Quantos anos você tem?



Por Wilma Rejane

Minha professora de Antropologia, do curso de Ciências Sociais, Professora Márcia Adriana, publicou um comentário aqui no blog, na postagem : A jovilialidade do idoso x A sabedoria do jovem. Considerei suas palavras tão sábias que pedi autorização para republicá-las como artigo. Ela autorizou e aqui está, um texto que lança um olhar sem discriminação, sem preconceito, sobre a idade de cada um. As referências autorais estão no final do artigo

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Acredito que temos a idade em três dimensões. Vejamos, tem-se as idades biológica, física e psíquica, ou seja, biologicamente, tem-se 44 anos, contudo, as emoções, pensamentos, permeiam pela faixa etária dos 35- 36 anos e assim, se porta, mais madura, crescida, porém com outro olhar sobre o próprio corpo e as dimensões que permeiam o relacionamento com o outro. Em outro contexto, tem-se alguém com 32 anos, mas que emocionalmente, pelas responsabilidades assumidas, tem fisicamente 44 anos, e pensa com maior maturidade sobre as coisas.

O tempo é uma construção sócio cultural. E a jovialidade também é uma categoria cultural. Como diz Virginia Wolf:" o tempo de espírito é diferente do tempo do relógio". E, as construções temporo-espaciais vão ganhando outras dimensões, outros significados. Ninguém tem o direito de dizer a alguém o que pode ou não usar, o que fica bem ou não, porque cada um tem algo que se chama de "bem-estar bem". E, com o passar dos anos, e com a maturidade, a vida vai sendo redimensionada, modificada, amplificada pelo aproveitamento melhor das relações, pelo valor que é dado ao ser e não ao ter, pela alegria de um encontro, pelas melhores formas de trabalhar as dificuldades, superando-as...


Estação João 3:16


Wilma Rejane


Filhinhos quero que saibam que esta carta ficará gravada para sempre. Ela é a chave que abrirá o caminho para eternidade e salvação da mente e do espírito. Não é uma carta comum, escrita sob pena e tinteiro, é uma carta escrita com sangue, o meu sangue, eu o doei para que você algum dia pudesse ter acesso as chaves dessa estação:

“João 3:16”

Quando abrires esta mensagem, deixe que ela inunde seu coração porque foi com esse propósito que a escrevi. Tentaram me impedir de vos escrever, me capturaram, arrastaram-me pelas ruas açoitando-me e cuspindo-me no rosto. Um espetáculo de humilhação, mas os agressores não sabiam, eles não sabiam que a carta estava sendo escrita para eles também. 

Não lhes devolvi o ódio e as injurias, não faz parte de Minha essência, por isso enquanto me agrediam eu os olhava com amor. Porque a carta é a expressão maior de perdão que alguém, algum dia já escreveu.

Essas poucas linhas da estação João 3:16, levaram séculos de preparação, antes mesmo que tudo existisse a carta estava endereçada: destino, palavras, remetente, selo: Não deveria vir essa carta perfeita? Entre céu, terra, inferno, lugares altos, baixos, essa carta deveria ser lida porque entre Deus, anjos e humanos essa carta vigoraria. Vim pessoalmente vos entregar a carta, a última carta de amor, para que todos pudessem conhecer o Meu Reino onde uma vida vale mais que todos os tesouros. Porque vocês são o maior tesouro.


Como Vencer Quando Você não é o Favorito

Novo Livro do 
Pastor Rubens Teixeira

Rubens Teixeira e João Cruzué, na Livraria Cultura - SP
JOÃO CRUZUÉ


Estive hoje, à tarde, na Livraria Cultura da Avenida Paulista nº 2073, para o lançamento, em São Paulo, do quinto livro do Irmão Rubens Teixeira. Ele é Pastor, Engenheiro, Advogado, Doutor em Economia, Escritor, Blogueiro, formador de opinião muito conhecido no Rio de Janeiro, entre tantos outro títulos. Apesar de tanta bagagem, continua sendo o mesmo moço humilde, sorridente e gentil.  O evento no 1º andar do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista nº 2073 foi marcado para as 17:00 h. A poucos minutos da hora marcada, lá estava o Dr. Rubens, uma amigo do Rio de Janeiro e uma senhora representante da Editora Sextante.

Vou compilar a dedicatória que o Irmão Rubens deixou no meu livro:


As cordas de Acor



Wilma Rejane

Imprimir sentimento de culpa na mente e no coração humano é uma poderosa estratégia de Satanás. Ele sabe que os que são dominados por essas coisas, não raro, deixam de se relacionar com Deus de forma plena. Ele sabe atacar nossos pontos fracos, sabe que uma vida envolvida pela culpa pode ser mais facilmente dominada. É claro que devemos nos esforçar e perseverar em fazer a vontade de Deus. Mas se falharmos, não seja esse o motivo de permanecermos no chão. Precisamos levantar e receber o perdão de Cristo em nossas vidas para prosseguirmos de cabeça erguida e com paz em nosso coração.

A carga da culpa, do pecado, pode aprisionar pessoas cheias de dons e talentos tornando-as incapazes. Sansão foi o maior exemplo de força humana narrada na Bíblia: matou um leão com as mãos, feriu mil homens com uma queixada de jumento, arrebentou os resistentes portões da cidade de Gaza, sem usar qualquer ferramenta. O homem era uma fortaleza, mas quando o pecado o dominou não conseguiu vencer as astutas ciladas de uma mulher. Sansão perdeu a força e a comunhão com Deus e só teve de volta o que havia perdido após arrepender-se.

Lembro de ter lido sobre a maneira de adestramento dos elefantes de circo. O adestrador amarra uma corda bem grossa na pata do elefante e prende-o a uma árvore. O elefante tenta caminhar e não consegue. Depois de tentar várias vezes, ele acaba se convencendo de que a corda é mais forte do que ele. E assim, o elefante está pronto para viver em cativeiro. Uma potência em força e tamanho,mas absolutamente dominado porque não têm consciência de quem ele é.

A cabana de Jonas



Wilma Rejane

A nacionalidade do profeta Jonas é citada no livro de  II Reis 14:25 “ filho do nativo Amitai, morador de Gate-Hefer situada cinco quilômetros ao nordeste de Nazaré”. Era um profeta judeu e o primeiro com a missão de pregar aos gentios. Enviado a cidade de Nínive, Jonas viveu momentos atípicos como ser engolido por um grande peixe e ver uma aboboreira nascer e crescer sobre sua cabeça em questão de minutos. Por tamanha aproximação com peixes e plantas, costumo chamar Jonas de: o profeta da natureza. Pode ser apenas mais uma curiosidade, mas Jonas significa “pombo”, uma ave mansa e que passeia descontraída entre  aglomerações de gente.

Profeta Jonas demonstrava amar animais e plantas, mas quando se tratava de pessoas, ele não tinha muita paciência, especialmente, se estas fossem inimigas politicas de Israel (era o caso dos Ninivitas). E Deus resolve alargar o amor de Jonas por quem ele desprezava, então, envia-o para o território que ele jamais imaginara ir: Nínive. Jonas reluta , mesmo sabendo que ninguém seria capaz de fugir da presença de Deus. Mas ele tenta, e,  claro, não consegue. Que sucesso é o ministério de Jonas! Em um dia de andança pela cidade, a mensagem de Deus, pregada por ele, consegue alcançar todos os termos de Nínive. As pessoas se arrependem e Deus os perdoa .

Já estava tudo em paz em Nínive e ele poderia simplesmente ter pego uma embarcação de volta para casa, satisfeito e feliz. Mas não. Ele junta algumas palhas, restos de madeira e faz uma cabana em um morro com vista para Nínive, esperando a cidade ser destruída pela ira de Deus. Ele não sabia o que se passava no interior das pessoas e julgava erradamente. Jonas, de espia no morro, com calor e aguardando um final infeliz para os inimigos de sua nação. Deus faz nascer uma aboboreira e cobre a cabana de Jonas com folhas viçosas e largas, ele se alegra pela sombra e conforto. Até que, em alguns minutos, sua tranquilidade é abalada …

A Páscoa cristã e a páscoa pagã




Wilma Rejane

O que é páscoa? A palavra  vem do hebraico pesah, traduzida para o grego "páscoa",  significando passagem. Na Bíblia,a primeira citação sobre  Páscoa se encontra no livro de Êxodo 12:11: "Esta é a páscoa do Senhor". A comemoração acontece por ocasião da libertação dos israelitas escravizados no Egito. Uma passagem da vida de escravidão para libertação. Um evento marcado com sangue de cordeiro espargido sob as portas dos libertos, já apontando para o sangue definitivo de Cristo Jesus que seria derramado para libertar pecadores. Páscoa, portanto, é sempre passagem. Uma passagem que ocorre por via miraculosa, um caminho que somente Deus pode prover. Foi abrindo o mar vermelho que os israelitas, enfim, conseguiram se distanciar de modo implacável dos perseguidores egípcios. Através da ressurreição de Cristo, se tornou possível a ressurreição do espírito, a morte do velho homem e o renascimento do novo, também a sua ressurreição para uma vida eterna com Deus.

A Páscoa Bíblica ocorre na Primavera, na estação do renascimento, dos renovos e das colheitas. Um período estrategicamente escolhido por Deus, como a nos dizer que sempre haverá uma "passagem" por onde tudo se refaz, abundantemente. O simbolismo da Primavera com a Páscoa é simplesmente feliz! Deus é Aquele que conduz as estações do tempo terreno e que de modo peculiar e miraculoso preparou passagem para nova vida!

Se Páscoa é tudo que falamos até aqui, que ligação há entre essa comemoração, ovos de chocolate e coelhinhos?

Sofrimento e restauração de Jó



Wallace Sousa


    “Mas ele sabe o meu caminho; prova-me e sairei como o ouro” (Jó 23.10).

Estou certo, que neste mundo sempre passaremos por momentos em que as pressões da vida presente nos levarão ao quase desespero, objetivando trazer-nos desconfiança quanto às promessas de Deus para nossas vidas. Quando passamos por intempéries e adversidades, nos parece que a simples ou plena convicção que temos de pertencer a Deus se torna um tanto irrelevante. Sabe-se, porém, que quando Deus nos leva a passar por provas, objetiva nos instruir e treinar.

Os acontecimentos narrados no livro de Jó se passam nos dias dos patriarcas, sendo, Jó, realmente uma pessoa. O profeta Ezequiel faz menção dele em seu livro. Veja o texto:

“Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor Jeová” (14.14).

O texto trata sobre o sofrimento do justo. Sempre vamos indagar: “Porque tanta gente boa sofre?” Porque tanta catástrofe, injustiça social, corrupção, desastres? É claro que o objetivo desta reflexão não é tratar especificamente do tema do livro, mas traçar pormenores sobre as provações que passou Jó, e que também passamos no dia a dia bem como seus propósitos.
Provações, elas sempre têm um propósito.

Jó era um patriarca da terra de Uz. Seu nome  significa “voltando sempre para Deus”. O texto sagrado cita quem era Jó:

“E este era homem sincero, reto e temente a Deus; e desviava-se do mal. E nasceram-lhe sete filhos e três filhas. E era o seu gado sete mil ovelhas, e três mil camelos, e quinhentas juntas de boi, e quinhentas jumentas; era também muitíssima a gente a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do Oriente” (Jó 1.2,3).

Vivendo bem com Deus o próximo e sua família, Jó é surpreendido repentinamente com uma série de grandes calamidades que desabam sobre sua vida e de sua família. Destituído de tudo quanto tem inclusive de seus filhos e sua saúde Jó fica totalmente desorientado, pois não sabia que estava envolvido a fundo num conflito entre Deus e Satanás. Diante de investidas tão desastrosas uma angústia profunda acerca-se da alma de Jó.


A jovialidade do idoso X a sabedoria dos jovens



Wilma Rejane


- Professor, o que o senhor quer dizer com “jovializar o idoso”?

Debatíamos a complexidade dos comportamentos sociais, o apelo da mídia em relação ao jovem e a raridade  de publicidades voltadas para o idoso. Aula de epistemologia no curso de Ciências Sociais em universidade publica que estou cursando. Insisti em perguntar porque percebi certa ironia do professor em relação ao estilo de vida de alguns idosos. A resposta me causou também surpresa,pois, percebi, que  apesar de avançarmos em muitos aspectos como o tecnológico, científico e etc, ainda há certa vertigem social quanto ao relacionamento juventude X idosos.

- Jovializar o idoso é quando, apesar da idade já avançada, o idoso quer ter uma vida sexualmente ativa, quer usar roupas feitas apenas para jovens, quer estar entre os jovens e enfim, ele não se conforma com a idade que tem, quer sempre parecer mais jovem (respondeu o professor).

- Então, o senhor está afirmando que o idoso tem a obrigação de se sentir velho e imprestável? (replicou meu colega de turma por nome Giordano)

- Não. Mas digo que existe um padrão de comportamento que é próprio dos idosos e que deveria ser usual, natural.

Essa aula provocou em mim certa inquietação sobre o tratamento que a sociedade de modo geral destina aos idosos.  Será que essa jovialidade do idoso foi exemplarmente descrita por meu professor? Será que a jovialidade do idoso não estaria relacionada a uma busca por melhor qualidade de vida? Não estaria relacionada a um modo de ser que se nega a ser esquecido, ignorado? A um estado de espírito?

Penso que há algo de errado com uma sociedade que não valoriza o idoso e relega a ele o papel de peça de museu empoeirada e enferrujada. Claro, nosso senso comum, acende o "sinal de alerta" quando se depara com uma senhora idosa de mini saia, porém, não é sobre a concretização do ridículo que falo. É sobre a possibilidade do idoso ser realmente jovial, produtivo e saudável, sem ser ridículo ou estigmatizado.