Os sonhos que inspiraram a canção de Karem Feitosa




Wilma Rejane

Não sei quanta história existe por trás dessa canção, quantas lágrimas regaram a terra seca para enfim chegar o manancial. Mas o Espírito Santo do Senhor é Aquele que traz a existência: Deus decreta e o sonho se realiza.

Há quem diga que Deus não sonha ou não tem compromisso com o que sonhamos e que nem só de sonhos vive o homem. Contudo, quando olho para os Evangelhos, vejo um Deus que se importa com nossa felicidade e se dispõe a realizar os anseios mais profundos do nosso coração.

Deleita-te também no Senhor, e Ele te concederá os desejos do teu coração. Salmos 37:4.

A alegria do Senhor é a nossa força e sem força não há realizações, porquanto tudo vem do Senhor.

E essa breve meditação sobre sonhar e realizar tem o objetivo de apresentar a Karem Feitosa cantora e compositora que a alguns anos é leitora do Tenda na Rocha e nos fez o seguinte oferecimento:

Era uma vez uma caixinha de promessas...



De Wallace Sousa,
Com muito bom humor!

Sobre este post só vai entender quem sabe o que é caixinha de promessa… se você não sabe, confessa nos comentários! risos

Quando me converti, dar e receber caixinha de promessas era praxe, e consultar “o que Deus quer falar comigo hoje”, tirando um versículo dentre as dezenas ali dispostas, era coisa corriqueira. Daí, infelizmente, começou um desvirtuamento da coisa, e as benditas caixinhas de promessa começaram a se transformar em “caixinhas de horógospóco”, e os crentes já não liam a Bíblia e ficavam só pegando os versículos-bênção, deixando os versículos-bomba para outro desavisado pisar em cima. Um tiro no pé, sabe?

Como eu me converti no Século XX ainda, e as caixinhas de promessa ainda não tinham seus modelos genéricos e de baixo custo, a gente fazia um improviso, genericamente falando: fechava a Bíblia, fechava os olhos, fazia uma oração meia-boca, abria a Bíblia e botava o dedo em cima. Onde caísse o dedo, a gente lia e então começava o esforço hermenêutico para entender “o que Deus falou”. Infelizmente, faltava um pouco de crítica nessa “arte literária”, afinal, foram tantos os descalabros teológicos que me admiro não ter surgido nenhuma nova opção teológica, sem noção, claro.

Compreendendo o dom de línguas



Wilma Rejane

O fenômeno ocorrido no dia de Pentecostes, em 33 d.C. quando os apóstolos e outros discípulos receberam do derramamento do Espírito Santo, com a evidência do falar em línguas, ainda hoje é motivo de controvérsias. A Igreja cresceu, se expandiu para fora dos limites de Jerusalém e atualmente o dom de Línguas é também propagado por outras religiões, gerando assim dúvidas, mitos, exaltação e rejeição por parte dos crentes.

O tema é polêmico e o objetivo desse artigo é tão somente, através do confronto com as Escrituras, reafirmar a importância desse dom, por muitos, considerado inútil. Para outros, considerado extinto.

Na profecia de Isaías.

Apóstolo Paulo, em exortação a Igreja de Coríntios cita uma passagem do Antigo Testamento, livro de Isaías 28: 11,12. “Assim por lábios estranhos, e por outra língua, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, daí descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir” .

Deus proveria o dom de línguas para igreja, como  refrigério, descanso.  Em grego temos “menuchah”, se referindo a um lugar de descanso, sossego, refrigério, consolo, paz, silêncio e condição de repouso. É derivado de “nuach” um verbo que significa: descansar, acalmar, tranquilizar, consolar. Partindo desse radical, podemos fazer uma releitura do Salmo 23:2 da seguinte forma: “guia-me mansamente as águas de menuchah (as águas tranquilas)”.

Sabemos que em Cristo Jesus, recebemos a paz que excede todo entendimento. Somente Ele é capaz de promover a satisfação plena do homem, em todos os aspectos. Essa paz se tornou possível porque Cristo veio como homem, nasceu morreu e ressuscitou, ascendeu ao céu e prometeu  nos enviar um consolador, O Espírito Santo de Deus.

É sobre esse tempo que fala Isaías, o dom de línguas é o único que não está evidente no Antigo Testamento, ele é profetizado e está como sinal para a igreja testemunha de Cristo. E a igreja de Cristo é esta assentada sobre a pedra da revelação, dos dons, da operação do Espírito Santo, cuja obra produz o novo nascimento. Um nascimento espiritual que dá acesso a salvação. 

É fato, que a partir do novo nascimento, dispostos a enfrentarmos novidade de vida, nos lançamos em uma caminhada de renúncia, enquanto vida tivermos. Enfrentamos toda espécie de lutas, internas e externas. Muitos, são os que esfriam na fé, perdem o ânimo, caem, desistem, e sentindo-se fracassados, perdem a alegria da salvação. Isto é constatado no livro de Apocalipse. Quando Jesus se dirige as sete Igrejas, cada uma atravessava problemas no que tange a caminhada de fé:


Sete marcas de um pecado mortal



Nem todo pecado significa a mesma coisa. Apesar de todo pecado te colocar sob a ira de Deus, e enquanto qualquer pecado é suficiente para criar um eterno abismo entre Deus e o homem, nem todo pecado é idêntico. No capítulo 9 do seu livro Overcoming Sin and Temptation [Vencendo a Tentação e o Pecado], John Owen quer que você pense sobre aquele pecado presente em sua vida, para analisar se é um pecado “ordinário”, ou se é um daqueles que são particularmente mortais e que, portanto, requerem algo mais do que o padrão comum de mortificação. A letalidade de um pecado não está tão relacionada à categoria desse pecado, mas a quão profundamente enraizado ele está em sua vida, e a como você tem respondido a Deus à medida que Ele tem revelado-o para você.

Aqui estão sete marcas de um pecado profundamente mortal:

1. Seu pecado é profundamente enraizado e habitual. Talvez haja alguns pecados que estão na sua vida por tanto tempo e com tanta incidência que você nem o acha mais chocante ou particularmente incômodo. Sua mente e consciência se endureceram para esse pecado e agora ele está profundamente entranhado em seus pensamentos e hábitos. Você, meu amigo, está em um lugar perigoso quando você se torna indiferente em relação a esse pecado. “A não ser que algum curso de ação extraordinário seja tomado, tal pessoa não tem base para esperar que o seu fim tardio seja pacífico”.

2. Você proclama a aprovação de Deus, mas sem combater o pecado. Você sabe que um determinado pecado é prevalente em sua vida, e mesmo assim você continua dizendo que é aceito em Cristo. Mesmo que Deus tenha revelado aquele pecado à você, e mesmo que você não tenha feito nenhum esforço real para mortificá-lo, você continua proclamando a graça de Deus em relação a você e você continua se confortando na paz do evangelho. Owen deseja que você saiba que não se pode pregar a paz de Deus para você mesmo enquanto abraça aquele grande pecado. O evangelho não oferece conforto àqueles que dançam lentamente com seu pecado favorito.


Maria Madalena, a discípula amada.



Wilma Rejane

"Quando Jesus ressuscitou, na madrugada do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, de quem havia expulsado sete demônios."Marcos 16:9

Magdala ou Madalena era uma próspera cidade situada cerca de três quilômetros de Cafarnaum, seu nome se traduz em "torre", para lá concorriam os comerciantes de peixes. Segundo o historiador Flávio Josefo,nos anos 30 depois de Cristo, Magdala tinha cerca de 40 mil pessoas e uma frota de 230 barcos para exportação de peixes. Também tinha a péssima fama de abrigar muitos prostíbulos, por isso, dizem, a cidade fora destruída nos muitos embates entre cruzados. 

É desse lugar que surge a discípula de Jesus mais citada nos Evangelhos: Maria de Madalena. Ela auxiliava Jesus com seus bens, sua renda (Lucas 8:3), o que indica que tinha certa posse. Não sabemos detalhes da vida desta mulher, sua família, trabalho, não é dito. Lucas diz que ela era uma entre tantas outras mulheres que haviam sido curadas de enfermidades e possessões demoníacas, contudo, destaca que somente de Madalena foram expulsos sete demônios(Lucas 8:2). Quais eram as enfermidades, quais os vícios, os pecados desta mulher? Não sabemos além do que as especulações permitem.

O testemunho de Madalena é uma prova do que um encontro real com Jesus pode proporcionar. Ela foi transformada de tal forma que sua gratidão pelo filho de Deus dava agora, todo o sentido a sua vida. Jesus olhou para a pecadora, perturbada, doente  e enxergou não apenas o presente, mas também o futuro. Ele viu o que ela era e o que viria a ser. Somente Jesus tem essa capacidade de conhecer o que está no profundo do coração humano. Madalena era alguém que havia perdido a identidade por causa da corrupção da alma. E Jesus conseguia vê-la limpa,liberta, feliz, mesmo quando ela ainda não era assim. O amor tem esse dom de enxergar além do que os olhos podem ver. 

As estações da vida e a goiabeira vermelha

As misericórdias do Senhor, novas são a cada manhã Lm 3:23


João Cruzué


Anos atrás plantei as sementes de uma goiaba vermelha no quintal e elas brotaram! Então, eu escolhi a muda mais bonita e plantei em um lugar especial. E depois sonhei que um dia amarraria uma gangorra (balanço) em um de seus galhos para balançar a Priscila, nossa primeira filha. Nos anos seguintes, não só balancei a Priscila, com mais tarde, também veio a Aline. Todo ano, suas folhas envelheciam e caíam no fim do inverno. Imagino que ela se preocupava com a aparência despida de uma árvore morta, mas aquela goiabeira sabia que quando voltasse a Primavera, novas folhas ainda mais verdes brotariam. Hoje quando olhei para o quintal, um pensamento passou diante de mim: eu pude ver, também, que muitas pessoas precisam saber que Deus cuida das árvores para mostrar que nos ama!

Cientificamente, as estações do ano acontecem no planeta terra por causa da inclinação de seu eixo vertical, atualmente, de 23,45º. Ela gira bamboleando pelo espaço pela ação dos movimentos de precessão e nutação e, quando a inclinação do eixo horizontal elíptico se alinha com o equador celeste, duas vezes por ano, tem início do outono - em 21 março, e da primavera em 23 de setembro. Uma pesquisa com dados completos pode ser achada aqui: generalidades da terra.

Na vida de cada um de nós, também há períodos de inverno, primavera, verão e outono.

Quando aos olhos das pessoas próximas nós parecemos cheios de defeitos, imprestáveis, derrotados, sem futuro e de vez em quando algum comentário chega até nossos ouvidos: "Bem feito!"- a estação é o inverno.

Mas graças a Deus que o Senhor Jesus não é mesquinho como alguns de nós costumam ser. Há vários exemplos de novas oportunidades e milagres feitos por Jesus, tais como: A ressurreição do filho da viúva de Naim; a cura do paralítico do Tanque de Betesda; a ressurreição da filha de Jairo; e o perdão da mulher adúltera. Eu creio no Senhor Jesus, pois Ele é a verdadeira face do amor de Deus, ao alcance de uma oração. 

Quem são os levitas, eles ainda existem nos dias atuais?



Por Wilma Rejane


Esse artigo foi atualizado para melhor responder ao questionamento chave encontrado no título, basta acessar o link:  https://www.atendanarocha.com/2025/01/o-ultimo-dos-levitas.html

Amados leitores, estou bem atarefada com alguns trabalhos de escrita e não pude esse final de semana preparar novos artigos para o blog, por isso, selecionei um artigo que considerei completo e interessante para republicar. Espero que gostem, fiz breves edições e penso que lhes será valiosa e agradável a leitura.

1. Levitas, quem são?

 Muitas vezes os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de “levitas”.

No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4.24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef.5.18-20; Col. 3.16).

Então, de onde então vem o conceito de “levita”?

Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, “levita” significa descendente de Levi, que era um dos 12 filhos de Jacó.

Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas.

Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx.32.26).Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares.

Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos.

Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo durante a viagem pelo deserto (Núm. capítulos.3, 4, 8, 18).

Como devo jejuar?

Daniel se absteve das iguarias do rei - Daniel 1:5

Jejum é a abstenção de alimentos para finalidades espirituais, por um período definido e propósito especifico.Tem sido praticado pela humanidade em  todas as épocas, nações, culturas e religiões. A igreja de hoje vive dividida entre dois extremos: aqueles que não dão valor algum ao jejum e aqueles que se excedem em sua ênfase sobre ele.

A Bíblia ordena o jejum?

Embora não hajam regras fixas sobre o jejum, quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, pois isto é algo pessoal, trata-se de uma recomendação bíblica e traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.

No Velho Testamento, na Lei, havia um único dia de jejum instituído:

O dia da expiação (lev.23:27) conhecido dia do jejum, Paulo se referiu a ele (At 27:9).

A bíblia está cheia de menções ao jejum, apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, Jesus esperava que jejuássemos. (Mt 6:16-18 , Lc 5:33-35)

O próprio Jesus jejuou, e lemos em Atos dos Apóstolos que os líderes da igreja, e os discípulos, também o fizeram. Jesus deu ordem para guardarem seus ensinamentos (Mt 28:20) inclusive o modo correto de jejuar.

Meus livros entre os mais vendidos e esgotados!



Wilma Rejane

O livro foi lançado na Primavera de 2013 e colocado à venda nas livrarias virtuais do Brasil e do exterior através da Editora Dracaena. E a primeira edição está absolutamente esgotada! A Primavera de Sara reconta a história de Sara e de Abraão, a trajetória de fé e lutas deste casal e o modo maravilhoso como Deus se revelou e relacionou com eles.  Foi impactante descobrir as revelações de Deus contidas na promessa de que Isaac nasceria na Primavera . E creio que da mesma forma que essa mensagem falou fortemente ao meu coração,  continuará falando aos corações dos leitores do livro. Agradeço por essa segunda publicação ser também um sucesso, para glória de Deus!


http://www.livrariacultura.com.br/p/a-primavera-de-sara-42133453


Em 2015, se Deus me permitir, publico mais um livro estilo ficção chamado "Sinais em Maaloula". Digo: enredo e personagens são obra de ficção, mas os lugares citados no livro são todos reais. Maaloula é uma pequena cidade próxima de Damasco, cuja língua oficial é o aramaico. O nome Maaloula