Jon Bloom
Deus não se contenta que apenas entendamos a ideia de que nada é impossível para o Senhor (Jeremias 32:17). Ele deseja que nós tenhamos a maravilhosa alegria de experimentar esta realidade. Mas o período, por vezes angustiante, entre sua promessa e sua provisão, pode nos levar para além da fronteira do que pensamos que podemos acreditar, assim como Ele fez com Abraão e Sara.
Esta conversa imaginativa ocorre pouco depois de Gênesis 17:22]
Abrão adentrou a tenda, com seus olhos ao chão e sua mente vagando a quilômetros de distância. Respirava ofegante. Sarai estava consertando um manto. Ela o observava enquanto ele caminhava de um lado para o outro da tenda. Até que ele caiu sobre as almofadas suspirando.
“O Senhor falou com você de novo, não foi?”
Houve uma pausa.
“Sim.”
Costumava levar um tempo para que Abrão pudesse falar sobre esses encontros, então Sarai levantou para perto sua costura para que pudesse ver melhor. Outra lembrança do seu corpo envelhecido. Mas agora suas mãos estavam tremendo. Abaixou-as, então, de volta ao seu colo.
“O que o Senhor falou?”
“Ismael!” O nome atravessou Sarai como uma flecha. Ela então olhou pela aba da tenda e viu Agar entregar a seu filho suprimentos para carregar ao fogo para cozinhar. O menino tinha treze anos e começava a aparentar já como um homem. Ele era o deleite de seu pai, carne de sua carne. Mas não o deleite dela. O Senhor tinha prometido a Abrão uma descendência. Mas isto era uma profunda e desconcertante tristeza, pois Ele o tinha dado por Agar, sua própria criada. E tinha sido sua própria ideia.
“Sara”
Ela olhou para Abrão. Como ele acabara de lhe chamar?
“Sim, eu lhe chamei de Sara. O Senhor mudou seu nome.”
O Senhor falou dela? Seu coração acelerou como se fosse sair pela boca, repleto de esperança.
“Sara”
Ela olhou para Abrão. Como ele acabara de lhe chamar?
“Sim, eu lhe chamei de Sara. O Senhor mudou seu nome.”
O Senhor falou dela? Seu coração acelerou como se fosse sair pela boca, repleto de esperança.







