Wilma Rejane
Entre os índios Miskitos de Honduras, se conserva o costume da mudança de nome para simbolizar uma nova vida, a morte do passado. O Instituto Indígena de Honduras afirma que essa tradição é ancestral e que é uma forma dos índios tornarem-se isentos do que aconteceu antes.
Os Miskitos adoravam o deus-sol chamado Mapapak e seus lideres espirituais, chamados de Sukia ainda acreditam ter poder de curar e fazer mediação entre o homem e o mundo espiritual. Atualmente alguns missionários trabalham nessas tribos propagando o Evangelho, chamado de "yamni Sturka" (Boas Novas). A primeira Bíblia completa no idioma Miskito foi concluída em 1999.
É provável que a mudança de nome entre os Miskitos, indique bem mais que um antigo costume, mas uma necessidade real de se tornar uma nova pessoa, a partir da remissão de pecados passados.
A graça que habita nos lábios
Na Bíblia também encontramos relatos de mudanças de nomes, logo no livro de Gênesis, Deus muda o nome do casal Sarai a Abrão:
O nome Sarai é modificado para Sara. Na escrita hebraica, D'us substituiu a letra Yud pela letra Hê. O mesmo aconteceu com o nome de seu esposo - a princípio chamava-se Avram (pai da nação de Aram). Depois, foi adaptado para Avraham: pai de muitas nações. O Talmud explica que Sarai significava "minha princesa", porém ao receber uma bênção que dela virá uma importante nação, seu nome é mudado para Sara, sem sufixo, pois será uma princesa para todos. (Bereshit 17:15)
- Sara!
- Eis-me aqui Abraão.
- Querida, o que sentes ao ser chamada pelo novo nome?
- Alegria, meu Senhor. É como ver Isaac correndo por entre as tendas.
- Amada esposa, essa mudança também me faz olhar para o futuro como se ele já existisse e nele somos mais que dois, somos nações acreditando que Deus traz a existência promessas que nos parecem impossíveis.
- Oh Abraão, maravilhoso Deus é Jeová! ( sorriem abraçados)
A mudança de nome aqui, não acontece de forma supersticiosa, Deus abomina esta pratica. Ela acontece como Promessa e tem objetivo de aumentar a fé e proporcionar vida nova. Jesus ao renomear os discípulos também estava convidando-os à transformação. A partir dali, não poderiam continuar com os mesmos pensamentos e atitudes. Uma mudança real, porém, só aconteceu na vida dos 12, anos após terem ouvido os novos nomes serem proferidos pelos lábios do Mestre. Pedro, por exemplo, converteu-se após a ressurreição de Jesus.
Quero um novo nome








