Wilma Rejane
Conheço as tuas obras, que nem és frio, nem quente. Quem
dera fosses frio ou quente!”Assim, porque és morno, e não és frio nem quente,
vou vomitar-te da minha boca” (Ap 3:15-16)
Estudando sobre as cartas destinadas as sete igrejas do
Apocalipse, parei de forma mais demorada na sétima carta, aos de
Laódiceia. E aqui não se pretende esmiuçar cada linha da mensagem de Jesus àquela igreja, mas de modo especifico destacar a mornidão espiritual que
reinava naquela comunidade. Não é surreal saber que Jesus estava do lado de
fora, batendo à porta da igreja em Laódiceia? (Apocalipse 3:20) Assim sendo, os
crentes por lá estavam vivendo um tremendo engano, em nome da tolerância. Palavra tão usada também em nossos dias para invocar "aceitação as
diferenças, respeito à conduta dos outros, abaixo os
padrões de moralidade Bíblicos, sociais, cada um faça o que é reto a seus
próprios olhos (Juízes 17:06) e que seja tolerado por isso".
Tolerar = “tolerare” =
"suportar, aceitar".
Laódiceia era uma igreja rica, situada em uma região
próspera, bancária, de produção de lã negra e de um famoso remédio para os
olhos. As pessoas se vestiam bem, comiam regaladamente, nada lhes faltava.
Laódiceia tinha seus contrastes e um deles era o de apesar de ser grande centro
comercial, dependia de abastecimento externo de água. Abasteciam a cidade as
fontes quentes e termais de Hierápolis e as águas frias de Colossos que se
misturavam em canais e desembocavam mornas na cidade, causando náusea em quem
provasse de imediato. E Jesus ao falar
da mornidão literal em Laódiceia, faz uso da simbologia das águas que correm
pela cidade.
As águas mornas eram impróprias para o consumo, nauseantes.
A igreja de Laódiceia não servia aos sedentos. Igual aos demais, pobre
espiritualmente falando. Consumiam de tudo que se ofertava na região, mas não
pagavam o preço da santidade. Auto-suficiente em bens de consumo e insuficiente
no servir a Cristo e aos irmãos. Jesus estava se oferecendo como o remédio
capaz de curar aquela mornidão.








