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| Jovem francesa em protesto pelo massacre no Charlie Hebdo: "Liberté". |
Wilma Rejane
A França e o mundo ainda estão perplexos pelo atentado ocorrido em 7 de Janeiro no jornal Charlie Hebdo. Após matar 12 jornalistas, ainda na França, as armas dispararam contra judeus no mercado público de Hyper Cacher. Diante dessa barbárie, surgem os debates que procuram compreender o homem sob diversos aspectos.
Na sociologia dizemos que o selvagem não é bem o homem das cavernas de tempos remotos que se deslumbrava com o fogo e a evolução dos inventos. O selvagem é qualquer um, que mesmo vivendo na "civilização", perde o controle de si estando sob ataque. E daí vem o espanto: Como pode homens agirem como feras? E sob o aspecto aqui destacado (Charlie Hebdo) podemos estender as interrogações: Quem são as feras dessa barbárie? Quem puxou o gatilho primeiro?.
O silêncio dos mortos reascende debates antigos e sempre atuais sobre liberdade de expressão, religião e Estado. Esse silêncio violento grita por respostas. Respostas que talvez nunca aconteçam porque o inesperado está à porta da civilização. A medida de bem e mal é como uma balança desequilibrada pela desigualdade e o coração do homem é um universo bem maior que a via láctea. A história humana é repleta de tragédias que não se justificam e sempre surpreendem pela atrocidade.








