A graça de Deus faz toda diferença




João Cruzué

Ontem estive com a família no culto da Santa Ceia do Senhor. Confesso com alegria que senti a presença do Senhor através do louvor de um grupo de jovens, e pude notar que o Espírito Santo assopra a presença de Deus começando por uma brasa. E hoje pela manhã, ao abrir a Bíblia para escrever, meus olhos foram conduzidos a João 21:3 - o encontro, a partir do qual a graça de Deus transformou para sempre a vida de um pescador comum.

Quando o grupo de jovens recebeu oportunidade para louvar a Deus no início da Ceia, não havia nenhuma aparência de que a graça de Deus estivesse com eles. mas, havia algo especial no líder do grupo, seus movimentos de regência não eram comuns. Eram movimentos largos, mas verticais. Não sei se ele sempre rege assim, mas havia algo especial nele - a presença do Espírito Santo e a graça de Jesus Cristo. O hino era "Tu és fiel Senhor" da Eyshila. A graça do Senhor tomou o maestro, tomou o grupo de jovens, e quando me vi - alegrei-me também no Espírito, e quando isto acontece meu coração aperta e as lágrimas começam a rolar pelo meu rosto. Quando comecei a limpá-las, notei que a mesma coisa acontecia com outros companheiros.


Os Croods, filosofia e arte para toda família!




Wilma Rejane

Croods é um fantástico filme de animação por computador para divertir toda a família. Aliás, há tempos não assistia um roteiro tão divertido sobre união familiar. Se você ainda não conhece ou acha que desenhos são infantis e servem somente para crianças, pense outra vez. 

A família Croods vive na era das cavernas, a única sobrevivente da região e para o patriarca Grug, isso ocorre graças ao medo do novo e a permanência na caverna: “O medo nos mantêm vivos. Nunca deixe de ter medo”. A luz, o sol no horizonte deveria ser evitado, representava perigo. Mas a vida dos Croods muda quando a filha mais velha Eep segue a luz para sair da caverna.

O roteiro mostra claramente a inspiração na Filosofia Grega, no Mito da Caverna, autoria do Platão. Escrevi sobre esse mito comparando a saída da caverna com o conhecimento da Verdade que é Cristo Jesus. Certamente a motivação de Platão não foi cristã, mas até mesmo o Teólogo Agostinho considerou  que em Platão existem  elementos que sustentam uma união entre cristianismo e Filosofia.

Jesus escreveu na areia




Wilma Rejane


O Evangelho de João relata um encontro peculiar entre Jesus e uma mulher adúltera. Ela não chegou até Ele por livre e espontânea vontade, foi carregada, conduzida de modo covarde. O objetivo dos que a conduziram era incriminar a Jesus por assassinato, pois, segundo o Antigo Testamento, quem fosse pego em adultério, deveria ser apedrejado (Levítico 20:10). Esperam que Jesus cumpra o que estava escrito.

Um grupo de anciãos, prestigiados entre a comunidade,  arma um flagrante. A mulher é a isca e o conluio é um grande cerco com aparência de justiça, mas de sentido criminoso. E com a mulher desarrumada nas vestes,  cabelos assanhados e face assustada, percorrem a cidade procurando por Jesus. Ela pede clemência e recebe escarnio, empurrões, palavras difamatórias.

Imaginem o desespero dessa mulher e a vergonha, anunciada para todos. E onde estava o que adulterou com ela? Foi protegido, escondido e absorvido pelos homens. Mas a mulher era empurrada pelas ruas sob olhares de censura. Até que encontram Jesus, o que mais queriam era ouvi-Lo. As pedras em punho, o “apedreja” nos lábios. Mas faltava Jesus dar o veredicto e se Ele conhecia bem a Lei, deveria cumpri-la: morte por apedrejamento.

A Passagem, João 8:3-11

E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério;  E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?  Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.


Sete lições do Centurião de Cafarnaum





Wallace Sousa

Por isso, nem me considerei digno de ir ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e o meu servo será curado. Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: ‘Vá’, e ele vai; e a outro: ‘Venha’, e ele vem. Digo a meu servo: ‘Faça isto’, e ele faz”. Lucas 7:7-8

A história do centurião de Cafarnaum é bastante conhecida, não apenas no meio evangélico, mas em todo o mundo, cristão ou não. Por uma boa razão: é um exemplo prático de fé e como ela deve ser praticada. A história nos desafia a exercer um tipo de fé que, até aquela data, ainda não tinha parâmetro de comparação, visto que Jesus mesmo disse “que ainda não havia visto fé como aquela”. E, até hoje, é uma fé que não encontra rivais.

O centurião era o oficial romano responsável pelo comando de uma guarnição de 100 homens, que geralmente ficavam aquartelados em cidades estratégicas, fosse pela importância ou pela localização geográfica. E, em Cafarnaum havia um centurião que se destacou não apenas pela competência profissional, mas também ficou conhecido pela empatia pessoal e por uma fé ímpar, especial. Um tipo especial de fé que nos desafia hoje, mesmo passados dois milênios.

Esse homem tinha a reputação similar à que hoje possui um delegado em cidade do interior. Ele era a “autoridade” ou, como dizem alguns, em avançado estágio de decomposição embriaguês: “seu dotô otoridade“. Mas, uma coisa que me chama atenção nesse homem sem nome, sem passado e sem história – mas que marcou a História -, é que ele, apesar disso, era um homem humilde e simples, que atentava para as necessidades das pessoas ao seu redor.

Ah, como homens desse naipe fazem falta nos dias atuais. Infelizmente, muitos hoje, mesmo em posições eclesiásticas, mal sobem um tijolo degrau e já se consideram superiores aos demais. E o que direi de políticos, empresários e até mesmo aqueles que foram nomeados para nos defenderem, agindo como crápulas e criaturas de baixeza tal que encontro dificuldades em encontrar um nome adequado para qualificá-los?

Em meus sonhos de pura fé infantil, me vejo rabiscando um rol de pessoas a quem desejo conhecer ao chegar no Céu (depois de dar aquele abraço apertado no Senhor, óbvio… risos). E, nessa singela lista, rabisco facilmente os nomes de Josué, o maior líder de torcida organizada de todos os tempos (ganhava o jogo no grito), Moisés, seu tutor e destruidor de tutancamões (ou algo parecido). Poderia citar Noé, aquele do “meu barquinho em alto-mar“, e não poderia deixar de fora, claro, Davi, o terror dos gigantes. Mas, nessa lista ainda incompleta, vou achar um jeito de incluir uma nota de rodapé: “não esquecer de procurar o centurião sem nome“.

Assim, peço que me acompanhe nessa agradável caminhada na qual vamos tentar abordar o que esse anônimo famoso tem a nos ensinar sobre fé, amizade, confiança, humildade e autoconhecimento. Vem comigo.

Lições de Atitude, Fé e Humildade


1. Ele se preocupava com quem lhe era sujeito

Infelizmente, hoje isso é raro: pessoas em elevada posição que se preocupam com quem está abaixo de si. É muito triste ver pessoas investidas de poder utilizando dessa autoridade para pisar e humilhar os mais humildes e menos favorecidos. Caso você seja ou venha a se tornar alguém de elevada posição, seja social, profissional, eclesiástica ou política, aprenda com o centurião de Cafarnaum a dar mais atenção a quem lhe serve. Fazendo assim, essa pessoa continuará a lhe servir cada vez mais e por mais tempo ainda.

Alpes da Fé e Antologia de Teatro Missionário

Ler é entender o silêncio das palavras


Wilma Rejane


Apresento-lhes dois lançamentos da Literatura Cristã, realizados por amigos e irmãos de blogosfera.   Alpes da Fé é uma compilação de devocionais de autoria do Presbítero Maurício Lino.  Paulista, natural de Campos do Jordão, Maurício é também leitor frequente do Tenda na Rocha faz alguns anos. Tive o privilégio de prefaciar a obra,  uma conquista para o autor que presenteia os leitores com mensagens de fé.

É interessante, tempos atrás, Pb. Maurício me pediu orientações sobre como escrever porque sentia dificuldades nessa área. Hoje, ai está, produzindo frutos para o Reino de Deus com vários outros livros publicados. Parabéns irmão!





Edição: (1) (2013)
Número de páginas : 137
Tópicos: Espiritualismo 
Formato: A5 148x210 
Coloração: Preto e branco 
Acabamento: Brochura c/ orelha 
Tipo de papel: Offset 75g



Outro lançamento:


O despertador tocou, levanta quem quer.



Esse artigo sobre música e mercado gospel é uma indicação do Pastor Vanelli que me informou via e-mail da estreia de seu filho João Madureira Vanelli na blogosfera cristã - evangélica. Li com atenção, assisti a entrevista com a banda Resgate e republico aqui o tratado do João que também é músico e historiador. Bem vindo a blogosfera João! Que prossigas escrevendo outros artigos, tão bons quanto este.

*por João Madureira Vanelli

Recordo-me de minha infância, em que gostava de me sentar próximo ao altar da igreja e ouvir as canções e os hinos que eram tocados, me lembro de que Asaph, Adhemar, Daniel de Souza, Bené Gomes, Grupo Logus e Altos Louvores, juntamente com Koynonia eram referências nos períodos de louvor da Igreja. Músicas como Estrela da Manhã de Jônatas Liasch, Ao Pé do Monte da banda Actos II e Sala do Trono do Koynonia, nos inspiravam de tal forma que sonhávamos em aprendê-las e toca-las exaustivamente. 

É claro que, apesar de ter essas músicas imortalizadas na mente e no coração, assim como o corpo de uma criança sofre mudanças e chega à adolescência, as aspirações, paixões e gostos pessoais também sofrem alterações, e foi então que conheci a próxima geração de músicos e bandas que viriam a estourar no meio evangélico. Surgiram na minha vida bandas como Rebanhão, Oficina G3, Fruto Sagrado e Resgate. 

Num perfil geral, músicos talentosos resgatados pelo evangelho de Cristo e a mensagem da Cruz, que se aproveitando das experiências vividas e da nova paixão por almas perdidas, perpetraram uma jornada em função da pregação do evangelho, usando o rock´n roll como veículo para isso.

Uso essas memórias para introduzir uma série de reflexões com qual, eu mesmo, tenho me importunado e remoído, após uma entrevista feita por um programa evangélico com os membros da banda Resgate, e confesso que essa entrevista só aumentou meu apreço pelos mesmos.

Questionado acerca do mercado musical gospel atual, da Igreja e das atitudes da mesma no Brasil, o pastor Zé Bruno, guitarrista e vocalista da banda, deu algumas respostas que no mínimo deveriam causar reflexão e insônia nos cristãos do Brasil, ou melhor, nas próprias palavras de Zé Bruno: “... o despertador tocou, levanta quem quer.”


O legado dos filhos de Zadoque



Wilma Rejane

Zadoque era sacerdote, descendente de Arão. Viveu uma época remota, muito distante de nós, tendo transportado algumas vezes a arca da aliança. Zadoque da antiga aliança. Seu nome significa: justo, fiel, honesto. Eu nunca tinha reparado nesse nome, até ler uma passagem Bíblica sobre ele, no livro do profeta do Rio. Chamo “profeta do Rio” a Ezequiel, ele inicia sua mensagem às margens do Quebar, entre cativos e encerra suas profecias molhando-se nas torrentes de águas purificadoras.

E eu cansada, ao fim de um dia de trabalho, tentando não fechar os olhos e cair no sono sem antes alimentar meu espírito, debrucei-me sobre minha Bíblia de letras enormes e comecei a ler Ezequiel. Querendo beber do mesmo Rio de Deus a fim de me tornar menos miserável quanto humana. Somente a proximidade com o Senhor para nos fazer ir além do que somos, o que mais a não ser Sua graça para nos despertar a cada dia,  nos fazendo agir como se tudo valesse a pena, de verdade?

E entre um rio e outro encontro Zadoque. Ezequiel me apresenta essa pessoa que recebe destaque entre muitos nomes citados. A leitura já estava ficando enfadonha e não sei por que insisti em ler a repartição das terras das tribos de Israel: “Limitando-se com Ruben estava Judá....Com Judá, estava o santuário no meio dela, tanto de comprimento, tanto de largura...”. Me digam se essa narrativa não era para fazer dormir de vez, ali mesmo, por cima das páginas?

Lança o teu pão sobre as águas




Eduardo Neves
E um emocionante
Vídeo no final do artigo

Hoje descobri algo muito interessante a respeito de uma passagem Bíblica que já li muitas e muitas vezes, já ouvi também muitos pastores e pregadores falarem acerca deste versículo que encontramos no livro de Eclesiastes capítulo 11 e verso primeiro:

“Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.”

Que fantástico poder meditar nesse texto depois de escutar o que escutei; Como Deus é maravilhoso, como Deus é Poderoso, (…), Me faltam palavras para expressar a grandeza do nosso Deus que tudo pode, e tudo conhece e tudo faz.

Em primeiro lugar, para termos um bom entendimento desse verso, temos que conhecer um pouco acerca do sistema de cultivo dos povos que vivem no oriente médio. Sabemos que sua alimentação é baseada em cereais, dos quais cultivam trigo, cevada e outros. Desses cereais que cultivam sai um alimento básico utilizado diariamente – O pão – que pode ser feito tanto de trigo (utilizado pelos mais ricos) como também pode ser feito de cevada (utilizado pela grande maioria pobre).

O trigo e a cevada, matérias primas para a fabricação do pão que é tão importante dentro da cultura destes povos, são cultivadas por eles mesmos no deserto. Mesmo estando no ano 2013 muitos dos povos que ainda vivem nos desertos do oriente médio ainda cultivam seus cereais.

Você já se perguntou como é que pode existir uma plantação no deserto? Ou como é que pode uma lavoura resistir ao sol e ao calor escaldante do deserto? Eu pensei agora que talvez nesses nossos dias até seja fácil fazer isso, temos tecnologia de sobra para fazer isso acontecer. Mas você já parou para pensar como isso era feito pelo povo de Israel a muitos e muitos anos atrás, antes mesmo do tempo de Jesus?

Isso é fantástico, já ouvi diversas vezes a respeito das chuvas que ocorrem por lá (Oriente Médio); Temporã e a Serôdia, pois bem, acredito que você também já escutou alguma coisa a respeito. O profeta Joel faz menção dessas chuvas dizendo: “Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, e regozijai-vos no Senhor, vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia.” Joel 2:23

Pássaros do céu e homens do Reino




Wilma Rejane em
Três devocionais
Sobre provisão




"Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?" Mateus 6:26


São cinco e meia da manhã e como de costume, pássaros em bandos cantam e saltitam nas árvores do quintal e do jardim. Eles bicam acerolas e goiabas. Brincam entre si, voam alto como quem se despede e depois retornam festejando não apenas a alegria de encontrarem comida ao ar livre, mas o raiar de mais um dia que os saúda com provisão. Olho para eles e percebo a beleza do louvor. Por mais longa e escura que tenha sido a noite, por mais que perigos e açoites os assombre e eles indefesos se recolham em algum abrigo, todas as manhãs, lá estão cantando e louvando a criação.

Cantai ao Senhor com ações de graças; entoai louvores, ao som da harpa, ao nosso Deus, que cobre de nuvens os céus, prepara a chuva para a terra, faz brotar nos montes a erva e dá o alimento aos animais e aos filhos dos corvos, quando clamam. Salmo 147:7-9 


Corvos clamam  por comida e são ouvidos, pássaros cantam porque Deus não os abandona, e homens acordam ansiosos pensando: e o dia de hoje, como será? Muitos nem lembram de orar e de louvar, mas lamentam o que se perdeu, o que não se tem, ignorando o sentido da palavra gratidão que  constrange a agradecer até pelo menor pedaço de pão. E pássaros e corvos, cabem na palma de nossa mão. Ó Deus, quanta amargura e impiedade existe em nossos corações que desconhecem virem de Ti as mais belas canções de amor e provisão.