Wilma Rejane
Cantares de Salomão é um livro repleto de cores, perfumes e símbolos. Pode ser interpretado como:
- Romance entre um homem e uma mulher, no caso Salomão e a Sulamita.
- Declaração de amor de Deus para com Israel
- De um noivo (Cristo) para com sua Igreja.
Opiniões de leigos e estudiosos se dividem quanto a intencionalidade e teor profético de Cantares. Nesse artigo, contudo, farei uso da interpretação romântica e conjugal entre Salomão e Sulamita, uma bela mulher de cor negra.
Sulamita: Significa “a pacífica”. Originado a partir do hebraico Sulamite, é o mesmo que Salomé, derivado do aramaico Shalam-zion “a paz de Sion”, que foi abreviado para Shalamzu posteriormente helenizado como Salomé. Está relacionado com o hebraico shalon “paz”, portanto significa “a pacífica”.
Salomão: Ou Shlomô (em hebraico:שלמה), deriva da palavra Shalom, que significa "paz" com significado de "Pacifico". Também chamado de Jedidias (em árabe سليمان Sulayman) pelo profeta Natã, nome que em hebraico significa "Amado de Jeová". (II Samuel 12:24, 25).
Percebam que este casal é marcado inicialmente pela semelhança nominal: ambos se chamam "paz e pacíficos". E já pelas origens de cada nome, podemos argumentar se Sulamita de fato existiu ou se Cantares surge como uma declaração de amor perfeito idealizada por Salomão: um homem de paz a procura de uma mulher que o completasse.
Na teoria ou na prática, o romance de Cantares figura como inabalável. Ela perseguida pelas filhas de Jerusalém, competitivas pelo coração do Rei. Ele, a despeito de qualquer censura, segue enfatizando que Sulamita é sua preferida, escolhida, a que detém os atributos mais atraentes e encantadores, a ponto de manter a chama do amor constantemente acesa.
"Meu amado é para mim, um ramalhete de mirra, colocado constantemente entre meus seios. É como um cacho de Chipre entre as vinhas de En-Gedi". Cantares 1:13,14.








