Liberdade de expressão e Charlie Hebdo

Jovem francesa em protesto pelo massacre no Charlie Hebdo: "Liberté".



Wilma Rejane

A França e o mundo ainda estão perplexos pelo atentado ocorrido em 7 de Janeiro no jornal Charlie Hebdo. Após matar 12 jornalistas, ainda na França, as armas dispararam contra judeus no mercado público de Hyper Cacher. Diante dessa barbárie, surgem os debates que procuram compreender o homem sob diversos aspectos. 

Na sociologia dizemos que o selvagem não é bem o homem das cavernas de tempos remotos que se deslumbrava com o fogo e a evolução dos inventos. O selvagem é qualquer um, que mesmo vivendo na "civilização", perde o controle de si estando sob ataque. E daí vem o espanto: Como pode homens agirem como feras? E sob o aspecto aqui destacado (Charlie Hebdo) podemos estender as interrogações: Quem são as feras dessa barbárie? Quem puxou o gatilho primeiro?.

O silêncio dos mortos reascende debates antigos e sempre atuais sobre liberdade de expressão, religião e Estado. Esse silêncio violento grita por respostas. Respostas que talvez nunca aconteçam porque o inesperado está à porta da civilização. A medida de bem e mal é como uma balança desequilibrada pela desigualdade e o coração do homem é um universo bem maior que a via láctea. A história humana é repleta de tragédias que não se justificam e sempre surpreendem pela atrocidade.

Trazendo à memória o Deus da esperança




Wilma Rejane


Todos os meus concidadãos sabem que você é mulher virtuosa.” Rute 3:11

Rute era uma estrangeira entre os judeus. Uma moabita, viúva e pobre. Alguém que vinha passando por dificuldades financeiras e sentimentais. Rute não tinha emprego e  apesar de jovem, escolhera passar o restante de seus dias ao lado da sogra Noemi também viúva e enlutada de filhos. Rute é um grande exemplo do amor, bondade e poder de Deus. Ela é portadora de uma Boa Nova chamada: restauração. Em uma perspectiva meramente humana esta mulher seria considerada fracassada.

Porém, apesar das tantas perdas de Rute, vale lembrar que ela permaneceu confiante no futuro pela fé em Deus. Ela não se intimidou em recomeçar uma nova etapa na vida a partir de coisas aparentemente pequenas. Decidiu respigar no campo de um homem muito rico e honrado chamado Boaz. Respigar, em época de colheita ( de cereais ou frutas) era um costume antigo estabelecido por lei (Deuteronômio 24: 19-22) para beneficiar pobres, viúvas, órfãos e estrangeiros.

A jovem Rute, ao respigar na colheita declarava pertencer a uma classe social necessitada. Mas não era só isso: ao respigar no campo de Boaz, Rute demonstrava não desanimar ou se intimidar com a situação desfavorável. E não é incrível que mesmo fazendo um trabalho temporário e desprestigiado socialmente, Deus tenha abençoado essa jovem a ponto de torná-la conhecida em todo Israel como uma grande mulher? Por que? Por causa do caráter e da fé. O comportamento de Rute chamava atenção. Seu segredo era uma vida de oração.

Namoro e casamento entre cristãos




Por: João Cruzué


A maneira mais fácil para um jovem cristão desviar-se do propósito inicial de Deus é se casando com a pessoa errada. Tenho recebido muitos e-mails de irmãos que têm dúvidas quanto ao namoro, como de outros que já se casaram fora do propósito de Deus e estão com a vida sentimental em pedaços. A Bíblia diz em Provérbios 18:22 que o crente que acha uma boa esposa, foi abençoado com o favor de Deus. Não fiz doutorado em assuntos sentimentais, todavia estou casado há 31 anos e as filhas que o Senhor presentou a minha esposa e a mim estão firmes na Igreja, nesse sentido, posso dizer que minha casa e eu servimos ao Senhor. Este artigo tem o propósito de ajudar jovens cristãos solteiros sobre algumas dúvidas sobre vida sentimental, e a maneira mais fácil, que vejo, é através de perguntas e respostas.

1. Para que serve o namoro?

O namoro serve para conhecer um pouco mais sobre o que cada um pensa, que perspectiva tem para os anos vindouros, o que está fazendo no momento (trabalho, estudos...), detalhes muito importantes para perceber de antemão um pouco de como a pessoa é. Isto é particularmente difícil, pois quando as pessoas engatam um namoro, na maioria das vezes, já está comprometida emocionalmente. E, assim, todos os defeitos de caráter, forma de pensar, perspectiva de vida já não podem ser analisados com a razão, isto é, de forma crítica.

2. Quando se deve iniciar um namoro cristão?

Eu creio que a prioridade de um adolescente/jovem nos dias atuais são os estudos. Quem casa, certamente, vai constituir uma família. Ter um filho, principalmente, para a mulher é uma tarefa mais pesada que de um homem. Explico: se ela estiver estudando, vai precisar interromper seus estudos. Se sua carreira demanda muita aplicação nestes estudos, pode ser que o tempo para cuidar do bebê influa na conclusão do curso.


A picada do basilisco




Wilma Rejane

" Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao final te morderá como a cobra e picará como o basilisco." (Provérbios 23: 31,32)

Os versos em questão falam sobre os efeitos nocivos da bebida alcoólica, correto? À primeira vista pode parecer que sim, mas em uma análise mais completa do capítulo 23 de provérbios, veremos que essa atrativa taça de vinho e a consequente ressaca diz respeito também a  prostituição.

Provérbios 23:

26 Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.
27 Pois cova profunda é a prostituta, poço estreito, a alheia.
28 Ela, como salteador, se põe a espreitar e multiplica entre os homens os infiéis.
29 Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos?
30 Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
31 Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
32 Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco.
33 Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades.
34 Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro
35 e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber.

Carta para os ansiosos





De: Kyle Borg
Traduzido por:
Daniel TC em
Reforma 21

Caro Sr. Ansioso,

Olá amigo! Eu queria te agradecer por sua carta. Tenho que admitir, entretanto, que lamento saber de suas muitas e penosas ansiedades. Elas são uma carga que você não deveria carregar. Você não está sozinho. O mundo está cheio de gente ansiosa. Eu não me refiro às pessoas que estão ansiosas pelas coisas de Deus – pecado e tentação ou o estado de suas almas. Ah, se tivéssemos mais desse tipo de ansiedade e menos das preocupações mundanas! Não, nós nos preocupamos com todo tipo de coisas – dinheiro e saúde, casamento e filhos, escola e trabalho, reputação e aparência, hoje e amanhã; nos preocupamos com o que vamos comer, beber e vestir – e essa lista poderia continuar pra sempre. Em meu caso, preciso admitir, de vez em quando a ansiedade cobre a minha cabeça como uma sombra negra que parece quase impossível de escapar.

Ainda assim, Sr. Ansioso, creio fortemente que um cristão tem tanto direito de se preocupar quanto tem de roubar, mentir ou matar. Isso é, ele não tem esse direito – é ilegal! Ansiedade é descrença, é ser dominado pelas circunstâncias, é uma desconfiança das promessas de Deus. Nos preocupamos, e preocupação é pecado. A ordem é clara, “Não andeis ansiosos” (Mateus 6.25), e “Não andeis ansiosos de coisa alguma” (Filipenses 4.6). Entretanto, alguns cristãos parecem, ao menos pra mim, que são as pessoas mais ansiosas que eu já conheci. Não era pra ser assim! Não é a ansiedade quem paga as contas, nem é ela quem coloca comida na mesa. Preocupar-se não melhora sua saúde nem prolonga seus dias. Nem um pouquinho. Como o salmista disse, “Nas tuas mãos, estão os meus dias” (Salmo 31.15).

Mensagem de ano novo



Wilma Rejane


“O que é já foi, e o que há de ser também já foi, Deus fará renovar o que se passou” Eclesiastes 3:15

Há uma sucessão natural na vida, circunstâncias que são frutos de ações e reações intermináveis na rotina do tempo. Todas essas coisas obedecem a uma ordem estabelecida por Deus.  O futuro poderá ser uma reprodução do passado e esse passado já foi presente um dia e a mesma coisa se diz do futuro.  Deus criou esse tempo, para Ele eterno, para nós limitado a contagem de horas, dias,anos. Há leis que regulam a existência.

“O céu tem o direito de oferecer dias planos de luz e depois fazê-los desaparecer nas trevas da noite. O ano tem o direito de cobrir por um período a terra de flores e frutos, e depois torná-la irreconhecível enviando chuvas, secas e geadas. O mar tem o direito de um dia ser amável, apresentando uma superfície calma, e noutro agitar as ondas sublevadas pela tempestade” ( BOÉCIO pg.6).

Quem poderia reger toda essa roda do tempo no universo, sem eliminar a existência? Deus. Há uma perfeita harmonia no tempo em que se vive e até em que se morre. Não há acasos ou circunstâncias desconhecidas para Deus. Para nós humanos é que sempre há expectativas e tempos com boas e más surpresas. Insuficientes e frágeis quanto ao poder para alterar essa ordem natural, o que nos cabe é viver. E viver de modo a tornar nossa rotina um lugar de renovos.

A oração do piloto ateu





De Mark Ellis
Tradução:
Wilma Rejane


Ele não tinha nenhum lugar para Deus em seu coração, até que  ficou sem combustível em uma tempestade no Alasca, a quilômetros de seu destino.

"Eu era um zombador de Deus", diz Mark Rose, fundador do Gênesis vivo , e autor de O Último dos Hunters, a história dos pilotos que voam o Alasca Ártico. Aprendi a voar aos 16 anos e aos 22 já havia me tornado um piloto experiente cuidando de uma frota de helicópteros no oleoduto do Alasca. Meu ego andava a 101 metros além da superfície. Um dia eu voava sobre um grande rio no Ártico, mas em meu voo de regresso, transportando um passageiro, várias coisas deram errado. Primeiro manadas de renas ocuparam os locais escolhidos como primeira e segunda opção de pouso. Então comecei a ficar sem combustível, verifiquei o tempo em um pequeno aeroporto perto de Kotzebue, na Península de Baldwing. O operador disse que eu poderia ir que o tempo estava favorável. 

Resolvi ir mesmo sem saber se o combustível iria aguentar, mas em seguida, o inesperado acontece: as condições climáticas mudaram drasticamente. Enfrentei uma tempestade de neve durante toda a noite sem conseguir ver o terreno, me guiei por uma faixa cinzenta que seria um rio. Descobri então que o operador de voo do aeroporto de Kotzebue tinha me dado um mau conselho.

Aprendendo com o sofrimento



Wallace Sousa


Foi bom para mim ter sido castigado, para que aprendesse os teus decretos.  Salmos 119:71 (versão NVI)

Às vezes, quando as coisas parecem estar muito acomodadas, acontece alguma coisa e nos sacode completamente. E isso aconteceu comigo recentemente. Há cerca de três meses atrás, fui acometido de uma crise violenta no nervo ciático que me deixou prostrado. Se você não sabe o que é isso, dê graças a Deus, porque você não está perdendo nada.

Consulta vai, exame vem, diagnóstico sai, o médico-cirurgião jogou a bomba no meu colo: seu caso é de cirurgia. Era um “problema de junta” (tudo e joga fora). Fiquei sem chão, saí do consultório com a cabeça rodando, afinal saber que queriam colocar parafusos na sua coluna não deveria ser nada agradável, certo? Mas, depois de viver essa situação, o que aprendi com tudo isso?

1. Precisamos entender que existem boas coisas a serem aprendidas com o sofrimento. Infelizmente, nem todos sabem ou se dão conta disso, mas podemos crescer mesmo em meio ao sofrimento, dificuldades e problemas difíceis. E triste daquele que não sabe ou não quer aprender e amadurecer com os sofrimentos que experimenta.

A fábrica de pérolas do Senhor

Pérola de grande valor
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João Cruzué

Eu pensava que uma pérola era produzida a partir de um grão de areia no interior de uma ostra, tal como uma pedra em nosso sapato. Pode ser que algum caso isto aconteça, mas não é assim naturalmente.  Desejei escrever esta mensagem, aproveitando este 25.12.14, para compartilhar e também ouvir, pois as  palavras de uma mensagem falam primeiro com seu autor. Como o azeite da viúva do capítulo do II Livro de Reis, as palavras têm o poder de encher as botijas das almas quando emborcadas na posição de dar.

"A pérola é  o resultado de uma reação natural do molusco contra invasores externos, como certos parasitas que procuram se reproduzir no seu interior. Para isso, eles perfuram a concha da ostra para se alojar no manto, uma fina camada de tecido que protege as vísceras da ostra. Ao se defender do intruso, a ostra o ataca com uma substância segregada pelo manto, chamada nácar ou madrepérola. O nácar é composto de 90% de um material calcário - a aragonita (CaCO3) -, 6% de material orgânico (conqueolina, o principal componente da parte externa da concha) e 4% de água. Depositada sobre o invasor em camadas concêntricas, essa substância cristaliza-se rapidamente, isolando o perigo e formando uma pequena bolota rígida. As pérolas perfeitamente esféricas só se formam quando o parasita é totalmente recoberto pelo manto, o que faz com que a secreção do nácar seja distribuída de maneira uniforme. "O mais comum é a pérola ficar grudada na concha, como uma espécie de verruga." Mundoestranho.abril.com.br.