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| Foto: moradora de Maalula chorando por cristãos mortos - Setembro 2013 |
Wilma Rejane
"Um som se ouviu em Ramá, o som do choro de tristeza amarga. Raquel
estava chorando por seus filhos. Ela não quer ser consolada, porque eles
estavam mortos." Mateus 2:18.
Esse choro também se ouviu em Maalula, uma das cidades cristãs mais conhecidas da Síria, cerca de 55 quilômetros de Damasco. Muitos de seus habitantes falam aramaico e praticamente todas as habitações são encravadas nas rochas. Sua população é estimada em 5.000 pessoas, é uma cidade estrategicamente importante para os rebeldes Sírios que estão apertando o cerco e já com bases ao sul e a oeste de Damasco.
Apóstolo Paulo esteve em Maalula e o lugar que o hospedou é atualmente o santuário chamado de "Santa Takla". Nunca estive em Maalula, mas assim que soube da existência desse lugar, da relação histórica entre Maalula e os descendentes de Esaú e da emigração de alguns de seus habitantes para o Piauí, não tive dúvidas de que todos os fatos dariam uma fantástica narrativa em forma de livro. Livro este que comecei a escrever ainda em 2012 e que intitulei "Sinais em Maalula", uma ficção cristã, em um cenário real.
E quando ouvi os jornais noticiarem a tragédia ocorrida em Maalula, no inicio desse mês, fique triste e espantada: de repente a tranquila cidade é abalada e os cristãos perseguidos e mortos. Em depoimento, uma das moradoras disse ter ouvido dos invasores: " Nós somos da frente Al-Nusra e viemos para tornar a vida dos cristãos miseráveis". Centenas de cristãos foram enterrados ao som das carpideiras: " Maalula é a ferida de Cristo"!
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| Paulo teria ficado em Maalula, ao perder a visão. |









