos. "
Apocalipse 11:3-5. Ler todo capitulo



De Hank Hanegraaff
Traduzido e adaptado por:
Wilma Rejane

Para identificar corretamente as duas testemunhas de Apocalipse 11, é preciso deixarmos a música do Velho Testamento tocar como pano de fundo em nossas mentes. Não devemos tentar traçar paralelos exatos entre a imagens apocalípticas e suas referências do Antigo Testamento, nem tentar pressionar o sistema de linguagem do Apocalipse em um labirinto literal.

As duas testemunhas são uma referência metafórica a Moisés e Elias. No Antigo Testamento era necessário pelo menos duas testemunhas para condenação por crime (Deuteronômio 19:15), e, neste caso, as duas testemunhas acusam Israel de apostasia. As imagens também remontam a uma passagem do Antigo Testamento  em que Zacarias vê duas oliveiras à direita e à esquerda de um candelabro que simbolizam "os dois que são ungidos para servir ao Senhor de toda a terra" (Zacarias 4:14). Ler todo capitulo

Zacarias identificou as duas testemunhas como Zorobabel, governador de Judá, que voltou a Jerusalém para estabelecer as bases de um segundo templo, e Josué, o sumo sacerdote encarregado de presidir o seu altar. Em Apocalipse esse imaginário é investido em duas testemunhas que presidem o julgamento e a destruição de Jerusalém e do Segundo Templo. Como Moisés, as testemunhas têm o poder de transformar água em sangue. E como Elias eles têm o poder de fazer descer fogo do céu para consumir os seus inimigos e para fechar o céu para que não chova durante três anos e meio (1 Reis 17, Lucas 4:25).